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	<title>Comentários sobre: O CD ainda não morreu, mas vai morrer</title>
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	<description>Fevereiro de 2012 - Ano XII - Cultura Pop</description>
	<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 06:36:27 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Cássio</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2006/11/30/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer/#comment-2249</link>
		<dc:creator>Cássio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2006 18:57:53 +0000</pubDate>
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		<description>Só uma correçãozinha: a rádio Ipanema (de Porto Alegre) toca Hot Hot Heat.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só uma correçãozinha: a rádio Ipanema (de Porto Alegre) toca Hot Hot Heat.</p>
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		<title>Por: The Rock</title>
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		<dc:creator>The Rock</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Dec 2006 12:20:58 +0000</pubDate>
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		<description>Quem fala demais dá bom dia a cavalo, o que eu provavelmente já estou fazendo, mas vamos lá:  o seu texto fala de um sucesso (de massa, claro que sim), que o Hot Hot Heat teria conseguido por obra e graça da Internet : "A popularização da música via Internet (...) resultou no assombro do público cantando todas as músicas do Hot Hot Heat". Só o que eu estou dizendo é que isso não é assombro nenhum. Primeiro pq 2 mil pessoas só é um público impressionante pra indiezada brasileira, que vai aos festivaizinhos de 300 pessoas em Goiânia ou no Acre e acha que tá no paraíso. E em segundo porque o "sucesso" do Hot Hot Heat não é obra exclusiva da Internet. Que ela facilita o acesso às músicas, é lógico que facilita, mas será que se a banda não tivesse saído nos NME da vida ela sequer estaria tocando no Brasil? Então o que é mais importante, a divulgação via Internet ou a divulgação via mídia impressa tradicional? Na Internet, qualquer um se divulga, e o retorno é zero ou mínimo. Na mídia tradicional, já não é todo mundo que passa pela peneira, mas quem passa acaba conseguindo muito mais resultado. Me cite uma banda que tenha aparecido, vendido discos e feito shows no mundo todo UNICA E EXCLUSIVAMENTE pela Internet, sem ter passado uma vez sequer por nenhum jornal, revista, tablóide, fanzine, etc, etc, tradicional, e eu retiro tudo o que disse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quem fala demais dá bom dia a cavalo, o que eu provavelmente já estou fazendo, mas vamos lá:  o seu texto fala de um sucesso (de massa, claro que sim), que o Hot Hot Heat teria conseguido por obra e graça da Internet : &#8220;A popularização da música via Internet (&#8230;) resultou no assombro do público cantando todas as músicas do Hot Hot Heat&#8221;. Só o que eu estou dizendo é que isso não é assombro nenhum. Primeiro pq 2 mil pessoas só é um público impressionante pra indiezada brasileira, que vai aos festivaizinhos de 300 pessoas em Goiânia ou no Acre e acha que tá no paraíso. E em segundo porque o &#8220;sucesso&#8221; do Hot Hot Heat não é obra exclusiva da Internet. Que ela facilita o acesso às músicas, é lógico que facilita, mas será que se a banda não tivesse saído nos NME da vida ela sequer estaria tocando no Brasil? Então o que é mais importante, a divulgação via Internet ou a divulgação via mídia impressa tradicional? Na Internet, qualquer um se divulga, e o retorno é zero ou mínimo. Na mídia tradicional, já não é todo mundo que passa pela peneira, mas quem passa acaba conseguindo muito mais resultado. Me cite uma banda que tenha aparecido, vendido discos e feito shows no mundo todo UNICA E EXCLUSIVAMENTE pela Internet, sem ter passado uma vez sequer por nenhum jornal, revista, tablóide, fanzine, etc, etc, tradicional, e eu retiro tudo o que disse.</p>
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		<title>Por: Fábio</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2006/11/30/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer/#comment-2247</link>
		<dc:creator>Fábio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2006 17:25:41 +0000</pubDate>
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		<description>Cara, eu acho que hoje entendo melhor o que o Calanca sentia com a chegada dos CD's.

Fecho contigo. Seja vinil, cd, mp3 ou seja lá o que vier pela frente, um viva para a música!

