{"id":1306,"date":"2009-01-26T18:49:39","date_gmt":"2009-01-26T21:49:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2009\/01\/26\/as-duas-faces-do-autoramas\/"},"modified":"2009-05-21T12:43:21","modified_gmt":"2009-05-21T15:43:21","slug":"as-duas-faces-do-autoramas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2009\/01\/26\/as-duas-faces-do-autoramas\/","title":{"rendered":"As duas faces do Autoramas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/autoramas_lili_01.jpg\" style=\"width: 450px; height: 300px\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Texto: Marcelo Costa<br \/>\nFotos: Liliane Callegari<\/p>\n<p>Cinco anos atr\u00e1s entrevistei Gabriel Thomas na \u00e9poca do lan\u00e7amento de seu terceiro \u00e1lbum e abri o papo questionando (tomando como mote o t\u00edtulo do disco): &#8220;Nada pode parar os Autoramas?&#8221;. Gabriel foi incisivo: &#8220;Nada nem ningu\u00e9m! S\u00f3 n\u00f3s mesmos!&#8221;. O disco estava sendo lan\u00e7ado com tiragem de 3 mil c\u00f3pias pela principal gravadora independente do pa\u00eds, a Monstro, trazia alguns hits, mas deixava um elefante atr\u00e1s das orelhas: Ser\u00e1 que o Autoramas alcan\u00e7ou o seu m\u00e1ximo?<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1 a banda perdeu, primeiro, a baixista Simone (\u00edcone da primeira fase do trio) e depois Selma, gravou mais um disco (e tamb\u00e9m uma colet\u00e2nea de raridades), excursionou mundo afora e ganhou do chef\u00e3o da Rough Trade a defini\u00e7\u00e3o de &#8220;the most important independent band in Brazil&#8221;. Sem contar que Gabriel se aventurou no projeto Lafayette e os Tremend\u00f5es, que trouxe alguns bons frutos para o quarto disco do trio, &#8220;Teletransporte&#8221;, ampliando o alcance da musicalidade do grupo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, elogios e aventuras a parte, dois fatores definem a nova fase do grupo: a entrada de Fl\u00e1via, a nova baixista, que trouxe musicalidade e desempenho de palco para a banda. E Gabriel parece estar vivendo o seu melhor momento como m\u00fasico e entertainment. Juntos, esses dois fatores fizeram com que as duas apresenta\u00e7\u00f5es que a banda fez em S\u00e3o Paulo \u00e0s v\u00e9speras do anivers\u00e1rio da cidade fossem as melhores do Autoramas na capital paulista. E isso \u00e9 algo raro e extremamente positivo.<\/p>\n<p>Imagina uma banda que est\u00e1 na estrada faz nove anos, poderia ter conquistado o sucesso de massa com seu segundo \u00e1lbum, mas n\u00e3o recebeu ajuda da gravadora e ent\u00e3o criou uma reputa\u00e7\u00e3o inatac\u00e1vel no cen\u00e1rio independente. N\u00e3o sei a conta de quantos shows do Autoramas j\u00e1 vi, mas estes dois com certeza foram os melhores. Poucos nomes da m\u00fasica conseguem ampliar o alcance de seu trabalho \u2013 de forma positiva \u2013 ap\u00f3s dez anos de carreira, e o Autoramas adentra este seleto grupo.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/autoramas_lili_02.jpg\" style=\"width: 450px; height: 300px\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o de sexta \u00e0 noite, no CB, marcou a estr\u00e9ia em palcos paulistanos do projeto ac\u00fastico do trio. Nada de metais, violinos, m\u00fasicos de apoio e banquinhos. Apenas Gabriel no viol\u00e3o, Fl\u00e1via no baixo ac\u00fastico e Bacalhau na bateria. E um repert\u00f3rio impec\u00e1vel que homenageava Erasmo (&#8220;Minha Superstar&#8221;), Elvis (&#8220;Love Me&#8221;), Carl Perkins (&#8220;Blue Suede Shoes&#8221;) e Reginaldo Rossi (&#8220;No Claro e No Escuro&#8221;), resgatava Little Quail (&#8220;Galera do Fund\u00e3o&#8221;) e apresentava pela primeira vez