My Vitriol estréia com muito peso e gás
por Marcio Custódio
mcustodio@dialdata.com.br

Altas guitarras, boas melodias e distorções de pedais estão fincadas no som do quarteto My Vitriol. Formado em uma universidade de Londres, os caras já são apontados como uma das revelações desse ano pela imprensa inglesa. Os mais polvorosos já falam na cena Neo-Shoegazer. Lançaram esse ano o excelente debut "Finelines", um mix de Nirvana, My Bloody Valentine, Smashing Pumpkins e Ride. É um som meio grunge, meio shoegazer, se é que você me entende.

São dezesseis músicas com bastante ‘punch’ e energia. A voz do vocalista nascido em Siri Lanka, Som Wardner, é forte e marcante e lembra bastante o foo-fighter Dave Grohl. Guitarras sensíveis em alguns acordes e sujas em outros, fazia tempo que não eram ouvidas tão altas na Inglaterra. Sem brincadeira, metade do disco poderia virar single. O hit "Always: Your Way" vai deixar louco qualquer moleque que adora dançar Pixies e Afghan Whigs nas escuras pistas indie de São Paulo. A faixa "Cemented Shoes", um dos singles do álbum, soa como qualquer música do Foo-Fighters, assim como as belas "Infantile" e "Losing Touch".

O espírito "camiseta listrada, franjinha na cara e olho no pé" foi bem resgatado em canções como "Ode To The Red Queen" e "Tongue Tied", esta segunda, instrumental, longa e "épica". E vocês vão ter que me perdoar, mas a curta "C.O.R. (Critic-Oriented Rock)", com aqueles gritos e peso, parece banda de hardcore. Calma, não se assuste, essa é a estréia da banda e talvez eles quiseram realmente deixar claro que são uma banda de Rock. Isso mesmo. E com "R" maiúsculo. Você que ainda hoje chora a morte do Kurt Cobain ou o sumiço do Kevin Shields, sonha com o Retro e sente sono com Travis e Coldplay, não marque bobeira, adquira já seu "Finelines".