{"id":15189,"date":"2017-05-20T19:21:47","date_gmt":"2017-05-20T22:21:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=15189"},"modified":"2017-05-24T14:58:19","modified_gmt":"2017-05-24T17:58:19","slug":"na-rota-dos-vinhos-na-argentina-parte-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2017\/05\/20\/na-rota-dos-vinhos-na-argentina-parte-5\/","title":{"rendered":"Na rota dos vinhos na Argentina (parte 5)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza1.jpg\" \/><\/p>\n<p>Dois anos e meio depois de um tour por vin\u00edcolas argentinas acompanhado de uma turma de sommeliers de vinho, c\u00e1 e estou de volta com Lili de companhia visando beber muito vinho e desbravar Mendoza. A primeira parada foi em Buenos Aires, onde tive a oportunidade de matar saudade e observar minha V\u00eanus favorita se banhando (La Toilette De Venus, de 1873, de William Adolphe Bouguereau, em exposi\u00e7\u00e3o no Museu de Bellas Artes de Buenos Aires) e, ciceroneado por T\u00falio Bragan\u00e7a, do renomado Aires Buenos (<a href=\"http:\/\/airesbuenosblog.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">simplesmente tudo sobre Buenos Aires<\/a>), conhecer o <a href=\"http:\/\/airesbuenosblog.com\/chori-o-choripan-moderno-de-palermo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Chori <\/a>(onde se come um excelente choripam gourmet) e iniciar <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/12\/11-points-de-cerveja-artesanal-em-buenos-aires\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um tour por pubs de cerveja artesanal argentina<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza2.jpg\" \/><\/p>\n<p>De Buenos Aires, voo para San Rafael e, de l\u00e1, um bus para Mendoza \u2013 o das 13h estava lotado (quem manda n\u00e3o comprar a passagem antes) e tivemos que esperar o das 14h30. Nenhum problema: o kiosko em frente a rodovi\u00e1ria nos abasteceu com internet, milanesa (daquelas que saem para fora do prato) com batatas e cerveja (mainstream, mas argentina). Por volta das 18h j\u00e1 est\u00e1vamos em Mendoza. Escolhemos um hostel simples para essa primeira parte da viagem, e ficamos no Wine Aparts, que est\u00e1 pr\u00f3ximo do centro nervoso de Mendoza (uma pequena grande cidade de 115 mil habitantes e cerca de mil bodegas). O lance era procurar algumas empanadas para driblar a fome e se preparar para a maratona do dia seguinte&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza3.jpg\" \/><\/p>\n<p>Acordamos por volta das 8h, tomamos o caf\u00e9 no hotel e partimos de \u00f4nibus de linha para Maip\u00fa, um das regi\u00f5es vin\u00edcolas de Mendoza que \u00e9 poss\u00edvel acessar de \u00f4nibus (Luj\u00e1n de Cuyo tamb\u00e9m \u00e9 acess\u00edvel de \u00f4nibus de linha, mas \u00e9 mais complicado; j\u00e1 o Valle de Uco merece uma maior dedica\u00e7\u00e3o via Bus Vitivinicola ou remis \u2013 motoristas contratados que fazem esses trechos). O plano era descer num local determinado, alugar uma bike e pedalar entre as vin\u00edcolas. Por\u00e9m, para variar, perdemos o ponto, e fomos parar quase em frente \u00e1 Bodega Lopez. Aproveitamos e descemos e come\u00e7amos nossa maratona de vinhos com um bom Casona Lopez 2014 (e um doce demais Dulce Natural Lopez 2016 Torrentes e Moscatel).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza5.jpg\" \/><\/p>\n<p>Visando corrigir os planos tra\u00e7ados em casa (e guiados pelo Maps, que funciona realmente como mapa via sat\u00e9lite mesmo sem wi-fi), pegamos um \u00f4nibus e descemos na Calle Urquiza, onde dever\u00edamos ter descido antes, para alugar duas bikes no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/maipubikes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Maipu Bikes.<\/a> Recomendamos: Mario nos atendeu muito bem, corrigiu os hor\u00e1rios dos tours que far\u00edamos e ainda fez uma reserva em uma bodega. De posse das bikes (100 pesos a di\u00e1ria) partimos para desbravar as vin\u00edcolas da regi\u00e3o e, para p\u00e2nico da Lili, escolhi como primeira a Vi\u00f1a El Cerno, uma bodega de vinhos org\u00e2nicos a cerca de seis quil\u00f4metros, sendo que tivemos que atravessar uma rodovia (na ciclofaixa) e um pequeno trecho repleto de pl\u00e1tanos sem ciclofaixa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza4.jpg\" \/><\/p>\n<p>Bodega pequena e charmosa, a Vi\u00f1a El Cerno, todos os vinhos s\u00e3o org\u00e2nicos (ou seja, dispensam pesticidas, fungicidas ou qualquer outro agrot\u00f3xico \u2013 todo o adubo \u00e9 natural) e eu e Lili ficamos num embate entre o Malbec 2010 (muito mais macio) e o Malbec 2014 (mais rebelde). Curti. Dali seguimos para almo\u00e7ar, em meio ao vinhedo, na Tempus Alba, quest\u00e3o de dois minutos de pedalada. Encarei um bom ojo de bife e adorei os vinhos da casa: optei na degusta\u00e7\u00e3o por Merlot, Tempranillo (meu favorito) e Syrah, uvas mais incomuns na terra do Malbec. O p\u00e2nico de Lili em pedalar na autoestrada sumiu na volta (viva o vinho), e at\u00e9 paramos para provar azeites na Entre Olivos (gostamos tanto que trouxemos uma garrafa de azeite com alho, que estamos consumindo como se fosse caf\u00e9 de t\u00e3o bom).