{"id":13354,"date":"2014-10-24T09:44:05","date_gmt":"2014-10-24T12:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2016\/02\/28\/na-rota-dos-vinhos-na-argentina-parte-3\/"},"modified":"2023-09-27T22:18:37","modified_gmt":"2023-09-28T01:18:37","slug":"na-rota-dos-vinhos-na-argentina-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/10\/24\/na-rota-dos-vinhos-na-argentina-parte-3\/","title":{"rendered":"Na rota dos vinhos na Argentina (parte 3)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza1.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>O quinto dia de viagem come\u00e7ou na estrada, e o \u00f4nibus (leito confort\u00e1vel), se n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel a uma cama de hotel, serviu bastante para deixar a carca\u00e7a descansar enquanto a cabe\u00e7a pensava mil coisas. No iPod, Tweedy, Pescado Rabioso, Miles Davis, Charme Chulo, Nevilton e Sui Generis se alternavam embalando r\u00e1pidos cochilos, que terminaram assim que o sol amanheceu meio vermelho, depois dourado. A chegada a Mendoza \u00e0s 7h e tanto da manh\u00e3 parecia uma segunda-feira de Marginal Pinheiros: congestionada e ansiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza2.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>A primeira tarefa do dia foi uma das mais agrad\u00e1veis da viagem, uma palestra de Roberto de La Mota sobre o vinho argentino al\u00e9m do Malbec. En\u00f3logo-chefe e propriet\u00e1rio da vin\u00edcola Mendel, Roberto de La Mota \u00e9 um dos grandes nomes da hist\u00f3ria do vinho argentino, e discorreu sobre sete uvas: Mendel Semill\u00f3n 2013, Do\u00f1a Paula Estate Sauvignon Blanc 2014, Colom\u00e9 Torront\u00e9s 2013 (um dos meus preferidos), Durigutti Reserva 2010 Bonarda, Rutini Cabernet Sauvignon 2011, Pasionado Cabernet Franc 2010 e Decero Petit Verdot 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza3.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>Na sequencia, uma visita \u00e0 bodega familiar Bressia, que tem apenas 10 funcion\u00e1rios (cinco s\u00e3o da fam\u00edlia que d\u00e1 nome a casa). Fomos recebidos por Marita, que nos levou em um r\u00e1pido tour pela bodega (da \u00e1rea de engarrafamento passando pelas barricas e at\u00e9 o setor de rotulagem, totalmente manual), e depois nos serviu alguns dos destaques da casa (o Bressia Pinot Noir 2010 Piel Negra me agradou, mas o destaque geral foi o Bressia Profundo 2010, um blend com quatro uvas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Merlot).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza4.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>Da simplicidade encantadora da Bodega Bressia fomos para o luxuoso complexo da Vistalba, que inclui uma agrad\u00e1vel pousada, para conhecer alguns vinhos da casa sob a orienta\u00e7\u00e3o do en\u00f3logo Alejandro (me chamaram a aten\u00e7\u00e3o os Tomero Malbec 2011 e Petit Verdot 2012 e o excelente Vistalba Corte A) e participar de uma mini-feira de vinhos com sete vin\u00edcolas presentes: Lamadrid Estate Wines, Vi\u00f1edos Urraca, Kaiken (respons\u00e1vel por um dos vinhos que me trouxe para essa viagem), Lagarde, Casarena, Septima, Clos de Chacras e Argento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza6.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>Uma minifeira de vinhos funciona mais ou menos assim: cada vin\u00edcola monta sua apresenta\u00e7\u00e3o em uma mesa com dois at\u00e9 quatro vinhos, que ser\u00e3o degustados pelos participantes, que v\u00e3o rodando as mesas e fazendo suas anota\u00e7\u00f5es. \u00c9 bem corrido (a viagem toda foi bem corrida), mas permite se deparar com r\u00f3tulos excelentes. Como novato, fiquei na cola dos amigos experts, que me indicavam coisas imperd\u00edveis (\u201cN\u00e3o deixe de experimentar o Lagarde\u201d, dizia um; \u201cProve o Cabernet Franc da Casarena\u201d, dizia outro).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza5.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>Grande parte das minifeiras termina em almo\u00e7o ou jantar, uma agrad\u00e1vel confraterniza\u00e7\u00e3o entre en\u00f3logos, representantes e donos de bodega com os convidados, momento que permite aprofundar a conversa sobre vinhos, a combina\u00e7\u00e3o com pratos e tudo mais. Desta forma, a mesa de jantar na Bodega Vistalba (ap\u00f3s um belo entardecer) foi uma das mais divertidas, com \u00f3timos vinhos (provei novemente o Torront\u00eas da Kaiken), comida excelente e um azeite (Corte V) delicioso de edi\u00e7\u00e3o numerada produzido pela pr\u00f3pria bodega (ganhei o de n\u00famero 397).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza7.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>O sexto dia de viagem (e o segundo em Mendoza) come\u00e7ou com uma visita \u00e0 Trivento (aqui dois vinhos me chamaram a aten\u00e7\u00e3o: Trivento Golden Reserve Cabernet Sauvignon 2012 e Eolo Malbec 2012) e, na sequencia, \u00e0 Bodega Norton (mais tr\u00eas pra lista: Norton Cosecha Especial Vintage 2010 Extra Brut; Lote L-109 Malbec 2009 e Gernot Langes 2008, um blend de Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc). Meu humor n\u00e3o estava dos melhores, e decidi n\u00e3o participar da minifeira, um erro duplo que mereceu um digno pux\u00e3o de orelhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza8.