{"id":15061,"date":"2017-04-15T22:46:32","date_gmt":"2017-04-16T01:46:32","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=15061"},"modified":"2017-04-20T11:16:09","modified_gmt":"2017-04-20T14:16:09","slug":"entrevista-fanzine-scream-yell-em-pauta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2017\/04\/15\/entrevista-fanzine-scream-yell-em-pauta\/","title":{"rendered":"Entrevista: Fanzine Scream &#038; Yell em pauta"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/screamyell.jpg\" \/><\/p>\n<p><em>Bate papo com Rodrigo Lari\u00fa, da Midsummer Madness, <a href=\"http:\/\/midsummermadness.com.br\/tag\/scream-yell\/\" target=\"_blank\">para esse especial<\/a> com todos os fanzines Scream &amp; Yell escaneados para ser lidos online<\/em><\/p>\n<p><strong>Quando saiu o n\u00ba 1 (do fanzine Scream &amp; Yell em papel)? <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2017\/04\/13\/download-scream-yell-02-janeiro-1999\/\" target=\"_blank\">No final do n\u00ba 2<\/a> diz que saiu dois anos antes, ou seja em janeiro de 1997&#8230; e voc\u00ea cita o Jo\u00e3o Marcelo que aparentemente faleceu&#8230; o que houve?<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2017\/04\/06\/download-scream-yell-01-janeiro-1997\/\" target=\"_blank\">O n\u00famero 1<\/a> n\u00e3o chegou a sair. N\u00f3s montamos ele inteiro (eu escrevi e decidi pautas com o Jo\u00e3o Marcelo, que diagramou com a ajuda de uma amiga) e deixamos espa\u00e7o para eventuais publicidades, aquele coisa de vender uma tirinha pro cara da padaria, fazer uma permuta com o cara do xerox por outra tirinha, essas coisas. No meio desse processo, o Jo\u00e3o sofreu um acidente de moto e n\u00e3o resistiu. Eu decidi engavetar o projeto. Acontece que n\u00f3s t\u00ednhamos distribu\u00eddo alguns exemplares dessa vers\u00e3o teste (ainda com espa\u00e7o pra an\u00fancios vazio) para amigos, e essa vers\u00e3o come\u00e7ou a circular, algumas pessoas tiravam c\u00f3pias e passavam adiante. Uma dessas vers\u00f5es caiu nas m\u00e3os do Alexandre. Ele estudava na Faculdade de Direito da Unitau, em Taubat\u00e9, e eu trabalhava na Biblioteca de l\u00e1. Um dia ele chegou com uma c\u00f3pia dessa edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 1 nas m\u00e3os e prop\u00f4s me ajudar a fazer novamente. Relutei, mas um tempo depois decidimos tentar.<\/p>\n<p><strong>O Petillo sempre foi co-editor?<\/strong><br \/>\nSim, a partir do n\u00famero 2. A gente decidia as pautas juntos, o que cada um deveria fazer, pens\u00e1vamos em colunas fixas e cham\u00e1vamos amigos. Tive a ajuda de uma amiga na diagrama\u00e7\u00e3o (a mesma que desenhou o n\u00famero 1), que me ensinou o b\u00e1sico de Pagemaker. Do tr\u00eas em diante eu passo a fazer a diagrama\u00e7\u00e3o sozinho, com uns helps dela.<\/p>\n<p><strong>Na capa do 5 voc\u00eas colocaram Taubat\u00e9 &#8211; agosto e setembro de 2000.. N\u00e3o morava em SP pelo visto&#8230;<\/strong><br \/>\nNa verdade a capa da edi\u00e7\u00e3o 5, com o Kevin Smith, traz apenas \u201cTaubat\u00e9 \u2013 Agosto e Setembro\u201d, mas n\u00e3o colocamos o ano, que no caso era 1999. Mudei para S\u00e3o Paulo no meio do ano seguinte, 2000. Deu tempo de fazer a sexta e \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, com Jerry Lee Lewis na capa, que saiu em mar\u00e7o de 2000.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea lembra quantas c\u00f3pias imprimia? Era xerox n\u00e9?