{"id":17886,"date":"2018-08-02T20:36:28","date_gmt":"2018-08-02T23:36:28","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17886"},"modified":"2018-08-02T20:36:28","modified_gmt":"2018-08-02T23:36:28","slug":"dylan-com-cafe-dia-74-cronicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/08\/02\/dylan-com-cafe-dia-74-cronicas\/","title":{"rendered":"Dylan com caf\u00e9, dia 74: Cr\u00f4nicas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17887 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/cronicas.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/cronicas.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/cronicas-150x111.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/cronicas-300x223.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 74: O melhor livro escrito sobre Bob Dylan foi escrito por&#8230; Bob Dylan. Na verdade, esse livro ainda est\u00e1 sendo escrito. Planejado para ser lan\u00e7ado em tr\u00eas volumes, \u201cCr\u00f4nicas\u201d s\u00f3 teve o volume 1 editado em um j\u00e1 distante 2004 (ficou 19 semanas na lista de\u00a0best-sellers\u00a0do\u00a0The New York Times\u00a0de livros de n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o), mas bastou para provocar tanto o leitor ne\u00f3fito quanto o f\u00e3 de primeira hora, que se surpreendeu ao ver o homem abrindo o ba\u00fa empoeirado da mem\u00f3ria para relembrar momentos de seus obscuros primeiros anos (um quebra-cabe\u00e7a geralmente montando no escuro por bi\u00f3grafos) tanto quanto iluminar momentos escolhidos a dedo em uma carreira vasta e repleta de mudan\u00e7as. \u201cCr\u00f4nicas\u201d \u00e9 um livro de Dylan a l\u00e1 Dylan: n\u00e3o h\u00e1 uma sequencia cronol\u00f3gica, mas sim cinco longos (e deliciosos) textos divididos em 304 p\u00e1ginas, que mapeiam momentos particulares da carreira escolhidos a dedo por Dylan.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17888 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan-150x91.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Na cr\u00f4nica de abertura, \u201cAbrindo o Placar\u201d (22 p\u00e1ginas), Bob relembra como era a cena do Greenwich Village quando chegou a Nova York (\u201cO inverno estava de matar\u201d) e pouco <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/20\/dylan-com-cafe-dia-1-bob-dylan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">antes de gravar seu disco de estreia<\/a>: ele conhece o est\u00fadio em que foi gravada \u201cRock Around The Clock\u201d, conta que John Hammond tinha ouvido duas can\u00e7\u00f5es originais suas e \u201cteve a premoni\u00e7\u00e3o que haveria mais\u201d, relembra o ambiente do Caf\u00e9 Wha?, do Caf\u00e9 Bizarre e do Gaslight al\u00e9m de at\u00e9 falar um pouco de sua fam\u00edlia. Mais longo, com quase 90 p\u00e1ginas, \u201cA Terra Perdida\u201d foca em literatura (\u201cHavia romances de Gogol e Balzac, Maupassant, Hugo e Dickens. Geralmente eu abria um livro no meio, lia algumas p\u00e1ginas e, se gostasse, voltava ao come\u00e7o\u201d), m\u00fasica, forma\u00e7\u00e3o cultural (com mem\u00f3rias da fam\u00edlia e da vida escolar) e suas impress\u00f5es de novo morador de Nova York, ou seja, \u00e9 outro texto que permite ao leitor tatear o que fomentou a mente criativa do homem \u2013 num dos momentos mais interessantes ele relembra artistas que, como ele, n\u00e3o seguiam as regras, gente como Miles Davis (\u201cRepudiado pela comunidade do jazz pelo \u00e1lbum \u2018Bitches Brew\u2019) e Jo\u00e3o Gilberto, Roberto Menescal e Carlos Lyra (\u201cQue estavam se libertando do samba infestado de percuss\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17889 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan2.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan2-150x81.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bobdylan2-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>A terceira hist\u00f3ria salta para o per\u00edodo de grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/02\/dylan-com-cafe-dia-11-new-morning\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New Morning<\/a>\u201d, na virada dos anos 60 para os 70, enquanto a quarta cr\u00f4nica relembra as grava\u00e7\u00f5es do grande \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/27\/dylan-com-cafe-dia-32-oh-mercy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oh Mercy<\/a>\u201d, de 1989 (desde o dia em que Bono, do U2, apareceu na sua casa e bebedeira noite adentro, o convenceu a mostrar m\u00fasicas novas o conectando com Daniel Lanois, que seria important\u00edssimo na vida de Dylan nos anos 90). O conto final, \u201cRio de Gelo\u201d, retorna no tempo e rememora artistas que o influenciaram assim como o dia da assinatura de seu primeiro contrato com uma gravadora: \u201cJohn Hammond colocou um contrato na minha frente (&#8230;) e eu disse: \u2018Onde eu assino?\u2019. Eu confiava nele. Havia no mundo uns mil reis talvez, e ele era um deles. Antes de ir embora naquele dia, ele me deu dois discos que ainda n\u00e3o estavam dispon\u00edveis para o p\u00fablico, e que achou que poderiam me interessar. Um deles era \u2018King of the Delta Blues\u2019, de um cantor chamado Robert Johnson, que eu jamais tinha ouvido falar. Ele me mostrou a capa, um desenho incomum no qual o desenhista olha do teto da sala e v\u00ea aquele cantor e violinista furiosamente intenso. Que capa eletrizante. Quem quer que fosse o cantor da imagem, ele j\u00e1 havia me possu\u00eddo\u201d. Dai pra frente, Bob relembra como foi ouvir Robert Johnson pela primeira vez em mais um momento especial entre tantos de um grande livro. Essencial.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17890 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/robertjohnson.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/robertjohnson.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/robertjohnson-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/robertjohnson-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\"><em>Especial Bob Dylan com Caf\u00e9<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 74: O melhor livro escrito sobre Bob Dylan foi escrito por&#8230; Bob Dylan. Na verdade, esse livro ainda est\u00e1 sendo escrito. 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