{"id":1686,"date":"2009-06-15T11:54:27","date_gmt":"2009-06-15T14:54:27","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/06\/15\/sobre-o-fim-de-semana-e-de-romances\/"},"modified":"2009-06-15T18:37:29","modified_gmt":"2009-06-15T21:37:29","slug":"sobre-o-fim-de-semana-e-de-romances","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2009\/06\/15\/sobre-o-fim-de-semana-e-de-romances\/","title":{"rendered":"Sobre o fim &#8211; de semana e de romances"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/capitu\/3626246400\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/bifedetira.jpg\" alt=\"bifedetira.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma das coisas que eu pensava ao dormir na noite de quarta era de que iria aproveitar o feriad\u00e3o para dormir e descansar. Me esconder do frio com Lili debaixo de edredons. Ledo engano. \u00c9 impressionante como gostamos de nos enganar. Ficar sem fazer nada \u00e9 algo que me incomoda ferozmente. Adoraria ficar deitado o dia todo vendo filmes, comendo pipoca e me enrolando com a namorada (n\u00e3o necessariamente nessa ordem), mas quem diz que consigo.<\/p>\n<p>Desta forma, assim que acordamos e percebi o sol quente pela janela, j\u00e1 tirei Lili da cama para tomarmos caf\u00e9 na <a href=\"http:\/\/www.padboulevard.com.br\/\">Padaria Boulevard<\/a> (pare no balc\u00e3o e pe\u00e7a a &#8220;Boa&#8221; com um capuccino! Seu dia vai ficar muuuuito melhor), e depois seguirmos para o centro da cidade para pesquisarmos pre\u00e7os de aquecedores e netbooks. Acabamos comprando o primeiro, afinal, como voc\u00ea sabe, a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica do meu apartamento \u00e9 de 5 graus (Bianca e Fernando, voc\u00eas chegaram com o aquecedor ligado, n\u00e3o vale!).<\/p>\n<p>No fim da tarde de quinta, v\u00e1rias mensagens chegaram ao celular. &#8220;Vamos beber? &#8220;. E eu: &#8220;Talvez&#8221;. &#8220;Vamos para um boteco?&#8221;. E eu: &#8220;Talvez&#8221;. Por fim acabamos indo para o Fuad jantar picanha no saralho e jogar conversa fora. Quase perdi minha cabe\u00e7a quando <a href=\"http:\/\/viagensligelena.wordpress.com\/\">Ligilena<\/a>, do alto de sua tarde entornando vinho e da noite a base de cerveja, n\u00e3o se conformou em eu nunca ter assistido &#8220;ET&#8221;, e arremessou o DVD pirata de &#8220;Se eu Fosse Voc\u00ea 2&#8221;, que passou tirando lasca de meu pesco\u00e7o. Morrer tudo bem, mas com a cabe\u00e7a decepada por Tony Ramos e Gl\u00f3ria Pires n\u00e3o. (hehe). Vou assistir ao filme. Prometo.<\/p>\n<p>A sexta prometia. Era dia dos namorados (com direito a abrirmos a \u00faltima garrafa de vinho que trouxemos de Santiago dois anos atr\u00e1s), tinha uma festa mexicana para ir, show do Caetano no Credicard Hall, mas tudo se resumiu a rodar alguns sebos, conhecer a pequena (apenas 45 cm) e linda <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/capitu\/sets\/72157619669030862\/\">Olivia<\/a> (seja bem-vinda, princesa), de dois dias, filha da Dre e do Marco, que me tirou algumas l\u00e1grimas dos olhos, e conferir o novo show de Cae mais \u00e0 noite, sobre o qual escrevi <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/06\/14\/caetano-veloso-ao-vivo-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>. Nem o vinho abrimos, mas j\u00e1 marcamos outra data para tirar a rolha da garrafa.