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Search Results for "Alta Fidelidade"

Nick Hornby, o pensador do pop

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 Jerônimo Teixeira entrevista Nick Hornby”

“Nick Hornby, 52 anos, é um dos principais nomes da ficção inglesa contemporânea. Com best-sellers como Alta Fidelidade e Um Grande Garoto no currículo (ambos transpostos com sucesso para o cinema), ele é às vezes descrito como alguém que se dedica a retratar um tipo muito específico: trintões e quarentões que se recusam a crescer. Seu tema, no entanto, é outro: a maneira como a cultura pop – e a música em especial – moldou a sua geração e as gerações seguintes.” Leia aqui

fevereiro 19, 2010   No Comments

De volta ao mundo de Rob Fleming

Capa estilizada da trilha sonora do filme “Alta Fidelidade”

Estou relendo “Alta Fidelidade”. Não sei a razão. Na verdade, estou relendo este Nick Hornby no mesmo momento em que me encaminho para o final do soberbo “A Love Supreme, a Criação do Álbum Clássico de John Coltrane”, de Ashley Kahn. E olha, é bem raro eu ler dois livros ao mesmo tempo. Acho que isso deve ter acontecido poucas vezes na minha existência. Geralmente pego o livro e ou vou com ele até o final sem olhar pra tras, ou abandono em alguma esquina do quartinho da bagunça.

Alguns dias atrás, não lembro o motivo, me animei e separei três livros para ler neste fim de ano: “Alta Fidelidade”, “Pergunte ao Pó” (li meu primeiro John Fante neste semestre) e “O Álbum Negro”, do Hanif Kureishi, que é um escritor que adoro. A idéia era terminar o “A Love Supreme” e embalar em um dos três, mas o “Alta Fidelidade” pulou no meu colo e quando vi já estava na página 82 evitando a lista das coisas desagradáveis (não vou cair nessa de novo, Rob) e pensando como o ser masculino é tão particular.

Talvez o livro tenha voltado devido a uma promoção do Submarino, que tinha colocado vários livros do Horby a R$ 10. Ou então me animei com os bons comentários que “Juliet, Naked”, novo livro do escritor, tem recebido por ai. Ou talvez, ainda, eu esteja voltando ao mundo da literatura, território em que vivi dos 9 aos 29, e que desde então só vou passar férias rápidas. Sei lá. Além dos livros citados a fila ainda tem “Ensaios de Amor” (pra reler) e “Arquitetura da Felicidade”, os dois do Alain de Botton.

Aguardo ainda ansiosamente um exemplar da coleção completa de Oscar Wilde (amo os contos “infantis” no miolo do livro), que comprei na Estante Virtual, e já decidi que meu presente de natal será a coleção completa de Shakespeare, mas não essas novas em três ou quatro volumes, e sim uma em 22 livros, igual a que me acompanhou durante toda a adolescência em Taubaté. Já até liguei na Biblioteca Municipal da cidade para pegar o ano, a edição e a editora dos volumes que li, e que só faço questão de ser a mesma pelos extensos apêndices que dão um panorama interessante da escrita de Shakespeare.

Risos. Coisa estranha. Não tem nexo nenhum esse post. A idéia inicial era falar do “Alta Fidelidade”, dizer que recebi ele de natal em 1998 – num pacotinho cheio de badulaques vindo do Rio – com a seguinte dedicatória: “Para o meu Má, que entende quais são as coisas que valem a pena”. E citar algum trecho divertido que faça quem lê este blog ter uma coceirinha de vontade de ler o livro. Mas será que tem gente que ainda não o leu? Ian McCulloch, aqui, confessou para mim que tinha ganhado o livro do irmão, que não tinha lido, mas que talvez fosse ler (“sei que fala de música e shows”, ele disse).

