{"id":14057,"date":"2008-01-03T10:50:24","date_gmt":"2008-01-03T13:50:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=14057"},"modified":"2016-07-28T10:55:32","modified_gmt":"2016-07-28T13:55:32","slug":"roteiro-de-viagem-argentina-e-chile-parte-1-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/01\/03\/roteiro-de-viagem-argentina-e-chile-parte-1-comida\/","title":{"rendered":"Roteiro de Viagem: Argentina e Chile &#8211; Comida"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33169\" title=\"argentina1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/argentina1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes que as lembran\u00e7as se percam na minha mem\u00f3ria desgastada pelo tempo e pelo uso, j\u00e1 est\u00e1 mais do que na hora de relembrar o passeio pela Am\u00e9rica do Sul que eu e Lili fizemos em julho do ano passado. Foram 21 dias passando por Buenos Aires, Santiago, Valparaiso, Vin\u00e3 Del Mar e S\u00e3o Pedro de Atacama. T\u00ednhamos outras cidades no roteiro, como Mendoza (na Argentina), mas tivemos que mudar o itiner\u00e1rio devido a neve que caia sobre o Aconcagua no dia do nosso embarque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33170\" title=\"argentina2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/argentina2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que voc\u00ea ir\u00e1 ler abaixo \u00e9 um pequeno relato de coisas interessantes que passamos nestes dias de frio abaixo de zero (-16 graus numa madrugada), paisagens inesquec\u00edveis e passeios idem. Para n\u00e3o obrigar ningu\u00e9m a ler um livro, vou dividir os posts em temas, ok. Este primeiro ir\u00e1 versar sobre comida. Comer numa viagem \u00e9 algo bastante interessante e n\u00e3o d\u00e1 para ficar dependendo dos McDonalds da vida: voc\u00ea precisa ao menos experimentar um pouco da comida de cada regi\u00e3o pois viajar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 olhar, \u00e9 comer tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33171\" title=\"argentina3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/argentina3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha meta pessoal era descobrir qual a melhor carne das Am\u00e9ricas. Bobagem grandiloquente, claro, j\u00e1 que eu iria passar apenas por dois pa\u00edses, mas vamos deixar assim que \u00e9 bem legal. J\u00e1 a tarefa da Lili n\u00e3o era menos importante ou honrosa: descobrir o melhor Alfajor. Com estas metas em mente, aportamos na capital portenha no final de junho para um passeio por gostos, cheiros e sabores. O melhor alfajor que Lili provou ela n\u00e3o conseguiu encontrar novamente e nem lembra o nome. E olha que n\u00f3s procuramos! Tentamos at\u00e9 voltar ao local do crime (uma rua paralela a Calle Florida, no centro de Bue), mas n\u00e3o deu certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33172\" title=\"argentina4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/argentina4.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os pratos foram uma grande experi\u00eancia. Minha melhor refei\u00e7\u00e3o da viagem aconteceu no \u00faltimo dia em S\u00e3o Pedro de Atacama. A da Lili foi no primeiro dia em Valparaiso. Por\u00e9m, antes de ambas as refei\u00e7\u00f5es fizemos alguns experimentos bem importantes: o primeiro \u2013 que valeu apenas para olhar o prato, beliscar e mandar voltar \u2013 foi a famosa parrilada, que junta tudo aquilo que voc\u00ea n\u00e3o gosta do boi em um mesmo prato. Para quem tem est\u00f4mago forte e muita coragem. Preferi o refrigerante de Pomelo, Paso de Los Toros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33173\" title=\"argentina5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/argentina5.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tirando a parrilada, as refei\u00e7\u00f5es em Buenos Aires foram, quase sempre, bife de chouri\u00e7o, que num corte diferente junta alcatra e picanha em (geralmente) 500 gramas suculentas (prestou aten\u00e7\u00e3o na primeira foto?). Acompanha, quase sempre, pur\u00ea de batata (os portenhos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o f\u00e3s de arroz) e tem a vantagem de ser t\u00e3o bom em alguns restaurantes badalados da Recoleta tanto quanto em algumas padarias do centro da cidade. As duas \u00fanicas vezes que variamos nos cinco ou seis dias que ficamos em Bue foram em dois restaurantes bem aconchegantes e charmosos:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33174\" title=\"argentina6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/argentina6.