{"id":13571,"date":"2013-07-09T02:14:58","date_gmt":"2013-07-09T05:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/07\/09\/europa-2013-um-passeio-cervejeiro\/"},"modified":"2013-07-09T02:14:58","modified_gmt":"2013-07-09T05:14:58","slug":"europa-2013-um-passeio-cervejeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/07\/09\/europa-2013-um-passeio-cervejeiro\/","title":{"rendered":"Europa 2013: Um passeio cervejeiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer2.jpg\" alt=\"beer2.jpg\"\/><\/p>\n<p>Geralmente, quando termino uma viagem, tento colocar as ideias em  ordem escrevendo um resumo que busca unir os pontos perdidos entre uma  cidade e outra, e encerrar a aventura no formato balan\u00e7o. Desta vez,  por\u00e9m, o balan\u00e7o ser\u00e1 um pouco diferente. Esta viagem de junho para a  Europa foi a minha primeira viagem ap\u00f3s ter me formado Sommelier de  Cerveja, e isso me fez olhar as coisas de um modo ligeiramente  diferente, buscando as ra\u00edzes (e curiosidades) de algumas escolas cervejeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer3_1.jpg\" alt=\"beer3_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Afinal, toda essa minha paix\u00e3o por cervejas come\u00e7ou seis anos atr\u00e1s  numa cidadezinha da B\u00e9lgica, a Disneyl\u00e2ndia dos  cervejeiros. Por isso eu precisava resolver algumas quest\u00f5es: como pisei  tantas vezes em Londres e nunca bebi uma Real Ale? Como em diversas  passagens por Bruxelas, n\u00e3o enchi a minha ta\u00e7a de Lambic? E como tive a  cara de pau de passar por Berlim e n\u00e3o beber Berliner Weisse? Chegou a hora de resolver tudo isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer4_1.jpg\" alt=\"beer4_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Real Ale, Lambic e Berliner Weisse s\u00e3o estilos de cervejas caracter\u00edsticos e totalmente ligados \u00e0 cidade\/pa\u00eds em que s\u00e3o  produzidos. Imposs\u00edvel beber Lambic fora de Bruxelas, por exemplo.  Porque a Lambic \u00e9 uma cerveja feita atrav\u00e9s de fermenta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, e  depende do trabalho do fungo Brettanomyces, conhecido no meio pelo  apelido carinhoso de Brett, que s\u00f3 \u00e9 encontrado nos arredores da cidade belga,  e n\u00e3o existe Lambic sem ela \u2013 pode at\u00e9 ser uma cerveja parecida, mas  n\u00e3o \u00e9 Lambic, \u00e9 outra coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer5_1.jpg\" alt=\"beer5_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>J\u00e1 a Real Ale brit\u00e2nica (tamb\u00e9m conhecida como Cask Ale) \u00e9 uma  cerveja que passa por uma primeira fermenta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e morna, e depois,  com prov\u00e1vel adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar para que a levedura siga trabalhando, uma  segunda fermenta\u00e7\u00e3o (com o barril j\u00e1 lacrado) que gera g\u00e1s carb\u00f4nico. O  processo continua no por\u00e3o do pub, com o adegueiro (do pub) trabalhando no n\u00edvel  de carbonata\u00e7\u00e3o. A cerveja que chega ao copo do cliente, no bar, est\u00e1  viv\u00edssima (e morna!).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer42.jpg\" alt=\"beer42.jpg\"\/><\/p>\n<p>A Berliner Weisse, por sua vez, \u00e9 uma cerveja de trigo que remete a  champanhe (as tropas de Napole\u00e3o, quando invadiram a cidade e  descobriram a Berliner, a apelidaram de \u201cchampanhe do norte\u201d), por sua  acidez pronunciada e seu leve aroma frutado. A acidez \u00e9 tanta que em  Berlim costuma-se ado\u00e7a-la com ess\u00eancias e xaropes. Muita gente,  inclusive, ado\u00e7a lambics belgas com a\u00e7\u00facar, e \u00e9 preciso lembrar-se das  vers\u00f5es Gueuze e Kriek. Est\u00e1 tudo em casa. Abaixo, o passeio, cidade por  cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer7_1.jpg\" alt=\"beer7_1.jpg\"\/><\/p>\n<p><strong>LONDRES<\/strong><br \/>\nA ideia de passar por Londres desta vez era bater ponto nas duas principais defensoras da escola Cask Ale em atividade na cidade: o <a href=\"http:\/\/www.caskpubandkitchen.com\/\" target=\"_blank\">Cask Pub &amp; Kitchen<\/a> e o <a href=\"http:\/\/thecraftbeerco.com\/\" target=\"_blank\">Craft Beer &amp; Co<\/a>.  