{"id":13405,"date":"2014-08-19T10:55:51","date_gmt":"2014-08-19T13:55:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/19\/amsterdam-se-tornando-inesquecivel\/"},"modified":"2016-03-03T11:04:13","modified_gmt":"2016-03-03T14:04:13","slug":"amsterdam-se-tornando-inesquecivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/19\/amsterdam-se-tornando-inesquecivel\/","title":{"rendered":"Amsterdam se tornando inesquec\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Amsterdam \u00e9 uma cidade que me d\u00e1 muita sorte no quesito shows. Naquele que, para mim, \u00e9 um dos melhores templos da m\u00fasica em todo o mundo, o Paradiso (uma velha igreja que virou casa de shows), dei sorte em 2011 de um morador da cidade que desistiu <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/05\/dois-videos-de-pj-harvey-no-paradiso\/\">do show sold out da PJ Harvey<\/a> (tinha que cuidar da filha pequena) vender seu ingresso para mim. Em 2012 foi tenso comprar ingresso para o Afghan Whigs (e teve <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/14\/a-saga-do-computador-perdido\/\">o epis\u00f3dio do computador esquecido<\/a>), mas rolou e foi um grande show. Para 2014, a pedida era assistir ao Neutral Milk Hotel, e eles fizeram m\u00e1gica musical no palco desta igreja. Mas do que come\u00e7o\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda1.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Essa foi a terceira passagem minha por Amsterdam, e a mais prolongada: enquanto nas duas anteriores passei tr\u00eas dias na cidade, neste fiquei quatro (embora em uma das tardes\/noites tenha esticado at\u00e9 a Antu\u00e9rpia para ir ao melhor bar do mundo, papo pro pr\u00f3ximo post) e a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma da primeira vez: \u201cA maior cidade dos Pa\u00edses Baixos \u00e9 cercada de pr\u00e9-conceitos que na enorme maioria das vezes relega a segundo plano a beleza e a personalidade de uma cidade viva, empolgante e apaixonante. <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/05\/amsterda-uma-cidade-magica\/\">Amsterdam integra minha lista de locais m\u00e1gicos<\/a> junto a Praga, Santorini, Paris e Veneza\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das vezes anteriores em que estive na cidade em que fiquei uma vez num hostel ao lado do Vondelpark e outra em outro hostel na rua da muvuca no centro, a Warmoesstraat, desta vez fiquei bastante distante da \u00e1rea da badala\u00e7\u00e3o, muito mais por economia, mas tamb\u00e9m pela comodidade de dormir sem ningu\u00e9m gritanto louca\u00e7o na sua janela \u00e0s tr\u00eas da manh\u00e3 (acontece). A op\u00e7\u00e3o de ficar em um hotel no WTC em frente da esta\u00e7\u00e3o Zuid se mostrou \u00f3tima, com tram e \u00f4nibus acess\u00edveis para ir e voltar do centro e muito sossego nas noitadas (embora a falta de andar na cidade de madrugada tenha sido sentida).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda4.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Ainda assim acho que o ano em que mais aproveitei a cidade, e boa parte do m\u00e9rito vai para o chapa Leonardo Dias, que me deu um punhado de dicas s\u00e1bias. A primeira delas fiz logo assim que cheguei: visitar o Arendsnest, bar de cervejas holandesas na cidade, n\u00famero 1 no Ratebeer (o dono tem outro bar na cidade, BeerTemple, s\u00f3 com cervejas n\u00e3o holandesas). Localizado numa das cal\u00e7adas do canal Herengracht (a menos de 10 minutos da esta\u00e7\u00e3o central de Amsterdam), o Arendsnest \u00e9 bastante aconchegante e com uma excelente carta de cervejas na torneira e em garrafa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda31.jpg\" height=\"572\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Uma das casas prefer\u00edveis para se beber De Molens na cidade, abri o servi\u00e7o com uma provocante De Molen Braggot Brett (garrafa), vers\u00e3o 2014 da casa de Bodegraven, maturada com pine honey e envelhecida em duas fases: uma em barris de (vinho) Bordeaux e outra de (bourbon) Wild Turkey com adi\u00e7\u00e3o da levedura belga Brett. O aroma traz tudo isso ao nariz: vinho, Bourbon, mel, um delicado toque salgado mais baunilha. Na boca \u00e9 deliciosamente azeda, com um pouco das sugest\u00f5es acima e 9.5% de \u00e1lcool. A segunda (e \u00faltima) foi uma De Molen Mout &amp; Mocca, stout com adi\u00e7\u00e3o intensa de caf\u00e9 e tamb\u00e9m 9.5% de \u00e1lcool. Durmi feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda5.jpg\" height=\"420\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>No quesito \u201ccerveja\u201d ainda bati ponto na Brouwerij\u2019t Ij, cervejaria tradicional montada em um moinho, o Gooyer, que oferece uma bela sele\u00e7\u00e3o de cervejas pr\u00f3prias na torneira (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=792037234151748&amp;set=a.664375370251269.1073741858.100000364357573&amp;type=3&amp;theater\" target=\"_blank\">trouxe um dos kits<\/a>, com seis garrafas, para futuros textos no blog) mais petiscos a beira de um canal. Clima agrad\u00e1vel, cerveja idem. Num dia de sol \u00e9 poss\u00edvel passar horas aqui e perder o caminho de casa. Ainda passei (e dei uma pequena enlouquecida) na melhor loja de cervejas da cidade, De Bierkoning, ao lado da pra\u00e7a Dam, e como a mala j\u00e1 estava bem cheia, resisti bravamente e comprei apenas seis cervejas (tr\u00eas Mikkeller e tr\u00eas De Molen da linha deluxe).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda6.jpg\" height=\"537\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s vir da Escandin\u00e1via, encontrar uma cidade com pratos e cervejas que n\u00e3o custam uma semana de trabalho (exagero, mas nem tanto \u2013 risos) \u00e9 reconfortante. O primeiro bom prato foi no C\u00f4te Quest, um caf\u00e9 restaurante franc\u00eas bastante simp\u00e1tico tamb\u00e9m ao lado da pra\u00e7a Dam (em que Lili pode voltar a comer pato e eu, o bom e velho steak de sempre). A segunda refei\u00e7\u00e3o caprichada na cidade foi um belo almo\u00e7o no New King na regi\u00e3o oriental, meio Chinatown, da cidade, e Lili partiu para o ataque com um enorme pato laqueado enquanto eu, que me recuperava da orgia cervejeira do Kulminator, fui de frango agridoce. \u00d3timos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda7.jpg\" height=\"449\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>As filas absolutamente enormes e constantes me impediram de levar Lili \u00e0 Casa de Anne Frank e ao sensacional Museu Van Gogh, mas o reaberto Rijksmuseum foi um enorme presente inesperado. J\u00e1 havia visitado o museu nas duas vezes anteriores, em que ele estava a meia bomba devido a reforma (desde 2005) e, por isso, s\u00f3 exibia em algumas poucas salas 100 obras de sua vasta cole\u00e7\u00e3o. Reaberto (e remodelado) na integra em abril deste ano, o Rijksmuseum pula para a lista <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/06\/15\/top-15-museus\/\" target=\"_blank\">Top 5 pessoal de Museus do Mundo<\/a>, impress\u00e3o que come\u00e7a pela instala\u00e7\u00e3o Calder, que circunda o museu com diversas obras sensacionais do artista norte-americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda8.jpg\" height=\"450\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Dentro, a grandiosidade g\u00f3tica e renascentista do pr\u00e9dio desenhado pelo arquiteto neerland\u00eas Pierre Cuypers em 1885 impressiona, mas n\u00e3o se sobrep\u00f5e ao brilho do acervo magistral. Afinal, quantos lugares no mundo podem se dar ao luxo de expor quatro quadros de Vermeer (\u201cA Leiteira\u201d, \u201cA Carta de Amor\u201d, \u201cMulher de Azul a Ler uma Carta\u201d e \u201cA Rua Pequena\u201d), um ao lado do outro (e concorrid\u00edssimos) al\u00e9m de uma sele\u00e7\u00e3o de Rembrant obrigat\u00f3rios (\u201cA Ronda Noturna\u201d, \u201cOs S\u00edndicos\u201d, \u201cA Noiva Judia\u201d e \u201cTobias, Ana e o Bode\u201d)? Isso sem contar os conservad\u00edssimos mobili\u00e1rios (gabinetes, arm\u00e1rios e casas de bonecas que fariam inveja em muita menina atual).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda10.jpg\" height=\"588\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>No quesito shows, poucas semanas antes uma mensagem de Luiz Gabriel Lopes, das bandas Graveola e Ti\u00e3oDua (esta ao lado de Gustavito), avisava que ele iria se apresentar na cidade com o segundo projeto no Teatro Munganga, companhia fundada em 1987 em Amsterdam pelo mineiro Carlos Lagoeira, e que segue criando espet\u00e1culos, exposi\u00e7\u00f5es e oficinas na cidade (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TEATROMUNGANGA\" target=\"_blank\">saiba mais aqui<\/a>). Com uma bela plateia mista entre brasileiros e neerlandeses, o Ti\u00e3oDua fez uma apresenta\u00e7\u00e3o caprichada, com um p\u00e9 na psicodelia tropicalista e outros nos improvisos do jazz mostrando can\u00e7\u00f5es do primeiro disco e muitas novas. Um grande show numa grande noite de m\u00fasica brasileira que teve at\u00e9 mini-coxinhas (para matar saudades do Brasil) no intervalo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda11.