{"id":13614,"date":"2013-04-27T08:57:50","date_gmt":"2013-04-27T11:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/04\/27\/dia-1-na-capital-da-musica-country\/"},"modified":"2013-04-27T08:57:50","modified_gmt":"2013-04-27T11:57:50","slug":"dia-1-na-capital-da-musica-country","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/04\/27\/dia-1-na-capital-da-musica-country\/","title":{"rendered":"Dia 1: na capital da m\u00fasica country"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville1.jpg\" alt=\"nashville1.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>\u201cParece uma cidade cenogr\u00e1fica\u201d, diz Lili assim que descemos a Second Avenue em dire\u00e7\u00e3o a Broadway. S\u00e3o pouco mais de 10h de sexta-feira, acabamos de chegar de viagem e nosso check-in s\u00f3 ser\u00e1 liberado \u00e0s 13h. A arquitetura com resqu\u00edcios de Velho Oeste, mas muito bem cuidada, e a praticamente n\u00e3o exist\u00eancia de pessoas na rua faz com Nashville pare\u00e7a uma cidade fantasma, mas ali pelas 11 e pouco da manh\u00e3 j\u00e1 come\u00e7am a soar, em alguns dos diversos pubs do centro, a batida country que \u00e9 marca registrada &nbsp;da cidade (e movimenta seu turismo), deixando a certeza: Nashville \u00e9 uma cidade noturna, e acorda tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville2.jpg\" alt=\"nashville2.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Fundada em 1779, Nashville mudou seu rumo na hist\u00f3ria quando, em 1927, uma emissora de r\u00e1dio tirou o programa di\u00e1rio que tinha sobre \u00f3pera colocando no lugar algo mais popular, uma m\u00fasica ent\u00e3o chamada de Barn Dance, que nada mais \u00e9 do que a m\u00fasica country, estilo facilmente identific\u00e1vel na cidade, seja na voz das garotas que lotam as cal\u00e7adas sonhando em ser a pr\u00f3xima Taylor Swift, seja nas dezenas de lojas de botas de couro ou nas imagens de velhos \u00edcones como Elvis Presley e Johnny Cash.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville3.jpg\" alt=\"nashville3.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Impressionantemente bem cuidado, o centro da cidade reflete a renova\u00e7\u00e3o urbana e econ\u00f4mica proposta nos anos 90 pelo ent\u00e3o prefeito (e depois governador) Phil Bredesen. \u00c9 ele o respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o do Country Music Hall of Fame and Museum (de desenho piegas em forma de piano, cujo \u201canexo\u201d, em forma de viol\u00e3o, \u00e9 quase tr\u00eas vezes maior que ele e deve ser inaugurado em 2014), da Nashville Public Library e da enorme Bridgestone Arena (que no pr\u00f3ximo dia 03 de maio receber\u00e1 Black Keys e Flaming Lips em show conjunto).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville4.jpg\" alt=\"nashville4.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s nos entregarmos aos prazeres das sodas (h\u00e1 uma loja sensacional de refrigerantes na esquina do hostel), decidimos enrolar no Hard Rock Caf\u00e9 (\u201cEu devo isso para aquela Lili de 13 anos\u201d, justifica ela). Logo em frente h\u00e1 um Rock Bottom,<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/04\/26\/cinco-pubs-de-cervejarias-nos-eua\/\" target=\"_blank\"> uns dos pubs mais bacanas que conheci na viagem anterior<\/a>&nbsp;(e que irei bater ponto novamente logo logo), e a movimentada Broadway Avenue ainda traz, em suas esquinas, um Johnny Cash Museum (esqueceram do museu e s\u00f3 trouxeram o gift shop) e uma sensacional loja de doces especializada em\u2026 ma\u00e7\u00e3 caramelada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/bacon.jpg\" alt=\"bacon.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s fazer o check in e tentar colocar o sono levemente em dia por cerca de duas horas, partimos para o primeiro destino turistico da cidade: a Third Man Records, a loja que Jack White abriu em Nashville em 2009, e vende compactos e vinis de sua gravadora al\u00e9m de farto material de badulaques. Menos de 20 minutos caminhando e c\u00e1 estamos em frente a um pr\u00e9dio nas cores preta, vermelha e amarela. \u00c9 preciso tocar a campainha para que Jenna, uma ruiva de meias arrast\u00e3o e muita simpatia, abra a porta. A loja \u00e9 pequena, mas seus dois ambientes s\u00e3o impecavelmente decorados, e \u00e9 poss\u00edvel deixar uma boa grana aqui!<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville5.jpg\" alt=\"nashville5.