{"id":16219,"date":"2008-01-30T23:44:43","date_gmt":"2008-01-31T02:44:43","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=16219"},"modified":"2018-01-20T23:46:34","modified_gmt":"2018-01-21T02:46:34","slug":"grito-rock-2008-amplia-territorio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/01\/30\/grito-rock-2008-amplia-territorio\/","title":{"rendered":"Grito Rock 2008 amplia territ\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-16220 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/gritorock.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"305\" srcset=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/gritorock.jpg 450w, http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/gritorock-300x203.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Enquanto Ivete Sangalo, Ana Carolina, Kid Abelha e Jota Quest lideram as paradas de sucesso em todo o pa\u00eds, uma gera\u00e7\u00e3o de novos artistas batalha fora da grande m\u00eddia apostando em trabalhos autorais. A grande diferen\u00e7a de outros tempos \u00e9 que, agora, n\u00e3o h\u00e1 uma regi\u00e3o especifica fomentando esse cen\u00e1rio, mas sim todo o Brasil, do Acre at\u00e9 Porto Alegre, passando por Goi\u00e2nia, Cuiab\u00e1, Porto Velho e dezenas de outras cidades que, juntas, v\u00e3o integrar o segundo Grito Rock Nacional. Ou melhor: o primeiro\u00a0Grito Rock Am\u00e9rica do Sul, j\u00e1 que Argentina, Uruguai e Bol\u00edvia integram a vers\u00e3o 2008 do projeto.<\/p>\n<p>Exatamente no meio de carnaval, um ex\u00e9rcito de bandas estar\u00e1 empunhando instrumentos em 44 cidades brasileiras e tr\u00eas estrangeiras (Montevid\u00e9u, Buenos Aires e Santa Cruz de La Sierra) exibindo uma organiza\u00e7\u00e3o que impressiona e, sobretudo, abre novas possibilidades para a m\u00fasica brasileira. Foi se o tempo em que as bandas surgiam imaginando vender milh\u00f5es de discos, sonhavam em aparecer no Faust\u00e3o e pensavam em tocar nas r\u00e1dios AM e FM. O cen\u00e1rio mudou radicalmente, e as perspectivas precisaram ser revistas.<\/p>\n<p>\u201cEsse mercado m\u00e9dio j\u00e1 esqueceu do Faust\u00e3o faz tempo\u201d, diz Pablo Capil\u00e9, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de planejamento do\u00a0Espa\u00e7o Cubo, produtora que organiza o Festival Calango, em Cuiab\u00e1, e que apostou na articula\u00e7\u00e3o nacional dos festivais independentes. \u201cEsse novo modelo de neg\u00f3cio na m\u00fasica est\u00e1 formando os circuitos m\u00e9dios, que d\u00e3o autonomia para as bandas e a possibilidade de investir em um novo modelo de carreira\u201d, explica em conversa por MSN. Para Capil\u00e9, um novo cen\u00e1rio est\u00e1 se formando fortalecido por festivais, associa\u00e7\u00f5es, casas de shows e, claro, boas bandas.<\/p>\n<p>De certa forma, essa vis\u00e3o \u00e9 avalizada pela vota\u00e7\u00e3o de\u00a0Melhores do Ano\u00a0do site independente Scream and Yell, que reuniu 91 pessoas que lidam com cultura (prioritariamente m\u00fasica) no pa\u00eds e apontou nomes como\u00a0Vanguart (Cuiab\u00e1),\u00a0Terminal Guadalupe\u00a0(Curitiba),\u00a0Hurtmold\u00a0(S\u00e3o Paulo),\u00a0Violins (Goi\u00e2nia) e\u00a0Superguidis\u00a0(Porto Alegre) entre os nomes de maior destaque em 2007. O fato \u2013 interessante \u2013 \u00e9 que nenhum destes cinco nomes frequenta o Top 100 das paradas de sucesso que abre esse texto.