{"id":17790,"date":"2018-07-16T16:57:38","date_gmt":"2018-07-16T19:57:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17790"},"modified":"2018-07-16T17:12:23","modified_gmt":"2018-07-16T20:12:23","slug":"dylan-com-cafe-dia-70-howard-sounes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/07\/16\/dylan-com-cafe-dia-70-howard-sounes\/","title":{"rendered":"Dylan com caf\u00e9, dia 70: Howard Sounes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17792 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/dylansounes450.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/dylansounes450.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/dylansounes450-150x138.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/dylansounes450-300x276.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 70: A vida de Bob Dylan \u00e9 um mist\u00e9rio que centenas de biografias ainda n\u00e3o conseguiram dar conta. Na verdade, quando mais se descobre sobre Bob Dylan, menos se sabe sobre Bob Dylan. V\u00e1rios bons bi\u00f3grafos deitaram-se sobre o tema e, como observou um cr\u00edtico do New York Times, se \u201cBob Dylan: An Intimate Biography&#8221; (1971), de Anthony Scaduto, falhava no estudo do personagem e no exagero; &#8220;No Direction Home&#8221; (1986), se beneficiava da amizade de Robert Shelton com Dylan, mas n\u00e3o dos atributos cr\u00edticos de Shelton; enquanto \u201cBob Dylan\u201d (1991), de Bob Spitz, tamb\u00e9m pecava na formula\u00e7\u00e3o cr\u00edtica; e \u201cBob Dylan: Behind the Shades\u201d (1991), de Clinton Heylin, falhava tentando encontrar um real \u201cDylan\u201d em meio \u00e0s m\u00e1scaras que o definem. Em 2001, quem decidiu se lan\u00e7ar sobre a vida de Robert Zimmerman foi o jornalista brit\u00e2nico Howard Sounes, que em 1998 colocara nas lojas \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/07\/04\/nas-beiradas-do-sonho-americano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vida e Loucuras de um Velho Safado<\/a>\u201d, bio de Charles Bukowski (lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Conrad). Ao contr\u00e1rio de Robert Shelton e Bob Spitz, Howard Sounes carrega as tintas na cr\u00edtica, algumas vezes com ran\u00e7o, o que, inclusive, dificulta bastante confiar em outros livros do autor como \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/07\/19\/a-intimidade-de-paul-mccartney\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Intimidade de Paul McCartney<\/a>\u201d (em que por v\u00e1rios trechos ele compara Macca com Dylan visando diminuir o ex-beatle) e o pol\u00eamico \u201cTwo lives of Lou Reed: Notes from the Velvet Underground\u201d (2015). Este \u201cDown The Highway \u2013 The Life of Bob Dylan\u201d, de 2000 (lan\u00e7ado no Brasil em 2001 como \u201cDylan, a Biografia\u201d pela Editora Conrad), por\u00e9m, \u00e9 um dos livros mais equilibrados do autor \u2013 pese provavelmente o fanatismo que faz com Sounes diminua todos os demais perante Bob. Na \u00e9poca, Sounes se vangloriava de corrigir equ\u00edvocos de nascimentos dos filhos de Dylan, de descobrir um casamento e um filho n\u00e3o divulgados pela imprensa e de mapear seus im\u00f3veis ao redor do mundo, dados que acrescentam ainda mais lenha na confus\u00e3o do mito. O ponto alto desta boa biografia, por\u00e9m, \u00e9 o tempo que o escritor se dedica \u00e0s sess\u00f5es de alguns \u00e1lbuns (em conversas com diversos m\u00fasicos que acompanharam Bob): &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/16\/dylan-com-cafe-dia-24-shot-of-love\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Shot of Love<\/a>&#8221; (1981) e &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/20\/dylan-com-cafe-dia-27-empire-burlesque\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Empire Burlesque<\/a>&#8221; (1985) s\u00e3o dissecados com o mesmo carinho que \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/07\/dylan-com-cafe-dia-16-blood\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blood on The Tracks<\/a>\u201d (1975) e a m\u00edtica trilogia \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/24\/dylan-com-cafe-dia-5-back\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bring It All Back Home<\/a>&#8221; (1965), &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/25\/dylan-com-cafe-dia-6-back\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Highway 61 Revisited<\/a>&#8221; (1965) e &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/26\/dylan-com-cafe-dia-7-back\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blonde