{"id":13656,"date":"2008-09-20T18:08:31","date_gmt":"2008-09-20T21:08:31","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/20\/respostando-posts-antigos\/"},"modified":"2016-04-20T18:10:46","modified_gmt":"2016-04-20T21:10:46","slug":"repostando-posts-antigos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/20\/repostando-posts-antigos\/","title":{"rendered":"Repostando posts antigos"},"content":{"rendered":"<p>Ontem o pessoal da firma fez um happy hour para encontrar um amigo querido que saiu do iG e foi para Abril. Entre cervejas mexicanas e burritos conversamos muito sobre Friends e Seinfeld. Eu fiquei horas tentando lembrar de um epis\u00f3dio do Seinfield que eu tinha achado foda quando vi uns anos atr\u00e1s, mas quem diz que a minha mem\u00f3ria funciona? Ali\u00e1s, sobre o que eu estava falando mesmo? (risos). O fato \u00e9 que estou com o cora\u00e7\u00e3o apertado por algumas bobagens, e escrever sempre foi &#8211; e sempre vai ser &#8211; a maneira de aliviar um dia de merda na vida.<\/p>\n<p>Por outro lad0, desde que estreei a Calmantes com Champagne 2.0, meu modo de lidar com este blog mudou. Antigamente ele era beeeem mais pessoal (e acho que mais divertido) enquanto hoje em dia o vejo mais informativo (e menos divertido). Essa percep\u00e7\u00e3o me faz pensar em procurar encontrar o meio termo entre o antigo e o novo, algo que n\u00e3o sei se vou conseguir, mas que vou tentar. E assim que fui procurar por aquele post antigo sobre Seinfield da vers\u00e3o 1.0 bateu uma vontade danada de repostar aquele pensamento aqui. Ent\u00e3o vai. N\u00e3o estranhe se voc\u00ea achar que j\u00e1 leu isso. A chance \u00e9 grande\u2026 (hehe)<\/p>\n<p><strong>De 09\/02\/2006<\/strong><\/p>\n<p><em>Assisti nesta manh\u00e3 ao epis\u00f3dio piloto da s\u00e9rie Seinfeld, que abre o box especial com as duas primeiras temporadas do programa. Acho que devo gostar da s\u00e9rie conforme ela engrenar. O epis\u00f3dio piloto tem v\u00e1cuos e buracos que o pr\u00f3prio Seinfeld assume no making of. N\u00e3o traz cenas antol\u00f3gicas, mas \u00e9 bem interessante. No entanto, o que me faz escrever dele aqui \u00e9 o tema, bem sacado, e bem desenvolvido no final do epis\u00f3dio: como os homens confundem os pseudos-sinais das mulheres.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 mais ou menos assim: Laura, uma garota que Jerry conheceu em uma viagem, liga para ele avisando que estar\u00e1 em Nova York para um semin\u00e1rio, e que gostaria de v\u00ea-lo. A pergunta que fica \u00e9: \u201cPor que ela ligou? Ser\u00e1 que ela est\u00e1 interessada em algo? Ser\u00e1 que vai rolar algo?\u201d. Bem, corte para a v\u00e9spera da chegada da garota. Ela liga \u00e0 noite perguntando se pode dormir na casa dele, porque n\u00e3o encontrou um quarto de hotel vago. O amigo George dispara: \u201cDevem existir milh\u00f5es de quartos de hot\u00e9is em Nova York. Como ela n\u00e3o encontrou?\u201d. No dia seguinte est\u00e3o os dois esperando Laura no aeroporto. Jerry a recebe, a leva pra casa. Ao chegar, diz para que ela se sinta \u00e0 vontade. Ela tira o sapato, coloca os p\u00e9s no sof\u00e1. Ele oferece p\u00e3o, ch\u00e1. Ela pede vinho e pergunta se pode diminuir a luz. Ele se empolga. Ela pergunta se pode ficar um dia a mais e eles fazem planos para o dia seguinte. Nisso toca o telefone e \u00e9 o\u2026 noivo de Laura. No mon\u00f3logo final, Jerry define sabiamente:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Juro que n\u00e3o fa\u00e7o id\u00e9ia do que as mulheres pensam. Eu n\u00e3o entendo, certo. Eu n\u00e3o capto os sinais. As mulheres s\u00e3o muito sutis. Tudo o que fazem \u00e9 muito sutil. Os homens n\u00e3o s\u00e3o sutis. N\u00f3s somos \u00f3bvios. Elas sabem o que eles querem. Eles tamb\u00e9m. O que n\u00f3s queremos? Mulheres. \u00c9 isso. \u00c9 a \u00fanica coisa de que temos certeza. Como conseguir mulheres? Isso n\u00e3o sabemos. N\u00f3s ignoramos o passo seguinte. O incr\u00edvel \u00e9 que ainda conseguimos mulheres. Os homens est\u00e3o com mulheres. Voc\u00ea os v\u00ea com elas. Como eles conseguem mulheres, muitos se perguntam. Vou contar um pouco sobre a nossa organiza\u00e7\u00e3o. Onde estiver uma mulher, tem um homem trabalhando na situa\u00e7\u00e3o. Ele pode n\u00e3o ser o melhor dos homens. H\u00e1 muitas \u00e1reas para cobrir, mas algu\u00e9m da nossa equipe sempre estar\u00e1 no local. Por isso ficamos chateados quando vemos mulheres lendo artigos \u201cOnde conhecer homens?\u201d. N\u00f3s estamos em todos os lugares.<\/em><\/p>\n<p><em>*******<\/em><\/p>\n<p><em>Vamos combinar que a opini\u00e3o do Jerry Seinfeld \u00e9 um bocadinho machista (risos). Mas ele t\u00eam raz\u00e3o em muitos pontos, principalmente quando diz que n\u00f3s, homens, nunca entendemos os sinais ou seja l\u00e1 o que for que voc\u00eas, mulheres, deixam escapar aqui e ali. N\u00e3o entendemos e isso \u00e9 um fato. Uma amiga querida me prometeu um manual que ir\u00e1 versar sobre ser homem e amigo de uma mulher. De cara me lembro do Harry (de Harry &amp; Sally &#8211; Feitos Um Para o Outro) defendendo que homens n\u00e3o conseguem ficar amigos das mulheres. \u00c9 uma generaliza\u00e7\u00e3o tola, mas que tamb\u00e9m tem seu fundo de verdade. Acredito que podemos sim ser amigos de mulheres, mas a admira\u00e7\u00e3o (tanto f\u00edsica quanto de personalidade) muitas vezes pode levar um casal de amigos a se transformar em um casal de namorados. H\u00e1 problema nisso? A C\u00e1, que ir\u00e1 fazer o manual, diz que temos que ser mais claros em nossos intentos: ou queremos ser amigos ou queremos ficar com elas. N\u00e3o vejo isso de forma t\u00e3o simples. Primeiro porque o interesse pode surgir com o tempo. Segundo porque uma boa parcela de n\u00f3s homens \u00e9 rom\u00e2ntica. A gente n\u00e3o vai sair por ai dando em cima das amigas apenas porque descobrimos que estamos afim delas. H\u00e1 um momento x para isso acontecer. A gente espera esse momento pacientemente. E quando acontece a gente erra tudo, mas tudo bem. O problema \u00e9 sempre o risco de se perder uma amizade especial pelo simples fato de se querer estar um pouco mais pr\u00f3ximo do que amigos podem ficar. De repente, aquilo que n\u00e3o era nada pode se transformar em uma bela hist\u00f3ria de amor. Ou n\u00e3o. O fato intrigante, na verdade, \u00e9 o quanto confundimos os sinais. Pelo come\u00e7o que tive em 2006, desisti de entender estes malditos sinais (risos). S\u00f3 cometo erros, e tudo bem que apaixonados s\u00f3 vivem cometendo erros, mas \u00e0s vezes tudo parece t\u00e3o claro, t\u00e3o claro, mas t\u00e3o claro, que \u00e9 imposs\u00edvel imaginar que seja outra coisa. E \u00e9 outra coisa. Quase sempre \u00e9 outra coisa. Seria t\u00e3o mais f\u00e1cil se tudo fosse mais simples, n\u00e3o? Seria, mas nunca \u00e9 simples. Depois dizem que n\u00f3s, homens, n\u00e3o entendemos as mulheres. Eu ainda acho que n\u00e3o precisamos entender as mulheres, precisamos apenas ama-las. Mas para se amar \u00e9 preciso entender um pouco de sinais. Algu\u00e9m tem um manual pr\u00e1tico ai?<\/em><\/p>\n<p><em>*******<\/em><\/p>\n<p>Me lembrei de Bob Dylan: \u201c\u00c9 imposs\u00edvel amar e ser esperto ao mesmo tempo\u201d. Anote.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem o pessoal da firma fez um happy hour para encontrar um amigo querido que saiu do iG e foi para Abril. 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