na cidade um grande hit de Gabriel na voz de amigos seus: &#8220;I Saw You Saying&#8221;, cantada em coro pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Isso tudo sem contar o bom repert\u00f3rio pr\u00f3prio do grupo, mais rom\u00e2ntico, com destaques para &#8220;M\u00fasica de Amor&#8221;, &#8220;Copersucar&#8221;, &#8220;A Hist\u00f3ria da Vida de Cada Um&#8221;, &#8220;Agora Minha Sorte Mudou&#8221;, &#8220;O Bom Veneno&#8221; e &#8220;A 300 Km&#8221;. Gabriel n\u00e3o economiza elogios para a nova baixista em entrevistas dizendo que sem ela o ac\u00fastico n\u00e3o aconteceria, e a versatilidade de Fl\u00e1via fica evidente no palco. S\u00e3o s\u00f3 os tr\u00eas m\u00fasicos, um viol\u00e3o, e a sonoridade preenche o ambiente com classe e eleg\u00e2ncia. Para fechar a noite, uma vers\u00e3o sacolejante e instrumental de &#8220;Blue Monday&#8221;, do New Order.<\/p>\n<p>No dia seguinte, a parada era outra. No projeto Pares, do Sesc Pomp\u00e9ia, o Autoramas divida o palco com o Cachorro Grande em uma noite de guitarras em alto volume. Abriram com &#8220;Motocross&#8221; e seguiram-se hits do quilate de &#8220;Paci\u00eancia&#8221;, &#8220;Mundo Moderno&#8221;, &#8220;Nada a Ver&#8221;, &#8220;Rei da Implic\u00e2ncia&#8221;, &#8220;Voc\u00ea Sabe&#8221;, &#8220;Fale Mal de Mim&#8221; e &#8220;Carinha Triste&#8221;. Uma das poucas can\u00e7\u00f5es que marcou nos dois shows, &#8220;A 300 Km\/H&#8221; foi um dos grandes momentos da noite ao lado de &#8220;Surtei&#8221;, um blues do \u00e1lbum &#8220;Teletransporte&#8221; dedicado, neste show, para Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande. Flavia cantou &#8220;Send Me a PostCard&#8221;, do Shoking Blue, e Gabriel resgatou &#8220;1,2,3,4&#8221;, do Little Quail.<\/p>\n<p>Na seq\u00fc\u00eancia, o Cachorro Grande entrou no palco disposto a satisfazer uma horda de jovens f\u00e3s que aguardava os ga\u00fachos em S\u00e3o Paulo com ansiedade. A banda abriu com &#8220;Roda Gigante&#8221;, hit do \u00faltimo \u00e1lbum, &#8220;Todos os Tempos&#8221;, e depois fez um passeio pelo repert\u00f3rio destacando &#8220;Hey, Amigo&#8221;, &#8220;Lun\u00e1tico&#8221; e &#8220;Voc\u00ea N\u00e3o Sabe o Que Perdeu&#8221; em uma apresenta\u00e7\u00e3o bem mais comportada e polida do que o usual do quinteto. Para o final, as duas bandas subiram juntas ao palco para homenagear Beatles com uma cover de &#8220;I Saw Her Standing There&#8221; e encerrar um \u00f3timo fim de semana de rock and roll.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/autoramas_lili_03.jpg\" style=\"width: 450px; height: 300px\" width=\"450\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Mais fotos dos shows do Autoramas e do Cachorro Grande <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/lilianecallegari\/sets\/72157612925836021\/\">aqui<\/a><\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; &#8220;Teletransporte&#8221;, do Autoramas, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/05\/21\/teletransporte-do-autoramas-e-o-disco-da-semana\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Andr\u00e9 Azenha entrevista o Autoramas (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/autoramas_papo_2005.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Marcelo Costa Fotos: Liliane Callegari Cinco anos atr\u00e1s entrevistei Gabriel Thomas na \u00e9poca do lan\u00e7amento de seu terceiro \u00e1lbum e abri o papo questionando (tomando como mote o t\u00edtulo do disco): &#8220;Nada pode parar os Autoramas?&#8221;. Gabriel foi incisivo: &#8220;Nada nem ningu\u00e9m! S\u00f3 n\u00f3s mesmos!&#8221;. 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