on Blonde<\/a>&#8221; (1966). Em alguns momentos, o texto escorrega para a fofoca (e o The Sun sorri) e a especula\u00e7\u00e3o como quando Bonnie Beecher (namorada e Bob Dylan dos tempos do col\u00e9gio em Minneapolis \u2013 \u00e9poca da qual sa\u00edram duas fitas famosas, \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/05\/21\/dylan-com-cafe-dia-56-minneapolis-tape-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Minneapolis Party Tape<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/06\/11\/dylan-com-cafe-dia-64-minneapolis-tape-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Minneapolis Hotel Tape<\/a>\u201d) tentou falar com Bob em um show nos anos 90, mas teria sido ignorada por Bob e pelos seguran\u00e7as e sentiu-se humilhada (\u201cO marido de Bonnie \u2013 e amigo de Bob \u2013 tentou faze-la sentir-se melhor dizendo que Bob havia passado direto por George Harrison da mesma maneira\u201d; Sounes acrescenta: \u201cBob pode nem t\u00ea-la visto: sem seus \u00f3culos, que ele se recusa a usar no palco por pura vaidade, Bob \u00e9 praticamente cego\u201d). Tendo discernimento para avaliar as opini\u00f5es de Sounes e de muitos (ex-)amigos do homem, \u201cBob Dylan, a Biografia\u201d, \u00e9 um passatempo bastante agrad\u00e1vel que ajuda o leitor a se situar na obra de Bob, e se perder sobre quem ele realmente \u00e9.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17793 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/downbob.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"690\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/downbob.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/downbob-98x150.jpg 98w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/downbob-196x300.jpg 196w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Trecho de &#8220;Dylan &#8211; A biografia&#8221;, de\u00a0Howard Sounes<\/strong><\/p>\n<p><em>O ontem se foi, mas o passado continua vivo. O homem tinha uma nadar estranhamente l\u00e9pido, como uma marionete manipulada por cordas invis\u00edveis. Sua cabe\u00e7a parecia se mover com um ritmo pr\u00f3prio. Ele usava roupas mal-ajambradas que o faziam parecer um peixe fora d&#8217;\u00e1gua em uma \u00e1rea elegante de Manhattan, tendo quase a apar\u00eancia de um sem-teto. Contudo, vistas mais de perto, as roupas pareciam novas. Ao ser olhado mais pr\u00f3ximo ainda, o rosto p\u00e1lido, a barba por fazer, esse homem de meia-idade e corpo franzino parecia familiar. Sob o chap\u00e9u, o n\u00edtido nariz adunco, as fei\u00e7\u00f5es delicadas emolduradas por um filete de barba. Ao co\u00e7ar o nariz, notam-se as unhas compridas e sujas. Ao olhar para atravessar a rua, os olhos que se via eram de um azul quase t\u00e3o intenso quanto o dos ovos do tordo norte-americano.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014&#8221;\u00c9 o Bob Dylan!&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>As pessoas freq\u00fcentemente o reconheciam, berrando animadamente sauda\u00e7\u00f5es, quase n\u00e3o acreditando que estavam vendo uma lenda na rua. Bob odiava quando elas o agarravam, mas ele era, no fundo, um educado cidad\u00e3o do interior e n\u00e3o se importava em dar um al\u00f4. Quando falava \u2014 talvez somente para dizer algo como &#8220;A\u00ed, cara, como \u00e9 que \u00e9?&#8221; &#8211; sua voz era t\u00e3o caracter\u00edstica, com as palavras saindo aos trancos do diafragma e ent\u00e3o parecendo deslizar atrav\u00e9s do nariz quase c\u00f4mico, enfatizando a palavra errada na frase e encurtando outras palavras, que s\u00f3 podia ser Bob Dylan. Bob foi at\u00e9 a esquina da 57&#8243;&#8216; Street com a Lexington Avenue e entrou em um pequeno bar, o Irish Pavilion. Tommy Makem, o dono, era um velho amigo do in\u00edcio dos anos 1960 &#8211; quando Bob era aprendiz em seu of\u00edcio -, um irland\u00eas de fala mansa que tinha tocado can\u00e7\u00f5es folk tradicionais com os Clancy Brothers nos bares de Greenwich Village, em Nova York. Makem n\u00e3o via Bobby &#8211; como o conhecia &#8211; h\u00e1 muitos anos. &#8220;N\u00e3o havia ningu\u00e9m com ele, nenhum motorista, nenhuma companhia, ningu\u00e9m. Estava s\u00f3&#8221;, relembra ele. Makem acomodou Bob em uma mesa reservada, onde ele n\u00e3o seria visto por outros fregueses. Depois foi buscar seu banjo e subiu ao palco para o show. Makem tocou as antigas baladas que Bob adorava, can\u00e7\u00f5es vigorosas como &#8220;Brennan on the moor&#8221; e a melanc\u00f3lica &#8220;Will you