{"id":2874,"date":"2010-05-25T06:12:26","date_gmt":"2010-05-25T09:12:26","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2010\/05\/25\/perambulando-nas-ruazinhas-de-praga\/"},"modified":"2010-07-03T18:07:56","modified_gmt":"2010-07-03T21:07:56","slug":"perambulando-nas-ruazinhas-de-praga","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2010\/05\/25\/perambulando-nas-ruazinhas-de-praga\/","title":{"rendered":"Perambulando nas ruazinhas de Praga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/4634909018\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/rt20.jpg\" alt=\"rt20.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>O mundo tem centenas de milhares de cidades, mas poucas devem merecer o adjetivo de encantadoras com todas \u2013 mas muito poucas mesmo \u2013 as doze letras que comp\u00f5e a palavra. Chuto umas dez cidades, mas s\u00f3 consigo pensar em duas ou tr\u00eas neste momento: Paris, Veneza e&#8230; Praga. Amo Barcelona, mas a cidade espanhola \u00e9 uma conjun\u00e7\u00e3o de diversos fatores que me atraem (Gaudi, o projeto urban\u00edstico do Cerd\u00e1, o Mediterr\u00e2neo) e que me fazem ter vontade de morar nela, mas essa paix\u00e3o \u00e9 algo mais racional que passional.<\/p>\n<p>J\u00e1 Paris, Veneza e Praga s\u00e3o passionais. Assim que voc\u00ea atravessa os limites da cidade, j\u00e1 sabe se a amou ou se a odiou. Me apaixonei por Veneza desde a janela do avi\u00e3o, observando aquele monte de casinhas entre a \u00e1gua. Por Paris foi diferente. Odiei o hostel que tinha reservado, estava num dia p\u00e9ssimo, e um norte-americano de New Jersey, observando minha ira, aconselhou: \u201cVoc\u00ea tem um mapa? Faz o seguinte: n\u00f3s estamos aqui. Pega a Rua do Commercio que voc\u00ea vai sair na Torre Eiffel. Depois atravessa, vai no Arco do Triunfo e desce a Champs Elysees\u201d. Precisa dizer mais?<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4635074550\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/rt29.jpg\" alt=\"rt29.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 Praga&#8230; Acordamos \u00e0s 4h20 em Budapeste para pegarmos o trem naquela esta\u00e7\u00e3o macabra \u00e0s 5h28 com previs\u00e3o de seis horas de viagem. A viagem foi mon\u00f3tona, com exce\u00e7\u00e3o de um grupo de alunos (m\u00e9dia 16 anos) que entrou no nosso vag\u00e3o j\u00e1 na Rep\u00fablica Tcheca (o trem que sai da Hungria ainda passa pela Eslov\u00e1quia) e causou (um deles arremessou a mochila no bagageiro. Segundos depois um l\u00edquido vermelho come\u00e7ou a escorrer. Era uma vez uma garrafa de vinho escondida). Engra\u00e7ado eram os amigos tentando esconder os vest\u00edgios da professora.<\/p>\n<p>Chegamos ao hotel ap\u00f3s uma boa pernada (erramos o lado de sa\u00edda do metr\u00f4), desfizemos as malas e fomos para a rua. A Charles Bridge estava completamente abarrotada de turistas (enfim, eles chegaram. E n\u00f3s tamb\u00e9m). Almo\u00e7amos no centro da cidade (Lili arriscou no coelho, e aprovou. Fui do meu steak b\u00e1sico, que perde para o de Budapeste), e sa\u00edmos a caminhar pelas ruazinhas de Praga sem destino certo (algo delicioso de se fazer numa cidade antiga).<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/4634909654\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/rt11.jpg\" alt=\"rt11.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Chegamos na pra\u00e7a principal, dividida entre turistas e torcedores que iriam acompanhar a final do campeonato mundial de h\u00f3quei no gelo (os tchecos enfrentavam os russos \u2013 contei aqui). Subimos na torre da antiga prefeitura (constru\u00edda em 1338), observamos a vis\u00e3o esplendorosa da cidade e depois partimos caminhando por ruazinhas sem destino, um deleite para a alma. S\u00e3o tantas coisas pra se ver na cidade que o mais correto \u00e9 relaxar e deixar-se levar pelo vento, pelas ruas que pedem seus p\u00e9s, sem pirar em obriga\u00e7\u00f5es. Isso se chama f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Praga \u00e9 uma cidade especial porque parece ter preservado com naturalidade sua personalidade sem se render a brutalidade e impessoalidade do mundo moderno. Os bondinhos passeiam pelas ruas e d\u00e3o um charme especial ao conjunto. Os pr\u00e9dios antigos est\u00e3o em \u00f3timo estado, e convidam a contempla\u00e7\u00e3o. H\u00e1 pr\u00e9dios novos (como o lirico \u201cDancing House\u201d, de Frank Gehry e Vlado Milunic) e centenas de caf\u00e9s convidativos. E h\u00e1 a Charles Bridge, o conjunto do castelo, o bairro judeu, as cervejas, as comidas, as mulheres mais lindas do mundo (grifo do amigo Carlos)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4637795415\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/rt9.jpg\" alt=\"rt9.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p>Choveu (e ventou) muito na segunda. Nosso guarda-chuva morreu (assim como todos aqueles de Budapeste) e chegamos completamente ensopados no hotel, mas o dia todo valeu muito a pena. Entramos na St. Vitus Catedral, a impressionante (mais por fora do que por dentro) catedral g\u00f3tica que come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 1344 (para ser finalizada quase 600 anos depois, em 1929) e que reina no alto do morro do castelo. Um misto de contempla\u00e7\u00e3o e receio toma a alma do espectador, e nos leva para uma \u00e9poca em que a religi\u00e3o doutrinava atrav\u00e9s da beleza, mas tamb\u00e9m do medo.<\/p>\n<p>Pertinho da igreja est\u00e1 a Golden Lane, uma ruazinha estreita com casinhas de trabalhadores que prestavam servi\u00e7os no pal\u00e1cio real. Quer\u00edamos ver a casa em que viveu Franz Kafka entre 1916 e 1917, mas a vilinha est\u00e1 fechada para reformas. Uma pena. Deixamos a regi\u00e3o do castelo medieval debaixo de chuva. Esta ter\u00e7a \u00e9 nosso \u00faltimo dia na cidade, mas ficamos felizes porque queremos voltar. Praga (assim como Paris e Veneza) n\u00e3o \u00e9 uma cidade em que voc\u00ea passa apenas uma vez na vida. \u00c9 daquelas raras paix\u00f5es que v\u00e3o e voltam. E esperamos muito que ela volte para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/4635071982\/\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/rt10.jpg\" alt=\"rt10.jpg\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Fotos da viagem:<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo tem centenas de milhares de cidades, mas poucas devem merecer o adjetivo de encantadoras com todas \u2013 mas muito poucas mesmo \u2013 as doze letras que comp\u00f5e a palavra. Chuto umas dez cidades, mas s\u00f3 consigo pensar em duas ou tr\u00eas neste momento: Paris, Veneza e&#8230; Praga. 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