<\/p>\n<p>O s\u00e1bado foi o dia mais corrido do feriad\u00e3o. Fiquei um tempo na <a href=\"http:\/\/velvetcds.com.br\/\">Velvet CDs<\/a>, e depois corri para o Veloso, para encontrar v\u00e1rios amigos e o sensacional bife de tira (bati a foto que abre o post com a m\u00e1quina da <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/capitu\/\">Capitu<\/a>). Ficamos de 12h30 at\u00e9 \u00e0s 19h no lugar, e bebi seis caipirinhas de cacha\u00e7a (Lili diz que foram sete, onde j\u00e1 se viu: eu bebo, e ela que perde a conta). Deu tempo de voltar pra casa e dormir duas horas antes do esquenta para o show de Jens Lekman, no Studio SP. Eu acordei \u00e0s 22h03, coloquei os p\u00e9s no ch\u00e3o, e um amigo ligou: &#8220;Vai rolar? T\u00f4 chegando&#8221;. Levantei, caminhei at\u00e9 a sala e o interfone toca com outro amigo na porta.<\/p>\n<p>Um tempo depois, j\u00e1 com o Fernando, a Bianca e os Tiagos na sala vendo DVDs do programa de Jools Holland, liga a Ligelina. &#8220;Mac, chamei um pessoal para ir ai? Tudo bem?&#8221;. Resposta afirmativa. &#8220;Mas \u00e9 uma turma grande&#8221;. Outra resposta afirmativa e acho que desde o dia que abrimos a casa n\u00e3o havia tanta gente bacana reunida no mesmo lugar. Era uma vez tr\u00eas Patricia, algumas Leffe, outras Baker de trigo e felizmente alguns gostaram da cacha\u00e7a forte Milagre de Minas, que eu e Lili trouxemos de Ouro Preto. Foi bem divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157619741214070\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/jens_lili.jpg\" alt=\"Jens Lekman por Liliane Callegari\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 o show do Jens foi&#8230; interessante (a foto \u00e9 da Lili; mais <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157619741214070\/\">aqui<\/a>). No palco, s\u00f3 ele (na voz bel\u00edssima e na guitarra ocasional) acompanhado do amigo Victor, que soltava via laptop a base das can\u00e7\u00f5es. Sim, \u00e9 isso que voc\u00ea pensou mesmo: quase um playback. Os arranjos s\u00e3o lindos, alguns de chorar, mas a apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 quase como uma noite em uma churrascaria. Jens pode ser definido canhestramente como o Wando da Su\u00e9cia. Wando, ali\u00e1s, que na Virada Cultural tocou a cl\u00e1ssica &#8220;Fogo e Paix\u00e3o&#8221; acompanhado de bateria eletr\u00f4nica e uma guitarra. Como Jens. &#8220;Black Cab&#8221;, &#8220;The Opposite Of Hallelujah&#8221;, &#8220;You Are The Light&#8221; e a hil\u00e1ria vers\u00e3o de &#8220;A Postcard To Nina&#8221; (com Ana Garcia, do <a href=\"http:\/\/www.coquetelmolotov.com.br\/\">Coquetel Molotov<\/a>, traduzindo no segundo microfone) foram os grandes momentos da noite.<\/p>\n<p>Domingo eu deveria ir a Taubat\u00e9 visitar as tr\u00eas mulheres da minha vida que residem l\u00e1 (a m\u00e3e Vilma, a irm\u00e3 Cristiane e a sobrinha Gabriela), e tentar dar um ol\u00e1 para a quarta (a afilhada Amanda), mas n\u00e3o rolou. Minha irm\u00e3 estava de mudan\u00e7a, e ningu\u00e9m precisa de visitas em dia de mudan\u00e7a. Acabamos ficando em casa e fomos \u00e0 tarde, na companhia de <a href=\"http:\/\/baladadolouco.wordpress.com\/\">Tiago Agostini<\/a> e Marina Person, conferir a sensa\u00e7\u00e3o indie &#8220;Apenas o Fim&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.apenasofimfilme.com.br\/\">assista ao trailer<\/a>), longa-metragem de estr\u00e9ia do estudante universit\u00e1rio Matheus Souza, da PUC-RJ, um interessant\u00edssimo retrato de gera\u00e7\u00e3o cujo pano de fundo \u00e9 o fim de uma hist\u00f3ria de amor (conhecido por todos aqueles, de 8 a 80, que j\u00e1 viveram algum romance na vida).