{"id":13411,"date":"2014-08-07T11:22:24","date_gmt":"2014-08-07T14:22:24","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/07\/festivais-%c3%b8ya-em-oslo-dia-2\/"},"modified":"2016-07-18T08:44:42","modified_gmt":"2016-07-18T11:44:42","slug":"festivais-%c3%b8ya-em-oslo-dia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/07\/festivais-%c3%b8ya-em-oslo-dia-2\/","title":{"rendered":"Festivais: \u00d8ya, em Oslo (Dia 2)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya1.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Texto: Marcelo Costa<br \/>\nFotos: Liliane Callegari (<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157646088109354\/\" target=\"_blank\">veja galeria<\/a>)<\/p>\n<p>O segundo dia do \u00d8ya Festival come\u00e7ou bem cedo: \u00e0s 10h, a produ\u00e7\u00e3o do festival colocou toda a imprensa estrangeira em um barco e os enviou para uma casa comunit\u00e1ria pr\u00f3xima de um pequeno fiorde. Ali, em meio a churrasco (de salsicha), cerveja e frutas, o pessoal do \u00d8ya promoveu jogos e debates interessantes al\u00e9m de liberar a galera para pular na \u00e1gua. A comitiva francesa n\u00e3o decepcionou, os ingleses se divertiram (e divertiram a galera), os japoneses ficaram olhando, os suecos n\u00e3o pensaram duas vezes, os norte-americanos fizeram que n\u00e3o era com eles e apenas metade da equipe brasileira (a fot\u00f3grafa) encarou a \u00e1gua fria.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya2.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Enquanto isso, dentro da casa, uma mesa formada por quatro franceses (dois bookings, um representante de selo e uma representante de major) e mediada por uma norueguesa discutia os rumos futuros da nova m\u00fasica escandinava. O ponto de partida era o sucesso da m\u00fasica local na Fran\u00e7a, um pa\u00eds cuja lei determina que 40% do que toca em r\u00e1dio tem que ser cantado na l\u00edngua francesa. Muito se discutiu, e algumas coisas valem para o mercado brasileiro: o pessoal ressaltou a import\u00e2ncia das majors francesas investirem em novos talentos e, principalmente, das bandas encontrarem \u201csua fam\u00edlia\u201d, o seu verdadeiro p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya3.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 na \u00e1rea do festival, Bill Callahan (que come\u00e7ava aqui sua nova turn\u00ea europeia) surpreendia a todos ao abrir seu show com \u201cThe Wheel\u201d, faixa de sua \u00f3tima estreia solo, \u201cWoke on a Whaleheart\u201d, de 2007, e emendar, para felicidade geral, com \u201cLet Me See the Colts\u201d, do \u00faltimo \u00e1lbum do Smog, \u201cA River Ain\u2019t Too Much to Love\u201d (2004). \u201cSpring\u201d, do \u00f3timo \u201cDream River\u201d (2013) apareceu em vers\u00e3o mais encorpada (Callahan surgiu acompanhado de uma segunda guitarra, bateria e baixo) e o set list caprichado ainda trouxe \u201cJavelin Unlanding\u201d, \u201cSeagull\u201d, \u201cWinter Road\u201d e \u201cOne Fine Morning\u201d num belo show que lotou a grande tenda Sirkus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya4.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>No palco principal, uma multid\u00e3o aguardava Janelle Mon\u00e1e, e quando um MC de sua banda a trouxe amarrada para o palco (todo decorado nas cores branco e preto), a galera foi ao del\u00edrio. A menina \u00e9 um estouro em cena: ela dan\u00e7a (muito), canta (bastante) e ainda faz alguns raps. Com o p\u00fablico nas m\u00e3os, distribui hits colados um nos outros, mantendo a adrenalina do p\u00fablico (muito maior neste hor\u00e1rio do que no dia anterior) em alta. Uma pena que a guitarra estivesse inaud\u00edvel (o baixo, por sua vez, parecia duas vezes mais alto do que o normal), mas ainda assim Janelle deixou o festival aplaudid\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya5.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Um giro pelo festival permitiu descobrir o local em que as boas cervejas s\u00e3o vendidas: se o copo da Ringnes, a cerveja oficial do \u00d8ya (uma pilsen tradicional meio sem gra\u00e7a, mas que cai muito bem neste dia de sol de ver\u00e3o escandinavo), custa cerca de R$ 29, uma long neck de Brooklyn, Leffe ou Guinness sai por R$ 35. Melhor se hidratar com \u00e1gua, n\u00e9 mesmo. No quesito comida, hamb\u00fargueres, fish &amp; chips, tortilhas mexicanas, jambalaya e outros quitutes eram vendidos entre R$30 e R$ 40. Enquanto isso, o Little Dragon mostrava seu som gen\u00e9rico no palco Vindfruen e o Thulsa Doom fazia muito barulho por nada no palco Hagen.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya6.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Grande atra\u00e7\u00e3o do dia, e um dos principais nomes do line-up 2014 do \u00d8ya Festival (e uma das principais turn\u00eas do ano), o Outkast causou uma catarse coletiva no T\u00f8yen Park, com a lourada escandinava (de crian\u00e7as at\u00e9 senhoras) cantando e dan\u00e7ando hip hop como se tivesse nascido no Bronx. Ningu\u00e9m reclamou dos 25 minutos de atraso. Assim que o DJ (o palco ainda trazia uma baixista e duas backings) soltou a base de \u201cB.O.B.\u201d, Big Boi (de bermuda e camisa colorida) e Andre 3000 (de peruca cinza, todo de preto com uma camiseta onde se lia: \u201cLoners Get Lonely Too\u201d) adentraram o recinto e tomaram conta da festa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya7.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Com a maior parte das can\u00e7\u00f5es na ponta da l\u00edngua, o p\u00fablico escandinavo n\u00e3o decepcionou acompanhando no gogo \u201cGasoline Dreams\u201d quase inteira e arremessando copos de cerveja (de R$ 30 \u2013 para n\u00f3s, brasileiros) para o alto. O clima seguiu quente m\u00fasica a m\u00fasica (o set list \u00e9 exatamente o mesmo em toda a turn\u00ea) culminando no j\u00e1 tradicional momento de \u201cHey Ya\u201d, em que dezenas de pessoas retiradas da plateia sobem ao palco para dan\u00e7ar com a dupla. O alto astral da apresenta\u00e7\u00e3o fez a arena do \u00d8ya Festival viver um momento especial, um daqueles shows com pinta de inesquec\u00edvel para o p\u00fablico local. Bonito de ver.<\/p>\n<p>O festival segue nesta sexta-feira com mais de 20 shows. Bora!<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oslo1.jpg\" alt=\"oslo1.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2014\/\">Europa 2014: Di\u00e1rio de Viagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Marcelo Costa Fotos: Liliane Callegari (veja galeria) O segundo dia do \u00d8ya Festival come\u00e7ou bem cedo: \u00e0s 10h, a produ\u00e7\u00e3o do festival colocou toda a imprensa estrangeira em um barco e os enviou para uma casa comunit\u00e1ria pr\u00f3xima de um pequeno fiorde. Ali, em meio a churrasco (de salsicha), cerveja e frutas, o pessoal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52],"tags":[65],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13411"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13411"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13411\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13844,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13411\/revisions\/13844"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13411"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13411"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}