Ela salva. :o)
É clichê, mas é a pura verdade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, eu acho que hoje entendo melhor o que o Calanca sentia com a chegada dos CD&#8217;s.</p>
<p>Fecho contigo. Seja vinil, cd, mp3 ou seja lá o que vier pela frente, um viva para a música!</p>
<p>Ela salva. :o)<br />
É clichê, mas é a pura verdade.</p>
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		<title>Por: Eduardo Martinez</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2006/11/30/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer/#comment-2246</link>
		<dc:creator>Eduardo Martinez</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2006 14:01:13 +0000</pubDate>
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		<description>Como moro em uma cidade pequena, não preciso nem dizer a importância que o Mp3 e a internet em geral tem na minha vida, sem lojas de CD por perto, minha opção óbvia sempre foi o Mp3. Muitas das bandas que conheço e gosto muito hoje, conheci via internet, baixando as músicas. O Hot Hot Heat mesmo, foi uma das minhas "descobertas".
O CD, entretanto, me fascina muito, a questão do encarte, letras, informações técnicas, e o próprio formato mesmo. Às vezes me sinto até meio bobo com a felicidade que tenho ao abrir um CD que acabei de comprar (em outras cidades, óbvio), é quase um ritual. É bom constar que tenho 21 anos, então o vinil não foi muito presente na minha vida, em casa têm muitos (e muito bons) do meu pai, mas infelizmente não possuo um equipamento decente para escutá-los.
Temo que essa minha "bobice" de ritual, que acredito não ser exclusividade minha, venha a acabar, ou até como foi dito na matéria da Bizz, "Um mundo sem ídolos".
Se pensarmos de forma mais "racional", podemos chegar a idéia de que o que importa é a música, e não a embalagem. Mas nesse caso prefiro pensar de forma mais romântica.
Falow, o blog ta muito massa.

Obs: Bom saber que não sou o único que anda com CD-RW em discman que toca Mp3, hehe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como moro em uma cidade pequena, não preciso nem dizer a importância que o Mp3 e a internet em geral tem na minha vida, sem lojas de CD por perto, minha opção óbvia sempre foi o Mp3. Muitas das bandas que conheço e gosto muito hoje, conheci via internet, baixando as músicas. O Hot Hot Heat mesmo, foi uma das minhas &#8220;descobertas&#8221;.<br />
O CD, entretanto, me fascina muito, a questão do encarte, letras, informações técnicas, e o próprio formato mesmo. Às vezes me sinto até meio bobo com a felicidade que tenho ao abrir um CD que acabei de comprar (em outras cidades, óbvio), é quase um ritual. É bom constar que tenho 21 anos, então o vinil não foi muito presente na minha vida, em casa têm muitos (e muito bons) do meu pai, mas infelizmente não possuo um equipamento decente para escutá-los.<br />
Temo que essa minha &#8220;bobice&#8221; de ritual, que acredito não ser exclusividade minha, venha a acabar, ou até como foi dito na matéria da Bizz, &#8220;Um mundo sem ídolos&#8221;.<br />
Se pensarmos de forma mais &#8220;racional&#8221;, podemos chegar a idéia de que o que importa é a música, e não a embalagem. Mas nesse caso prefiro pensar de forma mais romântica.<br />
Falow, o blog ta muito massa.</p>
<p>Obs: Bom saber que não sou o único que anda com CD-RW em discman que toca Mp3, hehe.</p>
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		<title>Por: Fábio Borges</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2006/11/30/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer/#comment-2245</link>
		<dc:creator>Fábio Borges</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2006 10:18:28 +0000</pubDate>
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		<description>Não acho legal se entregar tão de cara à morte do cd pela supremacia do mp3. Sim, é uma realidade inegável, até mesmo lá em casa. Hoje em dia ouço muito mais mp3 do que meus vinis e cd's. Até porque já comprei um som 5.1 pro meu computador. :) E não é por praticidade, a palavra certa é oportunidade. Eu não teria dinheiro pra comprar (isso se eu encontrasse à venda) nem um terço dos discos que eu tenho em mp3. Também não saberia da existência de muitas bandas não fosse a internet e o mp3. Mas é no mínimo uma ingratidão, por exemplo, definir o vinil como "uma bolachona preta com um buraco no meio e capa de papelão". Eu prefiro dizer que é um disco de vinil com uma capacidade superior de gravação de graves e médios, e com uma capa que é uma extensão da arte sonora, onde a obra pode ser apreciada com muito mais profundidade. Chegamos à questão! Perdemos percepção e profundidade em nome do imediatismo e da praticidade, enfim, da pressa e da preguiça! Sim, há uma diferença considerável entre se ouvir um vinil e um cd, quanto mais um mp3. Basta colocar os três modelos pra tocar em um bom aparelho, com as caixas bem posicionadas (como eu já fiz), pra sentir como no vinil os graves e médios lhe espremem contra a parede! Não há como perpetuar o vinil, certamente, mas considero óbvio e digno de informação que o mp3 não é as mil maravilhas.

