{"id":13414,"date":"2014-08-04T11:30:06","date_gmt":"2014-08-04T14:30:06","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/04\/stockholm-music-arts-dag-3\/"},"modified":"2022-01-30T12:29:12","modified_gmt":"2022-01-30T15:29:12","slug":"stockholm-music-arts-dag-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/04\/stockholm-music-arts-dag-3\/","title":{"rendered":"Stockholm Music &#038; Arts (Dag 3)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo14.jpg\" alt=\"estocolmo14.jpg\"\/><br \/>\nTexto: Marcelo Costa<br \/>\nFotos: Liliane Callegari (<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157646088109354\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">veja galeria<\/a>)<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cabular o segundo dia do festival para cuidar de uma virose que amea\u00e7ava dar cabo no fim de semana j\u00e1 na manh\u00e3 de s\u00e1bado (Beth Orton, nos vemos numa pr\u00f3xima oportunidade, ok) e ouvir uma tempestade castigar as janelas do hotel durante a madrugada seguinte, o domingo amanheceu nublado e emburrado. A previs\u00e3o garantia que permaneceria assim o dia inteiro (com temperatura entre 20 e 28 graus), mas o sol contrariou as expectativas e surgiu bonito iluminando o Museu de Arte Moderna da cidade.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo22.jpg\" alt=\"estocolmo22.jpg\"\/><\/p>\n<p>Acompanhado apenas de um viol\u00e3o e de suas hist\u00f3rias, Richard Thompson mostrou um pouco de sua hist\u00f3ria no palco do Stockholm Music and Arts para um p\u00fablico atento. Focando em sua carreira solo e pescando p\u00e9rolas de sua parceria com Linda Thompson (como \u201cWall of Death\u201d, j\u00e1 gravada pelo R.E.M.), Richard Thompson aprofundou as letras ao contar hist\u00f3rias sobre cada uma das can\u00e7\u00f5es que tocava e at\u00e9 presenteou o p\u00fablico com uma singela vers\u00e3o de \u201cGenesis Hall\u201d, do Fairport Convention. Um trovador em meio ao sol de Estocolmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo32.jpg\" alt=\"estocolmo32.jpg\"\/><\/p>\n<p>Na sequencia, com pouco mais de 10 minutos de atraso devido \u00e0 dificuldade de equalizar tanta gente no palco (o intervalo entre uma atra\u00e7\u00e3o e outra no festival \u00e9 de meia hora), os 12 integrantes da m\u00edtica Egypt 80 (banda que Fela Kuti montou nos anos 80 e que hoje em dia segue acompanhando seu filho, Seun, em grava\u00e7\u00f5es e shows pelo mundo) foram apresentados um a um e saudaram a lourada sueca bronzeada de sol com uma pancada energ\u00e9tica de afrobeat que n\u00e3o deixou ningu\u00e9m parado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo41.jpg\" alt=\"estocolmo41.jpg\"\/><\/p>\n<p>Oluseun Anikulapo Kuti foi convidado ao palco na sequencia e chegou chutando a porta: \u201cEssa m\u00fasica \u00e9 do meu disco novo e se chama \u201cIMF\u201d: International Mother Fuckers. Ela \u00e9 dedicada ao FMI\u201d. De sax em punho, o filho mais novo de Fela seguiu tarde adentro dando recados e fazendo o p\u00fablico sueco dan\u00e7ar e pensar mostrando que <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2014\/07\/30\/o-punk-que-sobreviveu-a-segregacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o legado do pai<\/a> segue vivo. O bom p\u00fablico presente (cerca de 2 mil pessoas) tentou (como pode) seguir o ritmo das duas backings sedutoras, que rebolavam e instigavam a dan\u00e7a. Bonito de ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo51.jpg\" alt=\"estocolmo51.jpg\"\/><\/p>\n<p>Magic Numbers, uma banda sempre eficiente no palco, foi a terceira atra\u00e7\u00e3o do dia. Duas can\u00e7\u00f5es de \u201cAlias\u201d, o quarto disco da banda, que chega \u00e0s lojas nas pr\u00f3ximas semanas, apareceram no set list, e mostram que eles continuam rom\u00e2nticos e melo(dio)sos, mas a apresenta\u00e7\u00e3o conquistou a plateia, que ap\u00f3s o suor gasto com Seun Kuti, admirou o Magic Numbers sentada na sombra e bebendo bastante caf\u00e9 (um v\u00edcio sueco). \u201cLove\u2019s a Game\u201d e \u201cForever Lost\u201d (com cita\u00e7\u00e3o de \u201cPeople Get Ready\u201d) soaram belas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo61.jpg\" alt=\"estocolmo61.jpg\"\/><\/p>\n<p>Agradavelmente d\u00edspar, o line up que apresentava um trovador, uma banda de afrobeat e um grupo de rock ingl\u00eas, reservava como surpresa um nome sueco (apadrinhado pela Sub Pop), o Goat, mistura empolgante de vodu, macumba, cantos afros e rock embalada por riffs psicod\u00e9licos (que ganham peso no momento cerimonial da can\u00e7\u00e3o), mais baixo, bateria e um mano batucando como se estivesse recebendo uma alma. Na frente, duas ensandecidas frontwomans. Todos mascarados. Um dos shows mais aplaudidos do dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo71.jpg\" alt=\"estocolmo71.jpg\"\/><\/p>\n<p>A honra de encerrar a terceira edi\u00e7\u00e3o do Stockholm Music and Arts ficou a cargo de Neil Young, acompanhado da sempre barulhenta Crazy Horse. Show mais esperado do festival (os seis modelos de camisetas n\u00e3o s\u00f3 esgotaram na loja de merchandising como o p\u00fablico \u2013 a essa altura, umas 4 mil pessoas \u2013 exibia modelos variados de umas 10 turn\u00eas diferentes), Neil Young subiu ao palco \u00e0s 20h50 (com o dia claro) para 2h20 de guitarras relinchando, dando coices e amea\u00e7ando a sa\u00fade auditiva da audi\u00eancia (para felicidade geral).