<\/strong><br \/>\nAs cinco primeiras foram xerox sim, e a m\u00e9dia foi subindo. Da edi\u00e7\u00e3o 2 circulou umas 300 c\u00f3pias; a edi\u00e7\u00e3o 3 foi algo em torno de 350. A edi\u00e7\u00e3o 4 manteve isso e a edi\u00e7\u00e3o 5 acho que chegou em 500. A edi\u00e7\u00e3o derradeira, a 6, foi feita em gr\u00e1fica com ajuda de alguns amigos que trabalhavam l\u00e1. Fizemos no hor\u00e1rio livre deles e imprimimos 1000 c\u00f3pias. Foi a \u00fanica que n\u00e3o foi feita no modelo xerox.<\/p>\n<p><strong>No editorial diz publica\u00e7\u00e3o bimestral sobre rock&#8230; era bimestral mesmo?<\/strong><br \/>\nEra a ideia inicial, mas a gente n\u00e3o tinha tanta grana sobrando assim e tamb\u00e9m tinha toda dificuldade da diagrama\u00e7\u00e3o. Mas foi quase bimestral. No fim das contas ficou assim: edi\u00e7\u00e3o 2 em jan\/fev de 1999; edi\u00e7\u00e3o 3 em mar\u00e7o e abril de 1999; edi\u00e7\u00e3o 4 em junho de 1999; edi\u00e7\u00e3o 5 em agosto e setembro de 1999; e a edi\u00e7\u00e3o 6 em mar\u00e7o de 2000. E tiveram tr\u00eas informativos de A4 frente e verso nos intervalos entre as edi\u00e7\u00f5es 4, 5 e 6.<\/p>\n<p><strong>O zine impresso teve apenas 6 edi\u00e7\u00f5es? \u00c9 isso? N\u00e3o sei por que eu tinha a impress\u00e3o de que eram mais&#8230;<\/strong><br \/>\nE tiveram tr\u00eas informativos de A4 frente e verso nos intervalos entre as edi\u00e7\u00f5es 4, 5 e 6, que circularam bem. Talvez a confus\u00e3o venha dai. Mas foram apenas seis edi\u00e7\u00f5es, e foi intenso (risos). Acho que aquele momento de virada de s\u00e9culo foi muito produtivo. Eu recebia fanzines de todos os cantos do Brasil, muitos deles dando de 10 no que a grande m\u00eddia estava publicando sobre cultura pop. Nessa \u00e9poca rolou a Mostra de Cultura Independente, na Funarte, organizado pela Deborah Cassano e Megssa Fernandes em outubro de 2000. Eu j\u00e1 havia vindo a S\u00e3o Paulo para uns encontros fanzineiros, mas aquilo ali foi sensacional. Grandes shows (Hang The Superstars, Fishlips, Dominatrix, Sala Especial, Grenade e Thee Butchers\u2019 Orchestra), debates, participa\u00e7\u00e3o ativa do p\u00fablico, saraus (eu mesmo declamei poemas) e conversas sobre fanzines. Havia uma efervesc\u00eancia, e \u00e9 nesse momento que o Scream &amp; Yell On Paper morre e nasce o Scream &amp; Yell On Line.<\/p>\n<p><strong>Porque decidiram parar o zine ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o 6?<\/strong><br \/>\nFazer fanzine impresso \u00e9 um trampo danado, consome grana, precisa uma dedica\u00e7\u00e3o que eu, rec\u00e9m-mudado para S\u00e3o Paulo e trabalhando em dois empregos (iG e Noticias Populares) n\u00e3o tinha. Dai surgiu o Hugo Tavares, que se apaixonou pelo fanzine e pirou que queria fazer o site. E fez. Ele entrou no ar em 20 de novembro de 2000. Eu trabalhava no iG de 6h \u00e0s 12h, mas para abastecer o site com textos comecei a entrar meia-noite e ficava at\u00e9 meio-dia. Com o site come\u00e7ando a ser comentado aqui e ali, o fanzine em papel foi ficando em segundo plano. J\u00e1 teve \u00e9pocas de eu acordar no meio da noite, rascunhar algumas coisas e pensar: vou fazer mais um Scream &amp; Yell impresso. Mas passa&#8230; (risos)<\/p>\n<p><strong>Aquele lance de sempre incluir textos de jornalistas consagrados, como &#8220;mat\u00e9rias ant\u00f3logicas&#8221;, qual era a estrat\u00e9gia? Alunos de comunica\u00e7\u00e3o tentando se aproximar? rsrsr Voc\u00eas pediam permiss\u00e3o ou publicavam na cara dura?