{"id":3465,"date":"2010-10-12T17:18:19","date_gmt":"2010-10-12T20:18:19","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/10\/12\/swu-%e2%80%93-dia-3\/"},"modified":"2010-10-12T23:31:58","modified_gmt":"2010-10-13T02:31:58","slug":"swu-%e2%80%93-dia-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/10\/12\/swu-%e2%80%93-dia-3\/","title":{"rendered":"SWU \u2013 Dia 3"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5076143618\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/swu11.jpg\" width=\"450\" height=\"338\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Texto: Marcelo Costa<br \/>\nFotos: Liliane Callegari<\/strong><\/p>\n<p>A sa\u00edda do segundo dia foi sossegada (ao contr\u00e1rio do drama do primeiro dia). Optamos por cabular o pop Vila Ol\u00edmpia da Dave Matthews Band e o rock fracote do Kings of Leon para chegarmos \u00e0 Pousada antes do sol nascer. Funcionou. Praticamente com o estacionamento lotado (e 70% do p\u00fablico ainda no festival), deixamos o local sem traumas. Antes da meia-noite est\u00e1vamos em Itu assistindo ao Kings of Leon na barraquinha King Lanches (um local perguntou: \u201cIsso \u00e9 rock?\u201d. Diz muito).\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5075542103\/sizes\/z\/in\/photostream\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/ordemeprogresso.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Frente \u00e0s reclama\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias da noite assustadora do dia anterior, a organiza\u00e7\u00e3o conseguiu que a pol\u00edcia liberasse uma via antes fechada para melhor escoamento do tr\u00e2nsito, colocou mais pessoas informando os locais corretos de embarque para cada destino e 40 \u00f4nibus a mais do que na noite anterior (eram 80 e passaram a 120). Como optamos por ir de carro e sa\u00edmos antes do batalh\u00e3o de p\u00fablico ao termino do \u00faltimo show, n\u00e3o podemos afirmar se funcionou ou n\u00e3o, mas fica registrada a tentativa da produ\u00e7\u00e3o em evitar repetir os erros do primeiro dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/yolatengo.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>Para o terceiro dia n\u00e3o alteramos o modus operandi do dia anterior. Fomos novamente de carro, estacionamos no local e sa\u00edmos antes do \u00faltimo show. Chegamos em tempo de pegar metade do bel\u00edssimo show de microfonia do Yo La Tengo. Teve &#8220;Sugarcube&#8221;, &#8220;Tom Courtenay&#8221;, &#8220;Autumn Sweater&#8221; e &#8220;Pass the Hatchet, I Think I&#8217;m Godkind&#8221;, 15 minutos de barulho para f\u00e3 nenhum de rock botar defeito (com exce\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s do Linkin Park, que vamos combinar, n\u00e3o entendem de rock).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076233491\/in\/set-72157625028189231\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/max.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na sequencia, Max e Iggor promoveram a maior, melhor e mais bonita roda de pogo do festival ao tocar hinos do Sepultura como \u201cRefuse\/Resist\u201d e \u201cRoots Bloody Roots\u201d, que levantou poeira (ainda rolaram &#8220;Atittude&#8221; e &#8220;Troops of Doom&#8221;), com o Cavalera Conspirancy. Tocaram tamb\u00e9m can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u201cInflikted\u201d, como a faixa t\u00edtulo mais \u201cSanctuary\u201d, \u201cTerrorize\u201d, \u201cHex\u201d, \u201cUltra-Violent\u201d e um n\u00famero in\u00e9dito, \u201cWarlords\u201d. Do meio do pista normal, os ex-parceiros Paulo Jr. e Andr\u00e9as Kisser assistiam ao show. Reuni\u00e3o do Sepultura \u00e0 vista?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076206893\/in\/set-72157625152076550\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/josh.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0No palco Oi, acompanhado apenas de baixol\u00e3o e viol\u00e3o, Josh Rouse fez um show intimista e bonito, mas sofreu com um problema comum nesta primeira dia edi\u00e7\u00e3o do SWU: o mau posicionamento dos palcos (estrutura \u00e9 um erro grave em um evento deste porte) fazia com que o som vazasse para os outros. O p\u00fablico que ouvia o Yo La Tengo, em momentos mais calmos, percebia o som do Autoramas chegar ao palco principal. E Josh, em show ac\u00fastico, lamentou: \u201cVoc\u00eas conseguem nos ouvir com essa m\u00fasica eletr\u00f4nica?\u201d Can\u00e7\u00f5es delicadas como \u201cCome Back\u201d, \u201cValencia\u201d, \u201cMy Love has Gone\u201d, \u201cCarolina\u201d, \u201cSunshine\u201d, \u201cStreetlights\u201d e \u201cLove Vibrations\u201d mereciam mais respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076197887\/in\/set-72157625152076550\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/josh_homme.