O indefinível
e o silêncio
de
Marcelo SIlva Costa
Pode até funcionar como uma
desculpa
mas você não acha um
tanto esquisito
que já seja verão e
esteja tão frio,
que agora que o verão começa
ao invés do sol seja o vento
que me beija...
Pode até funcionar como uma
entrega,
é surpresa e é o que
se espera,
minha alma está aqui, neste
poema,
cantando antigas cançonetas
de amor
e abrindo clareiras nesse flagrante
de incertezas...
Não custa pensar no que aconteceu
e se você não sabe de
nada, nem eu,
e se estou mentindo é por
timidez,
não custa tentar ser sincero
outra vez,
e se amor é tudo isso, meu
anjo ainda não aprendeu...
Pode até funcionar como uma
declaração,
é loucura, mas também
é razão,
por onde passo enrosco-me na saudade
imaginando ser você minha possibilidade
de redenção
e o ser amado por ti, o nirvana,
a felicidade...
Pode até funcionar como um
delírio
mas você não acha um
tanto divertido
que seja paixão e também
seja desafio,
que agora que o sol se põe
ultrapassei o meu limite e continuo
sorrindo...