{"id":15901,"date":"2007-08-11T09:42:26","date_gmt":"2007-08-11T12:42:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=15901"},"modified":"2018-01-20T09:46:08","modified_gmt":"2018-01-20T12:46:08","slug":"21h25-saturday-nigth","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2007\/08\/11\/21h25-saturday-nigth\/","title":{"rendered":"21h25, Saturday Nigth"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15902 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/z.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"623\" srcset=\"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/z.jpg 450w, https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/z-217x300.jpg 217w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Ia come\u00e7ar falando que as coisas est\u00e3o corridas, que o trabalho est\u00e1 insano, mas bastante instigante (muuuitas novidades, a grande maioria boa), e me desculpar pela aus\u00eancia culpando a correria. Mas quando eu n\u00e3o estive correndo? Entre os apelidos carinhosos dos quais Lili me chama, um \u00e9 bem sintom\u00e1tico: 220. Ela diz que sou ligado no 220. Bem, eu tento fazer o m\u00e1ximo de coisas no m\u00ednimo de tempo que temos. A vida passa r\u00e1pido demais, e quando vemos, j\u00e1 era. Eu s\u00f3 tento aproveitar. Ent\u00e3o, n\u00e3o vamos culpar a correria. Se ando faltando aqui (apesar de ser um layout novo e tal) \u00e9 porque estou trabalhando demais, mas tamb\u00e9m porque estou tentando aproveitar a vida. N\u00e3o me culpe.<\/p>\n<p align=\"center\">*******************<\/p>\n<p>Ando viciado na Piau\u00ed (mas lendo de duas a tr\u00eas reportagens por edi\u00e7\u00e3o), comprando a Rolling Stone todo m\u00eas, mas n\u00e3o lendo nada (Lili l\u00ea e me conta), e \u00e9 s\u00f3 isso em termos de revistas. Neste m\u00eas, no entanto, vou comprar a Bravo Especial Cinema. Tem dedo do amigo\u00a0Jonas Lopes\u00a0l\u00e1 (e n\u00e3o s\u00e3o poucos dedos, e sim as duas m\u00e3os inteiras), ent\u00e3o \u00e9 garantia de boa leitura e boas dicas. Ali\u00e1s, Jonas e\u00a0Juliana\u00a0s\u00e3o os respons\u00e1veis por um dos presentes mais bacanas que ganhei nesse anivers\u00e1rio: \u201cCruze Esta Linha\u201d, uma colet\u00e2nea de ensaios e artigos de Salman Rushdie, um dos escritores que admiro pelo dom de fazer rir ap\u00f3s um longo trecho discursivo. O\u00a0Andr\u00e9\u00a0foi respons\u00e1vel por um presente n\u00e3o menos especial: dois DVDr com mais de 11 horas de raridades de Bob Dylan. Come\u00e7a em 1963, com uma apresenta\u00e7\u00e3o no programa Folk Songs and More Folk Songs, da WBC TV, e termina em 2002, com a apresenta\u00e7\u00e3o no Grammy. Presenta\u00e7os.<\/p>\n<p align=\"center\">*******************<\/p>\n<p>No cinema as coisas at\u00e9 que est\u00e3o engatinhando. Vi \u201cSaneamento B\u00e1sico\u201d dia desses (n\u00e3o viu? V\u00e1 ver, AGORA) e revi \u201cRatatouille\u201d no fim de semana passado, com a sobrinha Gabriela. Havia visto em Valparaiso, no Chile, dublado em espanhol, e este foi um dos momentos em que nos desligamos completamente do lugar em que est\u00e1vamos, do frio fora do cinema, de hostels, avi\u00f5es e tudo mais. S\u00f3 voltamos ao Planeta Terra quando o filme acabou, e fomos despertados do transe pelos aplausos do p\u00fablico (os chilenos aplaudem o filme quando gostam). Nem a dublagem em espanhol (e a falta de conhecimento da l\u00edngua) atrapalhou no entendimento e encanto dessa maravilhosa saga de gera\u00e7\u00f5es sobre um rato que deseja ser chef de restaurante em Paris. Al\u00e9m de ser uma crian\u00e7a (com 37 anos, mas uma crian\u00e7a), me senti tocado pela parte do cr\u00edtico, profiss\u00e3o que finjo exercer de vez em quando. O trecho final do filme \u00e9 simplesmente cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Fora isso, tem os DVDs. Andei fazendo uma rapa nas Lojas Americanas. Comprei \u201cAmores Brutos\u201d, \u201cO Grande Lebowski\u201d, \u201cE A\u00ed, Meu Irm\u00e3o, Cad\u00ea Voc\u00ea?