Sei lá. É só um post sem pé nem cabeça. Melhor parar de enrolar (agora deu vontade de ver o filme, mas quase meia-noite não rola…) e…

“Eu sou o quê? Médio. Um peso-médio. Não o cara mais esperto do mundo, mas seguramente não o mais tapado: li livros como A Insustentável Leveza do Ser e O Amor Nos Tempos de Cólera, e os compreendi, eu acho (eram sobre garotas, certo?), mas não gostei muito deles (…). Eu leio o Guardian e o Observer, assim como leio o NME e as revistas de música; não tenho nada contra ir a Camden ver filmes europeus, embora eu prefira filmes americanos.

Minha aparência é legal; na verdade, se você colocasse, digamos, Mel Gibson numa ponta do espectro de aparência e, digamos, Berky Edmonds lá da escola, cuja feiúra grotesca era lendária, na outra, então acho que eu conseguiria, por pouco, ficar no lado de Mel. Uma namorada uma vez me disse que eu parecia um pouco com Peter Gabriel, e ele não é de todo mau, é? Sou de altura média, nem magro, nem gordo, sem pêlos faciais repugnantes, mantenho-me limpo, uso jeans e camiseta e uma jaqueta de couro mais ou menos o tempo todo a não ser no verão, quando deixo a jaqueta em casa. Voto no Trabalhismo. Tenho uma pilha de vídeos de comédia clássicos. Consigo entender aonde as feministas querem chegar, na maior parte do tempo, mas não as radicais.

Minha genialidade, se puder chamá-la assim, é combinar toda essa carga de medianidade numa estrutura compacta única. Eu diria que há milhões como eu, mas não há, na realidade: muitos caras têm gosto musical impecável mas não lêem, muitos caras lêem mas são gordos demais, muitos caras são simpáticos ao feminismo mas têm barbas idiotas, muitos caras têm um senso de humor como o Woody Allen mas se parecem com Woody Allen. Muitos caras bebem demais, muitos caras se comportam de modo idiota ao dirigirem um carro, muitos caras se metem em brigas, ou ostentam seu dinheiro, ou tomam drogas. Eu não faço nenhuma destas coisas, sério; se me dou bem com as mulheres não é por causa das virtudes que tenho, mas por causa das sombras que não tenho.”

“Alta Fidelidade”, de Nick Hornby (páginas 30 e 31).

Leia também:
– Cinco razões para uma mulher ler este livro, por Marta Orsini (aqui)

novembro 23, 2009   No Comments

Onde comprar CDs na Europa

Título extremamente pretensioso, mas tudo bem. O fato é que assim que voltei pra terrinha, dois amigos me escreveram pedindo dicas de lojas de CDs em Londres. Escrevi para um, dei um “control c control v” para o outro e tudo lindo. Hoje, outro amigo pediu dicas, e já está na hora de socializar essas informações. Ainda mais porque você vai ler e perceber que eu deixei de fora aquela loja sensacional que só você conhece, e que dá próxima vez eu irei (risos). Ou seja, é mais para compilar infos mesmo. Seguem dicas de Londres, Paris, Barcelona, Glasgow, Atenas, Bruxelas, Luxemburgo e Berlim.

Em Paris tem a FNAC (em todos os cantos da cidade) e a Virgin, ambas na Champs Élysées. Bons preços, mas só compra o que estiver na promo! Eles costumam fazer uma promo de CDs por 7 euros, quatro por 20, mas só pra quem tem carteirinha da FNAC ou da Virgin. Mesmo assim, 7 euros compensa muito (comprei Jam, três Sigur Ros diferentes, os três boxes com três CDs cada – com preço de um – do Django Reinhardt mais uns Cohen e Lou Reed que me faltavam). Assim, tudo que não for lançamento geralmente tem um preço bem bom. Quer duas lojinhas bacana em Paris? Vá a Paralleles no número 47 da Saint-Honore (do ladinho do Forum Les Halles) ou na Rue de la Montagne-Sainte-Geneviève, 64 (abaixo do Pantheon), na Crocodisc. Excelentes e com vasto material em CDs e vinis.