<\/strong><br \/>\nHahaha, bem, eu fiz Publicidade e Propaganda na Unitau entre 1994 e 1998. Acho que incorporei dogmas da profiss\u00e3o, mas nada foi planejado. Na verdade a gente queria ser lido e tamb\u00e9m retribuir um pouco do que aqueles jornalistas tinham feito pra gente. Ent\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio o lance de amar aquelas mat\u00e9rias antol\u00f3gicas. Eu tenho a grande maioria delas impressas at\u00e9 hoje, porque o meu jornalismo foram elas. Foi ali que eu aprendi a arte de escrever, lendo Ana Maria Bahiana, Andr\u00e9 Forastieri, L\u00facio Ribeiro, Andr\u00e9 Barcinski, Alex Antunes, Marcel Plasse, essa turma toda. O jornal tem essa coisa do \u201cembrulhar peixe no dia seguinte\u201d, e a ideia do \u201cMat\u00e9rias Antol\u00f3gicas\u201d era dar certa perenidade \u00e0queles textos. Nunca foi, conscientemente, uma estrat\u00e9gia, mas uma forma de valorizar o jornalismo cultural, algo que ningu\u00e9m faz. Eu fui \u201ccriado\u201d pela revista Bizz, ent\u00e3o h\u00e1 varias entrevistas e reportagens que eu sei exatamente onde est\u00e3o em cada edi\u00e7\u00e3o da revista. Quando preciso de alguma referencia, me lembro: \u201cFulano falou sobre isso em tal edi\u00e7\u00e3o\u201d, e vou l\u00e1 conferir. A ideia do Mat\u00e9rias Antol\u00f3gicas foi dar uma sobrevida a esses textos. Alguns a gente pedia autoriza\u00e7\u00e3o e outros republicamos na cara dura, porque \u00e9ramos (e ainda somos) apaixonados por aqueles textos. Teve uma vez que andando na Amoeba, em S\u00e3o Francisco, encontrei o CD do Hapa, uma dupla de havaianos nativos, e quase tive uma s\u00edncope. Era um CD que a Ana Maria Bahiana havia escrito num texto que amo, o \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/bahiana.html\" target=\"_blank\">Belas Can\u00e7\u00f5es Sob o C\u00e9u da Calif\u00f3rnia<\/a>\u201d, que foi publicado no Estad\u00e3o em 1996. Eu encontrei ele na Amoeba quase 15 anos depois, em 2010!! Esses textos me acompanham (ele est\u00e1 publicado no Scream &amp; Yell). Eles moldaram a minha maneira de ver o mundo e eu agrade\u00e7o de cora\u00e7\u00e3o a todos os jornalistas que me fizeram um apaixonado por cultura pop. A se\u00e7\u00e3o Mat\u00e9rias Antol\u00f3gicas, <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/antologica.html\" target=\"_blank\">ainda online na vers\u00e3o 1.0 do site<\/a>, foi minha maneira de retribuir tudo que eles me deram.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea fazia na \u00e9poca? Trabalhava em algum lugar?<\/strong><br \/>\nEu era auxiliar de biblioteca concursado da Universidade de Taubat\u00e9. Assim que me formei, em 1998, prestei outro concurso interno e fui transferido para a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, para trabalhar diretamente com a Pr\u00f3-reitora. Era o que tinha praquele momento e foi bem bacana, mas bastou pintar uma oportunidade de trabalhar com jornalismo em S\u00e3o Paulo para largar tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/entrevistas\/\"><em>Veja outras entrevistas aqui<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bate papo com Rodrigo Lari\u00fa, da Midsummer Madness, para esse especial com todos os fanzines Scream &amp; Yell escaneados para ser lidos online Quando saiu o n\u00ba 1 (do fanzine Scream &amp; Yell em papel)? 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