{"id":19678,"date":"2025-02-04T22:22:47","date_gmt":"2025-02-05T01:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/?p=19678"},"modified":"2025-02-04T22:22:48","modified_gmt":"2025-02-05T01:22:48","slug":"06-um-livro-que-voce-ja-leu-varias-vezes-2-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2025\/02\/04\/06-um-livro-que-voce-ja-leu-varias-vezes-2-3\/","title":{"rendered":"06) \u201cUm livro que voc\u00ea j\u00e1 leu v\u00e1rias vezes\u201d (2\/3)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19679\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/blake1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/blake1.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/blake1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/blake1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Naturalmente \u00e9 muito mais &#8220;f\u00e1cil&#8221; reler poesia e contos do que um romance. N\u00e3o tenho ideia de quantas centenas de vezes abri &#8220;Poetas franceses do s\u00e9culo XIX&#8221;, colet\u00e2nea da Editora Nova Fronteira de 1991 com, entre outros, textos de Mallarm\u00e9, Verlaine e Rimbaud.<\/p>\n<p>O mesmo vale para o vizinho Guilherme de Almeida: &#8220;Meus versos mais queridos&#8221; \u00e9 para ler em voz alta&#8230; e dan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, j\u00e1 leste (e dedicaste) para algu\u00e9m &#8220;Tu e Eu&#8221;, do Luis Fernando Ver\u00edssimo (&#8220;Com\u00e9dias da Vida Privada&#8221; \u00e9 imprescind\u00edvel)?<\/p>\n<p>Na fase adolescente em que o &#8220;Best Of&#8221; (de 1985) do Doors virou ritual em casa, fui atr\u00e1s de tudo que tivesse conex\u00e3o com Jim Morrison. Passei por Huxley, e &#8220;As Portas Da Percep\u00e7\u00e3o \/ C\u00e9u E Inferno&#8221; me levaram \u00e0 Castaneda, at\u00e9 chegam em William Blake &#8211; por essa \u00e9poca, as Mercen\u00e1rias gravaram uma sele\u00e7\u00e3o de versos dos &#8220;Prov\u00e9rbios do Inferno&#8221; no cl\u00e1ssico &#8220;Trashland&#8221;. M\u00fasica e poesia &lt;3<\/p>\n<p>Fiquei t\u00e3o fascinado pelos prov\u00e9rbios que, onde pudesse, eu os declamava.<\/p>\n<p>Dois momentos marcantes: O primeiro foi um trabalho da disciplina Est\u00e9tica da Cultura de Massa em que eu e grupo fizemos da UNITAU o Inferno por uma noite. Era encerramento da Semana da Comunica\u00e7\u00e3o, teatro lotado. Assim que as portas se abriram, as pessoas saindo se deparavam com &#8220;fantasmas&#8221;, tochas de fogo e uma forma\u00e7\u00e3o de banda espalhada pelos cantos do p\u00e1tio que tinha eu declamando um poema em tr\u00eas partes (Huxley abrindo, um poema meu no meio e os Prov\u00e9rbios encerrando) sobre uma base eletr\u00f4nica pesada (nas m\u00e3os do amigo DJ Gu) e arrastada e o melhor guiitarrista da cidade, o Cleber, solando enlouquecido, uma coisa meio NIN. Foi terrivelmente bonito. Tenho em algum DVD aqui em casa&#8230;<\/p>\n<p>A outra foi num sarau na I Mostra Internacional de Cultura Independente de S\u00e3o Paulo, na Funarte, 2000. Tava eu l\u00e1 juntando Ian Curtis, Black Francis e poemas meus at\u00e9 chegar em Blake. Um dos terr\u00edveis prov\u00e9rbios (ausente da m\u00fasica das Mercen\u00e1rias) marcou esse dia:<\/p>\n<p>&#8220;Melhor matar uma crian\u00e7a no ber\u00e7o do acalentar desejos insatisfeitos&#8221;<\/p>\n<p>Um amigo estava filmando com o filho ao lado. Quando veio me cumprimentar ao final, o garoto balbuciou: &#8220;Ele vai matar a criancinha?&#8221;.<\/p>\n<p>Aparentemente, consegui tranquiliza-lo.<\/p>\n<p>Mas isso \u00e9 Blake. &lt;3<\/p>\n<p>Ele sempre volta!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ps. Leia aqui a integra d&#8217;<a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/pms_cnts\/blake.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Os Prov\u00e9rbios do Inferno<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19650\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/livros1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/livros1.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/livros1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/livros1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/tag\/meuslivros\/\">Meus &#8220;20&#8221; livros<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naturalmente \u00e9 muito mais &#8220;f\u00e1cil&#8221; reler poesia e contos do que um romance. 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