{"id":7552,"date":"2013-01-07T00:17:18","date_gmt":"2013-01-07T03:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/01\/07\/tres-filmes-entre-paris-e-buenos-aires\/"},"modified":"2013-01-07T00:17:18","modified_gmt":"2013-01-07T03:17:18","slug":"tres-filmes-entre-paris-e-buenos-aires","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/01\/07\/tres-filmes-entre-paris-e-buenos-aires\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes: entre Paris e Buenos Aires"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/intocaveis.jpg\" alt=\"intocaveis.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cIntoc\u00e1veis\u201d (Intouchables, 2011)<\/strong><br \/>\nFilme franc\u00eas mais visto na hist\u00f3ria com mais 32,5 milh\u00f5es de espectadores na Europa (e mais de 1 milh\u00e3o de p\u00fablico no Brasil), \u201cIntoc\u00e1veis\u201d  \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o  do livro \u201cO Segundo Suspiro\u201d (lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Intrinseca), de Philippe Pozzo di Borgo, ex-executivo da casa de champanhe Pomery que ficou tetrapl\u00e9gico ap\u00f3s um acidente de parapente. A dire\u00e7\u00e3o correta de Eric Toledano e Olivier Nakache valoriza a qu\u00edmica entre os excelentes atores Fran\u00e7ois Cluzet (Philippe) e Omar Sy, este no papel do desempregado Driss, um senegal\u00eas que necessita de um carimbo dizendo que participou de uma sele\u00e7\u00e3o de emprego para continuar recebendo o auxilio desemprego franc\u00eas. Philippe decide contratar Driss, o que causa uma reviravolta em sua vida de tetrapl\u00e9gico. De origem humilde, Driss trata Phillipe como uma pessoa comum (quando a tend\u00eancia \u00e9 a pena) e uma forte amizade surge num mundo de diferen\u00e7as. Driss gosta de m\u00fasica negra (a cena ao som de \u201cBoogie Wonderland\u201d, do Earth, Wind &amp; Fire, \u00e9 \u00f3tima) enquanto Phillipe ama m\u00fasica cl\u00e1ssica. Apesar de n\u00e3o existir um cl\u00edmax na trama, o relato \u00e9 comovente e a leveza da inoc\u00eancia conquista.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/elefante.jpg\" alt=\"elefante.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cElefante Branco\u201d (Elefante Blanco, 2012)<\/strong><br \/>\nApelidado erroneamente como \u201cCidade de Deus argentino\u201d, o s\u00e9timo filme de Pablo Trapero adentra a favela de Villa Lugano, na regi\u00e3o perif\u00e9rica de uma Buenos Aires n\u00e3o europeia, para mostrar o cotidiano de dois padres e uma assistente social na tentativa de melhorar a vida dos cidad\u00e3os locais, a grande maioria vivendo em um edif\u00edcio gigantesco projetado nos anos 1920 para ser o maior hospital da Am\u00e9rica Latina, mas que, abandonado, tornou-se uma imensa ocupa\u00e7\u00e3o habitacional. Semelhante ao filme de Fernando Meirelles s\u00f3 a favela e suas ruas estreitas. Trapero n\u00e3o cede ao humor de seu vizinho brasileiro, o que de certa forma acaba cansando em \u201cElefante Branco\u201d. Seus personagens (Ricardo Darin como Padre Julian, o belga J\u00e9r\u00e9mie Renier como Padre Nicol\u00e1s e Martina Gusman como a assistente social Luciana) vivem uma constante tens\u00e3o que aponta para um \u00fanico fim. Em seu filme mais direto (seguindo uma porta aberta por \u201cAbutres\u201d, de 2010, que ainda trazia jogos de cena e as cartas na manga inexistentes aqui) e praticamente sem nuances, Pablo Trapero tenta focar culpa cat\u00f3lica, dever social, narcotr\u00e1fico, responsabilidade e politicagem, mas n\u00e3o consegue acrescentar nada a nenhum destes temas batidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/woody.jpg\" alt=\"woody.jpg\" \/><\/p>\n<p><strong>\u201cParis Manhattan\u201d (Paris Manhattan, 2011)<\/strong><br \/>\nEm seu filme de estreia, a diretora e roteirista Sophie Lellouche decidiu mostrar seu amor pelo cinema de Woody Allen. Em \u201cParis Manhattan\u201d, Alice (Alice Taglioni) \u00e9 daquelas mulheres bonitas, ricas e solteiras que s\u00f3 existem em filmes. Al\u00e9m de tudo isso, ela \u00e9 uma farmac\u00eautica apaixonada pelos filmes de Woody Allen (que muitas vezes receita filmes do diretor ao inv\u00e9s de rem\u00e9dios). Lellouche brinca com Allen numa divertida recria\u00e7\u00e3o de \u201cSonhos de Um Sedutor\u201d, em que o personagem do cineasta recebia conselhos de um Humphrey Bogart imagin\u00e1rio. Em \u201cParis Manhattan\u201d \u00e9 Alice que recebe conselhos imagin\u00e1rios de Woody, muitos deles as melhores tiradas do filme. Apesar da boa ideia, Sophie Lellouche transforma sua com\u00e9dia rom\u00e2ntica francesa e um filmezinho \u00f3bvio cujo final est\u00e1 escrito na testa de todos os personagens (principalmente daquele que age e fala coisas como se fosse Woody). Assim como sua personagem principal, que amava Woody Allen, mas parecia n\u00e3o transpor as coisas que via na tela para a vida real (e poucos cineastas s\u00e3o t\u00e3o reais quanto Woody), Lellouche mostra que tamb\u00e9m como n\u00e3o aprendeu nada com o cineasta norte-americano. Uma pena. Melhor rever qualquer outro do pr\u00f3prio Woody&#8230;<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Woody Allen de 0 a 10, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/04\/woody-allen-de-0-a-10-atualizado\/\" target=\"_self\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cIntoc\u00e1veis\u201d (Intouchables, 2011) Filme franc\u00eas mais visto na hist\u00f3ria com mais 32,5 milh\u00f5es de espectadores na Europa (e mais de 1 milh\u00e3o de p\u00fablico no Brasil), \u201cIntoc\u00e1veis\u201d \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o do livro \u201cO Segundo Suspiro\u201d (lan\u00e7ado no Brasil pela Editora Intrinseca), de Philippe Pozzo di Borgo, ex-executivo da casa de champanhe Pomery que ficou tetrapl\u00e9gico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7552"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7552"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7552\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}