go, Lassie, go&#8221;. Houve um intervalo antes da segunda parte e ele foi at\u00e9 onde Bob estava comendo e bebendo alguma coisa. &#8220;Se estiver a fim de cantar uma m\u00fasica, me avise&#8221;, disse. Mas Bob preferiu ficar sentado em sil\u00eancio, sozinho. Ele estava se divertindo imensamente. O Irish Pavilion o fazia lembrar de seus primeiros dias em Nova York e das pessoas que l\u00e1 conhecera, artistas como John Lee Hooker, &#8220;Cisco&#8221; Houston e &#8220;Big&#8221; Joe Williams. Para ele, esses homens eram monumentais: tinham inspirado e influenciado toda a sua carreira. Depois que a plat\u00e9ia se dispersou, Makem puxou uma cadeira e conversou com Bob enquanto os funcion\u00e1rios varriam em volta das mesas. Era do passado que Bob queria falar &#8211; velhos amigos dos velhos bares, pessoas que ele n\u00e3o via fazia trinta anos, e antigas lembran\u00e7as, como a da noite em que ele correu at\u00e9 a casa do irland\u00eas na 6th Avenue, entusiasmado com uma m\u00fasica que escrevera.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Deus, deviam ser 2 e meia ou 3 horas da madrugada&#8221;, diz Makem. &#8220;Foi at\u00e9 l\u00e1 para me mostrar a letra de uma longa balada sobre um assassinato que tinha escrito para a melodia de alguma m\u00fasica que ouvira Liam [Clancy] e eu cantarmos. Havia uns vinte versos nela, ele cantou a m\u00fasica toda. Eu pensei, Deus, que coisa interessante esse cara est\u00e1 fazendo&#8221;. Poucas semanas depois da inesperada visita de Bob ao Irish Pavilion, na primavera de 1992, Tommy Makem recebeu uma carta da gravadora de Bob, a Sony Music. Ele estava sendo convidado a se apresentar em um show comemorativo dos 30 anos da carreira de Bob (embora, na verdade, ele viesse gravando h\u00e1 31). Bob n\u00e3o tinha dito nada quando eles se encontraram, mas isso era t\u00edpico dele; nunca fora muito falante. Makem n\u00e3o tinha certeza, a princ\u00edpio, de que tipo de show se tratava. Pelo jeito contido com que Bob perambulava sozinho pela cidade, vestido como um vagabundo, podia-se pensar que seus dias de grande astro tinham acabado, e que uma comemora\u00e7\u00e3o de sua carreira seria realizada em um teatro modesto em um lugar qualquer com alguns velhos amigos. &#8220;Foi extremamente glamoroso, um evento muito maior do que eu imaginara&#8221;, diz Makem. &#8220;Foi gigantesco.&#8221; O palco do Show de Comemora\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/01\/dylan-com-cafe-dia-36-30th-anniversary\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">30\u00ba Anivers\u00e1rio de Bob<\/a>, como foi chamado, foi o Madison Square Garden, o enorme complexo esportivo em Manhattan. Quando foi anunciado que Bob se apresentaria juntamente com alguns dos nomes mais famosos da m\u00fasica, 18 mil lugares foram vendidos em uma hora. E olha que os promotores do evento estavam cobrando entre 50 e 150 d\u00f3lares por pessoa, pre\u00e7os recordes. Quando chegou ao Riliga Royal Hotel, onde os m\u00fasicos estavam hospedados, Makem descobriu que a lista de convidados inclu\u00eda n\u00e3o apenas antigos cantores folk como tamb\u00e9m superastros como Eric Clapton e George Harrison, amigos de Bob.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17794 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/bobsounes.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/bobsounes.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/bobsounes-150x113.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/bobsounes-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\">Especial Bob Dylan com Caf\u00e9<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 70: A vida de Bob Dylan \u00e9 um mist\u00e9rio que centenas de biografias ainda n\u00e3o conseguiram dar conta. Na verdade, quando mais se descobre sobre Bob Dylan, menos se sabe sobre Bob Dylan. V\u00e1rios bons bi\u00f3grafos deitaram-se sobre o tema e, como observou um cr\u00edtico do New York Times, se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[248],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17790"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17790"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17790\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17797,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17790\/revisions\/17797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17790"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17790"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17790"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}