{"id":17970,"date":"2018-08-22T12:06:02","date_gmt":"2018-08-22T15:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17970"},"modified":"2023-04-29T14:00:35","modified_gmt":"2023-04-29T17:00:35","slug":"10-discos-favorits-em-10-dias-dia-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/08\/22\/10-discos-favorits-em-10-dias-dia-9\/","title":{"rendered":"10 discos favoritos em 10 dias: Dia 9"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17972 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/joaopenca1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/joaopenca1.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/joaopenca1-150x146.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/joaopenca1-300x292.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>O pequeno Mart\u00edn s\u00f3 chega em dezembro, mas j\u00e1 come\u00e7ou a mudar n\u00e3o s\u00f3 a rotina da casa, como tamb\u00e9m a pr\u00f3pria casa. Na busca por criar um ambiente especial para ele, mudamos o toca-discos que ficava no \u201cquartinho\u201d (que ser\u00e1 dele) para a sala, e isso alterou radicalmente a rotina de ouvir m\u00fasica em casa, pois o vinil voltou a ser inserido no dia-a-dia (Lili agora chega \u00e0 noite, deita no sof\u00e1 com Mart\u00edn na barriga e fica ouvindo discos), j\u00e1 que antes, com o toca-discos no quarto, eventualmente ouv\u00edamos vinil l\u00e1 (eu sempre mantive um toca-discos fuleiro \u2013 tipo Crosley \u2013 do lado do computador pra ouvir algum material que chega ou matar a saudade de algo que n\u00e3o se encontra na rede). Dai que nesse exerc\u00edcio de escolher 10 discos favoritos (atendendo a um convite do Ot\u00e1vio), eu quis fugir dos discos \u00f3bvios evitando falar, mais uma vez, de The Clash, Echo and The Bunnymen, R.E.M., Pixies e Wilco, por exemplo, e centrando foco em discos e artistas que eu amo, mas que na maioria das vezes n\u00e3o tem o devido respeito que merecem.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dA_6m5iWbAY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Como \u00e9 o caso do grupo carioca Jo\u00e3o Penca e Seus Miquinhos Amestrados, que lan\u00e7ou cinco discos fenomenais nos anos 80 (que, juntos, devem ter vendido quase 1 milh\u00e3o de c\u00f3pias), cravou no m\u00ednimo uns 10 grandes hits em r\u00e1dios nacionais (e em novelas da Globo), mas tem quase nada de sua discografia encontr\u00e1vel em streaming, o formato \u201cda moda\u201d (apenas a coleta \u201cHot 20\u201d, lan\u00e7ada em 2000, encontra-se online, sendo que das 20 m\u00fasicas, s\u00f3 12 est\u00e3o dispon\u00edveis). O disco de estreia deles, \u201cOs Maiores Sucessos de Jo\u00e3o Penca &amp; Seus Miquinhos Amestrados\u201d, foi lan\u00e7ado em 1983 pela RCA e vendeu 100 mil c\u00f3pias no embalo do sucesso da par\u00f3dia &#8220;Cal\u00fanias (Telma Eu N\u00e3o Sou Gay)\u201d, cantada no \u00e1lbum por Ney Matogrosso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Jo\u00e3o Penca e seus Miquinhos Amestrados-40 anos Rock Brasil parte 1\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EbCwPGRaXVQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Eles entraram na minha vida, por\u00e9m, com o segundo \u00e1lbum, \u201cOkay My Gay\u201d (1986), que traz um caminh\u00e3o de hits (&#8220;Popstar&#8221;, &#8220;L\u00e1grimas de Crocodilo&#8221;, &#8220;Romance em Alto Mar&#8221; e &#8220;Universot\u00e1rio&#8221;, que traz Lulu Santos, um Miquinho eventual, na guitarra solo) e outras faixas que mereciam ter sido (a vers\u00e3o de \u201cHeartbreak Hotel\u201d, vertida para \u201cCachet\u201d, e a atualiza\u00e7\u00e3o da jovemguardiana \u201cFesta de Arromba\u201d para \u201cLual de Arromba\u201d \u00e9 um achado: \u201cE de sarongue, Gretchen botava lenha na fogueira \/ N\u00e3o dava bola pro Lob\u00e3o falando pelos cotovelos&#8230; a noite inteira\u201d). E ainda tem \u201cEscrava Sexual\u201d e \u201cMenino Prod\u00edgio\u201d. Esse \u00e1lbum vendeu 250 mil c\u00f3pias no ano do Cruzado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cHErLWcYZHE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m da Aliena\u00e7\u00e3o\u201d (1988), o terceiro \u00e1lbum, \u00e9 meu menos favorito deles, e mesmo assim muitas faixas ecoaram no meu quartinho em Taubat\u00e9, principalmente \u201cA Louca do Humait\u00e1\u201d, o single \u201cBanana Split\u201d e \u201cJazz Jazz\u201d. Dai surge meu \u00e1lbum favorito deles, \u201cSucessos do Inconsciente\u201d, que cravou nas r\u00e1dios \u201cMatin\u00ea no Rian\u201d (com participa\u00e7\u00e3o de Paula Toller) e, principalmente, \u201cS.O.S. Miquinhos\u201d, um \u201cmerdley\u201d que sacaneava praticamente toda a Jovem Guarda, mas na parada de casa foi praticamente o disco todo n\u00famero 1: \u201cMenino Justiceiro\u201d, \u201cLarga Meu P\u00e9\u201d, \u201cA Surra\u201d, \u201cO Par\u201d, \u201cO Velho Tubar\u00e3o\u201d, \u201cJohnny Pirou\u201d e \u201cCozinho de Noite\u201d est\u00e3o mais no meu inconsciente do que muitos hits massivos daquele final de d\u00e9cada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zFtVZ_4GFXk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O disco derradeiro, \u201cCem Anos de Rock\u2019n Roll\u201d (1990), repetiu o \u00eaxito dos \u00e1lbuns anteriores (com os hits: \u201cPapa Umama\u201d, \u201cSuga Suga\u201d, \u201cEsse Meu Cabelo Rock\u201d) e inclui mais algumas faixas no meu \u201cthe best\u201d pessoal da banda (\u201cMa Beibe, Beibe\u201d e \u201cO Bom e Velho Rock and Roll\u201d). Passei a d\u00e9cada final do s\u00e9culo passado indo e voltando aos discos do Miquinhos, e quando o novo s\u00e9culo surgiu, tratei de gravar um CDR com mais 25 m\u00fasicas que n\u00e3o estavam na colet\u00e2nea \u201cHot 20\u201d (lan\u00e7ada em 2000) para deixar a m\u00e3o quando a saudade batesse. Curiosamente, nunca os vi ao vivo (uma resenha antiga na revista Bizz era s\u00f3 elogios). A banda ficou inativa quase todos os anos 90 e voltou para shows espor\u00e1dicos em 2007, pendurando a chuteira logo na sequencia. Por\u00e9m, ainda hoje eles soam rockabilly, doo-wop e surf music para ouvir, dan\u00e7ar e se divertir (e os vinis s\u00e3o bem encontr\u00e1veis por ai! Procure!).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HQZKQ5q7Hto?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/10favoritos\/\">10 discos favoritos<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pequeno Mart\u00edn s\u00f3 chega em dezembro, mas j\u00e1 come\u00e7ou a mudar n\u00e3o s\u00f3 a rotina da casa, como tamb\u00e9m a pr\u00f3pria casa. 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