<\/p>\n<p>Isso poderia ser um problema alguns anos atr\u00e1s, quando o cen\u00e1rio independente n\u00e3o se sustentava, quando as bandas n\u00e3o conseguiam espa\u00e7o para tocar, quando alguns festivais lutavam bravamente (e isoladamente) em lugares long\u00ednquos como Goi\u00e2nia e Recife. Agora a hist\u00f3ria \u00e9 outra e o Grito Rock 2008 tem um papel fundamental nessa movimenta\u00e7\u00e3o. No meio do carnaval, 44 cidades brasileiras v\u00e3o abrigar festivais independentes de m\u00fasica. A lista completa pode ser conferida no site oficial do evento. Abaixo, Pablo Capil\u00e9 conta mais novidades sobre o projeto, fala da movimenta\u00e7\u00e3o no circuito independente e afirma: \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que tudo isso cres\u00e7a cada vez mais\u201d.<\/p>\n<p><strong>Grito Rock 2008. Esse j\u00e1 \u00e9 o segundo ou o terceiro? Ou perdi os outros?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade este \u00e9 o sexto em Cuiab\u00e1, e o segundo realizado em parceria com o Circuito Fora do Eixo, cuja a\u00e7\u00e3o inclui dezenas de cidades.<\/p>\n<p><strong>Como se deu esse contato e formou-se essa rede que engloba praticamente o pa\u00eds inteiro?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, come\u00e7amos o Grito aqui em Cuiab\u00e1 em 2003, e nos anos seguintes demos continuidade a a\u00e7\u00e3o sempre a ampliando. Em 2003 foi um dia somente; 2004 dois dias; 2005 tr\u00eas dias; 2006 quatro dias, e 2007 e 2008 cinco dias. Em 2005 come\u00e7ou a surgir uma movimenta\u00e7\u00e3o bem bacana na cena independente nacional, pautada principalmente no associativismo, e como conseq\u00fc\u00eancia disso nasceram o Circuito Fora do Eixo e a Abrafin, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Festivais Independentes. O Circuito Fora do Eixo consistia em integrar cidades distantes do eixo tradicional de produ\u00e7\u00e3o fonogr\u00e1fica, potencializando assim a circula\u00e7\u00e3o de bandas e produtores, a distribui\u00e7\u00e3o de produtos e a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado. Com isso, em 2006 fizemos a primeira reuni\u00e3o do Circuito Fora do Eixo, justamente no Grito Rock Cuiab\u00e1, e nesta reuni\u00e3o foi elaborado o planejamento estrat\u00e9gico do circuito e definidas as primeiras a\u00e7\u00f5es. Para come\u00e7ar trabalhamos para que as bandas e os produtores circulassem mais, fazendo com que bandas do Acre tocassem em outros estados, bandas cuiabanas, rondonienses, belenenses, goianas, uberlandenses e etc\u2026 E durante o ano fizemos v\u00e1rias delas circularem, dai surgem bandas como o Vanguart, o Los Porongas, o Madame Saatan, o Macaco Bong, o Porcas Borboletas, bandas que come\u00e7aram a despontar ap\u00f3s o surgimento do Circuito e da premissa de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E isso resultou em um Grito Rock nacional no ano passado. Quais foram os n\u00fameros de 2007 e como est\u00e1 indo a coisa toda pra esse ano?