A primeira coisa que voc\u00ea precisa saber sobre Real Ale: elas s\u00e3o  servidas em temperatura ambiente, mornas. O termo est\u00fapido  \u201cestupidamente gelada\u201d n\u00e3o existe aqui, porque eles n\u00e3o precisam  esconder o sabor da cerveja sobre uma camada de gelo (e, \u00e9 bom lembrar,  eles passam cerca de 9 meses por ano enfrentando o frio).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer8_1.jpg\" alt=\"beer8_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>O Craft Beer &amp; Co (82 Leather Ln, pertinho da St. Pauls \u2013 eles  t\u00eam outros tr\u00eas endere\u00e7os) \u00e9 o t\u00edpico pub brit\u00e2nico. No final de tarde  destes raros dias ensolarados, sua cal\u00e7ada est\u00e1 tomada por clientes, o  que torna f\u00e1cil encontrar uma mesa vazia l\u00e1 dentro (embora o barato seja  mesmo ficar na rua com amigos). Eles mant\u00eam no card\u00e1pio mais de 400 r\u00f3tulos  diferentes de cervejas em garrafa, mas viemos aqui para provar as Cask  Ale (e tamb\u00e9m as Keg Ale, lote de cervejarias artesanais em barril de  alum\u00ednio).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer10_1.jpg\" alt=\"beer10_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Quem est\u00e1 acostumado ao modo brasileiro de servir cerveja (beeem  gelada) vai estranhar, mas tente se concentrar no sabor. Minha primeira  op\u00e7\u00e3o foi seguir a tradi\u00e7\u00e3o e abrir os trabalhos com uma Tyne Bank  Monument Bitter, que segue o estilo tradicional brit\u00e2nico. \u00c9 uma cerveja  lev\u00edssima, com bastante percep\u00e7\u00e3o de malte. Na sequencia, uma  sensacional Partizan Black Coffee IPA, e, pra fechar, uma garrafa de  Kernel Amarillo IPA. Pura felicidade l\u00edquida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer12_1.jpg\" alt=\"beer12_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Neste primeiro momento j\u00e1 fica claro que os novos cervejeiros  brit\u00e2nicos querem seguir o modelo de servir cerveja como os antigos brit\u00e2nicos, mas  n\u00e3o aquela mesma cerveja bitter. O que temos aqui \u00e9 uma bonita encena\u00e7\u00e3o de  influ\u00eancias. Os Estados Unidos, \u00faltima grande escola cervejeira, foram  imensamente influenciados pelos ingleses. Agora a coisa muda de figura:  os ingleses deixam de ser influenciadores para serem influenciados pelos  norte-americanos. O cen\u00e1rio s\u00f3 melhora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer13_1.jpg\" alt=\"beer13_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>J\u00e1 o Cask Pub &amp; Kitchen (um dos primeiros pubs a levantarem a  bandeira das cervejarias artesanais no Reino Unido) fica um pouco fora  de m\u00e3o, em Pimlico, mas \u00e9 de f\u00e1cil acesso (pertinho da esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4  Victoria) e basta olhar a placa com os pr\u00eamios e elogios na entrada para  saber que a viagem valeu a pena. Uma pena que a cozinha n\u00e3o estivesse  funcionando no dia (ok, havia tortas), mas o card\u00e1pio de cervejas da  casa valeu a visita.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/15_1.jpg\" alt=\"15_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Enquanto esperava amigos, decidi escolher uma cerveja leve, pra  abrir a tarde com calma. Escolhi a Dark Star Golden Gate, uma boa  American Pale Ale, cujo pint equivale a um almo\u00e7o. Na sequencia, duas  das melhores cervejas da viagem: a excelente Titanic Cappuccino Stout,  de Leicestershire, seguida da \u00f3tima Espresso Coffee Stout, da Bexar  County Brewery, de Cambridgeshire. Todas com menos de 6% de \u00e1lcool (os  ingleses ainda est\u00e3o pegando leve).