{"id":15771,"date":"2017-12-12T23:55:53","date_gmt":"2017-12-13T02:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=15771"},"modified":"2017-12-13T23:58:53","modified_gmt":"2017-12-14T02:58:53","slug":"4-7-cancoes-there-is-no-time","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2017\/12\/12\/4-7-cancoes-there-is-no-time\/","title":{"rendered":"4\/7 can\u00e7\u00f5es: There is No Time"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado no Facebook em 2015<\/em><\/p>\n<p>Os amigos queridos Carlos Freitas e Ad\u00edlia Belotti me convidaram para participar de uma corrente publicando 7 m\u00fasicas em 7 dias. Eis o quarto cap\u00edtulo. Segundo as normas, eu teria que marcar uma pessoa por dia, mas vou quebrar a regra e marcar uma, duas ou tr\u00eas no post final. Aperte o play e Segue o jogo:<\/p>\n<p>Minha \u201ceduca\u00e7\u00e3o musical\u201d (entre 1981 e 1989, ou seja, entre 11 e 19 anos, per\u00edodo que as coisas prometem grudar em voc\u00ea e te acompanhar para o resto da vida) foi assim: Beatles, Blitz, rock nacional (Paralamas, Bar\u00e3o, Legi\u00e3o, RPM), p\u00f3s-punk (Echo, Cure, Joy Division), punk rock (Pistols e Clash), classic rock (Doors, Led Zeppelin, Pink Floyd) e metal (Iron Maiden, Mercyful Fate e Metallica). Beatles e Blitz foram as fa\u00edscas (falei do primeiro aqui: <a href=\"http:\/\/goo.gl\/4og5Z3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/goo.gl\/4og5Z3<\/a>) e dai em diante tudo acontece praticamente ao mesmo tempo, principalmente de 1985 em diante (e a revista Bizz tem grande influ\u00eancia ao lado das festinhas em que eu j\u00e1 brincava de ser DJ aventureiro).<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo lembro de porres adolescentes de licor de menta terem sido sonorizados por \u201cThe Top\u201d, do Cure, nos dias viajantes, e \u201cCloser\u201d, do Joy, nos dias depr\u00eas. De descobrir \u201cStairway To Heaven\u201d numa discotecagem na perifa de Taubat\u00e9 (o cara com que dividi as pick-ups naquela noite tascou ela, e eu fiquei impressionado tanto pelo espa\u00e7o que ela tomava nos sulcos do \u201cVol. IV\u201d \u2013 \u201cCacete, o cara colocou uma m\u00fasica de 10 minutos\u201d \u2013 tanto quanto pela grandiosidade da can\u00e7\u00e3o). Foi um baita choque, semelhante ao de alguns anos depois, quando, j\u00e1 apaixonado por Pistols, levei meu \u201cKiss This\u201d prumas f\u00e9rias na ro\u00e7a e, ap\u00f3s uma semana de sertanejos de raiz e bucolismos da natureza, coloquei o disco pra tocar e me assustei com a pot\u00eancia daquele som. Cresceu.<\/p>\n<p>Na p\u00e1gina 52 de \u201cAlta Fidelidade\u201d (o livro), Rob est\u00e1 reorganizando sua cole\u00e7\u00e3o de discos, buscando coloca-la na ordem que ele adquiriu durante a vida: \u201cGosto de ver como fui de Deep Purple a Howling Wolf em 25 movimentos\u201d, descreve. Quando ganhei o livro e cheguei nessa parte, sabia que o livro era realmente para mim, como a dedicat\u00f3ria alardeava (<a href=\"https:\/\/goo.gl\/foOEZv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/goo.gl\/foOEZv<\/a>). Isso porque eu numerava os meus vinis e me surpreendia como eu havia sa\u00eddo de Tit\u00e3s, Lob\u00e3o e Legi\u00e3o (no meu primeiro sal\u00e1rio, aos 15 anos, comprei seis discos) e chegado a \u201cLed Zeppelin II\u201d em 40 movimentos, e My Bloody Valentine em menos de 100 (\u201cIsn&#8217;t Anything\u201d era meu vinil 96).<\/p>\n<p>Escrevi tudo isso para falar de&#8230; Lou Reed. O primeiro vinil que comprei de Lou era uma coleta organizada por Ezequiel Neves e lan\u00e7ada em 1980 (devo ter pegado o meu entre 1986\/1987) com 10 cl\u00e1ssicos. Abre com \u201cWalk In The Wild Side\u201d (grafada assim mesmo), segue com \u201cKill Your Sons\u201d (inseri trechos dessa letra num projeto da faculdade que juntava eu declamando poemas meus junto a versos de William Blake, Michael Stipe, Ian Curtis, Aldous Huxley, Dante e Lou Reed sob uma base de drum-bass metal numa semana da comunica\u00e7\u00e3o ae) e segue com faixas do Velvet (\u201cWhite Light\/White Heat\u201d e \u201cI\u2019m Waiting For The Man\u201d) em vers\u00f5es ao vivo dos \u00e1lbuns \u201cLou Reed Live\u201d e \u201cRock\u2019n Roll Animal\u201d, ambos de 1974.