{"id":17344,"date":"2018-04-10T13:30:24","date_gmt":"2018-04-10T16:30:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17344"},"modified":"2018-04-10T13:30:24","modified_gmt":"2018-04-10T16:30:24","slug":"dylan-com-cafe-dia-41-love-and-theft","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/10\/dylan-com-cafe-dia-41-love-and-theft\/","title":{"rendered":"Dylan com caf\u00e9, dia 41: &#8220;Love and Theft&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17345 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan2.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan2-298x300.jpg 298w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 41: Nem a enorme quantidade de cr\u00edticas elogiosas, nem os tr\u00eas Grammy\u2019s e muito menos o n\u00famero 10 na Billboard (o primeiro Top 10 de Dylan desde \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/14\/dylan-com-cafe-dia-22-slow-train\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Slow Train Comin<\/a>g\u201d, de 1979) conquistado por \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/06\/dylan-com-cafe-dia-39-time-out-of-mind\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Time Out of Mind<\/a>\u201d (1997) satisfizeram Bob em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de Daniel Lanois, que ele resume no livro \u201cCr\u00f4nicas\u201d como \u201cturbulenta\u201d. Ele tamb\u00e9m havia ganhado um Oscar em 2000 pela can\u00e7\u00e3o &#8220;Things Have Changed&#8221;, do filme \u201cGarotos Incr\u00edveis\u201d, e mesmo chegando aos 60 anos (em 24 de maio de 2001), n\u00e3o estava pensando em desacelerar. Muito pelo contr\u00e1rio: em seu novo disco, Dylan assumiria os riscos da produ\u00e7\u00e3o (assinada com o codinome Jack Frost), que contaria com sua banda da Never Ending Tour e a busca sonora por algo mais leve e animado, mas como com Dylan nada \u00e9 t\u00e3o simples, \u201cLove and Theft\u201d foi lan\u00e7ado no fat\u00eddico 11 de setembro de 2001.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hPrWYS_3tbc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>O cr\u00edtico da Village Voice foi certeiro: &#8220;Se \u2018Time Out of Mind\u2019 era seu \u00e1lbum sobre morte \u2013 n\u00e3o era, mas voc\u00ea sabe como as pessoas dizem que \u00e9 \u2013 este \u00e9 sobre imortalidade&#8221;. Fazia muito, muito tempo, que Dylan n\u00e3o soava t\u00e3o \u00e0 vontade em um disco cantando novas can\u00e7\u00f5es com ecos de jazz, blues, rockabilly e New Orleans, como na acelerada faixa de abertura, que desloca os personagens \u201cTweedle Dee &amp; Tweedle Dum\u201d de \u201cAlice Atrav\u00e9s do Espelho\u201d, de Lewis Carrol, para uma festa de Mardi Gras: \u201cEles est\u00e3o pegando um bonde numa rua chamada desejo\u201d, sarreia na ideia \u201cAmor e Roubo\u201d do disco (utilizada em diversas faixas). O clima muda totalmente na segunda can\u00e7\u00e3o (algo que se seguir\u00e1 metodicamente at\u00e9 o fim do disco), \u201cMississipi\u201d, uma suave recria\u00e7\u00e3o de uma sobra de \u201cTime Out of Mind\u201d que Dylan dizia que Lanois insistia em lotear de percuss\u00e3o, mas Bob a queria mais simples (antes de chegar aqui, inclusive, ela foi lan\u00e7ada num disco de Sheryl Crow). J\u00e1 o rockabilly \u201cSummer Days\u201d provoca: \u201cN\u00e3o se pode repetir o passado&#8230; \u00e9 claro que se pode!\u201d. O clima volta a arrefecer elegantemente em \u201cBye and Bye\u201d, se torna grandioso no blues de Chicago \u201cLonesome Day Blues\u201d, baixa a guarda novamente no swingzinho de \u201cFloater\u201d at\u00e9 abrir as portas para uma das grandes can\u00e7\u00f5es do disco, a caipir\u00edssima \u201cHigh Water (For Charley Patton)\u201d. Dylan segue batendo suavemente (\u201cHonest With Me\u201d, \u201cCry A While\u201d) e assoprando (\u201cMoonlight\u201d, \u201cPo&#8217; Boy\u201d, \u201cSugar Baby) num \u00e1lbum elegante, primeiro volume de uma trilogia que se seguir\u00e1 com \u201cModern Times\u201d (2006) e \u201cTogether Through Life\u201d (2009), mas isso j\u00e1 \u00e9 assunto para outros caf\u00e9s.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zRo3r8g-w30?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Ps 1: uma vers\u00e3o deluxe do \u00e1lbum ganhou um segundo CD com duas ent\u00e3o raridades: &#8220;I Was Young When I Left Home&#8221;, gravada em Minneapolis em dezembro de 1961, surgia pela primeira vez, mas ser\u00e1 oficializada tamb\u00e9m no volume 7 das Bootleg Series. J\u00e1 o take alternativo de &#8220;The Times They Are a-Changin'&#8221;, datado de 23 de outubro de 1963, nunca havia sido editado, e s\u00f3 consta deste lan\u00e7amento. \u00c9 uma vers\u00e3o mais lenta, menos militante e mais introspectiva do hino que deu nome ao terceiro \u00e1lbum de Bob.<\/p>\n<p>Ps. 2: O box triplo \u201cThe Bootleg Series Vol. 8 \u2013 Tell Tale Signs\u201d exibe tr\u00eas vers\u00f5es diferentes de \u201cMississipi\u201d, todas das sess\u00f5es \u201cTime Out of Mind\u201d. Adoro a vers\u00e3o 3, para mim, a com melhor vocal de Dylan, mas a 2 tamb\u00e9m \u00e9 bem interessante, e as tr\u00eas soam bem diferentes do floreio que Bob acrescentou \u00e0 vers\u00e3o final presente em \u201cLove and Theft\u201d. Esse box ainda traz vers\u00f5es ao vivo de \u201cHigh Water (For Charley Patton)\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/03\/07\/bob-dylan-e-o-retrato-borrado-da-era-de-ouro-do-rock-n-roll\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bem guitarreira e muito pr\u00f3xima da vers\u00e3o mostrada no Brasil em 2008<\/a>) e \u201cLonesome Day Blues\u201d.<\/p>\n<p>Ps. 3: \u201cLove and Theft\u201d foi ainda mais longe do que \u201cTime Out of Mind\u201d nas paradas batendo na 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o do ranking da Billboard. O \u00e1lbum tamb\u00e9m ganhou um Grammy na categoria de Melhor \u00c1lbum Folk de 2001.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17346 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan3.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/dylan3-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\"><em>Especial Bob Dylan com Caf\u00e9<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 41: Nem a enorme quantidade de cr\u00edticas elogiosas, nem os tr\u00eas Grammy\u2019s e muito menos o n\u00famero 10 na Billboard (o primeiro Top 10 de Dylan desde \u201cSlow Train Coming\u201d, de 1979) conquistado por \u201cTime Out of Mind\u201d (1997) satisfizeram Bob em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de Daniel Lanois, que ele [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[248],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17344"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17344"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17347,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17344\/revisions\/17347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}