{"id":13601,"date":"2013-05-05T12:29:24","date_gmt":"2013-05-05T15:29:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/05\/o-penultimo-dia-do-new-orleans-jazz-fest\/"},"modified":"2013-05-05T12:29:24","modified_gmt":"2013-05-05T15:29:24","slug":"o-penultimo-dia-do-new-orleans-jazz-fest","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/05\/o-penultimo-dia-do-new-orleans-jazz-fest\/","title":{"rendered":"O pen\u00faltimo dia do New Orleans Jazz Fest"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola2.jpg\" alt=\"nola2.jpg\"\/><\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do New Orleans Jazz &amp; Heritage Festival aconteceu em 1970, e nestes mais de 40 anos de hist\u00f3ria, o evento se fixou no calend\u00e1rio oficial da cidade como uma datal para comemorar a chegada da primavera. Assim como o Rock in Rio, o Jazz Fest acontece em dois fins de semana, mas a semelhan\u00e7a com o festival carioca de line-up \u00f3bvio para por ai, j\u00e1 que a escala\u00e7\u00e3o do Jazz Fest privilegia artistas desconhecidos das regi\u00f5es da Louisiana e Mississipi (e de outros Estados em menor escala) numa escala\u00e7\u00e3o de mais de 60 atra\u00e7\u00f5es di\u00e1rias sempre encabe\u00e7ada por artistas de renome distribu\u00eddos por 12 palcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola3.jpg\" alt=\"nola3.jpg\"\/><\/p>\n<p>Em 2012, Beach Boys, Neil Young &amp; Crazy Horse, Bruce Springsteen, Tom Petty &amp; The Heartbreakers, Bon Iver, Foo Fighters, Florence e muitos outros se dividiram nos sete dias do festival. Em 2013, a escala\u00e7\u00e3o reunia Fleetwood Mac, Phoenix, Frank Ocean, Patti Smith, Billy Joel, Black Keys, Los Lobos, Stanley Clarke, B.B. King e muito mais numa maratona que come\u00e7a todos os dias \u00e0s 11 da manh\u00e3 e se encerra pontualmente \u00e0s 19h visando n\u00e3o prejudicar a centena de casas noturnas espalhadas pela cidade \u2013 e que continua a programa\u00e7\u00e3o do festival at\u00e9 altas horas da madrugada, dependendo da disposi\u00e7\u00e3o do fregu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola4.jpg\" alt=\"nola4.jpg\"\/><\/p>\n<p>Desde 1972 que o Jazz Fest acontece no Fair Grounds Race Course, terceiro J\u00f3quei Clube mais antigo da Am\u00e9rica. Os \u00faltimos dias do outono trouxeram chuvas, e a decantada reclama\u00e7\u00e3o de uma parte do p\u00fablico brasileiro sobre a lama no Lollapalooza Brasil 2013 seria motivo de chacota aqui, j\u00e1 que o barreiro se forma em boa parte dos palcos, assim como o cheiro de estrume de cavalo se espalha pelo ambiente competindo com os aromas deliciosos das mais de 50 barraquinhas de comida cajun e creole espalhadas pelo espa\u00e7o, mas a grande maioria parece n\u00e3o se importar. Aqui, ao menos, os cavalos n\u00e3o reclamaram do cheiro dos hispsters.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola5.jpg\" alt=\"nola5.jpg\"\/><\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que n\u00e3o h\u00e1 como comparar uma cidade apaixonadamente musical, deliciosamente caipira, extremamente arborizada e de popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o passa dos 400 mil habitantes atualmente (embora estivesse com quase 550 mil antes do Furac\u00e3o Katrina \u2013 a migra\u00e7\u00e3o foi enorme) como New Orleans com uma megal\u00f3pole de pedra como S\u00e3o Paulo, onde sujar os p\u00e9s no barro e sentir a presen\u00e7a de animais (fora gatos e cachorros mais bem tratados \u2013 muitos deles vestidos \u2013 que muita crian\u00e7a) n\u00e3o faz parte da rotina di\u00e1ria. A quest\u00e3o \u00e9 enfrentar as intemp\u00e9ries da melhor maneira poss\u00edvel, e receber a primavera de bra\u00e7os abertos. N\u00e3o \u00e9 agrad\u00e1vel, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o fim do mundo (ainda mais se voc\u00ea est\u00e1 preparado).