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Cuman\u00e1: a amiga jornalista Sylvie Piccoloto havia me levado l\u00e1 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/mais\/turismobuenosaires.html\" target=\"_blank\">na minha primeira vez em Buenos Aires<\/a>, ent\u00e3o \u2013 na hora de variar o prato \u2013 melhor ir ao garantido. O ambiente do lugar \u00e9 aconchegante, o atendimento \u00e9 excelente e os pre\u00e7os s\u00e3o convidativos. Bebemos vinho argentino, eu fui de pastel de papa com carne (pasta de batata com peda\u00e7os de carne e molho bolonhesa) e Lili foi de risoto, ambos aprovados. O Cuman\u00e1 fica na Rodr\u00edguez Pena, 1149, na Recoleta. Se voc\u00ea estiver no centro da cidade, pode ir de t\u00e1xi que ir\u00e1 sair barato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Melee: dica da amiga <a href=\"http:\/\/capitu.blig.ig.com.br\/\" target=\"_blank\">Capitu<\/a>. Fica em uma das travessas da Calle Florida e sua especialidade \u00e9 cozinha francesa com um toque portenho, claro. Fui do b\u00e1sico beauf bourguignon con papas rissoles y repollo agridulce (bife com fritas e repolho) acompanhado de vinho argentino e Lili ficou t\u00e3o encantada com o creme brule\u00e9 que nem lembra qual foi o prato principal. O Melee fica na rua Viamonte, 852, ao lado da Calle Florida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em ambos os restaurantes a conta de cada um n\u00e3o passou dos R$ 35.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33175\" title=\"chile1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se comemos bem todos os dias em Buenos Aires, o mesmo n\u00e3o podemos dizer de Santiago. At\u00e9 podemos dizer que bebemos vinhos melhores, mas no quesito comida n\u00e3o nos demos muito bem. Nosso primeiro passeio obrigat\u00f3rio foi ir ao Mercado Central comer frutos do mar (tem tudo que voc\u00ea possa imaginar l\u00e1). Escolhemos o restaurante Augusto, e fui de salm\u00e3o ao molho de camar\u00e3o e Lili arriscou no caranguejo desfiado ao alho. Quer saber: nenhum dos dois pratos nos impressionou, e o pre\u00e7o saiu mais salgado do que na Argentina (cerca de R$ 45 por pessoa)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33176\" title=\"chile2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na visita ao Mercado Central, pessoalmente, gostei mais do Pisco Sauer, mistura parente da nossa caipirinha, mas mais leve. O Pisco \u00e9 uma aguardente destilada de uvas moscatel com elevado teor de a\u00e7\u00facar, cultivadas nos vales do norte do Chile e tamb\u00e9m no Peru. Trouxemos uma garrafa para uma amiga. Se a comida marinha n\u00e3o nos agradou tanto, o que dizer ent\u00e3o do pastel de choclo, o prato mais terr\u00edvel de toda nossa viagem? \ud83d\ude42 Ainda n\u00e3o consigo dizer ao certo o que era aquilo, mas vinha numa cumbuca, tinha farinha de milho por cima, um enorme peda\u00e7o de frango no meio, umas azeitonas perdidas aqui e ali, um ovo cozido inteiro, molho de carne e mais algumas coisas que n\u00e3o ousamos descobrir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33177\" title=\"chile3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile3.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em Santiago n\u00e3o nos demos bem no quesito comida, em Valparaiso a experi\u00eancia foi gratificante. Valpo \u00e9 uma cidade portu\u00e1ria tombada pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico devido aos seus ascensores com mais de 100 anos que ligam a parte baixa da cidade com a parte alta. Ali\u00e1s, esque\u00e7a a parte baixa que exibe uma cidade portu\u00e1ria tradicional e se perca pelas ruas e becos da cidade alta que, entre algumas coisas, abriga a bel\u00edssima La Sebastiana, uma das tr\u00eas casas que o poeta Pablo Neruda mantinha no pa\u00eds. Tr\u00eas coisas que voc\u00ea precisar fazer em Valpo: andar de ascensor, ir a La Sebastiana e comer no Caf\u00e9 Turri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33178\" title=\"chile4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile4.