Isto é um caso para...
de Paulo Marinho 
     
Com a destruição de parte do Pentágono e com as forças militares batendo cabeças, não havia mais outras solução para o tio George. Quem atendeu foi Salsicha, com uma voz, meio aérea, com risadas de Velma cantando Like a Rolling Stone. Falando enrolado, George pediu para falar com Daphne. Acabou por falar com Fred, que aceitou com entusiasmo o pedido do tio. Entusiasmado até demais, acho.
A van do grupo já estava em Nova Iorque, onde iam investigar sinais misteriosos que pareciam estar aparecendo no livro da Estátua da Liberdade. Daphne e Velma discutiam sobre os possíveis suspeitos enquanto Salsicha e Scooby acabavam o baseado que Velma deixara na metade. Nunca tinham pegado um caso deste nível, e muito menos uma lista de suspeitos tão grande e requintada: Saddam Hussein, Arafat, GreenPeace, os russos (sempre os russos), um grupo japonês querendo vingar Hiroshima e até os coitados dos chineses. Mas a principal suspeita caía sobre Osama bin Laden. Parecia até ter a assinatura dele no atentado.
 

Velma se conectou numa lista de discussão e viu que haviam suspeitas de que o terrorista saudita estivesse em Brooklin Heights, vendo tudo de camarote. No caminho, passaram pelos escombros do prédio. Salsicha e Scooby pediram para pararem num McDonalds para um lanchinho. Velma fora falar com os policiais. Eles não tinham nenhuma informação. Ela aproximou-se sorrateiramente da nuvem de fumaça que vinha da área da explosão procurando pistas. Só via gente berrando por socorro. Parou e observou a destruição feita. Uma folha caía lentamente em sua direção. Pegou-a para ler depois, seus óculos estavam muito cheio de poeira.
 

Salsicha e Scooby voltaram rapidamente e estavam comendo no furgão quando ela voltou. Pelo vidro que mostrava a parte da frente do furgão só via Fred esparramado no assento. Onde está Daphne?, perguntou. A cabeça da amiga apareceu da cintura de Fred,limpando a boca com a manga de sua camisa. Eu, ela respondeu, babando um líquido gosmento enquanto falava. Disse que nada havia encontrado e que deviam ir para Brooklin Heigths. Daphne assumiu a direção enquanto Fred fumava um cigarro com um rosto distante, talvez pensativo, no banco do carona.
 

Brooklin Heights, finalmente. Quem primeiro falou o óbvio fora Scooby. Onde ele está? Aqui tem vários prédios, comentou. Estavam perdidos na investigação novamente. Nem mesmo Velma tinha idéia do que fazer. Scooby tivera uma vontade repentina de cagar. Seu dono pegou a coleira e levou-o para a rua. Foi na roda de uma grande limusine. Um bom e grande cago canino.
 

Um grito com um forte sotaque veio do carro, reclamando do fedor do excremento do cão. Daphne olhou o vidro fume e berrou :Um turbante! Era ele! O motorista, provavelmente percebendo que dera bandeira. O carro saiu em disparada. Daphne pisou fundo no acelerador , seguindo a possante limo. Fred berrava pela janela, tacando tudo que tinha no carro perto de si em direção ao suspeito. Velma investigava com seu notebook que caminho deveria ser aquele. Fred parara de pular e falara algo no ouvido de sua amiga que provocou um enorme sorriso no rosto de ambos. Salsicha só entendera as palavras perseguição e excitado.
 

-Ele está indo...para ª..não pode ser, ela está interditada...-disse Velma, balbuciando.
 

Não foi preciso que ela completasse sua idéia. A Estátua da Liberdade já estava à vista. A limusine quebrava todas as barreiras policiais e continuava, apesar dos tiros que levava. A Máquina do Mistério ia atrás. Fred colocara uma mão por debaixo da saia de Daphne e outra dentro de sua calça e pulava e berrava coisas sem nexo. O suspeito deu um cavalo de pau e cinco pessoas saídas do carro corriam para dentro da estátua. Estranhamente, um deles usava uma camisa amarela, ao contrário dos outros. Dapnhe, de olhos fechados e berrando, gritava Não pare. E não parou, bateram de frente na limusine, que sofreu apenas uns arranhões.
 

