{"id":3449,"date":"2010-10-10T20:05:02","date_gmt":"2010-10-10T23:05:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/10\/10\/swu-cenario-de-festa-ou-de-caos\/"},"modified":"2010-10-10T20:05:02","modified_gmt":"2010-10-10T23:05:02","slug":"swu-cenario-de-festa-ou-de-caos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/10\/10\/swu-cenario-de-festa-ou-de-caos\/","title":{"rendered":"SWU: cen\u00e1rio de festa ou de caos?"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o foi uma trag\u00e9dia, mas quase. A sa\u00edda do p\u00fablico do primeiro dia do SWU poderia facilmente ter entrado para as p\u00e1ginas negras da hist\u00f3ria do festivais de m\u00fasica ao redor do mundo. Um total de 47 mil pessoas (p\u00fablico informado pela produ\u00e7\u00e3o) vagava sem nenhuma informa\u00e7\u00e3o, perdidas entre pessoas da organiza\u00e7\u00e3o despreparadas, nenhuma placa de informa\u00e7\u00e3o e a escurid\u00e3o das ruas de terra batida da Fazenda Maeda.<\/p>\n<p>O caos come\u00e7ou logo ap\u00f3s ao t\u00e9rmino do show do Rage Against The Machine. A maioria do p\u00fablico partiu em dire\u00e7\u00e3o aos bols\u00f5es de \u00f4nibus para pegar um translado para os bols\u00f5es de estacionamento, em Itu. Por\u00e9m, n\u00e3o haviam \u00f4nibus. As filas imensas davam voltas e ningu\u00e9m sabia informar a qual destinava cada uma. Algumas pessoas j\u00e1 esperavam os ve\u00edculos antes do show do Rage Against The Machine terminar, mas nada de condu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Grande parte do p\u00fablico decidiu fazer o caminho \u00e0 p\u00e9, o que transformou a rua de terra batida da Fazenda Maeda em terra de ningu\u00e9m, um pequeno espa\u00e7o ocupado por carros, \u00f4nibus e milhares de transeuntes. Um grupo de pessoas, ao ver um \u00f4nibus vazio partindo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00edda, conseguiu &#8220;convencer&#8221; o motorista a abrir a porta, e o ve\u00edculo lotou em aproximadamente tr\u00eas minutos. Ningu\u00e9m mais entrava, n\u00e3o havia espa\u00e7o. <\/p>\n<p>Assim que o motorista fechou a porta, dezenas de outras pessoas come\u00e7aram a bater nos vidros do \u00f4nibus pedindo uma vaga na condu\u00e7\u00e3o. Um rapaz, com o tiquete da passagem na m\u00e3o, batia violentamente no vidro do motorista gritando e chorando: &#8220;Eu paguei o \u00f4nibus. Eu quero ir embora&#8221;. Um amigo, na janela ao lado, provocava o piloto: &#8220;O \u00f4nibus n\u00e3o est\u00e1 saindo do lugar e o motor est\u00e1 ligado. Esse \u00e9 um evento de sustentabilidade&#8221;. <\/p>\n<p>Uma cena de stress era protagonizada a cada cem metros que o \u00f4nibus conseguia se locomover. Algu\u00e9m parava ao lado do motorista, pedia &#8220;pelo amor de Deus&#8221; para que ele abrisse a porta, e o piloto alegava que n\u00e3o cabia mais ningu\u00e9m no ve\u00edculo. Um rapaz, deitado no painel e com a cabe\u00e7a embaixo do volante, era o retrato da lota\u00e7\u00e3o, mas ningu\u00e9m queria saber. Geralmente esmurrava o vidro do carro enquanto os ocupantes do \u00f4nibus diziam que o motorista n\u00e3o tinha culpa e estava apenas trabalhando (ou tentando).<\/p>\n<p>Os dois pontos de maior risco foram pr\u00f3ximos a sa\u00edda para a Rodovia Castelo Branco. No primeiro, rapazes em uma Meriva tentaram cortar o \u00f4nibus pela direita. Impossibilitado de ver o ve\u00edculo ao lado, o motorista acelerou e deu no meio do carro dos rapazes, que desceram no mesmo momento e tentaram partir para a viol\u00eancia, cobrando do motorista do \u00f4nibus uma atitude. Seis carros da pol\u00edcia passaram ao lado, e n\u00e3o pararam para resolver o imbr\u00f3glio, que terminou em um bate boca (e em um quase racha na Castelo Branco: isso mesmo, um racha com quase 100 pessoas num \u00f4nibus). <\/p>\n<p>Assim que o \u00f4nibus passou pela \u00e1rea de congestionamento (causada pela jun\u00e7\u00e3o da sa\u00edda do estacionamento simples &#8211; em quatro faixas &#8211; com a estrada que trazia os \u00f4nibus da entrada principal), um grupo de pessoas com pedras tentava quebrar os vidros do \u00f4nibus ante a negativa do embarque. Junto, o rapaz da Meriva incitava o quebra quebra. A pol\u00edcia, a 100 metros, s\u00f3 dispersou o p\u00fablico quando o motorista, ap\u00f3s alguns minutos de tens\u00e3o, sinalizou com os far\u00f3is que havia algo errado. <\/p>\n<p>Assim que entrou na Rodovia Castelo Branco, ap\u00f3s alguns metros emparelhado com a Meriva detonada, o \u00f4nibus seguiu seu trajeto at\u00e9 o Bols\u00e3o do Kart\u00f3dromo. O trajeto que custou 25 minutos na vinda, \u00e0s 16h, demorou 3h30 durante a madrugada. Segundo tweets, como o do Fabricio Vianna (@fabriciovianna), &#8220;teve uma galera que colocou fogo na passagem pra n\u00e3o descer mais de \u00f4nibus&#8221;. J\u00e1 o Alexandre Pera (@alexandrepera), &#8220;as fichas de alimenta\u00e7\u00e3o acabaram. A cerveja que era tabelada, aumentou&#8221;. <\/p>\n<p>A noite para a Let\u00edcia Ribeiro (@anthems_antics) foi ainda mais traum\u00e1tica: &#8220;Cara, devolvemos nossos ingressos de hj pq fomos roubados por uns carecas em pleno show do RATM! Foi muito tenso! N\u00f3s reagimos ao roubo, mas n\u00e3o tinha seguran\u00e7a por perto! E a galera de fora balan\u00e7ava nosso \u00f4nibus&#8221;. Se musicalmente, a primeira noite tinha sido ok sem grandes destaques (talvez o coito interrompido do RATM), a desorganiza\u00e7\u00e3o na sa\u00edda simplesmente transformou um cen\u00e1rio de festa em um caos, quase um campo de guerra. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o foi uma trag\u00e9dia, mas quase. A sa\u00edda do p\u00fablico do primeiro dia do SWU poderia facilmente ter entrado para as p\u00e1ginas negras da hist\u00f3ria do festivais de m\u00fasica ao redor do mundo. Um total de 47 mil pessoas (p\u00fablico informado pela produ\u00e7\u00e3o) vagava sem nenhuma informa\u00e7\u00e3o, perdidas entre pessoas da organiza\u00e7\u00e3o despreparadas, nenhuma placa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3449"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3449"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3449\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}