Em Londres tem: as megastore e as lojinhas de usados (que não achei em Paris). Nas megas, mesma coisa: bons preços, com a vantagem que em Londres não tem essa de carteirinha de associado, então aproveita as promos de dois CDs por 10 pounds (às vezes quatro). Tem muuuuuita coisa foda. Os lançamentos são caríssimos, então esquece. Muitas coisas do ano passado e de catálogo já estão nas promos de dois por 10 pounds, quando não em uma parte que vai de 3 pounds (como o Secret Machines) até 10 pounds (uma edição especial do último do Snow Patrol). São duas as megas: HMV e Fopp.

A HMV é fácil de achar: está na Oxford Street, principal rua de compras de Londres. Faz pesquisa. Tem coisas que você vê por 15 pounds em uma que está na promo de dois CDs por 10 pounds na Fopp, que fica em Covent Garden e é sensacional. Fica na 1 Earlham Street. Estando perto do metro é mole achar. Aliás, tem a Rough Trade, que merece uma visita (embora eu tenha achado os preços salgados). Fica no 91 da Brick Lane.

Já as lojinhas existem em três pontos distintos: na Berwick Street no Soho (a rua da capa do disco do Oasis), que na verdade é uma travessa da Oxford Street. Tem duas lojas fodas nessa rua: a Sister Ray (número 34/35), que não tem usados, mas tem coisas ótimas em ótimos preços (comprei o Rated R, do Queens, edição dupla, por 7 pounds e o novo da Cat Power, edição dupla em capinha de vinil, por 9 pounds) e a MVE (95), loja de usados que você irá deixar seu salário (risos). Eles expõe apenas a capa do álbum em envelopes. Você separa o que quer e leva no balcão. Os preços seguem uma rotina semanal: eles vão abaixando toda semana se não vender. Então, o que vale é sempre o último preço. Tem CD que chegou lá por 10 pounds que eu peguei por 4. Fica no final da rua.

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Além dela tem as lojinhas de usados da avenida Notting Hill. Você desce no metro Notting Hill Gate, e sai na própria Notting Hill Gate. Vai no número 38 (acho), que é a Rock and Pop. Passa direto pelo térreo e segue para o porão. Meu amigo, lá você vai passar mal. Coisas de 1, 2 pounds. CDs ótimos! Revire o lugar (a parede principalmente) e só depois suba para o térreo, onde você ainda vai encontrar muita coisa boa. No número 42 tem a Soul and Dance, mais focada em jazz, electro, eletrônico e vinis. Entra só por curiosidade. Você vai acabar levando algo. O terceiro lugar é Camden Town, que eu não fui por absoluto medo de gastar muito. O pessoal do Alto Falante pirou lá!

Em Glasgow existem filiais da HMV e da Fopp nas avenidas principais, mas a loja mais bacana da cidade é a Avalanche Records (que também tem uma filial em Edinburgh). Em Glasgow ela fica na Dundas Street, número 34 (foto acima). Achei por acaso, andando para descobrir onde ficava a estação central de ônibus. É uma lojinha especial, daquelas para se revirar toda e encontrar preciosidades.

Em Barcelona, a grande rua se chama Calle Tallers, e começa exatamente nas badaladas Ramblas. São várias lojinhas de CDs umas grudadas nas outras (cinco ou seis). Entre na Revolver Records (número 11) e na Castelló (número 7). Além de muitas coisas em bom preço, eles também tem bootlegs excelentes em áudio (comprei um do R.E.M. tour 2008) e vídeo. Só do Bruce Springsteen tinha uns 15 DVDs não oficiais extremamente caprichados (com shows de 1975 até este ano). Fiquei com medo e pulei Beatles e Rolling Stones na prateleira. Era muuuita coisa. Em Atenas vale conferir a Zacharias (ou Zaxapiae), paraiso de usados e bootlegs no número 20 da Ifestou (ou Ifaistiou). Melhor: desce no metrô Monastiraki, entra na praça e vá com fé no Athens Flea Market (foto da entrada aqui). É por ali.

