{"id":1045,"date":"2008-11-04T22:14:19","date_gmt":"2008-11-05T01:14:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/04\/renovando-passaportes\/"},"modified":"2009-08-09T18:36:23","modified_gmt":"2009-08-09T21:36:23","slug":"renovando-passaportes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/04\/renovando-passaportes\/","title":{"rendered":"Renovando passaportes"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/wry_divulgacao_um.jpg\" style=\"width: 450px; height: 298px\" width=\"450\" height=\"298\" \/>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Renovando passaportes<br \/>\n<\/strong>Boas novas no mundo de Wry, The Tamborines, CSS e Kissing Kalina<br \/>\nPor Luciana Lazarini, <em>especial para o Scream &amp; Yell<\/em><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/lulazarini\">www.myspace.com\/lulazarini<\/a>)<br \/>\nFotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas semanas voltei para casa ap\u00f3s um ano de Londres. Depois da zonzeira dos primeiros meses na ilha, entre os in\u00fameros shows, bandas e lojas de discos com tudo-o-que-voc\u00ea-sempre-quis nas prateleiras e artistas do mundo todo mantendo a agenda cultural ultra-diversificada, rolou Justice abrindo para o Cansei de Ser Sexy no Brixton Academy (com o famoso &#8220;sold out&#8221; estampado no letreiro da fachada), The Tamborines nas noites do Sonic Cathedral e Wry na &#8216;segunda-casa&#8217; do Buffalo Bar, um inferninho bem ao lado da esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 Highbury e Islington.<\/p>\n<p>Como eles mesmos insistem, n\u00e3o se trata de uma cena de bandas brasileiras em Londres. O que The Tamborines, Wry, Cansei de Ser Sexy e Kissing Kalina t\u00eam em comum s\u00e3o hist\u00f3rias de m\u00fasicos que botaram o p\u00e9 na estrada para n\u00e3o parar mais de fazer shows e criar m\u00fasicas que transpiram as experi\u00eancias deles l\u00e1. Sem pretens\u00e3o de se apresentar como uma banda brasileira ou uma banda dessa ou aquela cena da semana, eles preferem diluir alguns r\u00f3tulos e seguir cada um seu rumo, estilos e refer\u00eancias. A id\u00e9ia aqui ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 estabelecer fronteiras entre eles, mas ouvir o que t\u00eam de novidade &#8211; novos singles, shows e hist\u00f3rias de bastidores.<\/p>\n<p>Em poucos toques: Wry planeja turn\u00ea (retorno definitivo?) no Brasil, The Tamborines vai lan\u00e7ar o primeiro \u00e1lbum, CSS &#8211; \u00e0s voltas com o traum\u00e1tico segundo LP &#8211; segue com a agenda lotada e Kissing Kalina descola elogios com o primeiro single. O bate papo todo segue abaixo. Que tal fazer uma visitinha \u00e0 Londres?\n<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/wry_divulgacao.jpg\" style=\"width: 450px; height: 592px\" width=\"450\" height=\"592\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Wry: novos rumos?<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/wrymusic\">www.myspace.com\/wrymusic<\/a><\/p>\n<p>No ano em que o Wry completa a simetria de sete anos de banda no Brasil e sete anos na Inglaterra, os destinos dos sorocabanos ainda \u00e9 incerto. H\u00e1 at\u00e9 quem diga que eles j\u00e1 voltaram de vez para o Brasil. Por enquanto, n\u00e3o. Eles ainda est\u00e3o circulando pela regi\u00e3o de Stoke Newington e pelo Buffalo Bar, apesar de j\u00e1 terem oficializado o \u00faltimo show do ano da banda, pouco antes do baterista Andr\u00e9 Zanini ir embora de Londres no final de maio. Um retorno que, nas palavras dele, &#8220;n\u00e3o deixa de ser um protesto contra a magia londrina que atinge qualquer pessoa que fica aqui e n\u00e3o consegue deixar mais a Inglaterra&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo com o destino ainda incerto, a novidade para os f\u00e3s brasileiros \u00e9 