{"id":17587,"date":"2018-05-21T10:58:48","date_gmt":"2018-05-21T13:58:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17587"},"modified":"2018-05-21T11:03:09","modified_gmt":"2018-05-21T14:03:09","slug":"dylan-com-cafe-dia-56-minneapolis-tape-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/05\/21\/dylan-com-cafe-dia-56-minneapolis-tape-1\/","title":{"rendered":"Dylan com caf\u00e9, dia 56: Minneapolis Tape 1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tapedylan.jpg\" \/><\/p>\n<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 56: A oficializa\u00e7\u00e3o de dezenas de bootlegs de Dylan em alta qualidade pela Columbia Records n\u00e3o diminuiu o interesse de f\u00e3s pelo vasto material raro deixado de lado por Bob durante sua carreira. Entre estes, destaque para duas fitas caseiras que Bob gravou em Minnesota, 1961, antes ainda de lan\u00e7ar seu primeiro disco. A primeira delas (conhecida hoje como \u201cThe Minneapolis Party Tape\u201d) foi gravada em maio, h\u00e1 meio que um consenso sobre isso, mas o local permanece obscuro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/party.jpg\" \/><\/p>\n<p>Alguns apostam num caf\u00e9, outros no apartamento de Bonnie Beecher, uma garota que Bob conheceu no col\u00e9gio (e que inspirou a can\u00e7\u00e3o &#8220;Girl from the North Country&#8221;), e que certamente abrigou a segunda sess\u00e3o em dezembro, conhecida como \u201cMinnesota Hotel Tape\u201d, e que, entre outras coisas, traz o quarteto de covers de Woody Guthrie \u201cVD Blues\u201d, \u201cVD Waltz\u201d, \u201cVD City\u201d e \u201cVD Gunner&#8217;s Blues\u201d, cujo tema central \u00e9 doen\u00e7a ven\u00e9rea (VD) \u2013 em 1949, quando Guthrie escreveu o quarteto VD, estimava-se que mais de 3 milh\u00f5es de norte-americanos tivessem s\u00edfilis e o problema era mais uma quest\u00e3o social do que m\u00e9dica, <a href=\"https:\/\/medium.com\/@fredbals\/bob-dylan-the-vd-quartet-8cc2fc525bdc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explica Fred Balls neste excelente texto<\/a>. Trechos destas duas fitas circulam desde o final dos anos 60 entre f\u00e3s com os nomes mais variados como \u201cGreat White Wonder\u201d (1969) e \u201cBlind Boy Grunt\u201d (1972). Ou\u00e7a abaixo um dos primeiros bootlegs de Dylan!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c8lVPCG9yrA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>De olho nisso, o selo brit\u00e2nico Smokin\u2019 Production aproveitou que no Reino Unido os direitos autorais se esgotam ap\u00f3s 50 anos e \u201coficializou\u201d as duas famosas sess\u00f5es de Dylan em Minneapolis, 1961. Na primeira delas, \u201cThe Minneapolis Party Tape\u201d (o caf\u00e9 de hoje), Dylan j\u00e1 estava rondando bares no Greenwich Village havia cinco meses quando baixou na cidade numa pausa a caminho de Hibbing, para ver seus pais. Como conta o livreto que acompanha esse relan\u00e7amento, \u201cessas incurs\u00f5es a Minneapolis permitiram a Dylan usar um gravador de amigos para capturar o progresso que ele havia feito musicalmente durante seu tempo em Nova York. Ansioso para demonstrar o quanto aprendeu enquanto vivia na Big Apple, ele se apresentou em v\u00e1rias ocasi\u00f5es para seus velhos amigos, e o chamado Minnesota Party Tape \u00e9 o resultado combinado de duas ou, mais provavelmente, tr\u00eas dessas sess\u00f5es de maio\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gaslight.jpg\" \/><\/p>\n<p>Bob tinha apenas 20 anos e a base do repert\u00f3rio s\u00e3o can\u00e7\u00f5es de Woody Guthrie (10 das 25 can\u00e7\u00f5es s\u00e3o dele, incluindo \u201cThis Land Is Your Land\u201d), mas h\u00e1 tamb\u00e9m can\u00e7\u00f5es tradicionais e n\u00fameros de Reverend Gary Davis, McKinley Morganfield, Jesse Fuller e Bess Lomax Hawes. De in\u00e9dito, \u201cBonnie, Why&#8217;d You Cut My Hair?\u201d, uma brincadeira sobre os caminhos de rato que Bonnie deixou na cabe\u00e7a de Dylan quando ele pediu a ela para dar um jeito no seu visual e cortar seu cabelo para que ele n\u00e3o chegasse \u00e0 casa dos pais de cabelo comprido, costeleta e visual desleixado. Mais um documento hist\u00f3rico que flagra Dylan poucos meses antes de entrar em est\u00fadio para gravar o primeiro \u00e1lbum pela Columbia (em novembro) e ser lan\u00e7ado (em mar\u00e7o de 1962). Agora de f\u00e1cil acesso (tem CDs e vinis na Amazon e voc\u00ea encontra em streaming no Spotify, Deezer, Google Play e mais). V\u00e1 atr\u00e1s.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bonnie.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Especial Bob Dylan com Caf\u00e9<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 56: A oficializa\u00e7\u00e3o de dezenas de bootlegs de Dylan em alta qualidade pela Columbia Records n\u00e3o diminuiu o interesse de f\u00e3s pelo vasto material raro deixado de lado por Bob durante sua carreira. 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