{"id":17964,"date":"2018-08-21T11:36:42","date_gmt":"2018-08-21T14:36:42","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17964"},"modified":"2018-08-21T11:44:24","modified_gmt":"2018-08-21T14:44:24","slug":"dylan-com-cafe-dia-78-shadows","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/08\/21\/dylan-com-cafe-dia-78-shadows\/","title":{"rendered":"Dylan com caf\u00e9, dia 78: Shadows"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17965 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bob450shadows.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bob450shadows.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bob450shadows-150x141.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bob450shadows-300x282.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>O ano de 2015 foi aberto com um novo \u00e1lbum de Bob, seu 36\u00ba disco, e muitos se surpreenderam com a escolha inusitada do artista em revisitar, com seu fio rarefeito de voz, o repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es de amor e abandono interpretadas pelo vozeir\u00e3o de Frank Sinatra na virada dos anos 1950 para os 1960. As pistas, por\u00e9m, j\u00e1 vinham sido deixadas pelo caminho, do disco de covers natalinas de 2009 (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/05\/07\/dylan-com-cafe-dia-54-christmas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Christmas in the Heart<\/a>\u201d) a integra enfim reeditada das <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/08\/20\/dylan-com-cafe-dia-77-basement-complete\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Basement Tapes<\/a> em 2014, oficializando tamb\u00e9m dezenas de covers das sess\u00f5es no por\u00e3o da Big Pink com a The Band em 1967. Isso sem contar que em todas as entrevistas no novo s\u00e9culo, Dylan sempre afirmava que s\u00f3 ouvia \u201cm\u00fasica antiga\u201d (muitas delas recriadas e transformadas em \u201cnovas\u201d nos discos \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/25\/dylan-com-cafe-dia-49-modern-times__trashed\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Modern Times<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/10\/dylan-com-cafe-dia-41-love-and-theft\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Love and Theft<\/a>\u201d, um titulo apropriado), mas regravar Frank Sinatra era o tipo de ousadia inesperada que surpreendeu a todos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iOxy_hy22CA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Gravando ao vivo em dois, m\u00e1ximo de tr\u00eas takes com sua banda no mesmo est\u00fadio em que Sinatra registrou a maioria dessas can\u00e7\u00f5es (<a href=\"https:\/\/www.capitolstudios.com\/services\/studio-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Studio B da Capitol Records<\/a>, no cora\u00e7\u00e3o de Hollywood), Dylan registrou 23 can\u00e7\u00f5es, das quais 10 foram selecionadas para o \u00e1lbum \u201cShadows In The Night\u201d que, segundo Bob, visava retirar essas can\u00e7\u00f5es da sepultura e traze-las a vida novamente. Segundo o engenheiro de som Al Schmitt, Bob chegava ao est\u00fadio com a banda, e ouvia a can\u00e7\u00e3o que iria regravar v\u00e1rias vezes at\u00e9 descobrir a maneira de fazer com que a can\u00e7\u00e3o soasse&#8230; nova. O resultado final \u00e9 um \u00e1lbum bonito que \u201cmesmo quando vacila, mant\u00e9m seu humor singular: apaixonado, assombrado, suspenso entre um presente inconsol\u00e1vel e todos os arrependimentos do passado\u201d, segundo defini\u00e7\u00e3o de Jon Pareles no New Tork Times. O cr\u00edtico David Fricke, da Rolling Stone, achou o disco \u201cnoir\u201d enquanto Stephen M. Deusner, no Pitchfork, escreveu que \u201co canto de Dylan \u00e9 persuasivo sem ser excessivamente reverente\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZLzNANgan7E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No Scream &amp; Yell, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/10\/bob-dylan-na-sombra-cantando-sinatra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gabriel Innocentini definiu<\/a>: \u201cEsse \u00e9 o mais recente exemplo de que ele \u00e9 um dos artistas mais autoconscientes a surgir no universo popular\u201d. Pessoalmente, acredito que \u00e9 um disco bonito que, por\u00e9m, tende a ser esquecido rapidamente, funcionando mais como um exerc\u00edcio de lembran\u00e7a moment\u00e2nea que o pr\u00f3prio tempo se encarrega de eclipsar \u2013 n\u00e3o a toa, na \u00e9poca do lan\u00e7amento do disco em 2015, entre cinco e sete can\u00e7\u00f5es entraram no set list da Never Ending Tour (em meio a \u201cBlowin&#8217; in the Wind\u201d, \u201cLove Sick\u201d e \u201cTangled Up in Blue\u201d), sendo que hoje, tr\u00eas anos depois (e mais quatro discos de covers depois, temas dos pr\u00f3ximos caf\u00e9s) um ou outra aparece t\u00edmida no set &#8211; importante ressaltar que Bob manteve um belo registro vocal ao vivo, ainda que mais para Tom Waits que para Sinatra (como voc\u00ea pode ouvir no bootleg abaixo). Ainda assim, sucesso de vendas (n\u00famero 7 na Billboard e 1 na parada inglesa transformando Dylan no campe\u00e3o de vendas mais velho a alcan\u00e7ar o topo), \u201cShadows In The Night\u201d era apenas a ponta do iceberg. Calma que vem mais&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PH1WqKFxjew?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\"><em>Especial Bob Dylan com Caf\u00e9<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2015 foi aberto com um novo \u00e1lbum de Bob, seu 36\u00ba disco, e muitos se surpreenderam com a escolha inusitada do artista em revisitar, com seu fio rarefeito de voz, o repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es de amor e abandono interpretadas pelo vozeir\u00e3o de Frank Sinatra na virada dos anos 1950 para os 1960. 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