-Vamos, gente!- gritava Velma, acompanhada de Scooby e Salsicha, enquanto seus amigos ainda estavam no carro, subindo o vidro fume da parte da frente.- Eles sempre ficam com a diversão. Vamos lá!
 

Os três correram para dentro da estátua e viram que o elevador estava na último andar. O andar da coroa. Correram pelas escadas e chegaram rapidamente lá, não sei como. Logo ao saírem da escada, já estavam cercados por dois seguranças armados até os dentes. Foram amarrados e pendurados em um espinho da coroa da estátua. Viam agora bem de perto o livro da estátua, o caso que estavam antes. Alguém berrava da janela da coroa para eles, com gargalhadas insanas. Velma tentava ler o que estava escrito no livro. M...A..C.... Seu óculos caiu e nem escutara seu espatifar.
 

Um helicóptero se aproximava. Ele vai fugir, gritou Salsicha no ouvido de Velma. Faça alguma coisa, Scooby, disse ao seu cachorro. Mãe!, suplicou o animal. Uma escada desceu do helicóptero. Dois bandidos seguravam a escada para seu chefe subir quando um bumerangue acertou a cabeça de ambos. Não, um batarangue. É o Batman, gritou Salsicha, fazendo coro pelo seu herói com seu cachorro. O mascarado pulou do helicóptero e entrou na coroa. Paft, Soc, Pow, era tudo que escutavam. O menino prodígio também descia e ajudava os nossos amigos a saírem de entre as cordas.
 

Agora eles já estavam juntos dentro da coroa, com os bandidos amarrados, desta vez. Muito bem, homem morcego, falou Salsicha. Meu herói, exclamou Scooby, se esfregando no cavaleiro das trevas. O bandido de camisa amarela usava uma máscara de Nixon. Velam se aproximou e tirou-a. Era o rosto de Osama bin Laden. Daphne e Fred chegavam correndo, ela com a meia calça desfiando e ele ainda com o zíper aberto e com manchas suspeitas em sua calça.
 

-Então era ele! - exclamou Fred.
-Algo me diz que não!- disso o homem morcego, tirando a máscara e vendo o rosto de Saddam Hussein.- Agora sim! Como pensávamos, menino prodígio. Acho que sairia dessa, não é, Saddam?-disse, levantando-o pela gola em formato de v do bandido.
 

Velma pegara seu notebook que surgira do nada e o papel que estava guardado em sua saia sem bolsos. Com o rosto quase grudado na tela, ela digitava sem parar, como se verificando algo. Saddam berrava palavras, provavelmente em árabe, que ninguém entendia.
 
 

-Menino prodígio,-disse batman, apertando a bunda de seu parceiro de aventuras- você tinha conhecimento que Saddam falava português?
-É isso! -Exclamou Velma, retirando a última máscara do bandido. - Ele é um famoso bandido brasileiro. Fernando, pelo que me consta.
-Mas é claro!- exclamou Fred, grande admirador do futebol- Esta camisa é da seleção brasileira!
 

Fernandinho berrava palavras que os heróis não entendiam. Só entendiam as palavras Bush, marijuana e dólar. Batman, pelo pouco que lembrava de português de uma investigação que fizera no Carnaval do Scala no dia do Gala Gay, entendera que era algo relacionado a uma dívida pessoal enorme, não queria pagar, e ia forçá-lo. Também achou entender que estavam colocando um recado sobre isso pichado no livro da Estátua.
 

- Então resolvemos dois casos de uma vez só! - disse Salsicha.
- E nessa, acho que quem saiu "queimado" desta situação "apertada" foi o nosso presidente.
 

Todos os presentes (até o Fernandinho) gargalharam com a piada totalmente estúpida e desnecessária do cachorro. Agora, fade out e letras.