{"id":13600,"date":"2013-05-07T12:16:22","date_gmt":"2013-05-07T15:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/07\/new-orleans-jazz-fest-e-black-francis\/"},"modified":"2016-03-27T12:25:52","modified_gmt":"2016-03-27T15:25:52","slug":"new-orleans-jazz-fest-e-black-francis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/07\/new-orleans-jazz-fest-e-black-francis\/","title":{"rendered":"New Orleans: Jazz Fest e Black Francis"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola111.jpg\"\/><\/p>\n<p>O domingo na cidade mais populosa da Louisiana (que, por jogos pol\u00edticos, n\u00e3o \u00e9 a capital, cedendo a posi\u00e7\u00e3o para a vizinha Baton Rouge) amanheceu ensolarado, mas com um vento cortante sabe se l\u00e1 de onde veio. E o vento fez quest\u00e3o de acompanhar todo o \u00faltimo de dia de shows do New Orleans Jazz &amp; Heritage Festival, s\u00e9timo na contagem da edi\u00e7\u00e3o 2013. Um bom p\u00fablico voltou a se dirigir para o Fair Grounds Race Course, mas o j\u00f3quei n\u00e3o chegou ao n\u00edvel de lota\u00e7\u00e3o extrema da v\u00e9spera. Ainda bem. Mesmo assim, muita, mas muita gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola222.jpg\"\/><\/p>\n<p>Para baixar as cortinas da edi\u00e7\u00e3o 2013, a organiza\u00e7\u00e3o escalou a banda mais quente dos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos, Black Keys, para o palco principal, e novamente (pela terceira vez na minha contagem pessoal), o duo de Ohio n\u00e3o correspondeu. O n\u00famero de can\u00e7\u00f5es para deixar o p\u00fablico sem ar de tanto pular e gritar \u00e9 imenso, mas o som baixo, e prejudicado pelo forte vento, colocou a apresenta\u00e7\u00e3o da dupla no limbo. J\u00e1 passou da hora da dupla contratar um t\u00e9cnico de som de verdade. Algu\u00e9m, por favor, passa o telefone do cara do QOTSA?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola333.jpg\"\/><\/p>\n<p>Dois dias de festival me fizeram acreditar que este n\u00e3o \u00e9 um lugar para voc\u00ea ir atr\u00e1s dos grandes shows. Primeiro porque as \u00e1reas ficam superlotadas; segundo porque o barro \u00e9 intenso, e \u00e9 preciso sujar a camisa para ficar pr\u00f3ximo do seu \u00eddolo; e terceiro, e mais importante, porque os palcos Blues, Jazz e Gospel promovem apresenta\u00e7\u00f5es cat\u00e1rticas e inesquec\u00edveis, e vale muito valoriza-los. N\u00e3o \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o deva ir no festival, muito pelo contr\u00e1rio: voc\u00ea TEM que ir para New Orleans, e, se poss\u00edvel, aproveitar o festival, mas fuja dos grandes nomes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola89.jpg\"\/><\/p>\n<p>Desta forma, esque\u00e7a o Black Keys, porque 50% do que passou pela tenda gospel foi muito, mas muito melhor do que a show de Dan Auerbach e Patrick Carney (estou falando pelos shows que eu vi, mas coloco meu ter\u00e7o no fogo e acredito que 100% das pessoas que passaram pela tenda honraram mais a camisa). E se eu morasse em New Orleans (ou se eu vier a morar), anotem: frequentarei mais a igreja. Um show atr\u00e1s do outro de fazer Jesus abrir o sorriso e o corpo sacolejar com batidas fortes de funk, soul e blues em alta voltagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola555.jpg\"\/><\/p>\n<p>No palco Jazz, o patriarca Ellis Marsalis (pai de Branford e Wynton), do alto de seus 78 anos, mostrou eleg\u00e2ncia e compet\u00eancia ao comandar, no piano, um trio refinad\u00edssimo. O som beliscava a bunda da garota de Ipanema da Bossa Nova, e partia num crescendo instigante. A banda formada por Jason Marsalis, na bateria, pelo baixista Jason Stewart e pelo saxofonista Derek Douget, atendeu as provoca\u00e7\u00f5es do mestre construindo com leveza e descontruindo can\u00e7\u00f5es como \u201cLove For Sale\u201d e \u201cInvitation\u201d, dois n\u00fameros de Thelonius Monk.