
500 Toques: Chemical Brothers, QOTSA e Bloc Party
por
Marcelo Costa Email
01/08/2007
"We Are The Night", The Chemical Brothers (Warner)
Em seu sexto álbum de estúdio, os bros continuam fazendo música de alta qualidade. "We Are The Night" não é sensacional (como "Dig Your Own Hole"), mas mantém a batida (psicodélica) no nível dos álbuns anteriores. "All Rights Reserved", com o Klaxons e um vocal circular que contagia, une gerações. Ainda participam do CD a banda Midlake (na calminha "The Pills Won't Help You"), Ali Love (na boa "Do It Again") e Willy Mason (em "Battle Scars"). A edição japonesa tem dois bônus: "No Need" e "Seal".
Nota: 6,5
Preço em média: R$ 30 (nacional)
"Era Vulgaris", Queens of The Stone Age (Universal)
Josh Homme é tão conciso que é quase impossível ao QOTSA lançar um disco ruim. Porém, ultrapassar o poderoso "Songs For The Deaf" (um dos melhores da década) começa a parecer uma tarefa árdua demais. "Era Vulgaris" dispara riffs portentosos, que ficam atrás de "Songs", mas devem pintar em listas de melhores do ano. Julian Casablancas (Strokes) faz vocal e guitarra sintetizada em "Sick, Sick, Sick". A faixa título (com Trent Reznor) ficou de fora, mas surge como bônus em alguns países (e na web).
Nota: 7
Preço em média: R$ 25 (nacional)
"Another Weekend In The City", Bloc Party (Bootleg)
O Bloc Party não passou no teste do segundo álbum, apesar de "Song For a Clay" e "Hunting For Witches". Porém, uma coleção de b-sides que circula na web prova que a banda deixou as melhores canções no fundo do baú. "We Were Lovers" (um romance com uma mulher casada), "Version 2.0" (jovens perdidos na vastidão do mundo), "Selfish Son" (do refrão "Eu posso ser cruel com você, meu amor") e "Rhododendron" (que cita Napoleão, James Dean e Marlon Brando) mostram que a história poderia ter sido outra.
Nota: 8,5
Preço em média: não existe para venda

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