que o Wry vai tocar no Brasil entre abril e agosto de 2009 e da\u00ed mora a possibilidade de eles darem um tempo a mais por aqui. O grupo segue lan\u00e7ando seus \u00e1lbuns pela Monstro Discos no Brasil e com a Club\/AC30 no Reino Unido e, ainda esse ano, sai o &#8220;National Indie Hits&#8221;, \u00e1lbum de covers de bandas brasileiras que homenageia gente como Walverdes, MQN, Pin Ups, Snooze, Astromato, Pelvs e Killing Chainsaw, entre outros. No come\u00e7o de 2009, a banda lan\u00e7a o \u00e1lbum &#8220;Whales and Sharks&#8221; no Brasil (que s\u00f3 saiu na Inglaterra pela ClubAC30).<\/p>\n<p>Como o Wry passou grande parte de 2008 dentro da casa-est\u00fadio em Stoke Newington gravando e mixando o novo \u00e1lbum, &#8220;She Science&#8221;, o lan\u00e7amento est\u00e1 previsto para abril. Quer mais novidade? Neste \u00faltimo \u00e1lbum algumas das m\u00fasicas s\u00e3o cantadas em portugu\u00eas. L\u00e1 pelo meio de um ensaio, o vocalista canta a primeira das m\u00fasicas em portugu\u00eas e, s\u00f3 depois de finalizado o transe, bateria, baixo e guitarra se d\u00e3o conta da &#8216;nova&#8217; linguagem.<\/p>\n<p><strong><em>&#8230; Some candy talking &#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Quem acompanha o blog do M\u00e1rio Bross (<a href=\"http:\/\/mariowry.blogspot.com\/\">http:\/\/mariowry.blogspot.com\/<\/a>) sabe que ele viveu neste ano um dos momentos mais delirantes da banda, que, antes dos primeiros acordes, eram um grupo de adolescentes que sonhava em ser um time de basquete.<\/p>\n<p>16.05.2008. Norte de Londres. Na programa\u00e7\u00e3o do Buffallo Bar daquela noite, Wry e Le Volume Courbe. O vocalista do Wry checa a lista de convidados do Volume com nomes como Douglas Hart (The Jesus and Mary Chain) e os My Bloody Valentine Kevin Shields (namorado da vocalista do Volume, Charlotte Marionneau), Colm O&#8217;Ciosoig e Debbie Googe, al\u00e9m de Bobby Gillespie, vocalista do Primal Scream. Nada mal para Mario Bross, que \u00e9 declaradamente obcecado por MBV, e teve a certeza de que deveria montar uma banda quando, nos anos 90, assistiu a um cover do Jesus. Os caras assistiram ao show do Wry, que subiu ao palco como quem se entrega para um ritual. Parando a hist\u00f3ria aqui, eles j\u00e1 teriam ganhado a noite. O tom extasiado do relato do vocalista me impede de tentar recontar. Ent\u00e3o, pausa um trecho do blog do M\u00e1rio Bross sobre o candy talking com Kevin Shields ap\u00f3s o show.<\/p>\n<p><em>&#8220;Ele apertou minha m\u00e3o firme e disse o quanto o show tinha sido bom. Apertou de novo e completou dizendo que teve momentos do show em que ele pensou em m\u00fasicas novas. Que tinha se inspirado. Eu disse ironicamente que n\u00e3o acreditava no que dizia, mas que depois pagaria uma bebida para ele. Ele sorriu e eu sa\u00ed dali, com a cabe\u00e7a a mil. Poucas coisas me atingem, mas algumas me matam, como essa acima. (&#8230;) J\u00e1 era 11pm e conversamos muito depois, sobre tantas coisas diferentes e at\u00e9 segredos que n\u00e3o s\u00e3o contados a jornalistas e que n\u00e3o vou relatar aqui. Um dia talvez eu te conte pessoalmente. Kevin acrescentou mais tarde que a m\u00fasica &#8220;Bitter Breakfast&#8221; fez ele mesmo pensar numa outra m\u00fasica. Falando com o Luciano, ele disse que est\u00e3o escrevendo m\u00fasicas novas pros shows que v\u00e3o fazer este ano. Conversaram sobre pedais. Sons, Ebay. Conversamos sobre cach\u00eas, Brasil, Londres, guitarras, Belinda e os ensaios da banda&#8221;.