{"id":17330,"date":"2018-04-09T20:23:10","date_gmt":"2018-04-09T23:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17330"},"modified":"2018-04-28T17:24:56","modified_gmt":"2018-04-28T20:24:56","slug":"16-cervejas-da-thornbridge-brewery","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/04\/09\/16-cervejas-da-thornbridge-brewery\/","title":{"rendered":"16 cervejas da Thornbridge Brewery"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17331 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thornbridge.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"456\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thornbridge.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thornbridge-296x300.jpg 296w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o cervejeira artesanal estadunidense, que surgiu a partir dos anos 80 buscando acrescentar sabor e liberdade numa batalha contra a cerveja cada vez mais desinteressante mainstream vendida no pa\u00eds, algumas escolas cl\u00e1ssicas, do dia para a noite, envelheceram alguns s\u00e9culos. Ao revisitar receitas e leva-las, muitas vezes, ao exagero, os norte-americanos acabaram criando uma nova escola, mas, ainda assim, as escolas cl\u00e1ssicas de cerveja s\u00e3o a base de uma cultura milenar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r-BTlhO-L6M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>A escola inglesa, por exemplo, segue muitas vezes injusti\u00e7ada. Exemplos existem aos montes, mas \u00e9 normal perceber ne\u00f3fitos que bebem uma India Pale Ale inglesa reclamando da falta de exagero made in USA, pois n\u00e3o entendem que a IPA, quando nasceu, era exatamente assim. O que os norte-americanos fizeram foi eleva-la a um novo patamar local, que, muitas vezes, n\u00e3o tem a ver com o que acontece realmente no mundo cervejeiro das terras da Rainha.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17341 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thorn2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thorn2.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thorn2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Ainda assim \u00e9 interessante perceber que toda base da cultura cervejeira moderna foi constru\u00edda por belgas, alem\u00e3es, tchecos e ingleses, e que agora eles passam a sofrer influ\u00eancias do mundo externo, no geral, e da escola norte-americana, no particular. Um bom exemplo deste caso \u00e9 o card\u00e1pio caprichado da Thornbridge, cervejaria fundada em 2005 em Derbyshire, no Reino Unido, cuja miss\u00e3o parece ser traduzir com eleg\u00e2ncia para os brit\u00e2nicos os avan\u00e7os conquistados pela escola norte-americana.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17340 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thorn.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thorn.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thorn-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>O caminho que a Thornbridge encontrou foi o de utilizar l\u00fapulos bastante arom\u00e1ticos, deixar o malte caramelo em segundo plano, mas sem elevar excessivamente o \u00e1lcool, afinal nas ilhas, a cultura da botecagem \u00e9 coisa s\u00e9ria e ningu\u00e9m quer ficar b\u00eabado antes do sino soar no pub \u00e0s 23h. Para conferir isso na pr\u00e1tica, 16 r\u00f3tulos diferentes da cervejaria inglesa mais badalada da atualidade aportam no Brasil via importa\u00e7\u00e3o da Suds Insanity, respons\u00e1vel tamb\u00e9m por estrear a sueca Nils Oscar do lado debaixo do Equador.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17339 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/roses.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/roses.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/roses-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/roses-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Numa tarde e noite de quarta-feira no Emp\u00f3rio Alto de Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, a equipe da Suds Insanity reuniu a imprensa para apresentar os 16 r\u00f3tulos da Thornbridge Brewery que aportam no pa\u00eds. E a abertura n\u00e3o poderia ter sido melhor para exemplificar o qu\u00e3o fora da caixinha inglesa s\u00e3o as cervejas dos caras: a Raindrops on Roses (5.3% ABV) \u00e9 uma witbier (que lembra pouco uma witbier cl\u00e1ssica) com p\u00e9talas de rosas bastante presente no aroma e no paladar. Venceu o &#8220;The Home Brew Challenge 2016&#8221;. Uma bela surpresa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17338 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/wed.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/wed.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/wed-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/wed-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Na sequencia, Bang Saray (4.5% ABV), uma Thai Pale Ale com lim\u00e3o Kaffir e capim-lim\u00e3o (tamb\u00e9m bastante presente) que segue a linha doidinha da anterior em outra boa surpresa (n\u00e3o inglesa). A The Wednesday (4% ABV) \u00e9 uma English Pale Ale bastante arom\u00e1tica, com l\u00fapulos made in USA Simcoe e Citra. \u00c9 a cerveja oficial do Sheffield Wednesday Football Club. A pr\u00f3xima foi Kipling South Pacific Pale Ale (5.2%), com l\u00fapulo neozelandes Nelson Sauvin (por isso a brincadeira do SP) bastante presente. Bem leve e arom\u00e1tica. At\u00e9 agora, uma paleta bem diferenciada de aromas e sabores, o que \u00e9 bem legal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17336 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jaipur.