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola666.jpg\"\/><\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m colocou o jazz no pedestal mais alto dos shows do domingo foi o estiloso quarteto de Wayne Shorter, com uma apresenta\u00e7\u00e3o que valorizou a improvisa\u00e7\u00e3o numa pegada meditativa, daquelas que o sil\u00eancio reverente dos presentes s\u00f3 fez aumentar a emo\u00e7\u00e3o do show. Do lados dos pastores, destaque para Cyntia Girtley e a impressionante apresenta\u00e7\u00e3o de Val &amp; Love Alive Mass Choir, com vocalistas deixando o coral para colocar todos na tenda (que come\u00e7ou a encher conforme a prega\u00e7\u00e3o aumentava) de p\u00e9 e batendo palmas. Bonito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola444.jpg\"\/><\/p>\n<p>Momentos bonitos tamb\u00e9m foram vistos no show da New Orleans Classic R&amp;B, que levou veteranos da cena local para o palco, e tamb\u00e9m para o som irland\u00eas da Savoy Family Cajun Band, que fez uma por\u00e7\u00e3o de velhinhos arrastarem os sapatos na frente do palco. No quesito comida, n\u00e3o consegui encarar o sandu\u00edche de carne de jacar\u00e9, mas me alimentei pelo dia todo com um prato de arroz, feij\u00e3o e calabresa \u00e0 Louisiana (s\u00f3 depois de muito tempo encontrei a tenda de tomates verdes fritos, e quem gosta de ostras tem que vir ao festival!).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola777.jpg\"\/><\/p>\n<p>Aproveitei o \u00faltimo dia do New Orleans Jazz &amp; Heritage Festival para conhecer a estrutura do festival, e caminhar por tendas que vendiam livros (sobre m\u00fasica, culin\u00e1ria, fotografia e mais, alguns com tarde de aut\u00f3grafos), CDs (de todas as bandas que se apresentam no festival)  e at\u00e9 pela ag\u00eancia do correio montada no J\u00f3quei, caso algu\u00e9m queira despachar ali mesmo algu\u00e9m presente adquirido nas dezenas de barracas do festival. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que, em termos de eventos de m\u00fasica, o Brasil est\u00e1 a 10 mil anos luz de dist\u00e2ncia. Uma pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola100.jpg\"\/><\/p>\n<p>O saldo final foi bastate positivo, mas mais interessante que o Jazz Fest \u00e9 a pr\u00f3pria New Orleans, uma daquelas cidades que d\u00e1 vontade de cutucar os amigos e encher o saco dizendo \u201cconhe\u00e7a, conhe\u00e7a, conhe\u00e7a\u201d. Tanto que o melhor show do fim de semana n\u00e3o aconteceu no J\u00f3quei da cidade, mas sim em uma salinha com ingressos sold out totalizando 100 felizardos que tiveram a oportunidade de conferir Reid Paley contar piadas e \u00f3timas can\u00e7\u00f5es enquanto Frank Black, apenas de voz, guitarra e camiseta sem mangas, mostrava can\u00e7\u00f5es do Pixies.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola888.jpg\"\/><\/p>\n<p>Black Francis come\u00e7ou s\u00f3 com \u201cWave of Mutilation\u201d. S\u00f3. Do Pixies vieram ainda \u201cMr. Grieves\u201d, \u201cGouge Away\u201d, \u201cVelouria\u201d, \u201cMonkey Gone To Heaven\u201d e \u201cWhere Is My Mind?\u201d enquanto a carreira solo trouxe p\u00e9rolas de v\u00e1rias \u00e9pocas como \u201cI Heard Ramona Sing\u201d (1993), \u201cAbstract Plain\u201d (1994), \u201cSix-Sixty-Six\u201d (1998), \u201cBullet\u201d (2001), \u201cCalifornia Bound\u201d e \u201cThe Black Rider\u201d (2002), \u201cAnother Velvet Nightmare\u201d e \u201cSing for Joy\u201d (2005), \u201cTight Black Rubber\u201d (2007) al\u00e9m de tr\u00eas em dueto voz e guitarras com Ride Paley, como a \u00f3tima \u201cUgly Life\u201d (2010). Finito o show, hora de partir sorrindo para o hotel e j\u00e1 com saudade de New Orleans\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/nola999.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Leia mais: Di\u00e1rio de Viagem Estados Unidos 2013 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/eua-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O domingo na cidade mais populosa da Louisiana (que, por jogos pol\u00edticos, n\u00e3o \u00e9 a capital, cedendo a posi\u00e7\u00e3o para a vizinha Baton Rouge) amanheceu ensolarado, mas com um vento cortante sabe se l\u00e1 de onde veio. 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