<\/em>\n<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/tamborines_divulgacao.jpg\" style=\"width: 450px; height: 300px\" width=\"450\" height=\"300\" \/>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>The Tamborines: entre-tempos e muralhas de pedais<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/thetamborines\">www.myspace.com\/thetamborines<\/a><\/p>\n<p>Depois de assistir a shows do The Tamborines no Brasil e na Inglaterra, acompanhar os \u00faltimos singles lan\u00e7ados e mergulhar pelas viagens de &#8220;Sally O&#8217;Gannon&#8221;, chego \u00e0 conclus\u00e3o de que eles s\u00e3o uma banda que sabe brindar o passado e o presente, como quem tem olhos para contemplar o agora. \u00c9 o tipo de m\u00fasica que rev\u00ea tempo e espa\u00e7o. \u00c9 como se algu\u00e9m tivesse oferecido aos m\u00fasicos a oportunidade de viver o &#8216;esp\u00edrito do tempo&#8217; de Londres nos anos 60, seguir para a muralha de guitarras distorcidas dos anos 90 e, finalmente, chegar aos anos 2000 para criar uma est\u00e9tica que, provavelmente, nunca vai estar entre os charts, mas tem lugar garantido nos circuitos independentes que (ainda) existem.<\/p>\n<p>O power trio formado por Henrique Laurindo, Lulu Grave e Renato Tezolin &#8211; agora de volta \u00e0 bateria -, lan\u00e7ou o single &#8220;31st Floor\/Come Together&#8221; em agosto &#8211; classificado pela revista NME como &#8220;The Byrds em uma bad-trip de \u00e1cido&#8221;. No Brasil, o compacto est\u00e1 \u00e0 venda pela Sonic Flowers em uma edi\u00e7\u00e3o transparente fof\u00edssima, com arte e finaliza\u00e7\u00e3o feita pela pr\u00f3pria banda. Em novembro, o Tamborines vai lan\u00e7ar a m\u00fasica &#8220;Sonic Butterflies&#8221;, um single com a banda Black Nite Crash, de Seattle. Depois de bagun\u00e7arem a vida com um primeiro label e s\u00f3 ap\u00f3s seis meses lan\u00e7arem &#8220;Sally O&#8217;Gannon&#8221; pelo Sonic Cathedral, o Tamborines agora decidiu viver o &#8216;do-it-yourself&#8217; e criar o pr\u00f3prio selo, Beat-Mo Records. &#8220;N\u00f3s mesmos gravamos as m\u00fasicas, produzimos tudo, da arte da capa at\u00e9 posters. \u00c9 mais bacana assim, temos liberdade e fazemos quando bem entendermos&#8221;, explica Henrique.<\/p>\n<p>A novidade \u00e9 que a banda est\u00e1 agora concentrada em gravar o primeiro \u00e1lbum, que vai ser lan\u00e7ado pelo selo Planting Seeds nos Estados Unidos e tem planos de fazer uma turn\u00ea por l\u00e1 no ano que vem (pedido recorrente na p\u00e1gina de recados do Myspace deles). Para quem conheceu o Tamborines ainda no Brasil ou por algumas turn\u00eas que eles fizeram por aqui, ainda n\u00e3o h\u00e1 shows previstos para o Brasil. &#8220;Adorar\u00edamos. Seria legal ir ao Brasil na mesma \u00e9poca, mas tudo depende de custos. Ao mesmo tempo, temos material novo que gostar\u00edamos de come\u00e7ar a gravar assim que este \u00e1lbum sair, ent\u00e3o temos que ver como tudo isso vai se encaixar no nosso calend\u00e1rio&#8221;, adianta Henrique.<\/p>\n<p>Com uma lista de top shows no Natural Music Festival, na Espanha; no Truck Festival, em Oxford e Anson Rooms, em Bristol, e um tributo ao Tony Wilson, da Factory Records, o power-trio deixou para tr\u00e1s os palcos improvisados de Maring\u00e1. Desde ent\u00e3o, eles acumulam momentos lend\u00e1rios, como no show em que um cara da plat\u00e9ia invade o palco, toma conta de um dos microfones e canta metade do set da banda. &#8220;Bem, o que ele n\u00e3o sabia \u00e9 que o t\u00e9cnico de som havia desligado o microfone dele. Por fim, este acabou sendo um dos nossos melhores shows&#8221;, lembra Henrique. No Brasil, ele diz que a banda s\u00f3 come\u00e7ou a ser levada a s\u00e9rio depois de elogios do exterior.