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer11.jpg\" alt=\"beer11.jpg\"\/><\/p>\n<p>Como descobrir se o pub em que voc\u00ea est\u00e1 bebendo (ou querendo beber)  tem Cask Ale? Simples: o bra\u00e7o da torneira \u00e9, normalmente, de madeira, e  o barman precisa puxar (no bra\u00e7o) a cerveja do barril que est\u00e1 no por\u00e3o  para o copo (diferente dos chopps que estamos acostumados, em que essa  fun\u00e7\u00e3o \u00e9 mec\u00e2nica).  Duas puxadas enchem um copo de half pint; quatro  equivalem a um pint (por isso o n\u00famero maluco de 568 ml). \u00c9 bem visual.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer16.jpg\" alt=\"beer16.jpg\"\/><\/p>\n<p>A passagem por Londres ainda contou com uma visita ao <a href=\"http:\/\/www.belgo-restaurants.co.uk\/\" target=\"_blank\">Belgo Centraal<\/a> (o bar belga da cidade), e outra ao <a href=\"http:\/\/www.utobeer.co.uk\/\" target=\"_blank\">The Rake<\/a>, excelente pub ao lado da <a href=\"http:\/\/www.boroughmarket.org.uk\/\" target=\"_blank\">Borough Market<\/a>  em que bebi, anos atr\u00e1s, uma das melhores cervejas em viagem, uma De  Molen Amarillo sensacional, e que desta vez tinha, na press\u00e3o, a  Brooklyn Sorachi Ace. Excelente. Ainda rolou uma passagem no \u00f3timo emp\u00f3rio de  cervejas dentro da Borough Market \u2013 o que rendeu uma Snake Dog IPA, da  Flying Dog, em latinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer17.jpg\" alt=\"beer17.jpg\"\/><\/p>\n<p><strong>BERLIM<\/strong><br \/>\nEntre os s\u00e9culos 16 e 19, a Berliner Wei\u00dfe era a bebida alco\u00f3lica mais  popular da Alemanha com cerca de 700 f\u00e1bricas a produzindo para  abastecer o mercado. Ap\u00f3s duas grandes guerras, que devastaram a cidade,  e a chegada de cervejas concorrentes da Baviera apresentando outros estilos ao  p\u00fablico, a produ\u00e7\u00e3o da Berliner Wei\u00dfe caiu vertiginosamente a ponto de,  hoje em dia, apenas duas f\u00e1bricas em Berlim (da mesma empresa) a produzirem seguindo as  receitas tradicionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer18_1.jpg\" alt=\"beer18_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Por\u00e9m, basta chegar o ver\u00e3o para que a Berliner Wei\u00dfe retorne aos  supermercados e a mesa dos bares berlinenses. Seu processo de produ\u00e7\u00e3o  inclui a adi\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias (Lactobacillus) na segunda fermenta\u00e7\u00e3o com o  intuito de deixa-la \u00e1cida e efervescente (como um champanhe). O  resultado \u00e9 uma cerveja de trigo de ataque violentamente seco e amargo,  mas com um final levemente frutado. Que n\u00e3o conhece pode at\u00e9 achar que \u00e9  uma cerveja estragada &#8211; ela \u00e9 assim mesmo!<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer19_1.jpg\" alt=\"beer19_1.jpg\"\/><\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o qual a gra\u00e7a da Berliner Wei\u00dfe? Seu baix\u00edssimo n\u00edvel alco\u00f3lico  (3%) e sua acidez. Isso mesmo. O baixo n\u00edvel alco\u00f3lico privilegia seu  consumo no ver\u00e3o e sua enorme acidez fez com que os berlinenses  misturassem xaropes de frutas e\/ou ervas para abrandar seu ataque, criando um esp\u00e9cie de drink. Os  mais tradicionais s\u00e3o os xaropes de framboesa (Himbeersirup) e de ervas  (Waldmeistersirup), mas \u00e9 poss\u00edvel encontrar desde aromatizantes de  ma\u00e7\u00e3, p\u00eassego e abacaxi, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer24.jpg\" alt=\"beer24.jpg\"\/><\/p>\n<p>Em supermercado \u00e9 poss\u00edvel comprar a mistura j\u00e1 pronta (em dezenas de  vers\u00f5es), mas em bares e restaurantes a mistura pode ser feita na hora.  