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Caf\u00e9 Turri: o acesso \u00e9 f\u00e1cil, pois fica na sa\u00edda do ascensor Concepcion. A vista \u00e9 magn\u00edfica e, principalmente, se tiver em um dia de sol (como o que presenciamos), vale o almo\u00e7o ao ar livre com o Oceano Pacifico bailando a sua frente. Fui de coca-cola e um maravilhoso filete de milanesa acompanhado de pur\u00ea de batatas e tr\u00eas pimentas. O pur\u00ea \u00e9 algo, e as tr\u00eas pimentas chilenas d\u00e3o um sabor especial ao prato. Lili, como quase sempre, decidiu arriscar e pediu brochetas de Mahi Mahi en salsa de coco. O site do Caf\u00e9 apresenta assim: \u201cTrozos de Mahi Mahi intercalados con pi\u00f1a, cocinados a la plancha, con toques de estrag\u00f3n en suave salsa de crema de coco y eneldo.\u201d D\u00e1 \u00e1gua na boca s\u00f3 de ler. Resultado: a melhor comida de toda viagem para a Lili.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33179\" title=\"chile5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile5.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Valpo passamos em Vin\u00e3 Del Mar, voltamos para Santiago e voamos para o deserto da Atacama, mais precisamente S\u00e3o Pedro de Atacama, uma cidadezinha de pouco mais de 3 mil habitantes localizada no meio de um o\u00e1sis. Ainda no aeroporto em Santiago compramos um \u201cGuia de Destinos \u2013 San Pedro de Atacama e Alrededores\u201d, e foi ele que nos apresentou os restaurantes badalados da cidade. Hav\u00edamos almo\u00e7ado no Adobe (Rua Caracoles, 211), fisgados por um atendente que falava portugu\u00eas perfeitamente, que nos explicou detalhadamente o menu e conhecia mais cidades no Brasil que eu e Lili juntos. Para o jantar, est\u00e1vamos entre o sedutor Blanco (de decora\u00e7\u00e3o toda branca, cozinha de autor e pratos como veta de cordero con pur\u00e9 de polenta y verduras al oporto y sushi) ou o cl\u00e1ssico La Estaka, mas acabamos optando (acertadamente) por um terceiro; La Cave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33182\" title=\"chile6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile6.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que nos levou ao La Cave foi o fato de seu menu, exposto na porta, apresentar Civet de Lhama, \u201ccarne t\u00edpica de la zona\u201d. Na volta de uma dos passeios que fizemos, nosso guia nos levou a uma vila ind\u00edgena, e al\u00e9m de tomarmos ch\u00e1 de coca (que n\u00e3o deu barato algum) e provarmos deliciosas empanadas de queijo de cabra, comemos tamb\u00e9m espetinho de anticucho de lhama, uma carne macia e muito saborosa. Comi uns tr\u00eas espetinhos enquanto Lili devorou a mesma quantidade de empanadas. \u00c0 noite, j\u00e1 na cidade, quando vimos o menu do La Cave apresentando o Civet de Lhama, n\u00e3o resistimos&#8230; e entramos. Por\u00e9m, os restaurantes (e mesmo os a\u00e7ougues \u2013 como descobri depois) n\u00e3o vendem carne de lhama todos os dias, e acabamos tendo que pedir outro prato. Problema? Nenhum, afinal eu iria comer a melhor carne de toda a minha viagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33183\" title=\"chile7\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile7.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em primeiro lugar, o La Cave \u00e9 comandado pelo simp\u00e1tico e corpulento chef franc\u00eas Michel Coumes, que ap\u00f3s termos feito nosso pedido, nos indicou o melhor vinho para acompanhar nossos pratos (n\u00e3o sem antes ser avisado de que o pre\u00e7o teria que estar dentro do nosso or\u00e7amento). Gentilmente ele nos apresentou um Palo Alto, cabernet sauvignon, de reserva, que foi aprovado imediatamente. J\u00e1 os pratos&#8230; Lili foi de Cordero a L\u00e1 Proven\u00e7ale (cordeiro ao molho de vinho, conhaque, alho e toucinho acompanhado de batatas). Fiz uma escolha b\u00e1sica: Filete com Salsa Atacamenha (a base de ervas secas da regi\u00e3o). Era s\u00f3 isso: bife e molho de ervas. E estava simplesmente sensacional ao ponto de me \u201cobrigar\u201d a fazer algo que at\u00e9 ent\u00e3o eu nunca tinha feito na vida: ir a cozinha cumprimentar o chef. O pre\u00e7o do meu prato foi 7 mil pesos chilenos, cerca de R$ 25. O da Lili foi mais barato: 5.500 (cerca de R$ 19). Com o vinho (em torno de R$ 20), fechamos nossa viagem com um bel\u00edssimo jantar por pouco mais de R$ 30 por pessoa. Valeu o investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33184\" title=\"chile8\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile8.