<\/strong><\/p>\n<p>A uni\u00e3o de tudo isso resultou no Grito do ano passado, onde 20 cidades que j\u00e1 participavam do circuito organizaram em conjunto o Grito Rock Brasil 2007. Em 2007, 20 cidades realizaram a a\u00e7\u00e3o, 300 bandas se apresentaram, 150 mil panfletos foram distribu\u00eddos, 20 equipes de sonoriza\u00e7\u00e3o contratadas, 500 seguran\u00e7as, 130 v\u00eddeos produzidos, turn\u00eas realizadas, e mais de 50 mil pessoas acompanharam o evento. Al\u00e9m disso, o evento gerou quase R$ 2 milh\u00f5es de m\u00eddia espont\u00e2nea, j\u00e1 que al\u00e9m das m\u00eddias independentes, as m\u00eddias tradicionais tamb\u00e9m publicaram bastante, revistas de grande circula\u00e7\u00e3o. Todas as cidades conseguiram grandes mat\u00e9rias em jornais locais. Tudo isso chancelou o evento a tal ponto que conseguimos dobrar o numero de cidades para 2008, e incluir tamb\u00e9m outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p><strong>Quantas cidades j\u00e1 confirmaram para este ano?<\/strong><\/p>\n<p>47. 44 brasileiras e 3 gringas, sendo que no sul, norte, sudeste e centro oeste todos os estados estar\u00e3o participando. No nordeste sa\u00edmos de um estado em 2007 para 4 em 2008. O nordeste, devido a dist\u00e2ncia, est\u00e1 sendo o mais dif\u00edcil de se consolidar a integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas gringas? Estamos ultrapassando fronteiras?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, estamos. Grito Rock Montevid\u00e9u, Grito Rock Buenos Aires e Grito Rock Santa Cruz de la Sierra. Seguindo tamb\u00e9m uma das premissas do Circuito e da Abrafin de articula\u00e7\u00e3o com os paises sul-americanos.<\/p>\n<p><strong>O legal \u00e9 que isso abre portas para as bandas brasileiras nestes pa\u00edses\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida, e duas delas estar\u00e3o se apresentando, Autoramas em Montevid\u00e9u e Macaco Bong em Buenos Aires.<\/p>\n<p><strong>Como algu\u00e9m faz para colocar a sua cidade no Grito Rock? Quais os passos?<\/strong><\/p>\n<p>O Grito Rock funciona como um software livre: temos um c\u00f3digo fonte em Cuiab\u00e1 e esse c\u00f3digo \u00e9 readaptado por outras cidades conforme as realidades locais. O primeiro passo \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o no Circuito Fora do Eixo, e depois disso cada cidade apresenta uma proposta de organiza\u00e7\u00e3o do evento que passa pelo conselho gestor do circuito e em dois dias a resposta \u00e9 dada.<\/p>\n<p><strong>De um cara que tem experi\u00eancia no neg\u00f3cio, como \u00e9 montar um festival?<\/strong><\/p>\n<p>Festivais s\u00e3o o topo da cadeia produtiva das cenas locais, ent\u00e3o precisamos nos ater sempre a diversos fatores, a come\u00e7ar por um bom planejamento, baseado em uma planilha de custos muito bem amarrada e interligada ao conceito do evento, sem falar na inter-rela\u00e7\u00e3o com a iniciativa privada e com o poder publico, sempre na busca de alcan\u00e7ar a excel\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das quest\u00f5es estruturais \u00e9 sempre muito prazeroso trabalhar e montar a grade de programa\u00e7\u00f5es e acompanhar a interface com o publico, que \u00e9 a grande for\u00e7a motriz dessa hist\u00f3ria toda. E hoje, com a Abrafin, os festivais ganham ainda mais for\u00e7a, ampliando seu leque de atua\u00e7\u00e3o, e se estabelecendo definitivamente como a nova cara da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea analisa essa movimenta\u00e7\u00e3o toda no cen\u00e1rio independente?