Balada triste
de Marcelo SIlva Costa
 

Outra noite chega a minha melancolia
que, cega, atravessa a neblina
de mãos dadas com a solidão 
que assobia uma triste canção
transformando em elegia toda a minha alegria...
 

Em meu castelo de sorrisos só há dúvidas
e estrelas que caem acesas
brindando minhas madrugadas com a insônia
aliada a sede de minha alma por loucuras
e a distância que separa a minha boca da tua...
 

Espero que você me encontre, espero...
noite e dia, 
nem me importo que seja ao telefone,
mas ligue para eu dizer que gosto de você
e diga se você gostou ou não da poesia...
 

Em meu castelo de desejos só há medos
e estrelas que caem acesas
dentro de um copo cheio de uísque com gelo
que brindo à inexistência do paraíso
e ao acaso que me impede de reencontrar o teu sorriso...
 

Nada é belo em meu doce desespero
que, cego, atravessa o nevoeiro
de mãos dadas com a solidão
que à canção tira-me para uma dança 
transformando em desamor toda minha esperança!