Por\u00e9m, na busca pelos sabores verdadeiros, decidi come\u00e7ar pela vers\u00e3o  tradicional, pura, sem adi\u00e7\u00e3o de aromatizante. Hora de encarar a hist\u00f3ria. Estava com o casal de  amigos Rodrigo e Carol quando fiz o pedido, e o divertid\u00edssimo gar\u00e7om da  <a href=\"http:\/\/www.100biere.de\/\" target=\"_blank\">Casa das 100 Cervejas<\/a>, em Potsdamer Platz, Nemanja, um s\u00e9rvio f\u00e3 de cervejas belgas, recusou:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer20.jpg\" alt=\"beer20.jpg\"\/><\/p>\n<p>&#8211; \u201cN\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o quer beber isso\u201d;<br \/>\n&#8211; \u201cQuero sim\u201d;<br \/>\n&#8211; \u201c\u00c9 horr\u00edvel\u201d.<br \/>\n&#8211; \u201cEu preciso experimentar!\u201d<br \/>\n&#8211; \u201cOk, mas n\u00e3o diga que n\u00e3o avisei\u201d (ap\u00f3s fazer uma cara de desagrado).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer21.jpg\" alt=\"beer21.jpg\"\/><\/p>\n<p>Cerveja na ta\u00e7a, cerveja bebida. Em um mapa cervejeiro, a Berliner  Wei\u00dfe fica no meio do caminho entre uma lambic e uma saison belgas. No  aroma j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber a for\u00e7a da acidez, mas tamb\u00e9m alguma sensa\u00e7\u00e3o de trigo e c\u00edtrico (lim\u00e3o). O paladar \u00e9 aquela paulada que  remete desde sal de frutas at\u00e9 \u00e1gua t\u00f4nica e, claro, champanhe. \u00c9  terr\u00edvel? De forma alguma. Diria que \u00e9 provocante. Mas beber uma garrafa  de 600 ml deve ser um belo desafio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer22.jpg\" alt=\"beer22.jpg\"\/><\/p>\n<p>Na sequencia \u2013 ainda sob protestos do Nemanja \u2013 vieram as vers\u00f5es com  aromatizantes. A de framboesa \u00e9 \u00f3tima e refrescante. A de p\u00eassego tamb\u00e9m  n\u00e3o decepciona, mas a de ma\u00e7\u00e3 verde \u00e9 absolutamente intrag\u00e1vel. \u201cLembra  coco de nen\u00e9m\u201d, definiu depois o gar\u00e7om, com todos na mesa concordando.  No saldo final, curti a Berliner Wei\u00dfe (principalmente a de framboesa).  No dia seguinte eu j\u00e1 tinha partido para Oslo, e Rodrigo e Carol  voltaram a Casa das 100 Cervejas:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cOnde est\u00e1 o seu amigo?\u201d<br \/>\n&#8211; \u201cEle j\u00e1 viajou\u2026\u201d<br \/>\n&#8211; \u201cQue nada, ele deve estar no hotel passando mal depois daquelas cervejas de ontem\u201d\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer25.jpg\" alt=\"beer25.jpg\"\/><\/p>\n<p>Ps. Se voc\u00ea for para Berlim, de uma passada na Das Haus der 100 Biere  e pe\u00e7a Berliner Wei\u00dfe ao Nemanja. Vale a experi\u00eancia (e a amizade do gar\u00e7om).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer26.jpg\" alt=\"beer26.jpg\"\/><\/p>\n<p><strong>OSLO<\/strong><br \/>\nA Noruega \u00e9 frequentemente descrita como um pa\u00eds com as bebidas com  pre\u00e7os mais altos do mundo, mas eu n\u00e3o sabia disso quando cheguei a  Oslo, e fui a um emp\u00f3rio procurar cervejas locais. Dentro os pouco mais  de 90 r\u00f3tulos em exposi\u00e7\u00e3o, absolutamente nenhuma ultrapassava 4,7% de  \u00e1lcool. No bar do mesmo emp\u00f3rio, <a href=\"http:\/\/www.mathallenoslo.no\/\" target=\"_blank\">no mesmo mercado<\/a>,  havia belgas tradicionais (Duvel, La Trappe e outras) e v\u00e1rias locais,  entre elas a N\u00f8gne 500, de 10% de gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. Bora compra-la e  leva-la para o hotel, certo. Errado.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cEnt\u00e3o, n\u00e3o posso vend\u00ea-la para voc\u00ea levar. A lei s\u00f3 permite que voc\u00ea consuma aqui no bar\u201d, explicou o gar\u00e7om.