{"id":13403,"date":"2014-08-21T10:47:45","date_gmt":"2014-08-21T13:47:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/21\/o-desejo-de-voltar-a-st-malo\/"},"modified":"2016-03-03T10:51:37","modified_gmt":"2016-03-03T13:51:37","slug":"o-desejo-de-voltar-a-st-malo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/08\/21\/o-desejo-de-voltar-a-st-malo\/","title":{"rendered":"O desejo de voltar a St. Malo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo1.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>A despedida de Amsterdam n\u00e3o podia ter sido melhor: show dos mineiros do Ti\u00e3oDu\u00e1, coxinha e uma \u00faltima volta pela encantadora \u00e1rea central da cidade. Na manh\u00e3 seguinte, 6h e pouco, trem para Paris, troca de esta\u00e7\u00f5es e trem para Saint Malo, na Bretanha francesa. Primeiro desafio: descobrir como chegar a esta\u00e7\u00e3o central de Amsterdam \u00e1s 6h sem gastar muito, j\u00e1 que o transporte p\u00fablico na cidade come\u00e7a mais ou menos nessa hora. O recepcionista do hotel deu a dica: \u201cO \u00f4nibus noturno: \u00e9 uns 2 euros mais caro, mas levar\u00e1 voc\u00eas\u201d. Deu certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo2.jpg\" \/><\/p>\n<p>Com mais de 50 garrafas divididas em tr\u00eas malas, o plano arquitetado na noite anterior ditava que dever\u00edamos deixar as tr\u00eas malas pesadas no locker do Gare du Nord, em Paris, na quinta-feira, e seguir para a Bretanha apenas com o necess\u00e1rio, j\u00e1 que voltar\u00edamos para a capital francesa no s\u00e1bado \u00e0 tarde. Ter\u00edamos que fazer isso r\u00e1pido, porque nosso trem para Saint Malo sairia exatas 1 hora e 10 minutos da Gare de Montparnasse ap\u00f3s nossa chegada na Gare du Nord, mas as coisas tinham que ser com emo\u00e7\u00e3o, muita emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo3.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Achar a \u00e1rea de lockers na Gare du Nord foi o primeiro desafio, entender o funcionamento do pagamento ap\u00f3s o segundo dia, outro desafio, e assim nos vimos com menos de 30 hora para chegar a Montparnasse. Descartamos o metr\u00f4 e partimos no desafio de pegar um taxi em Paris (as anedotas n\u00e3o costumam ser engra\u00e7adas). Gentil\u00edssimo, o motorista fez um caminho alternativo (diferente do que eu seguia pelo Google Maps) e nos deixou na porta da esta\u00e7\u00e3o exatamente na hora em que nosso trem sairia. Nem Usain Bolt correria tanto\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo4.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Detalhe: na Gare de Montparnasse, as telas que orientam as partidas de trem estavam desligadas, e n\u00e3o havia nenhuma informa\u00e7\u00e3o de plataforma. Colei em algu\u00e9m da esta\u00e7\u00e3o, que olhei meu bilhete e mandou: \u201cDeve ser na plataforma 1 ou 2\u201d. S\u00f3 havia um trem na 1 e partimos em disparada para o local. Port\u00e3o fechado. Assim que amea\u00e7amos abrir a boca, o funcion\u00e1rio que SNCF desembestou a falar, e o que entendi \u00e9 que ele estava se desculpando, mas chegamos atrasados mais de dois minutos, e o trem iria partir (sem n\u00f3s).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo6.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Enquanto o cara falava, para nossa sorte, outras pessoas atrasadas chegavam ao port\u00e3o, e quando o grupo j\u00e1 somava oito rostos pedindo por favor para embarcar, o cara foi procurar o superior, que\u2026 autorizou a entrada. Segundo desafio cumprido. O terceiro era torcer para que o dono da pousada que iria nos abrigar em Saint Malo, e que mandar\u00e1 um email em franc\u00eas dois dias antes dizendo que n\u00e3o havia quarto de casal dispon\u00edvel (a reserva foi feita em maio!), conseguisse qualquer quarto para n\u00f3s, afinal tudo estava lotado na cidade no fim de semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo5.