{"id":13578,"date":"2013-06-18T02:47:15","date_gmt":"2013-06-18T05:47:15","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/18\/completamente-apaixonado-por-estocolmo\/"},"modified":"2013-06-18T02:47:15","modified_gmt":"2013-06-18T05:47:15","slug":"completamente-apaixonado-por-estocolmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/18\/completamente-apaixonado-por-estocolmo\/","title":{"rendered":"Completamente apaixonado por Estocolmo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es1.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Fazer mochil\u00e3o \u00e9 algo cansativo, ainda mais no modo que gosto de fazer, que \u00e9 aquele de ficar no m\u00e1ximo quatro ou cinco dias numa cidade, e pular para outra na sequencia. \u00c9 um fazer malas (pesadas), pegar avi\u00e3o\/trem, achar o hostel, desfazer a mala, curtir a cidade e come\u00e7ar tudo de novo. Cansa pacas, mas se justifica completamente quando encontro uma cidade apaixonante. Dai eu penso que queria ficar um m\u00eas, um ano, uma vida, e planejo uma volta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es2.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es2.jpg\"\/><\/p>\n<p>Fiz essa escolha de viagens longas com estadias curtas porque tenho plena consci\u00eancia de que n\u00e3o terei tempo \u00fatil para conhecer todas as cidades que quero conhecer, e se um dia a vida estabilizar, volto com mais tempo para aquelas que tomaram meu cora\u00e7\u00e3o. A nova candidata ao posto de paix\u00e3o \u00e9 Estocolmo, e ela se junta a algumas paix\u00f5es sem fim de viagens anteriores como Praga, Veneza, Santorini, Paris, New Orleans e Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es3.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es3.jpg\"\/><\/p>\n<p>Meu plano inicial era ficar cinco dias em Estocolmo, mas alterei o roteiro ap\u00f3s certo desencanto com Oslo, e susto com os pre\u00e7os escandinavos, mais a loucura de decidir em qual festival eu iria. Tanto o South Side, na Alemanha, quanto o Best Kept Secret, na Holanda, me credenciaram, e escolhi aquele que fosse mais em conta financeiramente no conjunto voo+hotel+sa\u00edda pra B\u00e9lgica (\u00faltima parada antes de voltar ao Brasil). Venceu o festival holand\u00eas, e Estocolmo perdeu tr\u00eas dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es4.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es4.jpg\"\/><\/p>\n<p>Se eu soubesse que iria me apaixonar tanto pela cidade teria buscado uma solu\u00e7\u00e3o alternativa, ou mesmo pago um pouco mais pelo conjunto \u201cvoo+hotel+sa\u00edda pra B\u00e9lgica\u201d para curtir outros dois dias aqui, mas nada de chorar sobre o u\u00edsque derramado. O que me restava era aproveitar as 48 horas que eu teria na capital da Su\u00e9cia, e bati tanta perna pra l\u00e1 e pra c\u00e1 que j\u00e1 alivei o peso da mala na quantidade de Dorflex que ingeri nas \u00faltimas horas (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es5.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es5.jpg\"\/><\/p>\n<p>Estocolmo \u00e9 linda. Lembra bastante Amsterdam, mas sem o turismo maconheiro, o que, para mim, \u00e9 um ponto positivo (desculpe amigos f\u00e3s da erva). Tem uma desvantagem de ser uma cidade mais cara, e ter uma forte restri\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1lcool, mas ainda assim encanta. Localizada sobre 14 ilhas no centro-sul da costa leste da Su\u00e9cia, \u00e9 uma cidade daquelas de fazer a gente suspirar, principalmente no ver\u00e3o (no inverno, claro, as coisas s\u00e3o tensas por aqui).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es6.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es6.jpg\"\/><\/p>\n<p>Passei boa parte do primeiro dia na ilha de Stadsholmen, onde fica Gamla Stan, a cidade velha, com ruazinhas e becos medievais que remetem a Praga e ao Barri Gotic de Barcelona. Datada do s\u00e9culo XIII, Gamla Stan destaca uma arquitetura g\u00f3tica de influ\u00eancia alem\u00e3 e ostenta a Catedral de Estocolmo, o Castelo Real e o Musel Nobel, onde todos os anos s\u00e3o entregues os Pr\u00eamios Nobel. E tamb\u00e9m o restaurante Den Gyldene Freden, em atividade desde 1722!<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es8.