{"id":13597,"date":"2013-05-11T12:10:55","date_gmt":"2013-05-11T15:10:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/11\/eua-2013-algumas-coisas-em-nova-york\/"},"modified":"2017-09-19T01:20:41","modified_gmt":"2017-09-19T04:20:41","slug":"eua-2013-algumas-coisas-em-nova-york","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/11\/eua-2013-algumas-coisas-em-nova-york\/","title":{"rendered":"EUA 2013: Algumas coisas em Nova York"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny11.jpg\" alt=\"ny11.jpg\" \/><\/p>\n<p><a style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/eua-2011\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na primeira vez que estive em Nova York<\/a>, em 2011, cheguei \u00e0 cidade no come\u00e7o do m\u00eas de abril, e a primavera havia acabado de come\u00e7ar, mas o tempo cinza e as \u00e1rvores nuas ainda eram retrato de um frio e longo inverno. Desta vez, por\u00e9m, pisei na cidade um m\u00eas depois, j\u00e1 em maio, e a situa\u00e7\u00e3o mudou completamente: as \u00e1rvores est\u00e3o tomadas por folhas e flores e a cidade parece mais animada, ainda que os dias comecem frios na parte da manh\u00e3 para ir esquentando levemente durante o dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny21.jpg\" alt=\"ny21.jpg\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 nesse per\u00edodo que uma cidade t\u00e3o bem desenhada como Nova York, e principalmente Manhattan, ganha vida em seus parques e \u00e1reas de lazer. A High Line, por exemplo, um parque suspenso com mais de 16 quadras de extens\u00e3o feito sobre um antigo trecho de linha de trens (\u00e9 o mesmo que fechassem o Minhoc\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, e fizessem uma grande \u00e1rea de lazer), que j\u00e1 \u00e9 um dos novos cart\u00f5es postais da cidade, estava lotada no meio de uma sexta-feira ensolarada com pessoas lendo, tomando sol ou simplesmente caminhando.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny4.jpg\" alt=\"ny4.jpg\" \/><\/p>\n<p>Dois dias antes, por\u00e9m, a cidade amanheceu chuvosa, e a melhor sa\u00edda era escolher um museu, e no nosso caso optamos pelo The Museum of Modern Art, o MoMA &#8211; desde ent\u00e3o,\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/15\/top-15-museus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um de meus museus preferidos<\/a>. Filas imensas surgiam cal\u00e7ada afora (por este dia at\u00e9 vale recomendar chegar ao museu na parte da tarde), mas assim que se come\u00e7a a andar pelos corredores do bel\u00edssimo e cruzar com tantas obras de arte cl\u00e1ssicas, entende-se a loucura de pessoas pelos corredores do pr\u00e9dio, e aceita-se (embora o desejo de voltar em um dia vazio \u2013 deve existir algum no ano \u2013 tome o cora\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny61.jpg\" alt=\"ny61.jpg\" \/><\/p>\n<p>O sexto andar do pr\u00e9dio (assim como no Gugheihem Museum, recomenda-se a visita invertida) abrigava\u00a0<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/visit\/calendar\/exhibitions\/1320\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma interessante mostra pop<\/a>\u00a0com obras do sueco naturalizado norte-americano Claes Oldenburg, escultor que ao lado de Andy Warhol e Roy Lichtenstein forma o trio de ferro da Pop Art. Esculturas de hamb\u00fargueres, sorvetes, bolos e objetos comuns do dia a dia ganham vida em formatos exagerados e cores berrantes criando uma sensa\u00e7\u00e3o de que a cultura de massa, na sociedade de consumo, \u00e9 como um exagerado prato de comida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny31.jpg\" alt=\"ny31.jpg\" \/><\/p>\n<p>Por\u00e9m, o cr\u00e8me de la cr\u00e8me do MoMA est\u00e1 no quinto andar do pr\u00e9dio, e \u00e9 de deixar mesmo quem j\u00e1 frequentou alguns dos maiores museus do mundo de boca aberta. Est\u00e3o aqui o magnifico \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=79802\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Noite Estrelada<\/a>\u201d (1889), de Van Gogh, um dos mais concorridos do acervo, e ainda assim t\u00e3o sossegado e t\u00e3o pr\u00f3ximo do espectador que comove. Na sala ao lado, mas no mesmo campo de vis\u00e3o, apenas o quadro que inaugurou o cubismo, \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=79766\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Les Demoiselles d\u2019Avignon<\/a>\u201d (1907), de Picasso. A s\u00e9rie de quadros de \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=79809\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Latas de Sopa Campbell<\/a>\u201d (1962), de Andy Warhol, est\u00e1 na entrada de uma das cantinas do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny51.jpg\" alt=\"ny51.jpg\" \/><\/p>\n<p>Entre os meus preferidos destaco \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=78616\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Still Life of Three Puppies<\/a>\u201d (1888), quadro c\u00f4mico de