\u201d, \u201cJe Vous Salue, Marie\u201d e \u201cZ\u201d. Acabei de assistir a este \u00faltimo, e fiquei absurdamente embasbacado com a sensacional vis\u00e3o do cineasta grego Contantin Costa-Gavras sobre o universo pol\u00edtico. \u201cZ\u201d \u00e9 considerado a obra-prima do cinema pol\u00edtico, e foi o primeiro filme a romper a barreira da l\u00edngua e ganhar, em 1969, uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar de Melhor Filme. Ficou com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, e recebeu o pr\u00eamio do j\u00fari e o pr\u00eamio de Melhor Ator em Cannes. O filme denuncia a viol\u00eancia da ditadura na Gr\u00e9cia, instalada na d\u00e9cada de 1960, e a forma como traduz pol\u00edtica, manipula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, e o poder da for\u00e7a sobre a intelig\u00eancia \u00e9 de corar c\u00e9ticos. Foi proibido no Brasil durante a nossa ditadura militar. E \u00e9 t\u00e3o fresco, t\u00e3o forte, t\u00e3o impressionantemente atual. E custou apenas R$ 9,90 nas Lojas Americanas, pouco mais do que uma loca\u00e7\u00e3o para um filme que deve ser visto v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p align=\"center\">*******************<\/p>\n<p>E m\u00fasica\u2026 bem, neste momento ou\u00e7o \u201cMake Another World\u201d, do Idlewild, que acabou de ganhar edi\u00e7\u00e3o nacional. Bom, mas ainda n\u00e3o sei se \u00e9 mais do que isso. Tenho ouvido bastante Ash (\u201dTwilight Of The Innocents\u201d) e Josh Rouse (\u201dCountry Mouse City House\u201d), um pouco de Kula Shaker (\u201dStrange Folk\u201d) e acho que a ficha caiu em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo \u00e1lbum do Pato Fu, \u201cDaqui Pro Futuro\u201d, mas ainda n\u00e3o sei dizer se gostei. Tem tamb\u00e9m Lucy and The Popsonics (\u201dA F\u00e1bula Ou a Farsa de Dois Eletropandas\u201d), que adorei a primeira metade do \u00e1lbum (o que dizer de \u201cGarota Rock Ingl\u00eas\u201d e os singelos versos\u00a0<em>\u201cGarota rock ingl\u00eas n\u00e3o maltrate dessa vez \/ o meu cora\u00e7\u00e3o que s\u00f3 fala portugu\u00eas\u2026\/ Eu n\u00e3o leio Byron nem escuto Coldplay\u201d<\/em>), mas n\u00e3o achei t\u00e3o boa a metade final. E tamb\u00e9m Orquestra Imperial (\u201dCarnaval S\u00f3 Ano Que Vem\u201d) e Fino Coletivo (\u201dFino Coletivo\u201d), mas desses dois eu n\u00e3o quero falar, porque ainda ouvi pouco o primeiro e j\u00e1 ouvi demais o segundo (eles iam pintar em primeiro lugar no meu Top 5 de 2007 na segunda-feira, mas quero ouvir melhor e ver se n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma chapa\u00e7\u00e3o imediata ou se o disco sobrevive tr\u00eas semanas de extensa audi\u00e7\u00e3o). E por fim, n\u00e3o gostei da m\u00fasica nova do Foo Fighters\u2026<\/p>\n<p align=\"center\">*******************<\/p>\n<p>Bem, Lili chegou\u2026 e \u00e9 hora de preparar o jantar (nada especial hoje, mas se voc\u00ea algum dia topar com o livro \u201cGuia Para a Sobreviv\u00eancia do Homem na Cozinha\u201d, de Alessandra Porro, leve pra casa, duas c\u00f3pias se for poss\u00edvel. Uma pra voc\u00ea e outro pra me emprestar caso algu\u00e9m leve o meu &#8211; que eu ganhei da Helena, j\u00e1 te agradeci, He? \u2013 e n\u00e3o devolva. Est\u00e1 frio na Selva de Pedra. Eu tinha mais coisas pra contar, mas\u2026 esqueci. Deixo voc\u00eas com Mr. Wander Wildner e o trailer da fotonovela O Infiel. Divirta-se.<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.crepusculo.com.br\/\">http:\/\/www.crepusculo.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ia come\u00e7ar falando que as coisas est\u00e3o corridas, que o trabalho est\u00e1 insano, mas bastante instigante (muuuitas novidades, a grande maioria boa), e me desculpar pela aus\u00eancia culpando a correria. Mas quando eu n\u00e3o estive correndo? Entre os apelidos carinhosos dos quais Lili me chama, um \u00e9 bem sintom\u00e1tico: 220. 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