{"id":13661,"date":"2016-05-05T10:41:16","date_gmt":"2016-05-05T13:41:16","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2016\/05\/05\/um-dia-de-domingo-em-olinda\/"},"modified":"2016-05-05T10:42:13","modified_gmt":"2016-05-05T13:42:13","slug":"um-dia-de-domingo-em-olinda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2016\/05\/05\/um-dia-de-domingo-em-olinda\/","title":{"rendered":"Um dia de domingo em Olinda"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda1.jpg\" height=\"450\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>A aventura toda come\u00e7ou \u201ccedo\u201d: antes do meio dia parti de Pina pra Olinda no 910 (&#8220;Rio Doce a Piedade, de Barra de Jangada at\u00e9 Casa Caiada&#8221;) e cheguei r\u00e1pido e sussa. Subi morro, desci morro, fiz fotos, papeei com repentistas, subi morro, desci morro e tomei uma garoa tipicamente paulistana subindo &#8220;morro, ladeira, c\u00f3rrego, beco, favela&#8221;. A fome bateu e dentre as ofertas dispon\u00edveis (v\u00e1rios restaurantes *****) escolhi um \u201cbotec\u00e3o\u201d que tinha \u201ccerveja de verdade\u201d cara demais (R$ 29 numa Primator India Pale Ale n\u00e3o d\u00e1), mas me pareceu mais acolhedor, o Peneira, e n\u00e3o errei. Pedi bode com fava, uma Bohemia e gastei umas duas horas e meia (e mais tr\u00eas Bohemias) observando e me divertindo com os frequentadores habituais e assistindo ao primeiro tempo da final da Copa do Nordeste (e torcendo com eles).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Dali parti para A Casa do Cachorro Preto, que receberia um show \/ ensaio aberto da Rua do Absurdo, cujo disco \u201cLimbo\u201d, de 2014, apareceu em v\u00e1rias listas de melhores do ano. O lugar \u00e9 uma galeria de arte com obras bem interessantes e vibe \u00f3tima. Conta pontos, na minha matem\u00e1tica alco\u00f3latra pessoal, o fato deles terem cerveja caseira no card\u00e1pio, a La Ursa em tr\u00eas estilos respeit\u00e1veis: Saison, IPA e Bock. O show, marcado para \u00e0s 16h (eu mesmo cheguei \u00e0s 17h), come\u00e7ou quase 18h e foi excelente, com a sonoridade do quarteto se misturando com a fauna local (cigarras e outros p\u00e1ssaros) numa execu\u00e7\u00e3o primorosa de baixo, bateria diminuta (e bastante eficiente), cavaquinho engatado na pedaleira e voz. Fiquei imaginando esse mesm\u00edssimo show ensaio num festival bacana. Gostaria de rever isso nessa sintonia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda7.jpg\" \/><\/p>\n<p>Dali, ideia de Jarmeson: Baile Cubano no Clube Bela Vista, no Alto Santa Terezinha. Prum cara infelizmente germ\u00e2nico como eu (ou seja, com as juntas duras), por um lado foi uma tortura: todo mundo dan\u00e7ando e eu ali, remexendo os membros e com medo da omoplata ou do f\u00eamur despencarem do corpo para o meio do sal\u00e3o. Por outro lado foi revigorante, duas horas de m\u00fasica cubana e latina que eu nunca tinha ouvido, metaleira apitando, aquela melancolia feliz do estilo e muito, muito charme mel\u00f3dico numa das melhores m\u00fasicas do mundo. O cansa\u00e7o bateu (e, milagre, os ossos n\u00e3o ca\u00edram na pista nem nos 15 segundos que insistiram em me tirar pra dan\u00e7ar \u2013 pra constatar a falta de \u201cmolej\u00e3o\u201d) e come\u00e7ou uma nova aventura:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda3.jpg\" \/><\/p>\n<p>Segundo Jarmeson, dali at\u00e9 Pina, onde eu estava hospedado, dava uns R$ 30 (e eu tinha R$ 32 na carteira \u2013 e o celular j\u00e1 tinha morrido umas quatro horas antes, ou seja, nada de 99 ou Uber). \u201cN\u00e3o esquenta com as voltas que o motorista do taxi vai fazer pra sair do morro\u201d, ele avisou. Me despedi, sai do clube e parei um taxi. Falei o destino e ele mandou: \u201cMinha maquininha t\u00e1 quebrada, quanto voc\u00ea paga at\u00e9 l\u00e1?\u201d. R$ 32. Ok, partiu. Mais ou menos. Uns 5 minutos depois, j\u00e1 fora do morro, ele encosta o carro e diz: \u201cPina \u00e9 muito longe. Vou deixar voc\u00ea aqui para que voc\u00ea pegue um outro taxi, tudo bem?\u201d. Ok, mas quanto eu te devo? &#8220;N\u00e3o se preocupa, vai sossegado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda4.jpg\" height=\"450\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Certo, t\u00f4 ali no meio de algum lugar do Recife que eu n\u00e3o sei onde, garoando, e decido caminhar a ficar parado. Uns 500 metr\u00f4s depois vejo outro taxi, e dou sinal: \u201cMeu caro, quanto voc\u00ea cobra pra me levar at\u00e9 Pina?\u201d. Ele diz R$ 40, aviso que tenho R$ 32 e bora. \u201cVoc\u00ea tava no Baile Cubano e desceu a p\u00e9 at\u00e9 aqui?\u201d, ele se surpreende. Conto sobre o outro taxista e ele observa: \u201cPina \u00e9 longe mesmo\u201d. Segue o cortejo. No caminho, ele liga para uma paquera e pergunta se pode encontra-la no baile em que ela t\u00e1. Ela diz que t\u00e1 emba\u00e7ado, e o romance fica pra segunda (ele desliga deixando &#8220;um cheiro&#8221; pra ela). Conversamos ent\u00e3o sobre o frio paulistano (do tempo em que ele foi motorista de uma gr\u00e3-fina do Morumbi) e de Santos e Audax at\u00e9 o momento m\u00e1gico do dia: come\u00e7a a tocar uma vers\u00e3o sofr\u00edvel em portugu\u00eas de \u201cKilling Me Softly\u201d na FM, e o amigo motorista d\u00e1 um show encobrindo a voz da r\u00e1dio cantando a vers\u00e3o original, em ingl\u00eas, como se estiv\u00e9ssemos em um karaok\u00ea m\u00f3vel, com direito a agudos, falsetes e tudo mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda6.jpg\" height=\"450\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Ele me deixa no hotel, desejo bom trabalho pro parceiro e subo o elevador pensando em quantas nuances um simples dia de domingo (na voz de Gal e Tim) pode ter. Obrigado, Recife \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Ps. Valeu Jarmeson, valeu J\u00falio. Baita domingo!<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/olinda8.jpg\" height=\"450\" width=\"450\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aventura toda come\u00e7ou \u201ccedo\u201d: antes do meio dia parti de Pina pra Olinda no 910 (&#8220;Rio Doce a Piedade, de Barra de Jangada at\u00e9 Casa Caiada&#8221;) e cheguei r\u00e1pido e sussa. 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