<\/p>\n<p>Eu gostava desse disco, mas Lou Reed bateu forte em mim quando coloquei o vinil fresquinho de \u201cNew York\u201d para tocar. Foi paix\u00e3o a primeira ouvida. At\u00e9 hoje eu acho o lado A desse vinil uma coisa inacredit\u00e1vel. Ouvi tanto, mas tanto, mas tanto que quando pisei em Nova York pela primeira vez, mais de 20 anos depois (o disco saiu em 1989, conheci NY em 2011), eu cantava mentalmente \u201cRomeo had Juliette\u201d enquanto desbravava as ruas da cidade. \u201cHalloween Parade\u201d e \u201cDirty Boulevard\u201d s\u00e3o outras duas can\u00e7\u00f5es que fazem deste disco um dos meus preferidos do Lou (mergulhei em \u201cBerlin\u201d quando vi o show de Lou em M\u00e1laga, e a coisa toda me sacudiu muito -&gt; <a href=\"http:\/\/goo.gl\/akTojk\">http:\/\/goo.gl\/akTojk<\/a>)<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o motivo deste text\u00e3o \u00e9 a m\u00fasica n\u00famero 4 de minha peregrina\u00e7\u00e3o de 7 m\u00fasicas em 7 dias: \u201cThere Is No Time\u201d, faixa cinco do \u00e1lbum \u201cNew York\u201d. E, bem, a letra (envolvida em bateria acelerada e guitarras microfonando) fala por si s\u00f3 &lt;3<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>&#8220;N\u00e3o \u00e9 hora para celebra\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para apertos de m\u00e3os<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para tapinhas nas costas<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para Bandas de Fanfarra<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para otimismo<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para reflex\u00f5es intermin\u00e1veis<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para o meu pa\u00eds certo ou errado<\/em><br \/>\n<em> Lembra a que isso levou<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o h\u00e1 tempo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para congratula\u00e7\u00f5es<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para dar as costas<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para rodeios<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para frases feitas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para mostrar gratid\u00e3o<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para vantagens pessoais<\/em><br \/>\n<em> \u00c9 tempo de enfrentar ou se calar<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o vai haver outra oportunidade<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o h\u00e1 tempo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para engolir a raiva<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para ignorar o \u00f3dio<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para bancar o fr\u00edvolo<\/em><br \/>\n<em> Pois est\u00e1 ficando tarde<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para vingan\u00e7as pessoais<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para n\u00e3o saber quem voc\u00ea \u00e9<\/em><br \/>\n<em> Autoconhecimento \u00e9 uma coisa perigosa<\/em><br \/>\n<em> A liberdade de saber quem voc\u00ea \u00e9<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para ignorar alertas<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para limpar o prato<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o vamos chorar sobre o leite derramado<\/em><br \/>\n<em> E permitir que o passado se torne nosso destino<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o h\u00e1 tempo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para virar as costas e ir beber<\/em><br \/>\n<em> Ou fumar umas pedras de crack<\/em><br \/>\n<em> \u00c9 tempo de juntar for\u00e7ar<\/em><br \/>\n<em> E se preparar e atacar<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para celebra\u00e7\u00f5es<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para saudar bandeiras<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para buscas interiores<\/em><br \/>\n<em> O futuro est\u00e1 \u00e0 m\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>N\u00e3o \u00e9 hora para falsa ret\u00f3rica<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o \u00e9 hora para discurso pol\u00edtico<\/em><br \/>\n<em> \u00c9 tempo de agir<\/em><br \/>\n<em> Porque o futuro est\u00e1 logo ali<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Esta \u00e9 a hora<\/em><br \/>\n<em> Porque n\u00e3o h\u00e1 tempo&#8221;<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ygNAnIG8g_E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" gesture=\"media\" allow=\"encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>2<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado no Facebook em 2015 Os amigos queridos Carlos Freitas e Ad\u00edlia Belotti me convidaram para participar de uma corrente publicando 7 m\u00fasicas em 7 dias. Eis o quarto cap\u00edtulo. Segundo as normas, eu teria que marcar uma pessoa por dia, mas vou quebrar a regra e marcar uma, duas ou tr\u00eas no post final. 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