<br \/>\n&#8211; \u201cComo assim?\u201d<br \/>\n&#8211; \u201cH\u00e1 uma lei aqui na Noruega que limita a bebida vendida diretamente ao  p\u00fablico em supermercados e emp\u00f3rios a at\u00e9 4,75% de \u00e1lcool. Acima disso  s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel comprar bebidas alco\u00f3licas em restaurantes e bares  autorizados para consumo no local, ou em liquid stores (Vinmonopolet) controladas pelo  governo\u201d.<br \/>\n&#8211; \u2026<br \/>\n&#8211; \u201cVoc\u00eas podem beb\u00ea-la aqui, mas h\u00e1 um liquid store logo na outra  esquina\u201d, informou, j\u00e1 avisando. \u201cAqui \u00e9 at\u00e9 sossegado. Na Su\u00e9cia, o  limite de \u00e1lcool \u00e9 de 3,5%\u201d\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer27.jpg\" alt=\"beer27.jpg\"\/><\/p>\n<p>Bebemos ali, e depois partimos para a tal liquid store, que, em um  bel\u00edssimo s\u00e1bado de sol, mais parecia uma loja de atacado vendendo  bebida pela metade do pre\u00e7o, tal a quantidade de noruegueses  ensandecidos com garrafas e garrafas debaixo do bra\u00e7o para o fim de  semana, afinal, a lei \u00e9 r\u00edgida: as lojas fecham \u00e0s 20h durante a semana e  \u00e0s 18h todos os dias antes dos feriados (incluindo domingos, em que n\u00e3o  \u00e9 poss\u00edvel comprar nada alco\u00f3lico acima de 4,75%).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer28.jpg\" alt=\"beer28.jpg\"\/><\/p>\n<p>Eu j\u00e1 havia comprado algumas cervejas da nova escola norueguesa (<a href=\"http:\/\/playboy.abril.com.br\/blogs\/bon-vivant\/2011\/11\/10\/odin-estava-certo\/\" target=\"_blank\">vale ler essa coluna<\/a> de Diego Cartier e Marcelo Cury) no primeiro emp\u00f3rio pelo qual passei (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/07\/06\/tres-cervejas-norueguesas\/\" target=\"_blank\">escrevi sobre elas aqui<\/a>),  e aproveitei a liquid store para pegar r\u00f3tulos mais alco\u00f3licos da N\u00f8gne, que come\u00e7ou a ser importada para o Brasil em abril deste ano, embora ainda  assim sa\u00edssem mais em conta compradas em Oslo (cinco cervejas = 243,50  coroas norueguesas = R$ 98) do que em um emp\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer29.jpg\" alt=\"beer29.jpg\"\/><\/p>\n<p><strong>ESTOCOLMO<\/strong><br \/>\nNo quesito \u201ccerveja\u201d, melhor esquecer a cidade mais linda da viagem (e uma das mais lindas do mundo). A  passagem por Estocolmo foi r\u00e1pida (apenas dois dias), as cervejas eram  caras (havia um bar belga na rua paralela ao hostel, mas minha economia  em frangalhos n\u00e3o permitiu que eu ousasse entrar no lugar), e, nos Seven  Eleven, tanto a Carlsberg quanto a Heineken traziam em destaque em seus  r\u00f3tulos a gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica: 3,5%. Melhor beber \u00e1gua, certo. Ok, n\u00e3o.  Na d\u00favida, peguei uma de cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer30.jpg\" alt=\"beer30.jpg\"\/><\/p>\n<p><strong>EINDHOVEN \/ DELFT<\/strong><br \/>\nMeu QG para cobertura do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/06\/22\/best-kept-secret-festival-2013-holanda\/\" target=\"_blank\">festival Best Kept Secret<\/a>, a cidade da marca de eletr\u00f4nicos Phillips e do time PSV \u00e9 tomada pela cerveja local <a href=\"http:\/\/www.bavaria.com\/en\" target=\"_blank\">Bavaria<\/a>  (se eles soubessem o asco que um brasileiro sente ao ver este nome em  uma cerveja, provavelmente processariam a nossa embaixada por manchar  s\u00e9culos de hist\u00f3ria), mas h\u00e1 tamb\u00e9m bares com cartas de cervejas  interessantes (de norte-americanas a belgas) e churrascarias com carne  argentina. Bela combina\u00e7\u00e3o, hein.