{"id":15876,"date":"2007-08-26T09:22:25","date_gmt":"2007-08-26T12:22:25","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/?p=15876"},"modified":"2018-01-20T09:26:19","modified_gmt":"2018-01-20T12:26:19","slug":"alguns-filmes-e-alguns-discos-novos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2007\/08\/26\/alguns-filmes-e-alguns-discos-novos\/","title":{"rendered":"Alguns filmes e alguns discos novos\u2026"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15877 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/devastations_yesu.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/devastations_yesu.jpg 350w, http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/devastations_yesu-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/devastations_yesu-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>E o fim de semana se foi, mais uma vez. Mas n\u00e3o vou reclamar. Vi dois filmes no cinema, comprei alguns outros em um sebo, e vi mais alguns em casa. E s\u00f3 por isso estou feliz. O cinema faz uma falta danada em minha vida, embora nenhum dos cinco \u00faltimos filmes que vi tenha sacudido a minha alma na beira de um precip\u00edcio.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cOs Incompreendidos\u201d, Fran\u00e7ois Truffaut, 1959<br \/>\nBel\u00edssimo filme de estr\u00e9ia do diretor franc\u00eas, \u201cOs Incompreendidos\u201d narra a inf\u00e2ncia do pr\u00f3prio diretor de forma autobiogr\u00e1fica. A cena do interrogat\u00f3rio \u00e9 divertid\u00edssima e esclarecedora, mas os grandes momentos s\u00e3o a apresenta\u00e7\u00e3o de fantoches e a corrida final. Um \u00f3timo exemplo de que um jovem problem\u00e1tico pode se transformar em um g\u00eanio. Pessoalmente prefiro \u201cA Noite Americana\u201d, mas esta estr\u00e9ia tem sua beleza.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cAmadeus\u201d, Milos Forman, 1984<br \/>\nPremiado com 8 Oscars, esta vers\u00e3o romanceada (inspirada em uma montagem teatral) da vida de Wolfgang Amadeus Mozart destaca um roteiro t\u00e3o bem cuidado que as atua\u00e7\u00f5es quase ficam em segundo plano. Quase. F. Murray Abraham (como Antonio Salieri) e Tom Hulce (como Mozart) brilham. O filme fecha em si mesmo como obra cinematogr\u00e1fica. Mas\u2026 bem, senti falta de algumas obras cl\u00e1ssicas, de alguns quartetos (a \u00fanica coisa que tenho de Mozart em casa s\u00e3o um quarteto de flautas e um quinteto de clarinetes). Na verdade, senti falta de Mozart no filme, j\u00e1 que o narrador \u00e9 Salieri. Isso n\u00e3o diminui a obra de forma alguma, e a vers\u00e3o do diretor, com 20 minutos a mais (totalizando 3 horas de filme) \u00e9 impec\u00e1vel. Por\u00e9m, eu esperava mais.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cO Grande Lebowski\u201d, Irm\u00e3os Coen, 1998<br \/>\nOutro filme que sofreu aqui em casa de grande expectativa, afinal, \u00e9 uma obra dos Irm\u00e3os Coen. Entende? &#8211; \u201cFargo\u201d, \u201cO Homem Que N\u00e3o Estava L\u00e1\u201d e \u201cE Ai, Meu Irm\u00e3o, Cad\u00ea Voc\u00ea?\u201d s\u00e3o cl\u00e1ssicos recentes do cinema mundial, e eu esperava ver neste \u201cO Grande Lebowski\u201d um pouco da genialidade da tr\u00edade citada. A genialidade est\u00e1 ali, voc\u00ea a sente em diversas passagens, por\u00e9m o resultado final \u00e9 confuso e pouco sedutor. Existem \u00f3timas cenas, \u00f3timas id\u00e9ias que, no entanto, parecem n\u00e3o encaixar no quebra-cabe\u00e7as maluco em que sempre se torna um roteiro dos Coen. Pena.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cMedos P\u00fablicos em Lugares Privados\u201d, Alain Resnais, 2006<br \/>\nQuando sai da sala de cinema e me deparei com a cr\u00edtica de Luiz Zanin, no Estad\u00e3o, n\u00e3o pude deixar de lembrar do chapa Marcelo Orozco dizendo que o texto de Lester Bangs sobre \u201cAstral Weeks\u201d, de Van Morrison, era melhor do que o disco. E n\u00e3o \u00e9 que o filme de Resnais seja ruim (assim como a obra prima de Van Morrison n\u00e3o \u00e9) ou que o texto seja algo incomum. Zanin apenas colocou no papel coisas que ali na tela caem sobre o colo delicadamente como flocos de neve, mas derretem. Ele escreve:\u00a0<em>\u201cSabe-se, desde as primeiras cenas, que aquela \u00e9\u00a0 uma Paris imagin\u00e1ria, artificial, gelada, onde neva o tempo todo, porque tamb\u00e9m h\u00e1 gelo nos cora\u00e7\u00f5es das pessoas\u201d<\/em>\u00a0. A tela, por sua vez, exibe um drama de pessoas congeladas em suas pr\u00f3prias almas num bel\u00edssimo exemplar do eterno cinema franc\u00eas, provocativo, intenso e teatral. Em certos momentos h\u00e1 poesia e delicadeza (como quando Charlotte conversa em uma cozinha com Thiery e a c\u00e2mera foca as m\u00e3os de ambos afundadas na neve), mas a teatralidade \u00e9 mais presente, deixando escorregar uma certa tristeza, e tamb\u00e9m uma certa decep\u00e7\u00e3o. Um quase belo filme.<\/p>\n<p>&#8211; \u201cOs Simpsons \u2013 O Filme\u201d, David Silverman, 2007<br \/>\nAcho complicado me manifestar sobre essa adapta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o Bart (e tinha que ser ele \u2013 hehe)\u00a0ter traduzido t\u00e3o bem\u00a0o misto de felicidade e incomodo que todos sentimos ao sair da sala de cinema. N\u00e3o h\u00e1 decep\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 nada que v\u00e1 mudar nossas vidas (e, bulhufas, ser\u00e1 que eles teriam que mudar nossas vidas? Ser\u00e1 que t\u00ednhamos que esperar tanto? Ser\u00e1 que n\u00e3o n\u00f3s contentamos com as mesmas incorre\u00e7\u00f5es de sempre?). \u00c9 mais do mesmo, sim, mas \u00e9 mais do mesmo em grande forma. Bem, sei l\u00e1. Eu gostei. E n\u00e3o gostei. A culpa ser\u00e1 do Homer ou minha?<\/p>\n<p>*******************<\/p>\n<p>Discos bacanas que voc\u00ea precisa ouvir:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cYes, U\u201d, Devastations.<\/p>\n<p>&#8211; Os singles de Eddie Vedder (a boa \u201cHard Sun\u201d), Beck (\u201dTimebomb\u201d), Hives (a \u00f3tima \u201cTick Tick Boom\u201d), PJ Harvey (a n\u00e3o sei o que dizer sobre ela \u201cWhen Under Ether\u201d) e Foo Fighters (a fraquinha \u201cThe Pretender\u201d)<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0Os novos de Jos\u00e9 Gonz\u00e1lez (\u201cIn Our Nature\u201d) e Rilo Kiley (\u201cUnder The Blacklight\u201d)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E o fim de semana se foi, mais uma vez. Mas n\u00e3o vou reclamar. 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