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Amsterdam tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel pelo grande show da viagem, lado a lado na primeira posi\u00e7\u00e3o com Neil Young e sua Crazy Horse, que causou uma tempestade s\u00f4nica em Estocolmo tr\u00eas semanas antes. Confesso que ap\u00f3s o show meio problem\u00e1tico do Neutral Milk Hotel no \u00d8ya Festival, tanto na equaliza\u00e7\u00e3o do som (voz e viol\u00e3o baixos em rela\u00e7\u00e3o ao resto da banda) quanto na postura dif\u00edcil de Jeff Mangum (que proibiu fot\u00f3grafos no fosso, e esses foram para a grade, o que n\u00e3o o deixou muito satisfeito), a expectativa para a apresenta\u00e7\u00e3o no Paradiso havia diminu\u00eddo, afinal, eles s\u00e3o aquele tipo de banda que a gente admira por serem dif\u00edceis, mas que quando nos vemos frente a frente, desejamos simplicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda13.jpg\" \/><\/p>\n<p>Por\u00e9m, tudo funcionou devidamente perfeito no Paradiso. Avisos por toda casa informavam que o artista havia proibido fotos e v\u00eddeos (inclusive de celulares), e durante uma hora e meia nenhum celular foi levantado na igreja (ao menos n\u00e3o vi nenhum, e n\u00e3o tenho fotos porque tamb\u00e9m n\u00e3o levantei o meu). A equaliza\u00e7\u00e3o foi espetacularmente perfeita. Posicionado na beira do palco, aos p\u00e9s de Mangum, era poss\u00edvel ouvir metais, serrote e teclados (com a vis\u00e3o encoberta pelas caixas de retorno) de forma cristalina, perfeitamente integrados ao viol\u00e3o e a voz do mestre de cerim\u00f4nias, que, agradecido, colocava a m\u00e3o no peito a toda hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda12.jpg\" height=\"348\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>A festa come\u00e7ou com uma vers\u00e3o inesquec\u00edvel, alta e cristalina, das tr\u00eas partes de \u201cThe King of Carrot Flowers\u201d, com Jeff come\u00e7ando sozinho, voz e viol\u00e3o, seguido por Julian Koster, que come\u00e7a no acorde\u00e3o e depois parte para o banjo, momento em que Scott Spillane (cada vez mais papai-noel) entra com a flauta e, depois, o baterista Jeremy Barnes transforma o que era folk em punk. Apenas uma faixa do cl\u00e1ssico \u201cIn the Aeroplane over the Sea\u201d (1998) ficar\u00e1 de fora da noite \u00e9pica (\u201dCommunist Daughter\u201d) enquanto \u201cOn Avery Island\u201d (1996) marca presen\u00e7a com quatro can\u00e7\u00f5es e os dois EPs, juntos, somam cinco can\u00e7\u00f5es no set de um daqueles shows que poderiam terminar e come\u00e7ar de novo e terminar e come\u00e7ar de novo eternamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda16.jpg\" height=\"468\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Se Amsterdam j\u00e1 tinha se tornado especial nas lembran\u00e7as de viagem pela apresenta\u00e7\u00e3o matadora de PJ Harvey em 2011 (em que, provavelmente \u00fanico em toda aquela turn\u00ea, ela voltou duas vezes para o bis e se desculpou: \u201cTocamos tudo que hav\u00edamos ensaiado\u201d), este show do Neutral Milk Hotel \u00e9 daquelas noites que ir\u00e3o voltar vez em quando e me transportar para o Paradiso, para a frente do palco, para uma noite inesquec\u00edvel. Obrigado Amsterdam. Obrigado Paradiso. Obrigado Neutral Milk Hotel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/amsterda17.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p><em>As quatro primeiras fotos e a \u00faltima s\u00e3o de Liliane Callegari (veja mais fotos da viagem <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157646088109354\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>); a foto do show do Ti\u00e3oDu\u00e1 \u00e9 de Ron Beenen (veja galeria de fotos do show <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/TEATROMUNGANGA\/posts\/854860447865606\" target=\"_blank\">aqui<\/a>); as demais fotos s\u00e3o de Marcelo Costa<\/em><\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2014\/\">Europa 2014: Di\u00e1rio de Viagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amsterdam \u00e9 uma cidade que me d\u00e1 muita sorte no quesito shows. 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