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 que eu falei em vinho, vale contar a hist\u00f3ria dos dois passeios por vin\u00edcolas que fizemos em Santiago: na Concha Y Toro e na Cousi\u00f1o Macul. Em ambos os passeios fizemos um tour para conhecer cada vin\u00edcola. O tour \u00e9 guiado e al\u00e9m de trazer hist\u00f3rias interessantes e divertidas sobre cada vin\u00edcola (a do vinho Casillero del Diablo \u00e9 \u00f3tima), lhe d\u00e1 o direito de provar duas ta\u00e7as de vinho (e levar a ta\u00e7a embora, o que d\u00e1 um trabalho em malas e mochilas, mas das nossas quatro, tr\u00eas sobreviveram. A que quebrou, quebrou aqui em S\u00e3o Paulo). Na Concha Y Toro provamos um Casilero Del Diablo, carmenere, safra 2005, e um inesquec\u00edvel Don Merchor safra 1988. No dia seguinte, passeando pelo centro de Santiago, entramos em uma loja e nos deparamos com um Don Merchor safra 1989. Pre\u00e7o: R$ 300. Isso l\u00e1. Se voc\u00ea topar com uma garrafa dessas no Brasil, ela vai custar mais de R$ 500. E nos pagamos R$ 12 cada no tour. Coisas da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33185\" title=\"chile9\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile9.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lendo tudo isso, at\u00e9 parece que fizemos almo\u00e7os e jantares de R$ 50 durante toda a viagem, o que n\u00e3o reflete, de modo algum, o que foram estes 21 dias. A id\u00e9ia era fazermos uma viagem no estilo mochilagem, dormindo em albergues, economizando na comida e curtindo os passeios, os lugares, as pessoas. E, de vez em quando, arriscar um prato em um restaurante decente. Na maioria das vezes, principalmente em Santiago, esper\u00e1vamos (e nos delici\u00e1vamos) mais (com) a entrada do que com o pr\u00f3prio prato. A rigor, a entrada era quase sempre (de vez em quando na Argentina e sempre no Chile) composta de um p\u00e3o caseiro fresquinho acompanhado de um molho apimentado que cairia bem ao lado de uma cerveja gelada. E importante: n\u00e3o \u00e9 cobrada \u00e0 parte. Um amigo chileno, quando veio ao Brasil, ficou transtornado ao saber que aqui se cobra o popular couvert. \u00c8 bem prov\u00e1vel que agora, no Chile, ele v\u00e1 aproveitar ainda mais essa vantagem. Bom, acho que \u00e9 isso. Nos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos, albergues, pontos tur\u00edsticos, c\u00e2mbios e curiosidades de um passeio pela Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-33186\" title=\"chile10\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/chile10.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Links \u00dateis:<br \/>\n&#8211; Caf\u00e9 Turri \u2013 <a href=\"http:\/\/www.turri.cl\/web2007\/restaurant.asp\">http:\/\/www.turri.cl\/web2007\/restaurant.asp<\/a><br \/>\n&#8211; Guia \u00d3leo de Restaurantes Argentinos &#8211; <a href=\"http:\/\/www.guiaoleo.com.ar\/\">http:\/\/www.guiaoleo.com.ar\/<\/a><br \/>\n&#8211; La Sebastiana &#8211; <a href=\"http:\/\/www.lasebastiana-neruda.cl\/\">http:\/\/www.lasebastiana-neruda.cl\/<\/a><br \/>\n&#8211; San Pedro de Atacama &#8211; <a href=\"http:\/\/www.sanpedroatacama.com\/\">http:\/\/www.sanpedroatacama.com\/<\/a><br \/>\n&#8211; Valparaiso &#8211; <a href=\"http:\/\/www.valparaisochile.cl\/\">http:\/\/www.valparaisochile.cl\/<\/a><br \/>\n&#8211; Vina Concha Y Toro &#8211; <a href=\"http:\/\/www.conchaytoro.com\/\">http:\/\/www.conchaytoro.com\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n<\/strong>&#8211; Roteiro: Argentina e Chile &#8211; Parter 2: Dicas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/05\/07\/turismo-buenos-aires-e-deserto-do-atacama\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes que as lembran\u00e7as se percam na minha mem\u00f3ria desgastada pelo tempo e pelo uso, j\u00e1 est\u00e1 mais do que na hora de relembrar o passeio pela Am\u00e9rica do Sul que eu e Lili fizemos em julho do ano passado. 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