{"id":2120,"date":"2009-09-24T09:07:58","date_gmt":"2009-09-24T12:07:58","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/09\/24\/o-segundo-boxe-da-colecao-ingmar-bergman\/"},"modified":"2009-09-24T09:14:50","modified_gmt":"2009-09-24T12:14:50","slug":"o-segundo-boxe-da-colecao-ingmar-bergman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2009\/09\/24\/o-segundo-boxe-da-colecao-ingmar-bergman\/","title":{"rendered":"O segundo boxe da cole\u00e7\u00e3o Ingmar Bergman"},"content":{"rendered":"<p>Decidi come\u00e7ar pelo segundo boxe ao inv\u00e9s do primeiro at\u00e9 por um sentido de cronologia. No primeiro boxe da cole\u00e7\u00e3o est\u00e3o os cl\u00e1ssicos &#8220;O S\u00e9timo Selo&#8221; (1956), &#8220;Morangos Silvestres&#8221; (1957), &#8220;A Fonte da Donzela&#8221; (1960) e &#8220;Gritos e Sussuros&#8221; (1972). Destes, s\u00f3 assisti aos dois primeiros, mas optei por voltar alguns anos na cinematografia do diretor e come\u00e7ar por:\u00a0<strong>\u00a0<\/strong><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/circo.jpg\" alt=\"\u201cNoites de Circo\u201d, Ingmar Bergman\" \/><\/p>\n<p><\/strong><strong>&#8220;Noites de Circo&#8221;, Ingmar Bergman<\/strong> (1953)<br \/>\nApontado por muitos com o marco inicial do primeiro ciclo de grandes obras dirigidas pelo cineasta sueco, &#8220;Noites de Circo&#8221; (&#8220;Gycklarnas Afton&#8221;) ampara-se na desilus\u00e3o e constr\u00f3i um retrato dolorido e agonizante de um grupo de pessoas do universo mambembe. A cr\u00edtica local desceu a lenha na \u00e9poca chamando &#8220;Noites de Circo&#8221; de, entre outras coisas, &#8220;o v\u00f4mito de Bergman&#8221;, mas o filme \u2013 valorizado pela bela fotografia de Sven Nykvist \u2013 sobreviveu de forma sensacional ao tempo.\u00a0<\/p>\n<p>Em seus 84 minutos, &#8220;Noites de Circo&#8221; exibe uma avalanche de decep\u00e7\u00f5es (passional, profissional, pessoal) que n\u00e3o permite ao espectador um sorriso franco. Olhamos com jeito admirado e assustado o caos, a vergonha, a humilha\u00e7\u00e3o e a tentativa de troca de tudo aquilo que se ama pela tranq\u00fcilidade de uma vida burguesa. Esperamos alguma reden\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o vem, e namoramos a esperan\u00e7a de que as coisas possam mudar, e melhorar. Triste engano. &#8220;Noites de Circo&#8221; \u00e9 atual\u00edssimo. As coisas n\u00e3o melhoraram.<strong>\u00a0<\/strong><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/mulheres.jpg\" alt=\"\u201cSonhos de Mulheres\u201d, Ingmar Bergman\" \/><\/p>\n<p><\/strong><strong>&#8220;Sonhos de Mulheres&#8221;, Ingmar Bergman<\/strong> (1955)<br \/>\nUm dos filmes menores da carreira de Bergman nos anos 50, &#8220;Sonhos de Mulheres&#8221; (&#8220;Kvinnodr\u00f6m&#8221;) \u00e9 uma tentativa de entender a alma feminina tendo como base a vida de duas mulheres: Susanne, uma diretora de um est\u00fadio de moda que vive um romance com um homem casado; e D\u00f3ris, uma jovem modelo que trabalha com Susanne e que acaba de terminar com seu namorado. Ela sonha com os atores dos filmes e uma vida de luxo e glamour.<\/p>\n<p>As duas tramas seguem paralelas cada uma delas tendo um ponto alto, mas \u00e9 a de Susanne a que se resolve melhor e soa mais realista apesar do final duvidoso \u2013 muito embora o personagem do c\u00f4nsul, que participa da hist\u00f3ria de D\u00f3ris, seja o grande emblema do filme, um homem rodeado por mulheres (a filha, a m\u00e3e, a modelo), sem compreend\u00ea-las, que acaba virando um joguete. A id\u00e9ia \u00e9 \u00f3tima, mas o filme n\u00e3o convence (embora tenho momentos isolados que merecem serem vistos).<\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/verano.jpg\" alt=\"\u201cSorrisos de Uma Noite de Amor\u201d, Ingmar Bergman\" \/><\/p>\n<p><\/strong><strong>&#8220;Sorrisos de Uma Noite de Amor&#8221;, Ingmar Bergman<\/strong> (1955)<br \/>\nDisparado, o filme que mais gostei da caixa. Talvez por ser uma com\u00e9dia de erros shakesperiana (o t\u00edtulo original, na verdade, \u00e9 &#8220;Sorrisos de Uma Noite de Ver\u00e3o&#8221;, e o filme \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o da famosa pe\u00e7a do bardo ingl\u00eas) com di\u00e1logos espertos e ritmo acelerado. \u00c9 tamb\u00e9m o primeiro filme de Bergman a conseguir sucesso internacional permitindo que a partir daqui o diretor tivesse liberdade art\u00edstica para fazer o que quisesse (os dois filmes seguintes foram &#8220;O S\u00e9timo Selo&#8221; e &#8220;Morangos Silvestres&#8221;).<\/p>\n<p>&#8220;Sorrisos de Uma Noite de Amor&#8221; (&#8220;Sommarnattens Leende&#8221;) \u00e9 movido por duelos verbais e bel\u00edssimas atua\u00e7\u00f5es. Nos extras do DVD, o cineasta relembra o sucesso do filme contando que seus produtores o mandaram para Cannes sem que ele soubesse. &#8220;Um dia abro o jornal e a manchete diz: \u2018Sucesso sueco em Cannes\u2019. Fiquei feliz e fui ver de quem era o filme, e era &#8216;Sommarnattens Leende\u2019. Emprestei dinheiro de uma atriz e peguei o primeiro avi\u00e3o para Cannes&#8221;, relembra o diretor. O filme foi indicado \u00e0 Palma de Ouro e recebeu o pr\u00eamio de melhor humor po\u00e9tico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decidi come\u00e7ar pelo segundo boxe ao inv\u00e9s do primeiro at\u00e9 por um sentido de cronologia. No primeiro boxe da cole\u00e7\u00e3o est\u00e3o os cl\u00e1ssicos &#8220;O S\u00e9timo Selo&#8221; (1956), &#8220;Morangos Silvestres&#8221; (1957), &#8220;A Fonte da Donzela&#8221; (1960) e &#8220;Gritos e Sussuros&#8221; (1972). Destes, s\u00f3 assisti aos dois primeiros, mas optei por voltar alguns anos na cinematografia do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2120"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2120\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}