{"id":17212,"date":"2018-03-30T10:33:51","date_gmt":"2018-03-30T13:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=17212"},"modified":"2018-03-30T16:50:43","modified_gmt":"2018-03-30T19:50:43","slug":"dylan-com-cafe-dia-33-bootleg-series-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/30\/dylan-com-cafe-dia-33-bootleg-series-1\/","title":{"rendered":"Dylan com caf\u00e9, dia 34: Bootleg Series 1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17213 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootleg450.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"491\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootleg450.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootleg450-275x300.jpg 275w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 34: Em novembro de 1969, Greil Marcus, um dos maiores jornalistas de m\u00fasica de todos os tempos, escreveu um longo artigo de cinco p\u00e1ginas na revista Rolling Stone chamado \u201c<a href=\"https:\/\/goo.gl\/9L6vNh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bob Dylan: Breaking Down The Incomplete Discography<\/a>\u201d. No texto, Marcus lamentava que \u201cem oito anos, Bob Dylan lan\u00e7ou apenas nove \u00e1lbuns\u201d (!) e listava uma longa s\u00e9rie de bootlegs n\u00e3o autorizados que ampliavam o alcance do olhar sobre a obra do (ent\u00e3o) jovem bardo. A Columbia sinalizou o desejo de combater algumas fontes de pirataria colocando nas lojas, de forma desajeitada, um volume duplo das \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/08\/dylan-com-cafe-dia-17-basement\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Basement Tapes<\/a>\u201d (1975) que deve ter feito muito pirateiro rir, j\u00e1 que o material lan\u00e7ado n\u00e3o cobria nem 1\/5 do que circulava entre os f\u00e3s. O segundo passo da gravadora foi um pouco mais ousado: 21 faixas raras presentes no box \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/21\/dylan-com-cafe-dia-28-biograph\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biograph<\/a>\u201d (1985), que serviram para ati\u00e7ar a curiosidade de muitos f\u00e3s, mas era apenas a ponta de um gigantesco iceberg: cada disco novo de Bob Dylan (desde os anos 60!) surgia \u201cacompanhado\u201d de um \u00e1lbum duplo pirata, muitas vezes triplo, com as raridades presentes nas sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o, desde can\u00e7\u00f5es acabadas e in\u00e9ditas que ficaram de fora do disco por algum motivo at\u00e9 vers\u00f5es embrion\u00e1rias que seriam retrabalhadas a exaust\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo minuto a que Bob tinha direito de mexer ou mudar algo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17215 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootlegseries1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootlegseries1.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootlegseries1-300x293.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Parte desse material come\u00e7ou a ser mostrado ao mundo em 1991 com esse box (a gravadora chegou a cogitar lan\u00e7ar 10 CDs, mas acabou diminuindo para quatro, e finalmente para tr\u00eas CDs \u2013 divididos em cinco vinis, seu segundo lan\u00e7amento qu\u00edntuplo, e tr\u00eas cassetes) caprichado que trazia nada menos que 58 faixas raras, algumas delas nunca ouvidas nem pelos melhores pirateiros do mercado! Lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 1991, \u201cThe Bootleg Series \u2013 Volumes 1\/3\u201d era, at\u00e9 ent\u00e3o, o mais completo panorama da obra de Bob lan\u00e7ado pela Columbia Records registrando de maneira oficial desde can\u00e7\u00f5es que Bob havia gravado antes do primeiro \u00e1lbum, em 1961, at\u00e9 o magnifico \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/27\/dylan-com-cafe-dia-32-oh-mercy\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Oh Mercy<\/a>\u201d, de 1989, aqui representado pela sobra \u201cSeries of Dreams\u201d, uma faixa \u201cfant\u00e1stica e turbulenta\u201d, segundo o produtor Daniel Lanois, que a queria no disco, \u201cmas a palavra final era dele (Dylan)\u201d. Tal qual ela h\u00e1 cinco pepitas de ouro do \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/17\/dylan-com-cafe-dia-25-infidels\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Infidels<\/a>\u201d, incluindo a velvetiana vers\u00e3o inicial de &#8220;Tight Connection To My Heart&#8221; (aqui listada como &#8220;Someone&#8217;s Got a Hold of My Heart&#8221;) e as sensacionais &#8220;Tell Me&#8221;, &#8220;Foot of Pride&#8221; e, principalmente, &#8220;Blind Willie McTell&#8221;, que fizeram o biografo Brian Hilton lamentar que Bob n\u00e3o tenha feito deste disco um \u00e1lbum duplo (\u201cTeria rivalizado com \u2018<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/26\/dylan-com-cafe-dia-7-back\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blonde on Blonde<\/a>\u2019\u201d, acredita) e muitos momentos geniais que validam a m\u00e1xima de que as \u201csobras\u201d de Bob Dylan s\u00e3o melhores do que grande parte dos \u00e1lbuns oficiais \u201cdos outros\u201d. N\u00e3o \u00e9 exagero.