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo81.jpg\" alt=\"estocolmo81.jpg\"\/><\/p>\n<p>A festa come\u00e7ou com uma vers\u00e3o encorpada de \u201cLove and Only Love\u201d, que come\u00e7ou apitando microfonia e carregou o publico por 10 minutos inesquec\u00edveis de solos ensandecidos. O p\u00fablico ainda n\u00e3o havia se refeito da emo\u00e7\u00e3o, e \u201cPowderfinger\u201d surgiu galopante e fez a plateia flutuar por mais seis minutos. Apresentada pela primeira vez em 2001, ainda in\u00e9dita, mas recuperada para essa perna europeia da tour 2014, \u201cStanding in the Light of Love\u201d soou t\u00e3o bem ao vivo que, ao final da can\u00e7\u00e3o, o p\u00fablico continuou fazendo o coro do refr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo91.jpg\" alt=\"estocolmo91.jpg\"\/><\/p>\n<p>Outras duas do disco \u201cRagged Glory\u201d, de 1990 (\u201cDays That Used to Be\u201d e \u201cLove To Burn\u201d em uma vers\u00e3o de mais de 15 minutos), \u201cLiving With War\u201d e \u201cName of Lave\u201d (pescada de \u201cAmerican Dream\u201d, o \u00e1lbum da Crosby, Stills, Nash &amp; Young de 1988) formam o meio do show e s\u00e3o a deixa para o momento solo ac\u00fastico, que come\u00e7a com uma vers\u00e3o de \u201cBlowin\u2019 in the Wind\u201d, de Bob Dylan, e termina com uma singela vers\u00e3o de \u201cHeart of Gold\u201d. \u201cBarstool Blues\u201d, de um dos grandes discos de Neil, \u201cZuma\u201d (1975), arranca sorrisos da alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo101.jpg\" alt=\"estocolmo101.jpg\"\/><\/p>\n<p>O trecho final \u00e9 aberto com \u201cPsychedelic Pill\u201d (faixa t\u00edtulo <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/07\/08\/cds-vanguart-the-xx-neil-young\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">do \u00f3timo disco de 2012<\/a>), ganha ares cl\u00e1ssicos quando os primeiros acordes de \u201cCortez The Killer\u201d cortam o c\u00e9u agora escuro de Estocolmo por 12 minutos levitantes, e faz at\u00e9 os comportados suecos pularem ensandecidos gritando o refr\u00e3o de \u201cRockin\u2019 in the Free World\u201d, a \u00faltima. Neil volta no bis com uma m\u00fasica in\u00e9dita escrita para esta turn\u00ea, \u201cWho\u2019s Gonna Stand Up and Save the Earth\u201d, e a noite termina com os suecos gritando \u201cStand Up\u201d por cinco minutos ap\u00f3s a sa\u00edda da banda. Inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo121.jpg\" alt=\"estocolmo121.jpg\"\/><\/p>\n<p>O saldo dos dois dias de shows da terceira edi\u00e7\u00e3o do Stockholm Music and Arts foi mais do que positivo. Som impec\u00e1vel, servi\u00e7os perfeitos (diversas barracas de comidas e bebidas variadas, \u00e1gua gratuita e banheiros e lixeiras em quantidade elogi\u00e1vel) e um line-up caprichado que tira o espectador da zona de conforto s\u00e3o ingredientes que merecem muitos elogios. Isso sem contar a boa dosagem em a\u00e7\u00f5es de marketing (v\u00e1rias espalhadas pela \u00e1rea do festival), que n\u00e3o desrespeitavam o espectador, foram o retrato de um \u00f3timo festival num fim de semana especial\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/estocolmo111.jpg\" alt=\"estocolmo111.jpg\"\/><\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n&#8211; Stockholm Music &amp; Arts (Dia 1) (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/01\/stockholm-music-arts-dag-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Europa 2014: Di\u00e1rio de Viagem (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Marcelo Costa Fotos: Liliane Callegari (veja galeria) Ap\u00f3s cabular o segundo dia do festival para cuidar de uma virose que amea\u00e7ava dar cabo no fim de semana j\u00e1 na manh\u00e3 de s\u00e1bado (Beth Orton, nos vemos numa pr\u00f3xima oportunidade, ok) e ouvir uma tempestade castigar as janelas do hotel durante a madrugada seguinte, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52],"tags":[340],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13414"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13414"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18912,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13414\/revisions\/18912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}