{"id":14590,"date":"2016-11-14T11:37:34","date_gmt":"2016-11-14T14:37:34","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=14590"},"modified":"2025-06-09T21:09:44","modified_gmt":"2025-06-10T00:09:44","slug":"falando-sobre-leonard-cohen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2016\/11\/14\/falando-sobre-leonard-cohen\/","title":{"rendered":"Falando sobre Leonard Cohen"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/cohenfib2008.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quatro respostas para Thiago Pereira, do jornal mineiro O Tempo. Leia a reportagem &#8220;A \u00daltima Valsa de Leonard Cohen&#8221; <a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/divers%C3%A3o\/a-%C3%BAltima-valsa-de-leonard-cohen-1.1398405\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/em><\/p>\n<p><strong>Em linhas gerais, o lugar do Cohen na m\u00fasica popular , sua import\u00e2ncia.<\/strong><br \/>\nLeonard Cohen \u00e9 o principal nome a fazer a travessia da literatura para a m\u00fasica, da palavra escrita para a melodia. Existe uma centena de letristas incompar\u00e1veis, contistas pop de primeira grandeza, um deles inclusive Nobel de Literatura, mas Cohen \u00e9 de outra estirpe porque ele \u00e9 influenciado por Federico Garcia Lorca, n\u00e3o por um m\u00fasico. A m\u00fasica foi um acidente (socialista) na vida dele, e ele provou durante 50 anos que poesia e m\u00fasica podem, sim, caminhar juntas.<\/p>\n<p><strong>Ser\u00e1 que podemos pensar em Cohen como um &#8220;artista&#8221; dos &#8220;artistas&#8221;? Um cara que n\u00e3o tem um relevo popular t\u00e3o grande, mas que os m\u00fasicos tem extremo respeito?<\/strong><br \/>\nCreio que sim, ainda que um <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/09\/tres-horas-de-leonard-cohen-em-paris\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Palais de Bercy, em Paris, sold out<\/a>, com 15 mil pessoas em p\u00e9 cantando suas can\u00e7\u00f5es por tr\u00eas horas possa contradizer o termo popular. Acho que Cohen era popular, mas n\u00e3o popularesco. \u00c9 diferente de um Alex Chilton, por exemplo, que muitos m\u00fasicos amavam, mas realmente pouca gente conhecia. Cohen tinha um p\u00fablico, mas sua m\u00fasica n\u00e3o era, realmente, das mais f\u00e1ceis. \u00c9 preciso um pouco de coragem <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/11\/11\/um-breve-olhar-sobre-a-discografia-de-leonard-cohen\/\">pra mergulhar em seu universo<\/a>, algo que gente como Michael Stipe, Bono, Nick Cave, Ian McCulloch e outros tiveram.<\/p>\n<p><strong>Cohen poeta: no contexto da m\u00fasica pop, ele entra num p\u00f3dio, top 3? Pq?<\/strong><br \/>\nUou. \u00c9 uma pergunta dif\u00edcil porque Leonard era um dos maiores poetas musicais, ainda que a m\u00fasica tenha sempre ocupado um lugar de paisagem sonora em sua obra, um fim de tarde \u00e0s vezes ensolarado, \u00e0s vezes crepuscular, \u00e0s vezes sombrio. A m\u00fasica era a maneira que Cohen transmitia sua poesia, era o meio, n\u00e3o o come\u00e7o e nem o fim. Lou Reed, Bob Dylan, Morrissey e Ian Curtis talvez tenham tido mais \u00eaxito em unir m\u00fasica e texto, por serem m\u00fasicos. Mas Cohen com toda certeza integra esse Top 5.<\/p>\n<p><strong>04- Sua experi\u00eancia de ver ele ao vivo, quase no poente da vida.<\/strong><br \/>\nAbsolutamente incr\u00edvel. Foram duas vezes, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/fib2008\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma em 2008<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/07\/09\/tres-horas-de-leonard-cohen-em-paris\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">outra em 2009<\/a>. Leonard Cohen era bastante afeito \u00e0s ironias da vida, e talvez a maior delas tenha sido o fato dele ter sido roubado por seu agente, ficado sem um tost\u00e3o, e precisado voltar a fazer turn\u00eas para saldar as d\u00edvidas. Um disco como \u201cLive in London\u201d, de 2008, n\u00e3o existiria sem esse epis\u00f3dio tr\u00e1gico financeiro, e \u00e9 o disco que d\u00e1 start a esse trecho final de sua vida musical. \u00c9 um disco de algu\u00e9m que sabe que precisa atrair a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Ele fez da melhor maneira: usou suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es. Essa \u00faltima fase e esses \u00faltimas turn\u00eas o flagram no auge, aceitando o destino como que dizendo: \u201cOk, eu tenho que fazer shows e discos ent\u00e3o? Vamos nos divertir\u201d. Ele se divertiu. E todos n\u00f3s tamb\u00e9m. Foram duas experi\u00eancias inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hallelujah, Leonard Cohen, Benicassim 2008\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KpFnIM5ui7Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro respostas para Thiago Pereira, do jornal mineiro O Tempo. 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