{"id":13580,"date":"2013-06-16T02:50:36","date_gmt":"2013-06-16T05:50:36","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/16\/norwegian-wood-festival-2013-oslo\/"},"modified":"2013-06-16T02:50:36","modified_gmt":"2013-06-16T05:50:36","slug":"norwegian-wood-festival-2013-oslo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/16\/norwegian-wood-festival-2013-oslo\/","title":{"rendered":"Norwegian Wood Festival 2013, Oslo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/norwegian1.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"norwegian1.jpg\" \/><\/p>\n<p>A vantagem de ir a um festival pequeno em um pa\u00eds sem tradi\u00e7\u00e3o em festivais \u00e9 que, facilmente, voc\u00ea v\u00ea a banda que voc\u00ea mais ama no mundo colado na grade, sem ningu\u00e9m, absolutamente ningu\u00e9m, enchendo o saco. \u00c9 voc\u00ea, seu \u00eddolo e a m\u00fasica (se o som n\u00e3o atrapalhar). A desvantagem \u00e9 que essa falta de interesse do p\u00fablico local n\u00e3o faz com que a banda que voc\u00ea ama se entregue, assim aquela apresenta\u00e7\u00e3o que voc\u00ea esperava ser sensacional corre o risco de ser apenas boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no2.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Foi mais isso que aconteceu com Manic Street Preachers e My Bloody Valentine no terceiro dia do min\u00fasculo Norwegian Wood, em Oslo, festival que completa 21 anos de exist\u00eancia em 2013. Com uma estrutura preparada para atender cerca de 5 mil pessoas, o Norwegian Wood n\u00e3o recebeu nem um ter\u00e7o desse povo. A cidade, provavelmente, gira em torno do sol, um concorrente s\u00e9rio nesses dias raramente quentes da Noruega, e o festival \u00e9 s\u00f3 mais um evento de ver\u00e3o a ocupar o calend\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no3.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no3.jpg\" \/><\/p>\n<p>E \u00e9 um evento feito por e para noruegueses. Com exce\u00e7\u00e3o de uma ou outra barraca (duas de todo o festival at\u00e9 onde pudemos averiguar) que aceitam cart\u00e3o internacional, da entrada na hora de comprar o ingresso at\u00e9 o balc\u00e3o do bar, do merchandising, da barraquinha de hamb\u00farguer de alce, todos s\u00f3 aceitam cart\u00f5es noruegueses. \u201c\u00c0s vezes nem cart\u00e3o noruegu\u00eas\u201d, diz a atendente na entrada, correndo o risco de espantar estrangeiros que gostariam de adentrar ao festival que acontece na piscina p\u00fablica do parque Vigeland.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no4.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no4.jpg\" \/><\/p>\n<p>O pre\u00e7o do ingresso n\u00e3o colabora para o turista: s\u00e3o 750 krones, aproximadamente R$ 280 por dia. Se multiplicarmos pelos quatro dias do festival temos um montante de R$ 1120, o que aproxima o min\u00fasculo Norwegian Wood Festival (que \u00e9 feito com ajuda do Fundo de Cultura da Noruega) de mega-festivais brasileiros como o Lollapalooza, com a diferen\u00e7a que a renda per capita norueguesa \u00e9 bem maior que a nossa, e transforme R$ 280 em uma pechincha para os padr\u00f5es locais, e um atentado ao bolso do f\u00e3 de m\u00fasica brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no5.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no5.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ainda assim, surpreende ver bandas como Manic Street Preachers, My Bloody Valentine, Keane, Band of Horses, Rod Stewart e Nick Cave se apresentando para plateias t\u00e3o diminutas, que n\u00e3o est\u00e3o aqui para ver o show da vida delas, mas sim para curtir o astro rei, beber uma cervejinha, comer hamb\u00farguer de alce e, claro, ouvir m\u00fasica (nessa ordem). \u00c9 um alento para fan\u00e1ticos brasileiros por festivais conseguir assistir a um show prestando aten\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica, e n\u00e3o a conversa ao lado ou com o cotovelo da pessoa que est\u00e1 logo \u00e0 frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no7.