Os que defendem ou se empolgam com a morte do cd e mesmo do vinil sem motivos financeiros (sim, o vinil ainda vive! Ou não sabem que já estão fabricando vinil com agulha laser e que artistas como Paul McCartney fazem até lançamentos exclusivos em vinil?), poderiam ficar mais desconfiados e refletir com certa frieza sobre os caminhos que estamos tomando. Não demora muito, shows como conhecemos hoje serão coisas do passado. Teremos transmissões ao vivo em tempo real e de qualidade via internet, com o público se reunindo aqui e ali em torno de projetores de alta definição para assistir sua banda, sem ter que pagar os preços exorbitantes e inacessíveis de hoje. Seria algo tão surreal de se pensar?

Bem, quanto à música, a coitada ficou na beira da estrada há tempos. Não existem mais heróis, muito menos ideologias (coisinha chata). O que importa hoje é a diversão - ou se esqueceram que estamos na Era do Entretenimento? As produções estão cada vez mais pobres, na contramão da tecnologia, que já foi sinônimo de qualidade, mas hoje se vende mais pela facilidade do que pela qualidade. Basta escutar o disco novo do Bob Dylan e o de qualquer outra boa banda "interneteira" pra ver a diferença entre uma produção apurada pra outra um tanto relaxada. Mas a turma não quer saber disso. O lance é a balada, é catar na internet as músicas da banda que vai tocar aqui na semana que vem, pra poder se divertir no show e não ficar sem saber o que está acontecendo. Se tá na moda, a gente aprende a letra rapidinho. Na semana que vem, esquecemos e aprendemos as letras de outra "melhor banda de todos os tempos da última semana". Sim, isso foi uma teoria, mas posso não estar tão longe da verdade.

Me desculpem se pareci mau humorado. Não tenho nada contra a tecnologia e muito menos o mp3. Muito pelo contrário, o mp3 salvou minha vida! :) Também não tenho nada contra a música de hoje, já que adoro muitas bandas que surgiram recentemente. O problema é a forma como as coisas são impostas, sempre. Cada vez estamos comendo mais lixo, e ainda nos fazem sentir felizes com isso.