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-17216 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootlegseries2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootlegseries2.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bootlegseries2-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Das 58 raridades, 25 s\u00e3o do per\u00edodo que vai de 1961 a 1963, desenhando um Dylan muito mais completo e complexo. Por exemplo, o material final escolhido para os dois primeiros discos \u2013 \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/20\/dylan-com-cafe-dia-1-bob-dylan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bob Dylan<\/a>\u201d (1962) e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/02\/21\/dylan-com-cafe-dia-2-the-freewheelin\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Freewheelin&#8217; Bob Dylan<\/a>\u201d (1963) \u2013 era muito mais leve, com requintes de humor, enquanto o que ficou de fora exibe tra\u00e7os de amargura, raiva e frustra\u00e7\u00e3o. Basta comparar a sarc\u00e1stica e bem humorada \u201cTalking New York\u201d, gravada em novembro de 1961 e presente no disco de estreia, com a amarga e hostil \u201cHard Times in New York Town\u201d, registrada em um quarto de hotel em dezembro de 1961, e in\u00e9dita at\u00e9 1991. \u201cSubterranean Homesick Blues\u201d surge numa vers\u00e3o demo ac\u00fastica deliciosa, que serviu como guia para a banda eletrificada soltar os cachorros no arranjo. Outra guia comovente \u00e9 a de \u201cLike a Rolling Stone\u201d, tocada por Bob em andamento de valsa para climatizar os m\u00fasicos na sua grande cria\u00e7\u00e3o. H\u00e1 mais: da demo de \u201cIf Not For You\u201d, do \u00e1lbum \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/02\/dylan-com-cafe-dia-11-new-morning\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New Morning<\/a>\u201d, com George Harrison na guitarra (ele depois regravaria a can\u00e7\u00e3o no cl\u00e1ssico \u201cAll Things Must Pass\u201d, de 1970) a quatro lend\u00e1rios takes nova-iorquinos da obra prima \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/07\/dylan-com-cafe-dia-16-blood\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blood on the Tracks<\/a>\u201d (1975) at\u00e9 uma p\u00e9rola desconhecida das sess\u00f5es do \u00e1lbum (evang\u00e9lico) \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2018\/03\/16\/dylan-com-cafe-dia-24-shot-of-love\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Shot of Love<\/a>\u201d (1981) chamada \u201cAngelina\u201d. Com cerca de quatro horas de dura\u00e7\u00e3o, \u201cThe Bootleg Series \u2013 Volumes 1\/3\u201d merece aten\u00e7\u00e3o, dedica\u00e7\u00e3o e respeito. Mas, como descobrir\u00edamos futuramente, ainda \u00e9 s\u00f3 a ponta do iceberg &#8211; s\u00f3 para se ter uma ideia, a vers\u00e3o pirata &#8220;The Genuine Bootleg Series&#8221; (dividida em quatro volumes de f\u00e1cil acesso no Youtube &#8211; ou aqui: <a href=\"https:\/\/themidnightcafe.org\/2010\/04\/01\/bootleg-bonanza-bob-dylan-genuine-bootleg-series-vol-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1<\/a>, <a href=\"https:\/\/themidnightcafe.org\/2016\/12\/10\/lossless-bootleg-bonanza-bob-dylan-genuine-bootleg-series-vol-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2<\/a>, <a href=\"https:\/\/themidnightcafe.org\/2010\/04\/01\/bootleg-bonanza-bob-dylan-genuine-bootleg-series-vol-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">3<\/a>, <a href=\"https:\/\/midnightbootlegs.tumblr.com\/post\/153219217886\/bob-dylan-genuine-bootleg-vol-4-manufacturer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">4<\/a>) soma quase 10 horas de raridades. Mergulhe!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AgqGUBP3Cx0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_r3yVnhRc9Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ChGbKuluUiQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/bob-dylan-com-cafe\/\"><em>Especial Bob Dylan com Caf\u00e9<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bob Dylan com caf\u00e9, dia 34: Em novembro de 1969, Greil Marcus, um dos maiores jornalistas de m\u00fasica de todos os tempos, escreveu um longo artigo de cinco p\u00e1ginas na revista Rolling Stone chamado \u201cBob Dylan: Breaking Down The Incomplete Discography\u201d. 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