{"id":13334,"date":"2015-05-09T08:57:30","date_gmt":"2015-05-09T11:57:30","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2015\/05\/09\/tres-cancoes-memoraveis\/"},"modified":"2025-06-05T00:05:50","modified_gmt":"2025-06-05T03:05:50","slug":"tres-cancoes-memoraveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2015\/05\/09\/tres-cancoes-memoraveis\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas can\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A Design For Life remixed by Stealth Sonic Orchestra\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MgQur2KfXtM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Uma amiga, a Let\u00edcia, me marcou numa corrente no Facebook pedindo para que eu publicasse durante tr\u00eas dias seguidos uma can\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel. Ok, a primeira que escolhi foi \u201cA Design For Life\u201d, do Manic Street Preachers, mas n\u00e3o na vers\u00e3o do \u00e1lbum (hom\u00f4nimo de 1996) e sim o remix maravilhoso do Apollo 440, que com o nome de Stealth Sonic Orchestra assinou diversos remixes orquestrais para o Manics (destacando ainda \u201cEverlasting\u201d, \u201cMotorcycle Emptiness\u201d e \u201cEverything Must Go\u201d).<\/p>\n<p>\u201cA Design For Life\u201d foi o primeira can\u00e7\u00e3o escrita ap\u00f3s o desaparecimento de Richey Edwards e destaca uma letra fort\u00edssima. O t\u00edtulo foi inspirado no nome do primeiro EP lan\u00e7ado pelo Joy Division, \u201cAn Ideal For Living\u201d (1978) e a letra abre com duas importantes cita\u00e7\u00f5es: \u201cAs bibliotecas nos deram poder\u201d \u00e9 uma frase escrita no topo da antiga biblioteca de Pillgwenlly, em Newport, na Inglaterra; \u201cEnt\u00e3o o trabalho veio e nos fez livres\u201d \u00e9 um slogan alem\u00e3o que decorava a entrada dos campos de concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bj\u00f6rk - So Broken\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zBSbZ06uxa8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Segunda da lista, \u201cSo Broken\u201d foi escrita por Bj\u00f6rk em 1996 durante as sess\u00f5es para o que viria a ser o \u00e1lbum \u201cHomogenic\u201d (1997), um busca pessoa por algo menos eletr\u00f4nico. A inspira\u00e7\u00e3o para a can\u00e7\u00e3o foi a morte de seu stalker, Ricardo L\u00f3pez, que ap\u00f3s enviar uma carta-bomba para a casa da cantora (interceptada pela pol\u00edcia metropolitana de Londres), filmou seu pr\u00f3prio suic\u00eddio. Abalada em sua casa, Bj\u00f6rk imaginou-se como protagonista em uma novela espanhola e comp\u00f4s \u201cSo Broken\u201d\u2026<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=naEyCnXOpJA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A vers\u00e3o original<\/a> foi gravada em M\u00e1laga, na Espanha, e acabou ficando de fora do \u00e1lbum \u201cHomogenic\u201d, posteriormente sendo inclusa na vers\u00e3o japonesa do disco (surgiu tamb\u00e9m como lado b do single e EP \u201cJ\u00f3ga\u201d, lan\u00e7ado em setembro de 1997). Essa vers\u00e3o ao vivo no Jools Holland (com o violonista espanhol Raimundo Amador, que gravou a original, acompanhado de Jo\u00e3o Luiz Rodriguez) \u00e9 grandiosa e impactante por ter o componente visual, mas ainda assim n\u00e3o alcan\u00e7a o brilho da memor\u00e1vel vers\u00e3o original.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Elvis Costello &amp; The Imposters - I Want You (Tim Festival)\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y6pkW23vpKM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pra fechar o trio de can\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis em tr\u00eas dias, escolhi o prov\u00e1vel melhor momento que vivi como espectador diante de um artista executando uma can\u00e7\u00e3o. Aconteceu em 2005, quando Elvis Costello baixou em S\u00e3o Paulo (como uma data extra de sua escala\u00e7\u00e3o para o Tim Festival, no Rio) para um show \u00fanico e, pouco se fodendo pro p\u00fablico que estava nas mesas (algumas pessoas, de costas para o palco), chamou a galera das laterais pro gargarejo e fez um daqueles shows que v\u00e3o ficar na mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>A grande estrela da apresenta\u00e7\u00e3o foi \u201cI Want You\u201d, m\u00fasica lan\u00e7ada no \u00e1lbum \u201cBlood &amp; Chocolate\u201d, de 1986, e ao vivo se transforma em um poderoso blues metalizado, com longos solos e algumas cita\u00e7\u00f5es. Naquela noite, Costello citou U2 (\u201dEver Better The Real Thing\u201d) e Beatles (\u201dHappiness Is A Warm Gun\u201d). D\u00e1 para se ter uma ideia pela vers\u00e3o estra\u00e7alhante que ele tocou no Rio (v\u00eddeo abaixo). Uns bons pares de anos depois tive o prazer de reouvir a execu\u00e7\u00e3o no Royal Albert Hall e espero poder esbarrar com ela mais algumas vezes na vida\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma amiga, a Let\u00edcia, me marcou numa corrente no Facebook pedindo para que eu publicasse durante tr\u00eas dias seguidos uma can\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel. 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