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>O lance das minifeiras \u00e9 que, bem, o pessoal est\u00e1 ali para vender vinho e a turma de brasileiros para anotar interesses, trocar informa\u00e7\u00f5es, movimentar o mercado. N\u00e3o me senti muito \u00e0 vontade em ficar ocupando tempo dos exibidores, por\u00e9m eu n\u00e3o contava com a ast\u00facia deles: a lista de profissionais presentes \u00e9 apresentada quando o convite \u00e9 feito para uma minifeira, ou seja, eles sabiam que eu estaria l\u00e1. E s\u00f3 descobri isso na mesa do almo\u00e7o, quando comecei um papo animado com um en\u00f3logo sobre carnes, vinhos, cerveja e m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza9.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o provou o meu vinho\u201d, foi a primeira coisa que ele me disse antes mesmo da entrada do almo\u00e7o ser colocada na mesa. Respondi (de bate pronto) que iria provar naquela hora, na mesa, mas o que me surpreendeu foi sua resposta quando comentei que era Sommelier de Cerveja: \u201cEu sei. Entrei no seu site essa semana. Tem entrevistas bem boas sobre m\u00fasica l\u00e1\u201d. Engoli seco e, n\u00e3o bastasse o arrependimento (e a certeza bacana de que a paix\u00e3o pelo vinho \u00e9 algo s\u00e9rio), amigos do grupo disseram que essa foi uma das melhores minifeiras da viagem\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza10.jpg\" \/><\/p>\n<p>Tudo bem, haveria uma segunda chance no mesmo dia, quando partimos para a agradabil\u00edssima Bodega Tapiz, tamb\u00e9m pousada (e tamb\u00e9m produtora de um azeite delicioso), em que al\u00e9m de conhecer os vinhos da casa, haveria outra minifeira (haja vinho, amigos, haja vinho). Da Tapiz, um dos destaques do dia foi o Black Tears Malbec 2010. Na minifeira, a linha Revancha, de Roberto De La Mota, foi um dos destaques, mas s\u00f3 tive olhos (e paladar) para o Mascota Opi Malbec 2013, um dos meus preferidos de toda a viagem. No jantar, um dos sucessos foi o espumante Brut Nature Colonia Las Liebres feito 100% com uva Bonarda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza11.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>O terceiro e \u00faltimo dia nosso em Mendoza foi especial\u00edssimo pelos extremos: de manh\u00e3 partimos para a Bodega DiamAndes, um projeto arquitet\u00f4nico impressionante do escrit\u00f3rio Bormida &amp; Yanzon de deixar a gente sem ar aos p\u00e9s da cordilheira. Na parte da tarde visitamos a Gouguenheim Winery, uma bodega na total contram\u00e3o tecnol\u00f3gica da DiamAndes, que ainda produz vinho da mesmo forma com que os primeiros donos da casa produziam nos anos 40, uma experi\u00eancia l\u00fadica que abre horizontes: h\u00e1 bons destaques em ambas as casas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza12.jpg\" \/><\/p>\n<p>Na DiamAndes me apaixonei pelo DiamAndes de Uco Viognier 2013 e, principalmente, pelo DiamAndes Gran Reserva 2008 (a ponto de compra-lo durante a visita \u2013 das 23 garrafas que vieram na mala, apenas mais uma foi comprada diretamente na bodega durante a visita). Da Gouguenheim Winery gostei muito do Syrah Bonarda 2013 e do Red Melosa 2010 (Malbec, Sauvignon, Merlot e Bonarda). Na DiamAntes houve minifeira. Meus destaques: o excelente Pinot Noir da Bodega Laureano Gomez, o Malbec 2012 da Alpasi\u00f3n (com um dos melhores r\u00f3tulos de toda a viagem) e o trio da Bodega Masi Tupungato, que aproxima a It\u00e1lia da Argentina (em blends de Corvina e Malbec).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza13.jpg\" \/><\/p>\n<p>A despedida de Mendoza aconteceu mais \u00e0 noite, no elogiado restaurante Siete Cocinas da Argentina, com o chef Pablo Del Rio caprichando no menu e a companhia na mesa de representantes das vin\u00edcolas Roca, Rutini e Decero. Abrimos a noite com um Rutini Apartado Gran Chardonnay 2013, passamos para um Alfredo Roca Pinot Noir 2010, seguimos com um Alfredo Roca Bonarda 2012, Decero Petit Verdot 2011 e Decero Amano 2011, e fechamos a noite com um Rutini Apartado Gran Malbec 2010 e um indie Cara Sur Bonarda 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza14.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o deu muito para caminhar por Mendoza nos tr\u00eas dias, mas foi poss\u00edvel conhecer um n\u00famero inimagin\u00e1vel de vinhos da regi\u00e3o, o que me faz j\u00e1 ter vontade de fazer planos para uma volta mais calma e sossegada. O trecho final da viagem mapeia a terceira regi\u00e3o de vinicultura da Argentina: passaremos por San Juan, onde visitaremos a Bodega Finca Las Moras e Casa Montes e, no dia seguinte, partiremos para La Rioja, para as \u00faltimas duas visitas: La Riojana e Paiman. Trecho final de viagem (e j\u00e1 est\u00e1 dando saudades).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/mendoza15.jpg\" width=\"450\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>Turismo: Na rota das vin\u00edcolas argentinas (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/tag\/vinhos-argentinos\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O quinto dia de viagem come\u00e7ou na estrada, e o \u00f4nibus (leito confort\u00e1vel), se n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel a uma cama de hotel, serviu bastante para deixar a carca\u00e7a descansar enquanto a cabe\u00e7a pensava mil coisas. 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