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola6.jpg\" alt=\"nola6.jpg\"\/><\/p>\n<p>Desta forma, os locais se armam de cadeirinhas (vendidas a 13 d\u00f3lares no centro), galochas e muito bom humor e partem para o Fair Grounds Race Course logo que os port\u00f5es abrem. A vizinhan\u00e7a recebe os visitantes de forma alegre e cordial com dezenas de casas ostentando mensagens de boas vindas. Em certo momento, um senhor abre a porta de sua casa, chega ao jardim e, diante da multid\u00e3o, brinca: \u201cAt\u00e9 que enfim voc\u00eas chegaram\u201d. Os ingressos,  que custavam 50 d\u00f3lares por dia, est\u00e3o saindo por 65 d\u00f3lares na porta, mas as filas s\u00e3o comportadas e r\u00e1pidas. A seguran\u00e7a olha rapidamente as bolsas e quando menos se percebe voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 dentro ao lado da Tenda Gospel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola7.jpg\" alt=\"nola7.jpg\"\/><\/p>\n<p>Mahalia Jackson, criadora do festival em 1970, era uma grande cantora gospel, e a tenda recebe m\u00fasicos, pastores e ministros da f\u00e9 numa vibe \u201cGod is Good\u201d. O coral gospel da Arquidiocese de New Orleans emocionou os presentes, mas quem botou pra quebrar foi o Ministro Jai Reed, com cinco backings vocals, uma voz intensa e uma performance que exibe estudos do trabalho de gente como Otis Redding e James Brown (s\u00f3 faltou o homem ajoelhar) arrasando em um som que pescava influ\u00eancias de soul, funk, jazz e blues. Na primeira fila, sentada, uma freira j\u00e1 senhora parecia aprovar a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola8.jpg\" alt=\"nola8.jpg\"\/><\/p>\n<p>Junto a Tenda Gospel ainda h\u00e1 a Tenda Blues e a Tenda Jazz, as tr\u00eas com cerca de 1500 cadeiras mais arquibancadas e as laterais tomadas nos shows mais concorridos, como a excelente apresenta\u00e7\u00e3o da Fleur Debris Superband e a desconstru\u00e7\u00e3o sonora de Terence Blanchard, que trouxe seu filho, rec\u00e9m-formado numa escola de canto, para um dueto emocionante. \u201cVou contar um segredo para voc\u00eas: essa foi a primeira vez que fizemos isso ao vivo na frente de um p\u00fablico\u201d, disse depois. O repert\u00f3rio de apenas cinco can\u00e7\u00f5es em 1h15 de show trouxe muitos improvisos valorizando a qualidade impec\u00e1vel do quinteto. Aguarde v\u00eddeo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola9.jpg\" alt=\"nola9.jpg\"\/><\/p>\n<p>De hora em hora, enquanto os shows ocorrem, paradas saem arrastando uma multid\u00e3o festival adentro. Quem abriu a programa\u00e7\u00e3o foi a Cherokee Hunters &amp; Wild Red Flame Mardi Grass Indians seguida pela Kinkfolk Brass Band with Nine Times Ladies e, depois, pelo grupo Mal\u00ea Debal\u00ea, da Bahia. H\u00e1 m\u00fasica em quase todo o espa\u00e7o do J\u00f3quei, que \u00e9 absolutamente tomado por caminh\u00f5es de cerveja (em New Orleans, ao contr\u00e1rio da maioria das capitais norte-americanas, \u00e9 autorizado consumir \u00e1lcool na rua e em eventos p\u00fablicos), da produ\u00e7\u00e3o dos shows e pelas cadeiras trazidas por cerca de 70% dos mais de 70 mil presentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola10.jpg\" alt=\"nola10.jpg\"\/><\/p>\n<p>Para organizar a coisa toda, a produ\u00e7\u00e3o cria pequenas vilas com palcos, alimenta\u00e7\u00e3o e dezenas de lojinhas de badulaques. No quesito comida a coisa toda \u00e9 imbat\u00edvel. O forte aqui s\u00e3o os frutos do mar (camar\u00e3o, peixes, mariscos e at\u00e9 mesmo carne de jacar\u00e9 nas mais diversas formas), mas h\u00e1 tamb\u00e9m sanduiches com carne de porco, lingui\u00e7as e frango deliciosamente fritos al\u00e9m de tomates verdes fritos, batata doce e o&nbsp;melhor da culin\u00e1ria cajun e creole. Opto por um Jambalaya, que em Minas Gerais \u00e9 conhecido como Galinhada, mas aqui recebe pimenta Cayenne e fica uma del\u00edcia. Lili encarou um Schrimp &amp; Duck Cajun Pasta, algo como macarr\u00e3o cajun com camar\u00e3o e pato.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola11.jpg\" alt=\"nola11.jpg\"\/><\/p>\n<p>Os shows seguem nos diversos palcos: The New Orleans Bingo Show faz uma apresenta\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica no Gentilly Stage (que mais tarde ir\u00e1 receber Phoenix) enquanto a Congo Square est\u00e1 cheia para ver Davell Crawford (logo mais este palco ter\u00e1 Frank Ocean) e dezenas de velhinhos dan\u00e7am animadamente com a Lars Edegran\u2019s New Orleans Ragtime Orchestra no Hall Tent. A hora, no entanto, se aproxima, e quase todo o p\u00fablico do festival parte para o Acura Stage, local em que o Fleetwood