<\/p>\n<p>Com a palavra, o m\u00fasico: &#8220;No fim das contas, somos uma banda bem underground. N\u00e3o acho que a cr\u00edtica do Brasil esteja interessada, pois eles precisam de m\u00fasicos pol\u00eamicos \u00e1vidos em alimentar a cena&#8230; Na Inglaterra, somos bem respeitados. Ainda que volta e meia consigamos entrar pela porta dos fundos da ind\u00fastria (atrav\u00e9s de corpora\u00e7\u00f5es como BBC ou NME), n\u00f3s nunca tivemos que apelar ou fazer algo que n\u00e3o acreditamos. As pessoas que nos colocam l\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o recebendo dinheiro. Acredite: existem as rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, por\u00e9m quem lida com gravadora grande tem as m\u00e3os sujas. But it&#8217;s only rock n&#8217;roll, right?&#8221;\n<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/kissing_kalina_divulgacao.jpg\" style=\"width: 450px; height: 403px\" width=\"450\" height=\"403\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Kissing Kalina: outsiders sintetizados<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/kissingkalina\">www.myspace.com\/kissingkalina<\/a><\/p>\n<p>Eles se consideram outsiders e desviam de fronteiras. De uma combust\u00e3o musical espont\u00e2nea, surge o duo Kissing Kalina, formado por Danny Sanchez e Lily Valentine. Ele saiu do Brasil anos atr\u00e1s e passou por &#8216;cerca de 843 bandas&#8217; at\u00e9 surgir o KK. Lily cresceu em Londres e entrou em contato com o KK pela primeira vez em 2007, enquanto trabalhava no projeto solo dela: &#8220;Fiquei completamente encantada por este mundo estranho e bonito que o Danny havia criado&#8221;. No ano seguinte, quando j\u00e1 fazia parte da banda, o duo criou o selo Honey Buzz Records para ter liberdade ao lan\u00e7ar a m\u00fasica deles.<\/p>\n<p>Nas primeiras vezes que se escuta &#8220;Here She Comes&#8221;, o debut do duo que acaba de ser lan\u00e7ado e pode ser baixado no My Space, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de ter encontrado uma nova seq\u00fc\u00eancia para ouvir andando r\u00e1pido pela cidade, relembrando os planos-sequ\u00eancia do filme-B que deu sentido \u00e0 noite passada. Nas palavras deles, Kissing Kalina soa como The Ronettes numa viagem de hero\u00edna. Talvez The Cramps numa onda beatnik. Com single \u00e0 venda no circuito indie das lojas Rough Trade e Intoxica, a dupla esteve no tracklist do programa da BBC de Tom Robinson, al\u00e9m de r\u00e1dios da Espanha, Nova Zel\u00e2ndia, \u00c1ustria e Estados Unidos. Por enquanto, apesar de eles serem a fim, ainda n\u00e3o t\u00eam previsto nenhum show no Brasil.<\/p>\n<p>Para eles, pouco importa definir as origens da banda. &#8220;O KK nasceu aqui. Mas como temos uma alta rota\u00e7\u00e3o de colaboradores, pessoas de lugares de todo o mundo j\u00e1 tocaram conosco. Da\u00ed fica dif\u00edcil de saber se a banda \u00e9 inglesa, brasileira, londrina, japonesa, italiana&#8230;. Na verdade acho que ningu\u00e9m envolvido com a banda j\u00e1 parou para pensar nisso&#8221;, diz Daniel.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o esque\u00e7a a id\u00e9ia de uma banda que se apegue a r\u00f3tulos ou aceite ser encaixada em alguma nova &#8220;cena&#8221; rec\u00e9m-criada. &#8220;Tivemos alguns problemas quando come\u00e7amos. Algumas pessoas n\u00e3o entendiam porque n\u00e3o so\u00e1vamos como Libertines, Artic Monkeys ou derivados&#8230; Ou porque toc\u00e1vamos mais alto do que as outras bandas. Algumas pessoas eram um pouco mais agressivas. Me diverti bastante&#8230;&#8221;, ironiza Daniel. Lily diz nunca ter entendido por que algu\u00e9m gostaria de fazer parte de uma &#8220;cena&#8221; e perde o respeito por aqueles que passam a seguir uma nova moda passageira, sem identidade musical. Nessa mesma sintonia, Daniel diz que em Londres n\u00e3o h\u00e1 uma &#8220;cena&#8221; de bandas brasileiras e, pela diversidade cultural caracter\u00edstica da cidade, o que h\u00e1 s\u00e3o &#8220;m\u00fasicos\/bandas\/artistas\/produtores\/charlat\u00f5es de todo o mundo. Cada um faz seu trabalho da melhor maneira poss\u00edvel, ou tenta&#8230;&#8221;. Eles est\u00e3o tentando&#8230; da melhor maneira poss\u00edvel.