{"id":13446,"date":"2014-04-09T09:41:21","date_gmt":"2014-04-09T12:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2014\/04\/09\/the-queen-is-dead-boys\/"},"modified":"2017-10-19T16:46:43","modified_gmt":"2017-10-19T19:46:43","slug":"the-queen-is-dead-boys","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/04\/09\/the-queen-is-dead-boys\/","title":{"rendered":"The Queen is Dead, Boys"},"content":{"rendered":"<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YS3UMjNUqFM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Partindo para as \u201c\u00faltimas\u201d 200 p\u00e1ginas de \u201cThe Smiths &#8211; A Light That Never Goes Out, A Biografia\u201d, de Tony Fletcher, o trecho que mais gostei at\u00e9 agora tinha que ser sobre uma das can\u00e7\u00f5es (e, principalmente, letras) que mais gosto da banda, \u201cThe Queen Is Dead\u201d, que, segundo o biografo (e eu concordo), \u201cpassou a ser reverenciada como a melhor performance de est\u00fadio dos Smiths\u201d.<\/p>\n<p>Como acontece com v\u00e1rias can\u00e7\u00f5es da banda no livro, Fletcher decupa a produ\u00e7\u00e3o da faixa acrescentando detalhes interessant\u00edssimos (como o fato do produtor Stephen Street ter cortado um minuto da can\u00e7\u00e3o &#8211; que pode ser ouvida na vers\u00e3o \u201coriginal\u201d no v\u00eddeo acima no post &#8211; \u00e0s v\u00e9speras de entregar as masters para os advogados na pendenga Morrissey x Rough Trade, e isso ter ampliado o impacto da m\u00fasica, que, ainda assim, tem 6h24 de dura\u00e7\u00e3o, e abre o disco).<\/p>\n<p>Sempre lembro de um texto do Jos\u00e9 Augusto Lemos <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/rank.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em alguma Bizz<\/a> falando sobre \u201cRank\u201d, o ent\u00e3o \u00e1lbum p\u00f3stumo ao vivo dos Smiths: \u201cEngrossado pela guitarra de Craig Gannon, o quarteto original decola com The Queen Is Dead, na fina fronteira entre o hard e o heavy\u2026 mas qual desses dois territ\u00f3rios j\u00e1 ostentou uma letra assim\u2026 \u201cletrada\u201d ?<\/p>\n<p>E a letra de \u201cThe Queen Is Dead\u201d (esmiu\u00e7ada no livro) \u00e9 talvez um dos pontos altos da carreira de Morrissey, aquele momento em que voc\u00ea saca que o cara n\u00e3o era \u201capenas\u201d um letrista vocalista, mas estava acima, bem acima dos outros que o circundavam. Cortando para 2014 e olhando para os lados, \u00e9 triste perceber que ningu\u00e9m (seja no Brasil, seja fora) consegue falar de pol\u00edtica e pobreza e fam\u00edlia e tudo o mais como Morrissey fala nessa letra (se pegarmos as letras de todas as m\u00fasicas lan\u00e7adas em 2013, tirando um ou outro &#8211; Apanhador S\u00f3 e Deolinda, por exemplo &#8211; parece que vivemos em um para\u00edso, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim que as coisas est\u00e3o).<\/p>\n<p>No livro, Tony cita <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=727834473905358&amp;set=a.664375370251269.1073741858.100000364357573&amp;type=1&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um ensaio<\/a> em que um cara compara, de forma brilhante, Morrissey com Thatcher, e depois conclui que, enquanto Thatcher era \u201cnotoriamente quase desumanamente desprovida de humor\u201d, Morrissey estava \u201centre as estrelas mais espirituosas que o pop produziu\u201d. E, novamente, \u201cThe Queen is Dead\u201d surge como exemplo, como quando Morrissey imagina o Pr\u00edncipe Charles vestido de mulher na capa do Daily Mail ou se imagina invadindo o pal\u00e1cio e confrontando a rainha, que diz:<\/p>\n<p>\u201cEi, eu te conhe\u00e7o, e voc\u00ea n\u00e3o sabe cantar\u201d<\/p>\n<p>E eu disse: \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 nada. Voc\u00ea devia me ouvir tocando piano\u201d<\/p>\n<p>Duas frases definitivas:<\/p>\n<p>\u201cHas the world changed, or have I changed?\u201d<\/p>\n<p>E \u201ca narrativa visual que progredia retratando uma Gr\u00e3-Bretanha varrida pela chuva, entorpecida pela sua subservi\u00eancia \u00e0 realeza, \u00e0 religi\u00e3o ao \u00e1lcool e \u00e0s drogas, um local onde uma companhia \u00e9 convidada a dar um passeio para conversar sobre coisas preciosas como \u2018amor e lei\u2019 e n\u00e3o poesia, mas \u2018pobreza\u2019 &#8211; um local onde, no fim, \u201cLife is very long, when you\u2019re lonely\u201d.<\/p>\n<p>Foda. Sinto falta de letras assim\u2026 (e de letristas que percebam o mundo al\u00e9m do eu e do ele\/ela).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"253\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vD0emOe5mHo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partindo para as \u201c\u00faltimas\u201d 200 p\u00e1ginas de \u201cThe Smiths &#8211; A Light That Never Goes Out, A Biografia\u201d, de Tony Fletcher, o trecho que mais gostei at\u00e9 agora tinha que ser sobre uma das can\u00e7\u00f5es (e, principalmente, letras) que mais gosto da banda, \u201cThe Queen Is Dead\u201d, que, segundo o biografo (e eu concordo), \u201cpassou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13446"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13446"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13446\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15651,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13446\/revisions\/15651"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}