Gauguin; \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=78930\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Still Life with Flowers<\/a>\u201d (1912), de Juan Gris; o sublime \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=78456\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Empire of Light 2<\/a>\u201d (1950), de Ren\u00e9 Magritte; \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=33063\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Carta Fantasma<\/a>\u201d (1937), de Paul Klee; um desenho da Monalisa de bigode, que comp\u00f5e a obra \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=80890\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bo\u00eete-en-Valise<\/a>\u201d (1935-1941), de Marcel Duchamp, o maior de todos; mais o espetacular \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=78699\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Number 1A<\/a>\u201d (1948), de Jackson Pollock. O quadro \u201c<a href=\"http:\/\/www.moma.org\/collection\/object.php?object_id=79018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Persist\u00eancia da Mem\u00f3ria<\/a>\u201d (1931), de Dali, tamb\u00e9m \u00e9 do MoMA, mas estava emprestado\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny71.jpg\" alt=\"ny71.jpg\" \/><\/p>\n<p>Fizemos um pouco de tudo nestes \u00faltimos dias. Comemos no\u00a0<a href=\"http:\/\/originalsoupman.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Soup Man<\/a>\u00a0(carinhosamente apelidado de Soup Nazi pelos personagens da s\u00e9rie Seinfeld \u2013 e a sopa \u00e9 realmente excelente), caminhamos pelo Battery Park, com a Est\u00e1tua da Liberdade ao fundo, atravessamos a Brooklyn Bridge, provamos a melhor tira de carne da viagem em um bar no Brooklyn (<a href=\"http:\/\/www.sweetwaterny.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sweet Water<\/a>, recomendo) ao pre\u00e7o de 17 d\u00f3lares para, no dia seguinte, economizar comendo a pizza de 0,99 cents elogiada pelo The New York Times (\u201cPelo pre\u00e7o \u00e9 surpreendemente \u00f3tima).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny81.jpg\" alt=\"ny81.jpg\" \/><\/p>\n<p>Passei rapidamente em algumas lojas de CDs e vinis, mas adquiri muito menos do que eu imaginava. No entanto, fiz a festa no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.newbeerdistributors.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New Beer Distributors of New York City<\/a>, a meca de cerveja artesanal na cidade. Ali\u00e1s, boa parte dos novos restaurantes tem cervejas locais em card\u00e1pio. A\u00a0<a href=\"http:\/\/www.corsinocantina.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cantina Corsino<\/a>, bom italiano no Meatpacking, exibe com orgulho a premiada Brooklyn Wit, de Garrett Oliver, que s\u00f3 existe em torneira, n\u00e3o em garrafa, mas ainda devemos esticar at\u00e9 a cervejaria neste s\u00e1bado (embora o tempo nublado desanime um pouco).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny91.jpg\" alt=\"ny91.jpg\" \/><\/p>\n<p>No quesito comida \u00e9 importante citar o Chelsea Market, shopping gastron\u00f4mico montado em um pr\u00e9dio que pertencia a Companhia Nacional de Biscoitos, a NaBisCo, e que agora re\u00fane um bom n\u00famero de locais not\u00e1veis em bons pratos. Quem se anima com frutos do mar tem que bater cart\u00e3o no Chelsea Market (eles preparam lagosta na hora), mas h\u00e1 op\u00e7\u00f5es para todos os gostos em um local charmoso, com q de futurista e hipster, mas voc\u00ea nem d\u00e1 bola para isso assim que come\u00e7a a caminhar pela oficina de cheiros que se transforma o shopping.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny101.jpg\" alt=\"ny101.jpg\" \/><\/p>\n<p>A viagem est\u00e1 chegando ao fim. Neste domingo \u00e0 noite partimos para S\u00e3o Paulo, e a loucura da vida recome\u00e7a \u2013 embora eu v\u00e1 retardar alguns compromissos at\u00e9 julho, j\u00e1 que viajo para a Europa no come\u00e7o de junho para uma segunda perna de viagens em 2013 \u2013 antes, ainda, estarei em Porto Velho para o Festival Casar\u00e3o 2013 e participarei de um ciclo de debates e ideias em Belo Horizonte, no come\u00e7o de junho. Mas, voltando \u00e0 Nova York, a viagem est\u00e1 chegando ao fim, e o balan\u00e7o completo vir\u00e1 ali pela segunda-feira, mas j\u00e1 posso dizer que estou cada vez mais enamorado dessa megal\u00f3pole barulhenta e instigante. S\u00e3o Paulo, se cuida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em;\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ny111.jpg\" alt=\"ny111.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Leia mais: Di\u00e1rio de Viagem Estados Unidos 2013 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/eua-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira vez que estive em Nova York, em 2011, cheguei \u00e0 cidade no come\u00e7o do m\u00eas de abril, e a primavera havia acabado de come\u00e7ar, mas o tempo cinza e as \u00e1rvores nuas ainda eram retrato de um frio e longo inverno. 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