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos vivendo um momento muit\u00edssimo promissor no cen\u00e1rio independente nacional, com festivais se consolidando, casas de shows surgindo, m\u00eddias independentes cada vez mais acessadas, bandas rodando o pa\u00eds e consolidando uma carreira, lan\u00e7ando CDs, recebendo cach\u00eas honestos, etc\u2026 Visualizando assim a efetiva\u00e7\u00e3o de um mercado m\u00e9dio, onde o sucesso \u00e9 pagar as contas e o artista \u00e9 igual pedreiro, auto-produtor, gerente da sua carreira. A iniciativa privada tem investido cada vez mais, o poder p\u00fablico idem, e os produtores tem trocado tecnologia e se qualificado cada vez mais nesse mercado.<\/p>\n<p><strong>O fortalecimento dessa cena (e o Grito Rock \u00e9 vital nisso) abre novas possibilidades para a m\u00fasica independente nacional. Olhamos a parada de sucessos e n\u00e3o vemos nada interessante. Voc\u00ea n\u00e3o acha que est\u00e1 na hora de esquecermos a ilus\u00e3o das grandes gravadoras, de aparecer no Doming\u00e3o no Faust\u00e3o, de vender milh\u00f5es de discos, e nos voltarmos para a nossa realidade, trabalharmos na constru\u00e7\u00e3o de um circuito?<\/strong><\/p>\n<p>Cara, mas esse \u00e9 o x da quest\u00e3o. Esse mercado m\u00e9dio j\u00e1 esqueceu do Faust\u00e3o faz tempo. Ningu\u00e9m mais tem como meta vender esses milh\u00f5es e estourar nas paradas de sucesso das r\u00e1dios jab\u00e1s. Esse \u00e9 o grande diferencial. Esse novo modelo de neg\u00f3cio na m\u00fasica est\u00e1 formando os circuitos m\u00e9dios, que d\u00e3o autonomia para as bandas e a possibilidade de investir em um novo modelo de carreira. Lan\u00e7ando CDs todos os anos, tocando em festivais, e depois voltando para tocar nas casas de shows e em eventos menores. Tocando em web-radios, se divulgando nas m\u00eddias independentes. Tudo isso j\u00e1 \u00e9 um mercado em franca ascens\u00e3o e n\u00e3o d\u00e1 mais pra n\u00e3o ser notado. Alguns festivais j\u00e1 tem or\u00e7amentos de mais de um milh\u00e3o de reais. S\u00f3 na Abrafin somos 30 festivais que fazem girar alguns milh\u00f5es de reais por ano, sem falar nos outros elos desse mercado. Esta sendo lan\u00e7ada agora tamb\u00e9m uma associa\u00e7\u00e3o brasileira de casas de shows, que j\u00e1 conta inicialmente com 10 casas, e que pretende incluir mais uma dezena de casas ate o fim do ano.<\/p>\n<p><strong>Muito boa essa not\u00edcia das casas de shows!<\/strong><\/p>\n<p>Temos tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de sites e blogs muito acessados, o Scream &amp; Yell \u00e9 um bom exemplo, o Senhor F, o Futuro da M\u00fasica, e mais um mont\u00e3o que acessamos diariamente e que tem formado opini\u00e3o de produtores, bandas e tamb\u00e9m do p\u00fablico. Al\u00e9m disso temos uma s\u00e9rie de bandas despontando: Vanguart, Macaco Bong, Los Porongas, Superguidis, Trilobit, Madame Saatan, Porcas Borboletas, entre outras. Elas surgem dessa nova l\u00f3gica e ocupam cada vez mais espa\u00e7os no cen\u00e1rio. N\u00e3o est\u00e1 vendendo milh\u00f5es porque a l\u00f3gica da grande ind\u00fastria j\u00e1 esta falida, e os caras est\u00e3o perdidinhos, sem saber como reverter esse quadro. Ent\u00e3o veja bem: Associa\u00e7\u00e3o brasileira de festivais, associa\u00e7\u00e3o brasileira de casas de shows, m\u00eddias independentes, selos independentes, isso tudo vai formando a coluna dorsal desse circuito, e isso \u00e9 um fato.<\/p>\n<p><strong>Exatamente!