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com um atraso inaceit\u00e1vel de 50 minutos, o Queens of The Stone Age subiu ao palco para tocar para uma \u00e1rea Premium tomada por f\u00e3s do Linkin Park. O show demorou a engrenar \u2013 com problemas vis\u00edveis na ilumina\u00e7\u00e3o, nos tel\u00f5es e na superlota\u00e7\u00e3o da \u00e1rea \u2013 mas Josh Homme encontrou o caminho para fazer o melhor show do festival. Dois cl\u00e1ssicos modernos logo de cara (&#8220;Feel Good Hit of the Summer&#8221; e &#8220;The Lost Art of Keeping a Secret&#8221;) mais um punhado de n\u00fameros matadores (&#8220;3&#8217;s &amp; 7&#8217;s&#8221;, &#8220;Sick, Sick, Sick&#8221;, &#8220;Monsters in the Parasol&#8221;, &#8220;Little Sister&#8221;, &#8220;Go With The Flow&#8221;) que culminaram numa vers\u00e3o majestosa de \u201cNo One Knows\u201d, a melhor m\u00fasica do melhor disco do QOTSA. Levou a medalha de ouro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076795318\/in\/set-72157625152076550\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pixies1.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0Entre jornalistas, o coment\u00e1rio era de que o Pixies iria ter que suar para bater o Queens. Mas suar pelo Pixies \u00e9 um verbo que Frank Black n\u00e3o conjuga mais. A banda \u00edcone enfileirou hits (\u201cDebaser\u201d, \u201cWave of Mutilation\u201d, \u201cVelouria\u201d, \u201cMonkey Gone to Heaven\u201d, \u201cPlanet of Sound\u201d, \u201cWhere Is My Mind?\u201d e \u201cGigantic\u201d) e tocou o \u00e1lbum \u201cDoolittle\u201d praticamente inteiro (faltaram apenas quatro das 15 faixas: \u201cSilver\u201d, \u201cDead\u201d, \u201cThere Goes My Gun\u201d e, aus\u00eancia mais sentida, \u201cI Bleed\u201d), mas sofreu com um som embolado e, em momentos mais calmos, parecia tocar em marcha lenta (\u201cHere Comes Your Man\u201d, por exemplo).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076797132\/in\/set-72157625152076550\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/pixies2.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Frank Black estampava uma vontade de tocar t\u00e3o contagiante que se um boneco estivesse em seu lugar n\u00e3o faria diferen\u00e7a, mas s\u00e3o tantos hinos, tantas can\u00e7\u00f5es boas, que ele merece o dinheiro que ganha (hoje em dia). Ele \u00e9 a mente doentia por tr\u00e1s de uma das grandes bandas da hist\u00f3ria, mas n\u00e3o \u00e0 toa, o grande momento do show foi ouvir Kim Deal mand\u00e1-lo se foder (mesmo brincando) no \u00fanico espa\u00e7o em que a baixista pode chamar de seu no show, \u201cGigantic\u201d. Bonito. Cortinas cerradas. Ainda tinha Linkin Park e Tiesto, mas a festa j\u00e1 tinha terminado &#8211; para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/publico.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 muito ainda o que falar do SWU, um evento que ofereceu um punhado de shows legais, mas que teve uma por\u00e7\u00e3o de problemas na produ\u00e7\u00e3o. Apesar de Eduardo Fischer, em pequena coletiva na sala de imprensa, colocar o festival entre os cinco melhores do mundo, falta muito para o SWU entrar num top 100. Qualquer festival min\u00fasculo da B\u00e9lgica (o pa\u00eds mais pr\u00f3digo em realizar bons festivais \u2013 \u00e9 s\u00f3 consultar o Pr\u00eamio Arthur para conferir) deixa o SWU para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/festival3.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>Reconhecer os erros \u00e9 um m\u00e9rito que pode melhorar o planejamento para a edi\u00e7\u00e3o de 2011. O bom n\u00famero do p\u00fablico refor\u00e7a a id\u00e9ia de sucesso do evento, mas n\u00e3o basta (ou n\u00e3o deveria bastar) levar 160 mil almas para uma fazenda no interior do Estado de S\u00e3o Paulo e considerar isso como uma vit\u00f3ria: \u00e9 preciso tratar essas pessoas com respeito, dar-lhes formas de se alimentar e assistir aos shows de forma prazerosa (entretenimento deveria ser prazer), e condi\u00e7\u00f5es para que cada uma voltasse para sua casa, barraca ou hotel de forma decente, sem riscos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/5075543073\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/swu12.jpg\" width=\"450\" height=\"338\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por outro lado \u00e9 preciso saudar o surgimento de um festival que pode vir a ser o melhor festival sul-americano em quatro, cinco anos. Houve sim problemas (at\u00e9 relatados neste espa\u00e7o) e ser\u00e3o necess\u00e1rios muitos ajustes para as edi\u00e7\u00f5es vindouras, mas o Brasil sentia falta de um grande festival anual no formato dos melhores eventos europeus e norte-americanos. Acontece que Europa e Estados Unidos est\u00e3o 10, 20, 30 anos \u00e0 frente do SWU no quesito produ\u00e7\u00e3o. A equipe de Eduardo Fischer precisa aprender com os erros e mirar um futuro em que o show, a m\u00fasica, o f\u00f3rum sejam not\u00edcia, n\u00e3o os problemas. Retuitar apenas os elogios soa cinismo. O p\u00fablico, no entanto, fica no aguardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/5076581189\/in\/set-72157625028189231\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/festival1.jpg\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Todas as fotos por <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/people\/lilianecallegari\" target=\"_blank\">Liliane Callegari<\/a> com exce\u00e7\u00e3o da 1, 2 e 11 (por <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/people\/maccosta\" target=\"_blank\">Marcelo Costa<\/a>) e do Yo La Tengo (Divulga\u00e7\u00e3o SWU)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Marcelo Costa Fotos: Liliane Callegari A sa\u00edda do segundo dia foi sossegada (ao contr\u00e1rio do drama do primeiro dia). 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