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Consigo resistir a comprar a vitrolinha port\u00e1til do selo (US$ 160 d\u00f3lares \u2013 acho que encontro uma melhor e mais em conta em Nova York), e fico frustrado ao saber que a cabine individual para gravar compactos n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel, mas enquanto rola o vinil branco de \u201cElephant\u201d, do White Stripes, no som, separo camisetas, um vinil de uma session do Cold War Kids nos est\u00fadios da Third Man (US$ 15), um single do Raconteurs e namoro o exemplar em vinil azul transparente do disco ao vivo recente que Jack White prensou para os s\u00f3cios do f\u00e3 clube da loja, que n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville6.jpg\" alt=\"nashville6.jpg\"\/><\/p>\n<p>Num corredor todo vermelho h\u00e1 discos de ouro do White Stripes na parede (namoro tamb\u00e9m o box \u201cUnder Great White Northern Lights\u201d, que est\u00e1 US$ 175 enquanto tento entender um \u201crevolucion\u00e1rio\u201d novo toca discos da casa \u2013&nbsp;<a href=\"http:\/\/thirdmanstore.com\/featured\/revolution-compact-turntable\" target=\"_blank\">veja aqui<\/a>). O registro de um show de Jerry Lee Lewis na frente da loja custa US$ 16 em CD e US$ 15 em vinil, e uma estampa de camiseta \u00e0 venda no mostru\u00e1rio avisa: \u201cVinyl Is Killing the MP3 Industry\u201d. Cerca de seis pessoas superlotam a lojinha, e duas mulheres conversam com Jenna: \u201cComo \u00e9 o Jack White?\u201d, elas querem saber. \u201cAmazing\u201d, responde a vendedora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville7.jpg\" alt=\"nashville7.jpg\"\/><\/p>\n<p>\u00c9 fim de tarde e come\u00e7a a garoar insistentemente. Decidimos nos recolher para aguardar o hor\u00e1rio do show que Cory Chisel and the Wandering Sons. O local \u00e9 o Mercy Lounge, um pr\u00e9dio com dois palcos e v\u00e1rios bares tem\u00e1ticos. Quem toca hoje no palco maior, The Cannery Ballroom, com ingressos sold out \u00e9 o The Weeks, banda de southern rock de Jackson, Mississipi. Cory Chisel ir\u00e1 se apresentar no palco menor, The High Watt, e pouco mais de 100 pessoas (com m\u00e9dia de idade de 30 anos) est\u00e3o no local bebendo Brooklyn Lager e Fatwire Amber Ale (US$ 4,50 a lata, pre\u00e7o de balada). O local lembra o Studio SP, apesar do palco estar (corretamente) no fundo da casa, e n\u00e3o no meio,&nbsp;<a href=\"http:\/\/thehighwatt.com\/about\/tech\/\" target=\"_blank\">e da infra<\/a>&nbsp;e som serem muito melhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville8.jpg\" alt=\"nashville8.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Um trio comandado por Derek Hoke abre a noite repetindo de forma competente algo que Elvis fez em 1957 (ainda assim, a boa cover de \u201cHouses of The Holy\u201d, do Led, merece registro). Cory Chisel \u00e9 figurinha f\u00e1cil por ali. Conversa com todo mundo, fica na lojinha (que, na verdade, \u00e9 uma mala com vinis, CDs e camisetas \u2013 US$ 15 os vinis, US$ 10 os CDs) e bebe as tr\u00eas primeiras doses de u\u00edsque Jameson da noite. De repente, Brendan Benson aparece e se porta como \u201cgente como a gente\u201d. Conversa a animadamente com amigos, abra\u00e7a Cory Chisel e assiste ao show sossegadamente do nosso lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville9.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"nashville9.jpg\"\/><\/p>\n<p>No palco, as can\u00e7\u00f5es de \u201cOld Believers\u201d causam alvoro\u00e7o (antes deste h\u00e1 outros cinco \u00e1lbuns \u2013 desde 2004), e o suporte da loirinha Adriel Harris (a Laura Lavieri dele) se destaca. No momento mais inusitado da noite, Cory diz que ir\u00e1 tocar&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=10151346834926218&amp;set=a.107115971217.105732.20691036217&amp;type=1&amp;theater\" target=\"_blank\">uma can\u00e7\u00e3o em homenagem ao cara que estampa a porta do banheiro masculino<\/a>&nbsp;da casa (no feminino est\u00e1 Debbie Harry), o que parece deixar uma interroga\u00e7\u00e3o na testa de alguns, que por fim pedem um cover de Bruce Springsteen. Cory bate o p\u00e9 e manda uma boa vers\u00e3o de \u201cGuns of Brixton\u201d, do Clash. \u201cI\u2019ve Been Accused\u201d, \u201cBorn Again\u201d e um reggae safado (\u201cBrendan me disse que eu nunca mais voltaria o mesmo de l\u00e1: n\u00e3o sei se ele estava dizendo da&nbsp;Jamaica&nbsp;ou de Nashville\u201d, brincou) renderam alguns dos grandes momentos da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville10.jpg\" alt=\"nashville10.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>Na sa\u00edda, a chuva aperta, mas o Mercy Lounge fica numa bocadinha e de dif\u00edcil aceso. Decidimos arriscar at\u00e9 a avenida, e conseguimos arranjar um taxi. O motorista nos pergunta de onde somos e assim que digo que somos do Brasil, ele emenda: \u201cNas \u00faltimas tr\u00eas horas peguei um cara de Israel e depois um da Finl\u00e2ndia. E agora voc\u00eas do Brasil. Neste taxi!\u201d, se surpreende. N\u00e3o h\u00e1 melhor maneira de dizer que Nashville \u00e9 uma cidade tur\u00edstica, n\u00e3o \u00e9 mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nashville11.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"nashville11.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Leia mais: Di\u00e1rio de Viagem Estados Unidos 2013 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/eua-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cParece uma cidade cenogr\u00e1fica\u201d, diz Lili assim que descemos a Second Avenue em dire\u00e7\u00e3o a Broadway. S\u00e3o pouco mais de 10h de sexta-feira, acabamos de chegar de viagem e nosso check-in s\u00f3 ser\u00e1 liberado \u00e0s 13h. 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