Nota: Mac, me desculpe o "testamento"... se ficou muito grande e não der pra publicar, vou entender... abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não acho legal se entregar tão de cara à morte do cd pela supremacia do mp3. Sim, é uma realidade inegável, até mesmo lá em casa. Hoje em dia ouço muito mais mp3 do que meus vinis e cd&#8217;s. Até porque já comprei um som 5.1 pro meu computador. <img src='http://screamyell.com.br/site/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> E não é por praticidade, a palavra certa é oportunidade. Eu não teria dinheiro pra comprar (isso se eu encontrasse à venda) nem um terço dos discos que eu tenho em mp3. Também não saberia da existência de muitas bandas não fosse a internet e o mp3. Mas é no mínimo uma ingratidão, por exemplo, definir o vinil como &#8220;uma bolachona preta com um buraco no meio e capa de papelão&#8221;. Eu prefiro dizer que é um disco de vinil com uma capacidade superior de gravação de graves e médios, e com uma capa que é uma extensão da arte sonora, onde a obra pode ser apreciada com muito mais profundidade. Chegamos à questão! Perdemos percepção e profundidade em nome do imediatismo e da praticidade, enfim, da pressa e da preguiça! Sim, há uma diferença considerável entre se ouvir um vinil e um cd, quanto mais um mp3. Basta colocar os três modelos pra tocar em um bom aparelho, com as caixas bem posicionadas (como eu já fiz), pra sentir como no vinil os graves e médios lhe espremem contra a parede! Não há como perpetuar o vinil, certamente, mas considero óbvio e digno de informação que o mp3 não é as mil maravilhas.</p>
<p>Os que defendem ou se empolgam com a morte do cd e mesmo do vinil sem motivos financeiros (sim, o vinil ainda vive! Ou não sabem que já estão fabricando vinil com agulha laser e que artistas como Paul McCartney fazem até lançamentos exclusivos em vinil?), poderiam ficar mais desconfiados e refletir com certa frieza sobre os caminhos que estamos tomando. Não demora muito, shows como conhecemos hoje serão coisas do passado. Teremos transmissões ao vivo em tempo real e de qualidade via internet, com o público se reunindo aqui e ali em torno de projetores de alta definição para assistir sua banda, sem ter que pagar os preços exorbitantes e inacessíveis de hoje. Seria algo tão surreal de se pensar?</p>
<p>Bem, quanto à música, a coitada ficou na beira da estrada há tempos. Não existem mais heróis, muito menos ideologias (coisinha chata). O que importa hoje é a diversão - ou se esqueceram que estamos na Era do Entretenimento? As produções estão cada vez mais pobres, na contramão da tecnologia, que já foi sinônimo de qualidade, mas hoje se vende mais pela facilidade do que pela qualidade. Basta escutar o disco novo do Bob Dylan e o de qualquer outra boa banda &#8220;interneteira&#8221; pra ver a diferença entre uma produção apurada pra outra um tanto relaxada. Mas a turma não quer saber disso. O lance é a balada, é catar na internet as músicas da banda que vai tocar aqui na semana que vem, pra poder se divertir no show e não ficar sem saber o que está acontecendo. Se tá na moda, a gente aprende a letra rapidinho. Na semana que vem, esquecemos e aprendemos as letras de outra &#8220;melhor banda de todos os tempos da última semana&#8221;. Sim, isso foi uma teoria, mas posso não estar tão longe da verdade.</p>
<p>Me desculpem se pareci mau humorado. Não tenho nada contra a tecnologia e muito menos o mp3. Muito pelo contrário, o mp3 salvou minha vida! <img src='http://screamyell.com.br/site/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> Também não tenho nada contra a música de hoje, já que adoro muitas bandas que surgiram recentemente. O problema é a forma como as coisas são impostas, sempre. Cada vez estamos comendo mais lixo, e ainda nos fazem sentir felizes com isso.</p>
<p>Nota: Mac, me desculpe o &#8220;testamento&#8221;&#8230; se ficou muito grande e não der pra publicar, vou entender&#8230; abraços.</p>
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		<title>Por: The Rock</title>
		<link>http://screamyell.com.br/site/2006/11/30/o-cd-ainda-nao-morreu-mas-vai-morrer/#comment-2244</link>
		<dc:creator>The Rock</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2006 17:18:15 +0000</pubDate>
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		<description>Cara, vai me desculpar, mas 2 mil pessoas cantando junto não é rigosamente nada. Só a título de curiosidade, fiz um search sobre o show do Queen no Morumbi, em 1981, e a estimativa de público nos dois shows é na casa dos 250 mil, cerca de 130 mil num dia e 120 mil no outro. 2 mil pessoas era o público de um Ratos de Porão nessa mesma época, sem Internet nem MP3.  A gente precisa parar com essa mistificação da modernidade. Aparece um Arctic Monkeys da vida e todo mundo entra numas de que "agora a divulgação é pela Internet". Peraí, pra cada Arctic Monkeys que vingou, tem umas 500 mil bandas se "divulgando pela Internet" que não dão em nada.  A Internet não é um pai-de-santo fazendo milagre pra transformar artistas meia-boca em sucesso de massa.  Repito, 2 mil pessoas cantando a sua música não é sucesso de massa, é o mínimo que vc tem que ter conseguido depois de quatro anos de carreira. A Internet pode até facilitar as coisas, mas o segredo do sucesso ainda é e vai continuar sendo o mesmo: boas músicas tocadas por bom músicos. O resto é conversa pra boi dormir.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara, vai me desculpar, mas 2 mil pessoas cantando junto não é rigosamente nada. Só a título de curiosidade, fiz um search sobre o show do Queen no Morumbi, em 1981, e a estimativa de público nos dois shows é na casa dos 250 mil, cerca de 130 mil num dia e 120 mil no outro. 2 mil pessoas era o público de um Ratos de Porão nessa mesma época, sem Internet nem MP3.  A gente precisa parar com essa mistificação da modernidade. Aparece um Arctic Monkeys da vida e todo mundo entra numas de que &#8220;agora a divulgação é pela Internet&#8221;. Peraí, pra cada Arctic Monkeys que vingou, tem umas 500 mil bandas se &#8220;divulgando pela Internet&#8221; que não dão em nada.  A Internet não é um pai-de-santo fazendo milagre pra transformar artistas meia-boca em sucesso de massa.  Repito, 2 mil pessoas cantando a sua música não é sucesso de massa, é o mínimo que vc tem que ter conseguido depois de quatro anos de carreira. A Internet pode até facilitar as coisas, mas o segredo do sucesso ainda é e vai continuar sendo o mesmo: boas músicas tocadas por bom músicos. O resto é conversa pra boi dormir.</p>
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