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer32.jpg\" alt=\"beer32.jpg\"\/><\/p>\n<p>Ainda assim preferi ir para a \u00fanica vendinha indiana do centro, todos  os dias, e abastecer o quarto toda noite com Hoegaarden Rosee, La  Trappe e Duvel (pre\u00e7o m\u00e1ximo: 2,40 euros cada). Na ida para Delft, a  caminho de Haia, encontrei duas cervejas em homenagem ao pintor Johannes  Vermeer. Comprei um par para trazer pra casa e outro para beber na  pra\u00e7a, e gostei muito da vers\u00e3o Gruyt, que segue uma receita do s\u00e9culo  13, sem l\u00fapulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer31.jpg\" alt=\"beer31.jpg\"\/><\/p>\n<p>Por\u00e9m, o ponto alto cervejeiro da passagem pela Holanda foi \u00e0 visita ao mosteiro onde \u00e9 produzida a <a href=\"http:\/\/www.latrappetrappist.com\/\" target=\"_blank\">La Trappe<\/a>,  uma das oito abadias que tem autoriza\u00e7\u00e3o para ostentar o t\u00edtulo  \u201ctrapista\u201d em suas cervejas (a \u00fanica abadia holandesa). Eu havia reservado o tour (10 euros com  direito a uma cerveja no final) no dia anterior, e me juntei a mais 30  pessoas, dentre estes apenas eu de brasileiro, um casal de belgas, um de  norte-americanos, e tr\u00eas russos (e todo o restante, holand\u00eas)<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer33.jpg\" alt=\"beer33.jpg\"\/><\/p>\n<p>O tour \u00e9 em dutch (neerland\u00eas, l\u00edngua indo-europeia do ramo ocidental da fam\u00edlia germ\u00e2nica), mas como \u00e9ramos sete que n\u00e3o entendiam patavina do  que o divertido guia estava falando, ele fazia um pequeno resumo em ingl\u00eas (\u201cHighlights, highlights\u201d, ele dizia), contando anedotas da  cria\u00e7\u00e3o da cervejaria, explicando a produ\u00e7\u00e3o das cervejas e tudo mais. Quem j\u00e1 fez  dois tours em cervejaria sabe que todos os demais ser\u00e3o iguais. O  interessante, na verdade, \u00e9 ouvir uma ou outra curiosidade e conhecer  o local. E, no caso da La Trappe, estar em um templo trapista arrepia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer34.jpg\" alt=\"beer34.jpg\"\/><\/p>\n<p>Como j\u00e1 fiz alguns tours por cervejarias, e conhe\u00e7o o processo  cl\u00e1ssico de produ\u00e7\u00e3o de tr\u00e1s pra frente, em boa parte do passeio eu  estava \u00e0 frente do grupo, e o guia pedia: \u201cBrasil, chame os outros para  eu contar mais uma hist\u00f3ria\u201d. No final, escolhi uma La Trappe Bock, e  bebi mais tr\u00eas pints no restaurante da casa. Feliz, passei na lojinha e  fiz um pequeno estrago. Comprei um pack com as oito cervejas da casa, chocolates para a esposa, duas vers\u00f5es de ta\u00e7as e uma blusa.  Consegui resistir aos queijos. Ainda bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer35.jpg\" alt=\"beer35.jpg\"\/><\/p>\n<p>Voc\u00ea deve estar se perguntando: por que comprar um pack da La Trappe  se quase todas as cervejas do mosteiro s\u00e3o vendidas e encontradas com  facilidade no Brasil? Porque, primeiramente, aqui as oito cervejas n\u00e3o  custariam os 11 euros que custaram; segundo porque eu queria  experimentar La Trappes que n\u00e3o ficaram meses no porto esperando  libera\u00e7\u00e3o do governo brasileiro para ir para a prateleira de emp\u00f3rios e  supermercados. Essas que eu trouxe demoraram seis dias entre o mosteiro e  a minha casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer36.jpg\" alt=\"beer36.jpg\"\/><\/p>\n<p><strong>BRUXELAS<\/strong><br \/>\nPonto final do passeio cervejeiro, e n\u00e3o \u00e0 toa. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/06\/29\/de-bar-em-bar-em-bruxelas\/\" target=\"_blank\">J\u00e1 contei aqui<\/a>  sobre os bares que passei (e bebi), mas o grande motivo de voltar para  Bruxelas (na minha quarta passagem pela cidade) era beber lambic direto  da torneira. Quest\u00e3o de honra. E o passeio n\u00e3o foi desperdi\u00e7ado. Com a compania do casal  Leonardo e Aline (mais a amiga Suzane), passei uma tarde inteira na <a href=\"http:\/\/www.cantillon.be\/\" target=\"_blank\">Brasserie Cantillon<\/a>, cervejaria que defende em alguns de seus r\u00f3tulos o posto de \u201cLambic mais aut\u00eantica da B\u00e9lgica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer37.jpg\" alt=\"beer37.jpg\"\/><\/p>\n<p>Logo que entrei, j\u00e1 fui tratando de me embrenhar no tour (7 euros).  