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es8.jpg\"\/><\/p>\n<p>\u00c9 uma \u00e1rea extremamente tur\u00edstica, claro, mas \u00e9 poss\u00edvel encontrar ruas, bares e caf\u00e9s para aproveitar um fim de tarde em paz (mesmo no ver\u00e3o). N\u00e3o na S\u00f6dermalm, a ruazinha principal, lotada de com\u00e9rcio para turistas, mas tamb\u00e9m restaurantes, sorveterias e creperias \u2013 al\u00e9m de uma loja de discos voltada para jazz e blues. H\u00e1 algumas pracinhas encantadoras que s\u00e3o o para\u00edso num fim de tarde ensolarado de ver\u00e3o europeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es7.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es7.jpg\"\/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m fui ao distrito de S\u00f6dermalm atr\u00e1s de alguns vinis na Pet Sounds (obrigado pela dica, Andr\u00e9 Takeda) e rodei bastante a \u00e1rea central, parando aqui para um sorvete, ali para uma cerveja, acol\u00e1 para um hot dog \u2013 e at\u00e9 para um bife na churrascaria Jensen Bofhus, pertinho da esta\u00e7\u00e3o central (que acompanhado de um pint da cerveja tcheca Staropramen saiu por pag\u00e1veis R$ 60 \u2013 a melhor refei\u00e7\u00e3o da viagem at\u00e9 agora).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es12.jpg\" alt=\"es12.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\"\/><\/p>\n<p>N\u00e3o sou muito f\u00e3 daqueles \u00f4nibus Hop on Hop Off, mas quando o tempo \u00e9 curto e a cidade \u00e9 grande, eles at\u00e9 ajudam bastante. Havia usado um uma vez em Bruxelas (quebrou um galho nas quatro horas que eu tinha livre) e outro em Los Angeles (quem manda n\u00e3o dirigir), e acabei por encarar um em Estocolmo, mas n\u00e3o a vers\u00e3o \u00f4nibus, e sim a vers\u00e3o barco, que passeia pela cidade parando em seis das quatorze ilhas. Lembrou Veneza. E foi bem legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es10.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es10.jpg\"\/><\/p>\n<p>Um dos grandes momentos do dia foi conhecer o museu mais visitado da Escandin\u00e1via, o Vasamuseet, que nada mais \u00e9 do que um museu mar\u00edtimo. O destaque \u00e9 o enorme navio de guerra Vasa, que naufragou na baia de Estocolmo no dia de sua viagem inaugural em\u2026 1628. O Vasa permaneceu no fundo do mar por 333 anos, at\u00e9 ser retirado intacto em 1961. O projeto de recupera\u00e7\u00e3o demorou mais 29 anos, e, em 1990, o museu foi inaugurado.<span style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es14.jpg\" alt=\"es14.jpg\"\/><\/p>\n<p>Impressiona absurdamente o quanto o navio permaneceu inteiro debaixo d\u2019agua, e sua grandiosidade enche os olhos. O museu, por\u00e9m, n\u00e3o trata apenas do navio, mas de tudo que \u00e9 ligado a ele. Desta forma, r\u00e9plicas dos desenhos de proa, utens\u00edlios e mesmo esqueletos da tripula\u00e7\u00e3o est\u00e3o exibidos para o p\u00fablico, que praticamente entra em uma capsula do tempo e retorna at\u00e9 os primeiros anos de 1600. Um dos museus mais impressionantes que j\u00e1 visitei.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es9.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es9.jpg\"\/><\/p>\n<p>Despe\u00e7o-me de Estocolmo com a sensa\u00e7\u00e3o de quero voltar para c\u00e1 o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, com mais tempo, com mais calma, com mais planejamento. Em agosto rola o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.wayoutwest.se\/en\" target=\"_blank\">Way Out West Festival<\/a>, em Gotemburgo (com Neil Youg &amp; Crazy Horse encabe\u00e7ando o line-up), e seria uma \u00f3tima pedida ir ao festival e esticar para c\u00e1, mas melhor n\u00e3o pensar em viagens agora \u2013 e sim nas contas a pagar. Amanh\u00e3 acordo em Eindhoven, na Holanda, e o trecho final da viagem come\u00e7a, mas deixo um peda\u00e7o do meu cora\u00e7\u00e3o em Estocolmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/es13.jpg\" style=\"font-size: 1em; line-height: 1.3em\" alt=\"es13.jpg\"\/><\/p>\n<p>Estocolmo, j\u00e1 estou com saudades.<\/p>\n<p>Ps. Sim, as mulheres suecas s\u00e3o lindas\u2026 praticamente todas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazer mochil\u00e3o \u00e9 algo cansativo, ainda mais no modo que gosto de fazer, que \u00e9 aquele de ficar no m\u00e1ximo quatro ou cinco dias numa cidade, e pular para outra na sequencia. \u00c9 um fazer malas (pesadas), pegar avi\u00e3o\/trem, achar o hostel, desfazer a mala, curtir a cidade e come\u00e7ar tudo de novo. 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