<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tem ningu\u00e9m aqui com discurso pseudo-socialista nem nada. Estamos apenas trabalhando por um mercado que \u00e9 mais compat\u00edvel com a nova realidade da m\u00fasica no pa\u00eds, e que se baseie em suportes constru\u00eddos localmente, que quando integrados nacionalmente se transformam em uma cadeia produtiva muito promissora. Que se baseia na economia solid\u00e1ria, nas trocas solid\u00e1rias, na democratiza\u00e7\u00e3o do acesso, na rela\u00e7\u00e3o com o poder p\u00fablico e com a iniciativa privada, com a desmistifica\u00e7\u00e3o do mito do artista em prol da autogest\u00e3o de uma carreira, algo que j\u00e1 acontece em outros pa\u00edses e que cada vez mais toma forma no Brasil. H\u00e1 algum tempo atr\u00e1s a cena de Cuiab\u00e1 n\u00e3o existia no mapa. Hoje tem produzido algumas das boas id\u00e9ias e de boas bandas do pa\u00eds, o Acre a mesma coisa, Bel\u00e9m a mesma coisa, Goi\u00e2nia nem se fala, Londrina, Uberl\u00e2ndia, estados do nordeste, e tudo isso proporcionado pelo estimulo que a organiza\u00e7\u00e3o de um mercado m\u00e9dio traz para todos os envolvidos. Para voc\u00ea ter uma id\u00e9ia, todas as capitais do pa\u00eds hoje em dia possuem coletivos altamente produtivos que organizam dezenas de eventos anuais al\u00e9m dos grandes festivais, e que tamb\u00e9m tem seus selos, suas casas de shows, seus blogs e sites, se relacionam com o poder p\u00fablico, organizam turn\u00eas e etc\u2026<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar que uma banda consiga sobreviver de m\u00fasica sem estar na grande m\u00eddia. Caminhamos pra isso, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sem sombra de d\u00favida: \u00e9 poss\u00edvel. Algumas j\u00e1 conseguem sobreviver nessa l\u00f3gica, e o Autoramas \u00e9 um belo exemplo, o Vanguart outro, o Los Porongas outro. J\u00e1 tem uma galera sobrevivendo \u00fanica e exclusivamente da m\u00fasica, e a tend\u00eancia \u00e9 que isso cres\u00e7a cada vez mais. Das centenas de bandas que est\u00e3o no circuito poucas j\u00e1 sobrevivem s\u00f3 da m\u00fasica, mas isso \u00e9 normal, o crescimento tem sido gradativo. E esse n\u00famero vai aumentar cada vez mais. Tomemos os festivais como exemplo: alguns deles j\u00e1 s\u00e3o organizados faz mais de 10 anos, e com a cria\u00e7\u00e3o da Abrafin, todos tem conseguido parcerias que auxiliam na estrutura\u00e7\u00e3o destes eventos, tem cervejarias bancando todo o calend\u00e1rio, e a Petrobras acaba de lan\u00e7ar um edital para apoio aos festivais. Isso faz com que novos festivais comecem a surgir tamb\u00e9m estimulados pelo case de sucesso dos anteriores. E com as bandas n\u00e3o est\u00e1 sendo diferente. Muitas delas tem se dedicado cada vez mais a carreira e isso \u00e9 o passo fundamental para sobreviver da m\u00fasica, entender a nova realidade e saber investir estrategicamente em todos os elos da cadeia produtiva. A mesma coisa com as casas de shows, o sucesso de uma estimula o surgimento de outra e s\u00f3 esse ano v\u00e1rias cidades j\u00e1 est\u00e3o planejando o lan\u00e7amento de suas casas. A tend\u00eancia \u00e9 que tudo isso cres\u00e7a cada vez mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto Ivete Sangalo, Ana Carolina, Kid Abelha e Jota Quest lideram as paradas de sucesso em todo o pa\u00eds, uma gera\u00e7\u00e3o de novos artistas batalha fora da grande m\u00eddia apostando em trabalhos autorais. 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