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza6.jpg\" \/><\/p>\n<p>A tarde especial consumiu todo o nosso tempo, e perdemos a visita na \u00faltima vin\u00edcola, Lagarde, mas o Mario, da Maip\u00fa Bikes, tratou de transferir a reserva para a semana seguinte, nos fazendo evitar de perder 200 pesos. Na volta para casa, um empecilho: em Mendoza n\u00e3o h\u00e1 cobradores de \u00f4nibus, e todos os usu\u00e1rios tem um cart\u00e3o (tipo Bilhete \u00danico) com cr\u00e9ditos para pagar a passagem. Bem, eu j\u00e1 tinha providenciado o meu cart\u00e3o, j\u00e1 tinha colocado cr\u00e9ditos, mas n\u00e3o contava com o trecho extra (ap\u00f3s perder o ponto) que fizemos de \u00f4nibus, ent\u00e3o n\u00e3o tinha cr\u00e9ditos no cart\u00e3o para pagar a passagem: \u201cPe\u00e7a para algum passageiro pagar para voc\u00ea\u201d, orientou o motorista. E l\u00e1 fomos n\u00f3s, com 7 pesos nas m\u00e3os, pedindo para algu\u00e9m pagar a nossa viagem. Pelo jeito \u00e9 comum, pois o processo foi r\u00e1pido e indolor. Agora&#8230; casa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza7.jpg\" \/><\/p>\n<p>O s\u00e1bado teria novamente um tour de vinhos, mas acordamos tarde e decidimos curtir a cidade. Demos um pulo na Plaza Independ\u00eancia e Lili teve a excelente ideia: \u201cPor que n\u00e3o compramos vinhos na Sol y Vino \u2013 \u201ca\u201d loja de vinhos em Mendoza \u2013 e fazemos um piquenique no Parque San Martin?\u201d. Baita ideia! Pegamos nosso vinho na Sol y Vino (um bom Tupun Bonarda 2014), passamos no supermercado e compramos queijo e salame e torradas e azeite com alho pra acompanhar e partimos de \u00f4nibus para o parque, que \u00e9 bel\u00edssimo \u2013 eu n\u00e3o o havia visitado na vez anterior, e me apaixonei). Estendemos a toalha e criamos nosso pequeno reino particular, que se encaixou maravilhosamente na tarde outonal de Mendoza. Um dia leve e de descanso para seguirmos para o jantar no badalado 1884, de Francis Mallman.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza9.jpg\" \/><\/p>\n<p>Eu havia feito a reserva duas semanas antes, e dias antes escreveram pedindo para confirmar, j\u00e1 que a procura estava grande. Reserva confirmada, partimos. Primeira surpresa: o 1884 fica dentro de uma velha bodega na \u00e1rea central de Mendoza (precisamos de ajuda para encontrar o restaurante). Chegamos 10 minutos antes, e logo nos ofereceram uma mesa, que poderia ser na \u00e1rea fechada ou no jardim. Optamos pelo segundo, e a enorme churrasqueira que Mallman mant\u00e9m no local <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BTfdMPAj1je\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aromatizou de fuma\u00e7a <\/a>todas as roupas na minha mala (risos), um brinde especial pelo jantar caprichado: Lili foi de coelho (ela adora) e encarei um belo ojo de bife, que n\u00e3o foi o melhor da viagem (falarei dele no pr\u00f3ximo post), mas estava absolutamente perfeito fechando um s\u00e1bado simplesmente especial.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza11.jpg\" \/><\/p>\n<p>Se deixasse por mim, ir\u00edamos em 30 vin\u00edcolas em seis dias, mas Lili, apaixonada por natureza, queria fazer o tour de Alta Montanha, que segue na estrada que liga Mendoza a Santiago, para em pontos onde se pode observar o Pico do Aconc\u00e1gua, o mais alto das Am\u00e9ricas. Fizemos o passeio via ag\u00eancia <a href=\"http:\/\/www.turismo-elcristo.com.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">El Cristo Redentor<\/a> (obrigado, Tomaz Alvarenga), e foi um longo dia: nos pegaram 7h30 no hotel e voltamos quase \u00e0s 18h30. Nesse intervalo, a Madalena, excelente guia local, nos levou pela rota internacional 7 e depois pela 40. Paramos na esta\u00e7\u00e3o de esqui Penitentes (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BThyMSTjYgw\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">encaramos o telef\u00e9rico<\/a> para encontrar a melhor vista de toda a viagem) e, depois, na ponte Inca. Nos apaixonamos por Uspallata e almo\u00e7amos (encarei mais uma milanesa) em Las Cuevas, \u00faltimo vilarejo antes da fronteira com o Chile. Recomendamos fortemente o passeio. Descansamos felizes para encarar a segunda parte do tour Mendoza.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/mendoza10.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Turismo: Na rota das vin\u00edcolas argentinas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/vinhos-argentinos\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois anos e meio depois de um tour por vin\u00edcolas argentinas acompanhado de uma turma de sommeliers de vinho, c\u00e1 e estou de volta com Lili de companhia visando beber muito vinho e desbravar Mendoza. A primeira parada foi em Buenos Aires, onde tive a oportunidade de matar saudade e observar minha V\u00eanus favorita se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[22],"tags":[121],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15189"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15189"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15199,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15189\/revisions\/15199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}