<\/p>\n<p>O roteiro assim como as boas atua\u00e7\u00f5es de \u00c9rika Mader e Greg\u00f3rio Duvivier credenciam \u2013 e muito \u2013 o filme. Lembrou-me claramente a primeira vez que li &#8220;O Clube dos Cora\u00e7\u00f5es Solit\u00e1rios&#8221;, romance de estr\u00e9ia do amigo <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/literatura\/andretakeda.htm\">Andr\u00e9 Takeda<\/a>, no que aquilo mais representava pra mim: algu\u00e9m como eu escrevendo no terreno que j\u00e1 foi habitado por deuses do quilate de Rimbaud, Shakespeare e Huxley. \u00c9 o velho sintoma de &#8220;n\u00e3o estou sozinho no mundo&#8221;, sabe. Afinal, por mais que Lygia Fagundes Telles e Vinicius tenham me traduzido dezenas de vezes em momentos especiais de minha vida, eles est\u00e3o no cerne da dor, l\u00e1 no fundo do \u00e2mago, enquanto Takeda e Matheus Souza mostram a timidez no olhar. Eles exteriorizam algo que s\u00f3 quem est\u00e1 vivendo a mesma \u00e9poca que eles consegue perceber \u2013 e rir e se envergonhar.<\/p>\n<p>J\u00e1 faz tempo que deixei de viver a mesma \u00e9poca de Matheus Souza, por isso mesmo que as referencias a coisas como Tartarugas Ninjas e Nintendo n\u00e3o me comovem, mas j\u00e1 estive tantas vezes face a face com o fim do amor que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o sentir um arrepio na espinha quando observo uma hist\u00f3ria chegando ao fim. \u00c9 extremamente natural que, conforme envelhecemos e passemos pela faculdade, deixemos de ser inocentes para nos transformarmos em c\u00ednicos, mas a dor do fim do amor, meu (minha) caro (a) amigo(a) continua doendo aos 12, aos 21 , aos 34 e, acredito eu, aos 50 e tantos (Caetano, sofrendo e compondo como um menino \u00e9 um bom exemplo disso).<\/p>\n<p>Tirando a hist\u00f3ria de amor e dor, &#8220;Apenas o Fim&#8221; ainda me assustou ao imaginar a for\u00e7a com que os Los Hermanos bateram na gera\u00e7\u00e3o estudantil desta d\u00e9cada. Eu que acredito que o &#8220;Bloco do Eu Sozinho&#8221; seja o disco dos anos 00 fico triste pela postura da banda, grandiosa demais, posada demais, em que os personagens se agigantaram ignorando a hist\u00f3ria (que eles mesmos admiravam). Como Marcelo Camelo pode se sentir grande perante a obra de Chico Buarque? Desculpe-me, mas a humildade (com H mai\u00fasculo e dourado? \u2013 risos) deveria ser exemplo. Para mim, o sucesso do Los Hermanos foi mais mal\u00e9fico do que ben\u00e9fico, mas n\u00e3o se preocupe, \u00e9 meu lado c\u00ednico reclamando do estado das coisas. Veja o filme. Leia o livro do Takeda. Jogue fora seus discos do Los Hermanos. Sonhe. E me desculpe pelo post confuso. Devo estar b\u00eabado&#8230; ainda (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.apenasofimfilme.com.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/apenasofim.jpg\" alt=\"Apenas o Fim - O Filme\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das coisas que eu pensava ao dormir na noite de quarta era de que iria aproveitar o feriad\u00e3o para dormir e descansar. Me esconder do frio com Lili debaixo de edredons. Ledo engano. \u00c9 impressionante como gostamos de nos enganar. Ficar sem fazer nada \u00e9 algo que me incomoda ferozmente. 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