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jaipur.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jaipur-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/jaipur-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Primeira Gose da s\u00e9rie, a Mr. Smith Gose To (4% ABV) recebe adi\u00e7\u00e3o de extrato de melancia. Bastante suavidade, muita melancia presente, acidez bem leve para o estilo. A chave aqui \u00e9 refresc\u00e2ncia. Chegamos ent\u00e3o ao hit da casa: com mais de 100 pr\u00eamios em todo o mundo, a Jaipur (5.9% ABV) \u00e9 uma India Pale Ale com seis l\u00fapulos made in USA (Chinook, Centennial, Ahtanum, Simcoe, Columbus e Cascade) e bem terrosa. \u00c9 daquelas que chamo de IPA do Atl\u00e2ntico (que fica entre Europa e EUA), mas com um p\u00e9zinho na Am\u00e9rica. Bem saborosa, com muita percep\u00e7\u00e3o de aroma e paladar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17335 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/halcyon.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/halcyon.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/halcyon-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/halcyon-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Primeira de duas Imperial IPAs da Thornbridge, a Halcyon (7.4% ABV) carrega uma interessante complexidade de l\u00fapulos (Galaxy, Ella, Chinook, Nelson Sauvin e Branling Cross) e \u00e9 extremamente saborosa e equilibrada, com 7.4% de \u00e1lcool impercept\u00edveis e amargor suave. Uma bela surpresa. J\u00e1 a outra Imperial da casa, a Huck (7.4% ABV), me soou mais comportada e tradicional, adjetivos que divido tamb\u00e9m com a Cocoa Wonderland (6.8% ABV), uma Porter com corpo bem leve e torra bem suave. A mais inglesa da s\u00e9rie at\u00e9 o momento. Drinkability alto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17337 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fika.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fika.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fika-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/fika-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\nJuntando-se a Raindrop on Roses, eis a segunda grande estrela da noite: Fika (7.4% ABV), uma Coldbrew Coffee Porter deliciosa, com aroma de caf\u00e9 verde e leve pimenta preta. Na boca, caf\u00e9 em primeiro plano (incr\u00edvel) e um chocolatinho suave. No final, o caf\u00e9 verde retorna com pimenta preta. E nada de \u00e1lcool! Uma del\u00edcia (principalmente se voc\u00ea gosta de caf\u00e9). O barco segue com a Wild Swan (3.5% ABV), uma White Golden Pale Ale com jeit\u00e3o de Session IPA, e com a Chiron (5% ABV), uma APA mais norte-americana do que a Wednesday (que me pareceu mais interessante).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17334 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/chiron.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/chiron.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/chiron-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/chiron-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>No trecho final, Tart Backwell (6% ABV), uma Sour tradicional (sem adi\u00e7\u00e3o de frutas), o que traz a acidez para o primeiro plano; Tonttu (6% ABV), uma Red Ale Single Hop Enigma provocante; e AM-PM (4.5% ABV), uma deliciosa Session IPA com l\u00fapulos Ella, Nelson Sauvin, Amarillo e Citra. Para fechar a conta, minha favorita da noite, que fecha o trio pessoal com a Coldbrew Coffee Porter e a Raindrop on Roses: Saint Petersburg, uma absolutamente incr\u00edvel Russian Imperial Stout com l\u00fapulo Sorachi Ace gritando lindamente no nariz e na boca. S\u00e3o apenas 7.4% de \u00e1lcool, n\u00famero baixo pruma RIS, mas um conjunto perfeito.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17333 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/peter.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/peter.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/peter-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/peter-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Todas as Thornbridge est\u00e3o aportando Brasil com importa\u00e7\u00e3o em cadeia refrigerada pela Suds Insanity, de Curitiba. Elas est\u00e3o chegando em garrafas de 330 ml com pre\u00e7os, em m\u00e9dia, entre R$ 23 a R$ 30. \u00c9 uma cervejaria bem interessante por produzir cervejas diferentes adaptadas para um p\u00fablico local, que consome um baixo n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica (o ABV mais alto dessa s\u00e9rie que aportou aqui \u00e9 7.4%!) e n\u00e3o necessita de exageros na receita para se destacar. Com eleg\u00e2ncia, a Thronbridge vem mudando a maneira do bebedor ingl\u00eas consumir cerveja. V\u00e1 de cora\u00e7\u00e3o aberto e com muita sede. Fiquei felizmente surpreso!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17332 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thonr1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thonr1.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thonr1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/thonr1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o cervejeira artesanal estadunidense, que surgiu a partir dos anos 80 buscando acrescentar sabor e liberdade numa batalha contra a cerveja cada vez mais desinteressante mainstream vendida no pa\u00eds, algumas escolas cl\u00e1ssicas, do dia para a noite, envelheceram alguns s\u00e9culos. 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