Mac se apresentar\u00e1 para um p\u00fablico aparentemente t\u00e3o grande quanto, ou sen\u00e3o maior, que os de Foo Fighters e Pearl Jam no Lolla Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola12.jpg\" alt=\"nola12.jpg\"\/><\/p>\n<p>A regi\u00e3o pr\u00f3xima ao palco est\u00e1 absolutamente enlameada, e como n\u00e3o viemos a rigor (com galocha) decidimos ir para o fundo, que est\u00e1 completamente tomado por um p\u00fablico majoritariamente mais velho, mas que canta \u201cSecond Hand News\u201d a plenos pulm\u00f5es e reconhece \u201cThe Chain\u201d nos primeiros segundos da marca\u00e7\u00e3o de bateria. O set list \u00e9 id\u00eantico ao dos shows recentes da banda, e seguem-se \u201cDreams\u201d, a nova \u201cSad Angel\u201d e \u201cRhiannon\u201d em grandes vers\u00f5es, mas Stevie Nicks improvisa um trecho de uma can\u00e7\u00e3o chamada \u201cNew Orleans\u201d, que ela escreveu ap\u00f3s o Katrina, em 2005: \u201cEu quero alugar um quarto em New Orleans \/ Quero cantar nas ruas do French Quarter\u201d, diz a letra, que conquista ainda mais o p\u00fablico \u2013 como se isso fosse poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola13.jpg\" alt=\"nola13.jpg\"\/><\/p>\n<p>Cerca de sete m\u00fasicas depois j\u00e1 estamos nos deslocando para os outros palcos, afinal, com o intuito de dividir a enorme audi\u00eancia, o Jazz Fest escala suas principais atra\u00e7\u00f5es praticamente ao mesmo tempo. O Fleetwood Mac come\u00e7ou \u00e0s 16h40, Frank Ocean \u00e0s 17h25, Phoenix as 17h30 e Los Lobos \u00e0s 17h40. N\u00e3o conseguimos chegar no Frank Ocean (o palco estava do outro lado do j\u00f3quei), mas conseguimos confirmar que o Phoenix continua fazendo aquele show coxinha que vimos no Planeta Terra anos atr\u00e1s. Eles abre com o novo single, \u201cEntertainment\u201d, gastam \u201cLisztomania\u201d nos primeiros 15 minutos de set, e ent\u00e3o Thomas Mars vai tirar sua tradicional soneca nas caixas de som enquanto a banda dispersa o bom p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola14.jpg\" alt=\"nola14.jpg\"\/><\/p>\n<p>Por sua vez, em uma Tenda Blues absolutamente lotada, a audi\u00eancia urra enquanto no palco, abastecido de tr\u00eas guitarras, o Los Lobos distribui riffs e mais riffs de rock and roll cru e festeiro. O repert\u00f3rio, comandado por David Hidalgo \u2013 que selecionava boa parte das can\u00e7\u00f5es na hora e depois trocaria a guitarra pela sanfona, trouxe \u201cThe Neighborhood\u201d em vers\u00e3o sujoma, mais a deliciosa \u201cRosa Lee\u201d, o agito rockabilly de \u201cI Got to Let You Know\u201d, a chicana \u201cVolver, Volver\u201d e covers sensacionais de \u201cDear Mr. Fantasy\u201d (Traffic) e \u201cPapa Was a Rolling Stone\u201d, dos Temptations. No bis, uma vers\u00e3o de \u201cNot Fade Away\u201d, de Buddy Holly, e \u201cBertha\u201d encerraram um dos grandes shows do antepen\u00faltimo dia do festival.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola15.jpg\" alt=\"nola15.jpg\"\/><\/p>\n<p>Acabou? N\u00e3o. J\u00e1 fora do festival, bandas se apresentavam nos quintais das casas estendendo a experi\u00eancia do festival adiante, mas a noitada ainda teria diversos shows pelas casas noturnas da cidade. Terence Blanchard, por exemplo, se apresentaria no Snug Harbor, a casa dos Marsallis na cidade, e o Mahalia Jackson Center receberia Black Crowes. Mas ap\u00f3s oito horas de festival, nada melhor que ir para o hotel descansar. A sa\u00edda, um pouco confusa, foi r\u00e1pida, com filas para taxi e \u00f4nibus se dispersando rapidamente, e em 40 minutos j\u00e1 est\u00e1vamos na Canal Street, rua central de New Orleans, em dire\u00e7\u00e3o ao descanso. Domingo tem mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola1.jpg\" alt=\"nola1.jpg\"\/><\/p>\n<p align=\"center\">Leia mais: Di\u00e1rio de Viagem Estados Unidos 2013 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/eua-2013\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do New Orleans Jazz &amp; Heritage Festival aconteceu em 1970, e nestes mais de 40 anos de hist\u00f3ria, o evento se fixou no calend\u00e1rio oficial da cidade como uma datal para comemorar a chegada da primavera. 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