{"id":1082,"date":"2008-11-16T20:21:20","date_gmt":"2008-11-16T23:21:20","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/16\/dirt-dont-hurt-holly-golightly-and-the-brokeoffs\/"},"modified":"2008-11-16T20:49:37","modified_gmt":"2008-11-16T23:49:37","slug":"dirt-dont-hurt-holly-golightly-and-the-brokeoffs","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/16\/dirt-dont-hurt-holly-golightly-and-the-brokeoffs\/","title":{"rendered":"&#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221;, Holly Golightly and The Brokeoffs"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"480\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/holly_dirt.jpg\" height=\"477\" style=\"width: 480px; height: 477px\" \/><\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m define a sonoridade de uma banda ou \u00e1lbum como de garagem, uma n\u00e9voa de pavor paira sobre muitos ouvintes. Holly Golightly, a dama brit\u00e2nica do folk que emprestou o nome da personagem principal do filme &#8220;Bonequinha de Luxo&#8221;, j\u00e1 avisa no t\u00edtulo de seu novo \u00e1lbum: &#8220;Sujeira n\u00e3o machuca&#8221;. &#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221; \u00e9 o segundo trabalho ao lado do m\u00fasico Lawyer Dave (ele, sozinho, responde pela alcunha de The Brokeoffs), cuja estr\u00e9ia da parceria se deu em 2007 com o \u00e1lbum de t\u00edtulo genial &#8220;You Can&#8217;t Buy a Gun When You&#8217;re Crying&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221; foi gravado na estrada, em um intervalo da turn\u00ea. O duo encontrou um est\u00fadio na Espanha equipado com uma bela sele\u00e7\u00e3o de microfones vintage e de tesouros antigos para brincar, afastou os fantasmas do lugar e em cinco dias (um a mais do que no primeiro \u00e1lbum) registrou as 14 can\u00e7\u00f5es de &#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221;. Holly conta: &#8220;N\u00f3s est\u00e1vamos um pouco cansados e sujos. Se voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o, ouvir\u00e1 a lama em nossos sapatos em algumas faixas&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da lama tamb\u00e9m fica aud\u00edvel\/percept\u00edvel uma certa camada de poeira na sonoridade do duo. Os vocais s\u00e3o divididos enquanto Holly assume o viol\u00e3o e o banjo e Dave fica com a guitarra, a percuss\u00e3o e as demais coisas com cordas. Logo na primeira faixa, a \u00f3tima &#8220;Bottow Below&#8221;, percebe-se uma vasta semelhan\u00e7a do vocal de Dave com o de Mark Lanegan, o que aconchega ainda mais o ouvinte. &#8220;Up On The Floor&#8221;, o n\u00famero seguinte, \u00e9 uma deliciosa balada rancheira, daquelas para se ouvir por tardes a fio.<\/p>\n<p>&#8220;Burn Your Fun&#8221;, com seu refr\u00e3o empolgante, e a suingada &#8220;Slow Road&#8221; fazem a cama para jogar o ouvinte sobre o primeiro single do \u00e1lbum, o country acelerado &#8220;My 45&#8221; que avisa no refr\u00e3o empolgante: &#8220;Querida, quando eu chamar seu nome, \u00e9 melhor voc\u00ea correr, \u00e9 melhor voc\u00ea esconder minha 45&#8221;. H\u00e1 espa\u00e7o ainda para um blues clim\u00e1tico (&#8220;Indeed You Do&#8221;), countrys aceleradissimos (&#8220;Getting High For Jesus&#8221;) e m\u00fasicas tradicionais rearranjadas no por\u00e3o duo (&#8220;Cuck Old Hen&#8221;, &#8220;Boats Up The River&#8221;).<\/p>\n<p>Entre os grandes momentos do \u00e1lbum est\u00e3o &#8220;Bottow Below&#8221; e &#8220;My 45&#8221;, o countryzinho sem-vergonha movido por banjo &#8220;Accuse Me&#8221;, a boa vers\u00e3o para &#8220;Hug You, Kiss You, Squeeze You&#8221; (que j\u00e1 havia sido gravada por Stevie Ray Vaughan) e a balada &#8220;For All This&#8221;, com Holly mastigando as silabas com seu fio de voz. Holly Golightly come\u00e7ou sua carreira no grupo Thee Headcoatees, mas ganhou fama quando estreou solo, em 1995, e principalmente quanto fez um m\u00e9nage a trois musical com Meg e Jack White na can\u00e7\u00e3o\u00a0 &#8220;It&#8217;s True That We Love One Another&#8221;, do \u00e1lbum &#8220;Elephant&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221; \u00e9 daqueles discos bonitos em que um punhado de can\u00e7\u00f5es executadas com paix\u00e3o\u00a0se tornam-se atemporais em uma arte cada vez mais marcada pelo agora. As vozes de Holly e Dave combinam que \u00e9 uma beleza, o que s\u00f3 amplifica a qualidade do material gravado pelos dois em cinco dias de folga de uma turn\u00ea de mais de 50 datas. Produzido pelo pr\u00f3prio duo, &#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221; \u00e9 daqueles \u00e1lbuns que correm o s\u00e9rio risco de grudar no seu Windows Media Player, e ficar l\u00e1 por um bom tempo. Eu, se fosse voc\u00ea, corria o risco. Vale a pena, afinal, a sujeira n\u00e3o machuca.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Dirt Don&#8217;t Hurt&#8221;, Holly Golightly and The Brokeoffs<\/strong> (Damaged Goods)<br \/>\nPre\u00e7o em media: R$ 55 (importado)<br \/>\nNota: 8<br \/>\nMy Space: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/hollygolightlyandthebrokeoffs\">http:\/\/www.myspace.com\/hollygolightlyandthebrokeoffs<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"480\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/holly_dave.jpg\" height=\"360\" style=\"width: 480px; height: 360px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando algu\u00e9m define a sonoridade de uma banda ou \u00e1lbum como de garagem, uma n\u00e9voa de pavor paira sobre muitos ouvintes. 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