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no7.jpg\" \/><\/p>\n<p>Foi nesse cen\u00e1rio que o Manics enfrentou muitos problemas no som, a ponto de James Dean Bradfield ter que \u201ccantar\u201d o solo de \u201cMotorcycle Emptiness\u201d, j\u00e1 que o som de sua guitarra tinha ido pro brejo (a Gibson creme, ali\u00e1s, foi parar nas m\u00e3os de um f\u00e3, na grade, ao fim da apresenta\u00e7\u00e3o). Ainda assim \u00e9 imposs\u00edvel dizer que um show com \u201cOcean Spray\u201d, \u201cEverything Must Go\u201d, \u201cA Design For Life\u201d, \u201cYou Love Us\u201d, \u201cYou Stole the Sun From My Heart\u201d, \u201cThe Everlasting\u201d em vers\u00e3o ac\u00fastica e \u201cIf You Tolerate This Your Children Will Be Next\u201d no encerramento, seja ruim. Foi legalzim, bonito, mas curto demais. Uma hora (contando os contratempos) e bye bye. S\u00f3 ati\u00e7ou a vontade de v\u00ea-los novamente, de prefer\u00eancia na Inglaterra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no8.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no8.jpg\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 o My Bloody Valentine repetiu tin tin por tin tin o set list que vem tocando por ai. A banda \u00e9 uma briguinha de menino e menina. O menino diz \u201ceu vou tocar guitarra\u201d. A menina diz \u201ceu vou cantar\u201d. O menino responde: \u201cPode cantar, mas eu vou tocar t\u00e3o alto que ningu\u00e9m vai te ouvir\u201d. E a vida \u201cpsico-rom\u00e2ntica\u201d segue. \u00c9 um showzinho meio indecente (desculpe a franqueza, dezena de amigos f\u00e3s), mas diverte principalmente porque \u00e9 alto pra dedeu, e ver pessoas incomodadas com a altura do volume que sai das caixas me agrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no9.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no9.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ainda assim \u00e9 tudo pregui\u00e7oso, desengon\u00e7ado e at\u00e9 bobo demais. Velvet Underground, o pai deles, tinha um prop\u00f3sito. Kevin Shields s\u00f3 tem uma paredezinha de amplis, e os usa no limite, mas \u00e9 muito pouco. Diverte, distrai e incomoda alguns ouvidos, mas n\u00e3o sustenta a alma. Semana que vem tem Swans ao vivo no Best Kept Secret, festival na Holanda. Dai a coisa muda de figura e fica s\u00e9ria. Hoje o barulho foi passatempo, n\u00e3o catarse. Mas n\u00e3o ter\u00e1 sido sempre assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/no10.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"no10.jpg\" \/><\/p>\n<p>O saldo final \u00e9 divergente. Os shows foram ok, mas o p\u00fablico n\u00e3o ajuda. Essa constata\u00e7\u00e3o somada ao valor dos ingressos e ao investimento para vir e sobreviver alguns dias em Oslo torna o Norwegian Wood um festival pouqu\u00edssimo atrativo, daqueles que a gente n\u00e3o indica para o amigo, porque sabe que o festival fica devendo. A n\u00e3o ser que a banda que voc\u00ea mais ame no mundo venha tocar aqui, e voc\u00ea queira pagar o pre\u00e7o para estar mais perto e a vontade com ela, Oslo merece sua visita. Caso contr\u00e1rio, escolha outro p\u00fablico. A coisa aqui \u00e9 de noruegu\u00eas para noruegu\u00eas. Infelizmente. Uma pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/oslo16.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"oslo16.jpg\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vantagem de ir a um festival pequeno em um pa\u00eds sem tradi\u00e7\u00e3o em festivais \u00e9 que, facilmente, voc\u00ea v\u00ea a banda que voc\u00ea mais ama no mundo colado na grade, sem ningu\u00e9m, absolutamente ningu\u00e9m, enchendo o saco. \u00c9 voc\u00ea, seu \u00eddolo e a m\u00fasica (se o som n\u00e3o atrapalhar). 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