Por\u00e9m, me confundi. Ao inv\u00e9s de esperar o tour em ingl\u00eas, acabei  acompanhando o tour em franc\u00eas. Se dutch \u00e9 quase imposs\u00edvel de ser  entendido para novatos, o franc\u00eas do senhor grisalho que comandou o tour  soou absolutamente tranquilo, e o passeio pela velha casa foi bastante  especial, com a interven\u00e7\u00e3o divertida de algumas pessoas que n\u00e3o entendiam de cara o processo para se fazer lambic:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cOnde est\u00e1 a Brettanomyces?\u201d, perguntou um rapaz.<br \/>\n&#8211; \u201cAqui. Ali. Em todo o lugar dentro desta casa. Voc\u00ea est\u00e1 respirando-a\u201d, observou o guia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer38.jpg\" alt=\"beer38.jpg\"\/><\/p>\n<p>Ao final do tour, duas ta\u00e7as s\u00e3o cortesias para o fregu\u00eas (encarei a  Gueuze tradicional e a Rose Gambrinus e, na sequencia, ainda bebemos uma  Cognac Gueuze, a Cantillon 50\u00baN-4\u00baE, que ainda nem r\u00f3tulo tinha), e n\u00e3o  espere facilidade: Jean-Pierre Van Roy, o dono da Cantillon, se recusa  terminantemente a ado\u00e7ar suas cervejas (para alegria dos puristas), o  que justifica a defini\u00e7\u00e3o matadora do mestre cervejeiro <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/25\/tres-livros-mezric-egan-e-oliver\/\" target=\"_blank\">Garrett Oliver<\/a>, \u201co c\u00e9rebro diz \u2018doce\u2019, a l\u00edngua diz \u2018\u00e1cida\u2019. Eis uma cerveja brilhante e inflex\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer39.jpg\" alt=\"beer39.jpg\"\/><\/p>\n<p>Na hora de deixar Bruxelas, dor no cora\u00e7\u00e3o\u2026 e nos bra\u00e7os, afinal 38  garrafas se acotovelavam em duas malas bastante pesadas (combinando 48 quilos no total), e por mais que o processo de \u201cempacotamento\u201d tenha sido  cuidadoso, sempre fica a d\u00favida: ser\u00e1 que elas v\u00e3o chegar inteiras no  Brasil? Sim, chegaram. E junto com elas mais 10 compradas no Duty Free  de Bruxelas, uma perdi\u00e7\u00e3o (10 euros o pack com quatro garrafas de La  Chouffe mais ta\u00e7a \u00e9 muita tenta\u00e7\u00e3o \u2013 e nem falei dos queijos Chimay)\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/queijo.jpg\" alt=\"queijo.jpg\"\/><\/p>\n<p>O balan\u00e7o da passagem pelo territ\u00f3rio das tr\u00eas escolas cervejeiras  cl\u00e1ssicas foi altamente positivo. E viciante. N\u00e3o sei se provarei  novamente Berliner Wei\u00dfe quando voltar para Berlim (embora ainda precise  beber K\u00f6lsch em Col\u00f4nia, Altbier em D\u00fcsseldorf, e Dunkles, Marzens e  Helles em Munique), mas com certeza explorarei com mais cuidado o  desenvolvimento da nova escola inglesa tanto quanto quero visitar outros  mosteiros trapistas, e retornar para passar outras tardes na Brasserie  Cantillon. Afinal, a sede \u00e9 intermin\u00e1vel\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/beer1.jpg\" alt=\"beer1.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Leia mais: Di\u00e1rio de Viagem Europa 2013 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2013\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geralmente, quando termino uma viagem, tento colocar as ideias em ordem escrevendo um resumo que busca unir os pontos perdidos entre uma cidade e outra, e encerrar a aventura no formato balan\u00e7o. Desta vez, por\u00e9m, o balan\u00e7o ser\u00e1 um pouco diferente. 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