\n<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/css_divulgacao.jpg\" style=\"width: 450px; height: 439px\" width=\"450\" height=\"439\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>CSS: um assento na janela, ao lado da sa\u00edda de emerg\u00eancia<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/canseidesersexy\">www.myspace.com\/canseidesersexy<\/a><\/p>\n<p>O que n\u00e3o falta para o Cansei de Ser Sexy s\u00e3o pol\u00eamicas e r\u00f3tulos por diversos cantos da internet. De banda brasileira fen\u00f4meno mundial, a crise do segundo \u00e1lbum rendeu hist\u00f3ria, inclusive, com o rompimento com a baixista Ira Trevisan e o antigo produtor da banda. Tudo revelado em mat\u00e9ria de capa da revista inglesa NME (New Music Express) com direito a choro, trai\u00e7\u00e3o e a revanche na m\u00fasica &#8220;Rat is Dead&#8221;. Digno de novela brasileira. Mas o cap\u00edtulo agora \u00e9 outro e, depois de uma turn\u00ea extensiva de shows pela Europa que durou cerca de dois anos, eles continuam na estrada, agora com o novo \u00e1lbum, &#8220;Donkey&#8221; (haja f\u00f4lego!).<\/p>\n<p>Com a agenda lotada e sem nenhuma janela at\u00e9 o final de dezembro, segundo o baterista Adriano Cintra, os f\u00e3s brasileiros v\u00e3o ter que esperar mais um pouco para v\u00ea-los ao vivo. &#8220;Mas queremos muito tocar no Brasil. Tocar a\u00ed foi incr\u00edvel&#8221;, garante. Em novembro, eles passam por sete de pa\u00edses na Europa e, na seq\u00fc\u00eancia, Jap\u00e3o. Mesmo que a energia e espontaneidade do primeiro \u00e1lbum j\u00e1 deixem uma ponta de nostalgia, eles continuam nas pistas de dan\u00e7a do leste de Londres e est\u00e3o sempre em pauta nas revistas de l\u00e1 (sem d\u00favidas, com mais destaque l\u00e1 que aqui). Neste m\u00eas, rolou o lan\u00e7amento do single &#8220;Move&#8221; em CD e compacto 7&#8243;&#8230; mas o v\u00eddeo j\u00e1 tinha &#8220;vazado&#8221; na rede. Confira os remixes no MySpace (v\u00e1 direto ao do Cut Copy, please).<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 continuar como uma banda m\u00e9dia: &#8220;N\u00e3o somos obrigados a fazer coisas que n\u00e3o queremos, como voar amanh\u00e3 para a Austr\u00e1lia para gravar um programa de tev\u00ea. N\u00e3o, obrigado. Quando voc\u00ea joga um jogo mais pesado, tem que fazer esse tipo de coisa contra sua vontade. Tem que deixar a gravadora meter a m\u00e3o no seu disco. A Sub Pop nem ouviu as demos de \u2018Donkey\u2019! Eu pedi pra mixar com o Mike Stent e eles &#8220;tudo bem&#8221;. Acho que o CSS gostaria de ocupar um assento na janela, no meio do avi\u00e3o, de prefer\u00eancia na sa\u00edda de emerg\u00eancia em cima da asa do lado esquerdo. T\u00e1. Somos uma banda de porte m\u00e9dio que est\u00e1 feliz com o tamanho que tem e n\u00e3o tem pretens\u00e3o alguma de ser algo que n\u00e3o \u00e9. J\u00e1 tocamos no Brixton Academy sold out, j\u00e1 tocamos quatro vezes no Wembley Arena abrindo pra gente muito maior que a gente (o Basement Jaxx e a Gwen Stefany) e no Brasil somos uma banda que deu certo no exterior&#8221;, define Adriano.<\/p>\n<p>Agora morando em Londres nos intervalos das turn\u00eas, ele diz ser ao mesmo tempo muito bom e esquisito morar fora do Brasil. &#8220;\u00c9 bom porque aqui \u00e9 primeiro mundo. E esquisito porque a comida aqui na Inglaterra \u00e9 horr\u00edvel&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Renovando passaportes Boas novas no mundo de Wry, The Tamborines, CSS e Kissing Kalina Por Luciana Lazarini, especial para o Scream &amp; Yell (www.myspace.com\/lulazarini) Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o H\u00e1 algumas semanas voltei para casa ap\u00f3s um ano de Londres. 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