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Saint Malo foi fundada no s\u00e9culo 1 antes de Cristo e a parte murada da cidade (Intra Muros) constru\u00edda no seculo XII pelo Bispo Jean de Chatillon. \u00c9 uma t\u00edpica cidadezinha balnearia, com 51 mil habitantes que se transformam em quase 300 mil no ver\u00e3o europeu. Surgiu no nosso planejamento de roteiro quando eu procurava algum lugar para ver (mais uma vez) o Portishead ao vivo, e calhou da data deles no festival La Route du Rock bater com o espa\u00e7o vago na agenda, mas o que me convenceu <a href=\"http:\/\/www.alligator-bay.com\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/stmalo1.jpg\" target=\"_blank\">foi essa foto<\/a> no Google Images.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo9.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>A chegada de trem \u00e9 na parte nova da cidade, n\u00e3o muito diferente do que se v\u00ea pela janela durante a viagem. J\u00e1 a regi\u00e3o Intra Muros \u00e9 de tirar o f\u00f4lego. Ainda que exageradamente explorada comercialmente, com creperias, lojinhas de quinquilharias, restaurantes e o diabo a quatro, a \u00e1rea Intra Muros \u00e9 uma viagem no tempo que faz a gente questionar quanto trabalho gasto foi usado para construir uma pequena vila que resiste formosa ao passar dos s\u00e9culos. Olhar o movimento das mar\u00e9s \u00e9 um deleite para o dia inteiro do alto das muralhas da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo8.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Algu\u00e9m escreveu em meu Instagram: \u201cNunca vi um mar t\u00e3o triste quanto na Bretanha\u201d. E \u00e9 exatamente isso. Mesmo com o sol de ver\u00e3o, t\u00edmido, o cinza domina a regi\u00e3o. O vento \u00e9 forte, as mar\u00e9s sobem at\u00e9 12 metros e descem at\u00e9 50 cent\u00edmetros quatro vezes por dia. Na praia, professores ensinam garotos e garotas (de 12, 13 anos) a velejar. Placas por toda parte murada orientam: \u201cSe voc\u00ea for pego pela mar\u00e9 alta, fique exatamente onde est\u00e1. N\u00e3o tente voltar porque corre o risco de se chocar contra as rochas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo10.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>Acho que a palavra que melhor descreve a parte Intra Muros \u00e9 id\u00edlica, e embora tenha me decepcionado com o festival (pr\u00f3ximo texto), quero voltar e fu\u00e7ar com calma a Bretanha fora do ver\u00e3o, visitando o Monte Saint-Michel e desbravando um pouco mais dessa regi\u00e3o que tem l\u00edngua pr\u00f3pria, o Bret\u00e3o, cerveja pr\u00f3pria (trouxe tr\u00eas garrafas e falarei delas no blog em posts futuros) e cidra artesanal fresqu\u00edssima servida em bules de ch\u00e1 e tomada em x\u00edcaras. Al\u00e9m, claro, dos famosos crepes e galettes (o crepe salgado).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo11.jpg\" height=\"300\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p>A viagem ideal por essa regi\u00e3o une a regi\u00e3o bret\u00e3 com a regi\u00e3o normanda e seus s\u00e9culos de hist\u00f3ria (quem sabe uma esticada at\u00e9 a Cornualha brit\u00e2nica) que envolvem celtas (a Celtic League e formada por Esc\u00f3cia, Irlanda, Ilha de Man, o Pa\u00eds de Gales e a Cornualha), a elogiada C\u00f4te de Granite Rose (que alguns dizem ser a parte mais bonita de toda a Fran\u00e7a) e, claro, a pr\u00f3pria Normandia, palco do Dia D, em que diversas tropas Aliadas desembarcaram em solo franc\u00eas a fim de combater a domina\u00e7\u00e3o da Alemanha Nazista.<\/p>\n<p>Por hora, Saint Malo e sua extremamente conservada parte murada cumpre sua fun\u00e7\u00e3o de conquistar o olhar de forma irrepreens\u00edvel, e causar o desejo de voltar. Que n\u00e3o demore.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/saintmalo12.jpg\" height=\"600\" width=\"450\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/category\/europa-2014\/\">Europa 2014: Di\u00e1rio de Viagem<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A despedida de Amsterdam n\u00e3o podia ter sido melhor: show dos mineiros do Ti\u00e3oDu\u00e1, coxinha e uma \u00faltima volta pela encantadora \u00e1rea central da cidade. Na manh\u00e3 seguinte, 6h e pouco, trem para Paris, troca de esta\u00e7\u00f5es e trem para Saint Malo, na Bretanha francesa. 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