{"id":13410,"date":"2014-08-08T11:19:38","date_gmt":"2014-08-08T14:19:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/08\/festivais-%c3%b8ya-em-oslo-dia-3\/"},"modified":"2016-07-18T08:44:38","modified_gmt":"2016-07-18T11:44:38","slug":"festivais-%c3%b8ya-em-oslo-dia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/08\/festivais-%c3%b8ya-em-oslo-dia-3\/","title":{"rendered":"Festivais: \u00d8ya, em Oslo (Dia 3)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya20.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Texto: Marcelo Costa<br \/>\nFotos: Liliane Callegari (<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157646088109354\/\" target=\"_blank\">veja galeria<\/a>)<\/p>\n<p>Terceiro dia do \u00d8ya Festival e a sensa\u00e7\u00e3o em meio a maratona de shows \u00e9 de que, a cada dia que passa, o sol est\u00e1 mais pr\u00f3ximo da cidade \u2013 e consequentemente o festival. Se o p\u00fablico da quinta-feira (cujo headliner era Outkast) havia superado o do primeiro dia (com QOTSA \u00e0 frente), nesta sexta-feira o ambiente pareceu lotar apenas no come\u00e7o da noite, quando o sol deu um leve descanso. Ele s\u00f3 foi embora ali pelas 21h, e entre 16h e 17h estava em seu auge, castigando a pele branca da lourada e tornando as \u00e1reas de sombra bastante disputadas.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya24.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Ent\u00e3o n\u00e3o foi s\u00f3 por ter substitu\u00eddo os brit\u00e2nicos do The Horrors (que cancelaram a vinda no meio da semana) na \u00faltima hora que o guitarrista sueco Robert Hurula (acompanhado de um quarteto barulhento) encontrou menos de 100 ovelhas pingadas na plateia do palco principal quando come\u00e7ou seu show, ainda debaixo de um sol digno do Rio no ver\u00e3o. Mesmo assim, o rapaz fez uma apresenta\u00e7\u00e3o pop noise na medida, uma cacetada seguida de outra, e a plateia foi se enchendo de curiosos conforme o bom show transcorria. Uma boa surpresa do dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya22.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>No palco ao lado, f\u00e3s j\u00e1 aguardavam pelo Neutral Milk Hotel meia hora antes do show come\u00e7ar (algo raro por estes lados), e quando Jeff Mangum entrou sozinho em cena e atacou de \u201cTwo-Headed Boy\u201d, todos se beliscaram. \u201cThe Fool\u201d surgiu em seguida, j\u00e1 com a banda toda no palco, e a artilharia de punk folk descompromissado com jeit\u00e3o de fanfarra do interior tocou boa parte do cl\u00e1ssico \u201cIn the Aeroplane over the Sea\u201d (1998) com metais, serrote e bateria encobrindo o viol\u00e3o e a voz de Mangum em v\u00e1rios momentos at\u00e9 mais da metade do show, mas nem isso tirou a beleza de um dos shows mais importantes do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya23.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Defendendo a escala\u00e7\u00e3o (death) metal no dia mais importante para o estilo no festival, os franceses do Gojira empilharam uma dezena de amplis Marshalls no fundo do palco e sentaram o sarrafo sonoro na plateia com a galera do gargarejo jogando cabelos ao alto no p\u00f4r-do-sol. Com uma condu\u00e7\u00e3o mais seca e compassada do que acelerada, o baterista Mario Duplantier (destaque da banda) fazia com que seus dois bumbos despejassem socos no peito do p\u00fablico, um misto de f\u00e3s fieis do estilo, curiosos e muitas crian\u00e7as (algumas, inclusive, maquiadas).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya29.jpg\" alt=\"oya29.jpg\" \/><\/p>\n<p>Dois momentos especiais aconteceriam na mesma hora na terceira noite do \u00d8ya Festival: no palco principal, a cantora sueca Robyn iria se juntar ao duo noruegu\u00eas R\u00f8yksopp, e a turma da m\u00fasica eletr\u00f4nica escandinava estava em polvorosa. Robyn entrou mostrando carisma de palco e ginga (bastou uma rebolada pra galera enlouquecer). Torbj\u00f8rn Brundtland e Svein Berge vieram na sequencia e foram ovacionados pela plateia. O encontro dos dois artistas, no entanto, iria acontecer no terceiro bloco do show, que coincidiria com a entrada em cena do Mayhem na tenda Sirkus comemorando 30 anos de Black Metal. Partiu inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya26.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Naturais de Oslo e com uma hist\u00f3ria complicada marcada por dezenas pol\u00eamicas (um dos vocalistas se matou, o baixista fotografou o cad\u00e1ver e colocou na capa de um disco; outro baixista esfaqueou 23 vezes um guitarrista \u2013 e foi condenado a 21 anos de pris\u00e3o pelo assassinato; isso tudo sem contar a participa\u00e7\u00e3o de integrantes no Inner Circle, grupo famoso por queimar mais de 100 igrejas no pa\u00eds), n\u00e3o deixa de ser surpreendente o Mayhem estar completando 30 anos na ativa, mesmo que com apenas dois integrantes da forma\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya27.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Os locais se dividem quanto \u00e0 banda. No mesmo momento em que mais de 15 mil pessoas dan\u00e7avam ao som de R\u00f8yksopp e Robyn, cerca de 2 mil \u201cadmiravam\u201d o palco do Mayhem, que mais parecia um a\u00e7ougue (com cabe\u00e7as de porco e costelas de boi em meio a cruzes invertidas) iluminado por velas. E nem todos os presentes eram f\u00e3s: \u201cEles s\u00e3o uns idiotas fodidos\u201d, comentou uma norueguesa. \u201cO som \u00e9 uma piada\u201d, completou. Pode ser uma piada, mas uma piada beeem pesada, at\u00e9 mesmo ela (que \u201cprestigiou\u201d o show) precisa reconhecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya28.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Com o vocalista h\u00fangaro Attila Csihar \u00e0 frente (ap\u00f3s uma passagem pela banda no meio dos anos 90, Attila voltou ao posto em 2004, e permanece desde ent\u00e3o) cantando abra\u00e7ado a uma cabe\u00e7a de caveira, o quarteto instrumental come\u00e7ou o massacre sonoro com a condu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do baterista Hellhammer passando como um trator sobre os presentes \u2013 muitos deles, crian\u00e7as acompanhadas dos pais \u2013 mostrando que, 30 anos depois, o Mayhem segue firme como uma banda poderosa, barulhenta e demon\u00edaca ao vivo. Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/oya25.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2014\/\">Europa 2014: Di\u00e1rio de Viagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Marcelo Costa Fotos: Liliane Callegari (veja galeria) Terceiro dia do \u00d8ya Festival e a sensa\u00e7\u00e3o em meio a maratona de shows \u00e9 de que, a cada dia que passa, o sol est\u00e1 mais pr\u00f3ximo da cidade \u2013 e consequentemente o festival. 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