Na Escandinávia, por mais que a moeda diferente assuste, vale muito conferir duas muito interessantes: em Oslo, a Rakk & Ralls (Rock & Roll) reúne vinis e CDs usados e novos em Oslo e merece o título de Amoeba norueguesa. De compactos de época dos Beatles, Stones, Clash e Sex Pistols, a boxes e CDs raros novos, a loja (que oferta bons preços) pode falir economias claudicantes. Espetacular. Já em Estocolmo, não deixe, mas não deixe mesmo de passar na Pet Sounds, no  distrito de Södermalm. Vinis e CDs, usados e novos. Sensacional.

Já a lojinha bacana de Berlim fica no número 77 da Warschauer Strasse (mesmo metrô) e se chama Warschauer Music Store. Lá tinha umas dez versões de bootlegs do Joy Division (comprei a edição alemã dupla do “Era Vulgaris”, do Queens, mais um bootleg do Radiohead tour 2008). E tem uma loja de livros e CDs perto da Alexander Platz que é meio saldão que quase me levou a falência. Quando vi, estava com dez boxes de CDs nas mãos. Trouxe só quatro, mas volto um dia para pegar os outros seis.

E, imperdível na capital alemã, tem a sensacional Cover Music, no número 11 da Kurfürstendamm, na praça do Europa Center, metrô Zoologischer Garten (impossível não vê-la com seu toldo amarelo cobrindo boa parte da praça). Foi ali que achei o raríssimo vinil “On Strike”, do Echo and The Bunnymen. Muita coisa de vinil e CDs com preços ótimos. Por fim, uma lojinha bacana em Bruxelas: Arlequin. São dois endereços: Rue du chêne 7 e Rue de l’Athénée, 7-8.  O primeiro fica a cinco minutos a pé da Grote Markt, a histórica grande praça da cidade. Foi a que passei e vale conhecer. Na cidade de Luxemburgo tem a CD Buttek From Palais, Rue do Marche Aux Herbes, 16, simplesmente excelente.  Boa sorte.

Leia também:
– Sebos e lojas bacanas de CDs e DVDs em SP (aqui)
– Alta Fidelidade (aqui)
– Comprando vinis com Robert Crumb (aqui)
– Onde comprar CDs em Buenos Aires (aqui)
– Lojas bacanas de CDs e vinis em Nova York e Chicago (aqui)
– Sete lojas de CDs e vinis na Europa (aqui)

agosto 11, 2008   No Comments

Comédias românticas

Eu adoro comédias românticas. Adoro. E é por isso que eu tinha uma boa expectativa em relação a “Must Love Dogs”, vertido para o Brasil como “Procura-se em um amor que goste de cachorros” (tsc tsc tsc). Mesmo com a boa expectativa, não encarei o filme quando estava em cartaz, não aluguei em uma locadora e acabei comprando o DVD em um sebo, numa promoção “se levar cinco DVDs, cada um sai por R$ 10?. Ótima oportunidade para adquiri-lo.

Veja bem, não estranhe, mas era para ser um filme com todos os ingredientes para agradar: cachorros (e eu adoro cachorros), dois bons atores principais e um romance entre eles. E não é que Gary David Goldberg consegue confundir tudo e tornar um filme promissor em algo no máximo ruim. O argumento é fraco, Diane Lane e John Cusack estão desajeitadamente constrangedores e os cachorros não estão nem no papel secundário.

Se você gosta de cachorros assista “Melhor é Impossível” (aquele cachorrinho merecia um Oscar ao lado de Helen Hunt e Jack Nicholson); se você gosta de Diane Lane assista… assista… assista “Infidelidade” (aquele com Richard Gere mesmo; o roteiro atrapalha tudo e a metade final do filme é constrangedora, mas Diane Lane está deslumbrante); se você gosta de John Cusack veja “Alta Fidelidade” (na verdade, assista “Alta Fidelidade” de qualquer jeito). Esqueça esse “Must Love Dogs”. Eu esqueci.

Ps. Acho que a melhor comédia romântica que vi nos últimos anos foi “Como Perder um Homem em 10 Dias”…

agosto 31, 2007   No Comments